Minimalismo

Sobre estereótipos minimalistas

25/04/2014

É verdade que quando conheci o minimalismo, me inspirei com fotos de ambientes limpos, claros e com poucos objetos. Aquela mesa de trabalho sem papel nenhum me fazia imaginar que eu seria muito mais produtiva se trabalhasse e estudasse em um ambiente igual. Mas nem sempre nossa realidade é como mostrada nas fotografias. E aí entra a questão do estereótipo: será que, como regra para ser minimalista, devemos ter um ambiente com quase nenhum objeto? Uma mesa com quase nada em cima? Será que não estamos seguindo também um padrão pré-determinado sem pensarmos em nossas realidades e necessidades individuais?

Tudo bem que eu sei que muitos possuem um ambiente assim (eu acho lindo e super inspirador, às vezes faço minhas arrumações e deixo tudo clean) mas confesso que fiquei pensativa com uma postagem de um Tumblr que acompanho (Minimalismo) que fez um questionamento:

Why a minimalist desk is always like this ?

A desk and chair, usually white.
An Apple computer, usually MacBook Pro.
A writing notebook.
A pencil.
A coffee cup.
A green plant.

Remark: usually no charger connected.

Traduzindo:

Por que uma mesa minimalista é sempre desse jeito?

  • Uma mesa e uma cadeira, geralmente branca.
  • Um computador Apple, geralmente MacBook Pro.
  • Um caderno de anotações.
  • Um lápis.
  • Um copo de café.
  • Uma planta verde.

Enquanto li os itens, olhei pra minha mesa de trabalho, que estava mais ou menos assim:

  • PC desktop (da casa, quase não funciona mais :/)
  • Caderno de anotação
  • Canetas
  • Carta do banco + cartão
  • Livro jogado
  • Casaco pendurado no encosto da cadeira
  • Porta lápis com canetas coloridas
  • Copo de água
  • R$ 10
  • Fone de ouvido
  • Post-its e tags
  • Gnomo da sorte
  • Mouse + mouse pad

Então resolvi arrumar minha mesa para me enquadrar na mesa padrão de um minimalista segundo o questionamento do post do Tumblr:

  • MacBook
  • Lápis
  • Caderno
  • Caneca (Sem café, desculpa)
  • Planta verde

Eu poderia dizer que esta é a minha realidade. Que nunca tenho nada espalhado sobre a mesa. Que só possuo estes objetos. Mas isso não é real! Você pode ser minimalista do seu jeito. O caminho do minimalismo é o SEU caminho, não o dos outros. Jamais tente ser quem você não é. Seja você, aprenda a se amar, use os exemplos de vida/quarto/mesa dos outros, como inspiração. Adapte! Faça do seu jeito!

Não seja uma cópia, não tente comprar algo pra se enquadrar em um determinado grupo. Jamais perca sua essência para ser aceito. Busque o seu minimalismo. Inspire-se e aplique tudo o que for bom dentro de seus limites, suas possibilidades. Porque na verdade, não é o que está sobre sua mesa que importa, mas quem você é.

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Vida Online

Como organizar o Facebook

09/01/2014

Como organizei meu Facebook | Vida Minimalista #vidaminimalista

O Facebook tem dividido opiniões ultimamente. A cada dia vejo mais pessoas que estão dispostas a reduzir o uso, excluir quem não conhecem e até mesmo deletar o perfil. Propagandas, memes e discussões sem sentido acabam poluindo o espaço nos causando estresse e nos fazendo perder o tempo.

Devo admitir que houve uma época em que saí excluindo diversos contatos, pra manter minha conta mais limpa, só com pessoas muito próximas e familiares, mas como tenho este blog, é normal que meus leitores se identifiquem e queiram manter um contato mais próximo. Foi pensando nisso que decidi tornar meu perfil mais público e aceitar todos que desejassem entrar em minha lista de amigos por lá.

Passei de uns 30 contatos para mais de 200 em pouco tempo e novamente me vi perdida em assuntos que não me interessavam, memes chatos, bichinhos fofinhos e diversas postagens, pois mesmo não me interessando, eu acabava lendo. Pensei na possibilidade de deletar minha conta, mas ainda preciso me comunicar com familiares de longe, amigos da faculdade e administrar o grupo do blog e a fanpage. Foi então que tomei algumas medidas pra reduzir as distrações na rede social sem afetar minha participação, além de reduzir meu tempo conectada.

Criei listas de amigos

Acho que a melhor decisão que tomei foi criar listas de amigos. Reservei um tempo pra classificar meus contatos em Família, Melhores Amigos, Faculdade, São Paulo, Música, Blog entre outras categorias. Quando quero saber notícias de meus amigos de São Paulo, por exemplo, clico na lista e leio as postagens deles.

Deixei de seguir todos os amigos

Ao passo que fui adicionando meus amigos em listas, fui também clicando em “Deixar de seguir”. Na minha timeline não tem mais atualização de amigos, pois quando quero me informar, entro na página deles ou clico na lista correspondente. Na verdade nem tenho feito muito isso, prefiro mandar mensagem SMS ou encontrar pessoalmente pra um bate-papo.

Deixei de curtir algumas páginas

O que eu curtia ano passado pode não ser mais interessante hoje. Página de lojas, produtos e algumas bandas foram “descurtidas”. Agora só aparecem atualizações do que gosto e é relevante. Recebo o feed dos meus blogs preferidos no Bloglovin e também pelo twitter, que acho bem mais útil que o Facebook.

