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Como uma faxina ajuda a clarear a mente

Como uma faxina ajuda a clarear a mente | Vida Minimalista, por Camile Carvalho

Eu tenho uma mania estranha que é a de fazer faxina quando estou enrolada com muitas coisas pra fazer. Alguns poderiam apontar um indício de procrastinação, mas uma característica minha é que eu simplesmente não consigo assentar minha mente se o ambiente está sujo e/ou desorganizado.

Quando estamos bagunçados por dentro (mente instável, ansiedade etc.) acabamos refletindo no exterior, o que se torna um círculo vicioso, pois nem conseguimos arrumar tempo pra fazer uma faxina e organização física nem conseguimos entrar em contato com nossas emoções e pensamentos de forma clara. Tudo parece meio turvo.

Já faz um tempo que preciso organizar minha vida online, meus compromissos pessoais e acadêmicos, mas quando olhava para o tanto de papelada que eu tinha que lidar, com emails não respondidos se acumulando na caixa de entrada e textos a serem lidos, minha reação era de me afastar de tudo isso para buscar um espaço no qual pudesse pensar e decidir o primeiro passo. Essa busca pelo espaço é muito comum, pois no centro do furacão não conseguimos ver a situação como um todo e ter total conhecimento sobre sua dimensão.

Resolvi tirar o domingo (ontem) para fazer uma super faxina por aqui. Arrastei móveis, limpei cada canto, tirei roupas das gavetas, esvaziei armários e troquei muita coisa de lugar. Foi cansativo? Demais! Mas a sensação de leveza depois de horas de arrumação e um banho energizante é recompensador. É como tirar um peso sobre os ombros, as energias parecem fluir melhor e minha mente consegue visualizar com mais clareza tudo que preciso fazer.

Se você também se encontra com a mente agitada, com muitos compromissos mas sem conseguir dar conta de nenhum deles e com uma bagunça mental, experimente fazer uma super faxina. A limpeza do ambiente físico ajuda a abrir espaço na mente, fazendo com que não apenas o nosso chão, mas também a nossa mente funcione com mais clareza.

Categorias: Comportamento

Recomece sempre que necessário

Cada um tem sua história, sua trajetória de vida e comportamento. Em nossa estrada muitas vezes encontramos curvas, bifurcações, e em algumas situações, por distração ou simplesmente por não estarmos vivendo o momento presente devido a diferentes motivos, acabamos por pegar um outro caminho.

Uma estilo de vida minimalista, como sempre falo por aqui, é uma história de autoconhecimento, na qual cada mudança que fazemos, cada passo que damos, nos tiram da zona de conforto e nos fazem experimentar desafios que nem sempre estamos preparados.

É muito mais fácil desistir? Sim! Em todos os casos em que trabalhamos com o autoconhecimento e com a autodisciplina muitas vezes nos sentimos desmotivados a continuar no caminho o qual planejamos, mas dar uma pausa nem sempre significa desistir. Às vezes tudo o que precisamos é recalcular a rota, planejar novas estradas e abastecer, para que consigamos voltar ainda mais firmes para a estrada.

Você pode estar fazendo no momento uma reeducação alimentar, mas comendo brigadeiro na panela. Pode estar caminhando para o vegetarianismo mas se entregando a um churrasco no último fim de semana. Buscando viver uma vida mais simples e minimalista, mas descobrindo que na última visita ao shopping comprou por impulso coisas das quais não precisava. E está tudo bem.

Está tudo bem porque criar um novo hábito nos tira completamente da nossa zona de conforto. Mas, assim como a reeducação alimentar para alguém muito acima do peso tem seus altos e baixos, repensar a forma como consumimos também deve ser exercitado até tornar-se um hábito, algo natural.

Toda mudança de hábito está intimamente relacionada ao nosso centro de emoções. Muitas das vezes compramos, comemos ou fazemos algo que gostaríamos de ter mudado por depositarmos naquela ação um sentimento. Pode ser um ponto de fuga que nos traz alívio imediato, porém não duradouro. E então depois pensamos no quanto não valeu a pena sairmos da estrada, vindo em seguida o sentimento de culpa.