Saí de alguns grupos

Da mesma forma que fiz com as páginas, alguns grupos que ingressei no passado já não fazem mais sentido participar hoje e os deixei para trás.

Timeline mais limpa

Apesar da poluição visual e da enorme quantidade de propagandas na timeline, agora recebo na página principal apenas notícias sobre as páginas que curto e os grupos que participo. Meu facebook virou um feed de notícias de assuntos que me interessam e limitei meu acesso a algumas vezes por dia apenas. Meu próximo passo será excluir o ícone do Facebook no meu celular e limitar meu uso na rede social apenas no computador.

Ainda não vou deletar meu perfil, mas com estas medidas tenho conseguido me livrar um pouco do excesso de informações que bombardeavam minha página cada vez que eu conectava. E você, ainda usa facebook? Como faz pra administrá-lo?

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Livros

Livro: Madame Charme – Jennifer L. Scott

23/12/2013

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

Hoje vou falar de mais um livro que acabei de ler: Madame Charme – Dicas de Estilo, Beleza e Comportamento que Aprendi em Paris, da californiana Jennifer L. Scott. Fiquei curiosa depois que a blogueira Amanda Inácio falou dele em seu blog e acabei o comprando em formato digital (Kindle). Pra falar a verdade, nunca me interessei por livros de moda, mas este me pareceu não se resumir apenas a isso e sim, sobre estilo de vida. Como acredito que podemos aprender com toda leitura que fazemos, vou contar um pouco sobre o que ele fala e o que pude aproveitar como inspiração relacionado ao tema minimalismo.

Madame Charme é um livro que conta os aprendizados de Jennifer, a própria autora, ao fazer um intercâmbio de seis meses em Paris. Apaixonada pela cultura francesa, ela narra de forma leve e descontraída o choque cultural que teve ao ser recebida por uma família tradicional parisiense. Com o fim de manter a privacidade da família, opta por chamá-la de “família Charme”, tendo como sua principal representante a Madame Charme, que lhe inspirou a repensar e a mudar alguns aspectos de sua vida.

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

Madame Charme é uma mulher elegante, discreta e que sabe aproveitar os pequenos prazeres da vida. No livro aprendemos um pouco sobre os hábitos saudáveis dos franceses de fazer exercícios físicos regularmente, de manter um guarda-roupas minimalista e alimentar-se bem em três refeições por dia.

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

O que me inspirou:

# Usar as melhores roupas. Temos o costume de comprar alguma peça de roupa e deixar para uma ocasião especial, andando muitas vezes com ar desleixado. Madame Charme não economizava suas roupas, pois para ela, todos os dias eram especiais. Nunca se sabe quem vamos encontrar pelo caminho ao sair ali rapidinho na esquina pra comprar um pão. Temos que nos arrumar para nós mesmos de forma que fiquemos satisfeitos e confortáveis.

# Ter um guarda-roupas com 10 peças boas. Quando Jennifer chegou na casa da família Charme, ficou assustada com o tamanho mínimo do guarda-roupas de seu quarto. Não caberia tudo ali. Aos poucos descobriu que ter 10 peças de boa qualidade e que combinam entre si é muito mais vantajoso que ter muitas de baixa qualidade e que não se completam, e com isso editou seus pertences e adquiriu apenas o que realmente favorecia sua beleza, combinava com sua personalidade e que possuía boa qualidade.

# Comer bem durante as refeições. A autora percebeu logo no primeiro dia que a família Charme não tinha o hábito de comer besteiras. Eles tinham o costume de fazer três refeições completas, sentados à mesa e com alimentos de boa qualidade, sem preocupações com calorias, gorduras entre outros. Os franceses apreciam um bom queijo, um bom vinho, frequentar um bom café e têm o cuidado na hora do preparo do alimento, sendo dedicados com cada ingrediente. Tanto o café da manhã quanto o almoço e o jantar fazem parte de um ritual nos quais todos sentam-se à mesa e se deliciam calmamente com a refeição. Sem tv ao mesmo tempo, sem distrações, pois é um momento sagrado. “Torne a TV uma coadjuvante na sala de estar, não a estrela principal”.

# Resistir ao novo materialismo. Se vamos sair pra comprar um objeto, compre apenas este objeto. Tudo o que compramos e não precisamos acaba se tornando bagunça. “Pode-se definir bagunça como qualquer coisa na sua casa que você não adore de fato. Bagunça também é o acúmulo de várias coisas que não pertencem a determinado lugar”. A ideia é simples, não compre o que não precisa só porque está em promoção ou é bonitinho. Se você não precisa, não há motivo algum pra levar pra casa.

Este livro me inspirou de várias formas. Claro que alguns pontos não me chamaram tanto a atenção, como a parte em que se fala da importância de se investir em bons produtos de cuidados com a pele, mas também ressalta a importância de sempre beber bastante água e, quando usar maquiagens, saber o que ressalta nossa beleza, de forma que pareça bem natural, sem exageros.

É um livro que recomendo a leitura tanto a homens quanto mulheres (o assunto não se limita ao universo feminino). À todos que buscam uma inspiração em relação ao modo de vida mais sofisticada e minimalista. Àqueles que concordam que gastando um pouco mais em determinado produto, podemos ter peças boas e duradouras, evitando gastos futuros. Pode não ser o pensamento de todos que aderem ao modo de vida minimalista, mas tenho certeza que cada leitor irá aproveitar diferentes pontos do livro.

Vocês já conheciam Madame Charme?

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