Porém, pra ser sincera, não precisamos sentir culpa de nada! Tudo o que precisamos fazer – em qualquer dos casos mencionados – é nos reerguer, limpar a poeira e traçar um novo plano buscando a motivação certa.

Se você acha que minimalismo ou qualquer outra mudança de hábito não é pra você mas mesmo assim gostaria de tentar, comece aos poucos. Um passo de cada vez, e quando você perceber, estará mais longe do que imaginava.

E se tem uma dica que dou a quem me pergunta como voltar a viver um estilo de vida mais simples e minimalista é: recomece pelo que lhe é possível. Abra seu guarda-roupas. Será que todas as roupas ainda lhe servem? Será que não tem coisa demais? E seu banheiro, como estão seus cosméticos? Sabe aquela gaveta de papelada? Por que não tentar fazer uma super arrumação e destralhar tudo?

Comece – ou recomece – pequeno. Uma gaveta por vez. Uma pasta por vez. E quando perceber, encontrará novamente aquela força para fazer uma grande mudança. Porque às vezes tudo o que precisamos é de uma gaveta arrumada e uma mesa limpa para que possamos respirar fundo e recomeçar.

E quantas vezes devo recomeçar? Ora, quantas vezes forem necessárias.

Categorias: Minimalismo Digital

Como fazer uma Faxina Digital

De tempos em tempos eu gosto de analisar meu computador e ver o que andei acumulando ao longo dos meses e fazer um super declutter. Manter um computador minimalista com apenas os programas, arquivos e redes sociais que realmente preciso é essencial pra mantermos uma navegação rápida, limpa e saudável.

Vou compartilhar o passo a passo que fiz hoje no meu declutter digital depois de me inspirar com o tweet da Paolla Arnoni, que tinha feito uma limpeza em suas redes sociais. Sei que tem vários posts antigos da época do Vida Minimalista por aqui falando do mesmo assunto, mas sempre tem dicas novas. Vamos lá?

1 // Limpar pasta de transferência

Sabe aquela pasta onde todos os seus downloads vão direto pra lá? Sempre começo limpando a pasta de downloads/transferência. Se um arquivo é importante, deve ser imediatamente transferido pra pasta onde ele deve ficar (fotos, música, vídeos etc). Se não é importante e não precisa ser arquivado, então deve ser excluído.

2 // Músicas

Antigamente eu tinha um arquivo imenso de músicas no meu computador. Eram álbuns e discografias completas, mas como estou sempre trocando de computador/notebook/celular, não conseguia mantê-los sincronizados. Pra isso, eu precisava manter TODOS os arquivos em TODOS os dispositivos, o que dava um trabalhão, além de ocupar muito espaço desnecessário.

Atualmente mantenho apenas alguns arquivos em mp3 no meu computador, mas de músicas que não encontro facilmente e gravações da época em que eu cantava e tocava. Migrei todas as minhas músicas pro serviço de streaming Spotify, que pra mim está sendo o melhor até agora. Tenho diversas playlists por lá e uma delas vocês podem conferir aqui na barra lateral do blog (pra quem acessa pelo computador). Com o Spotify tenho todas as músicas sincronizadas em todos os dispositivos e algumas playlists ficam sincronizadas para funcionarem offline. É uma mão na roda!

3 // Fotografia

Desde que comecei a organizar minhas fotos digitais, já saio deletando as que não ficaram boas assim que as descarrego no computador. Mudei bastante o esquema de organização de fotografias desde o último post mas mais pra frente vou escrever um dedicado apenas a isso. Por enquanto adianto que minhas fotos editadas e finalizadas ficam sincronizadas no meu Dropbox organizadas em pastas blog / lifestyle / yoga / viagens / espiritualidade etc.

4 // Programas instalados

Sempre que faço uma revisão, descubro alguns programas que instalei, usei algumas poucas vezes e depois nunca mais precisei deles. Esses são imediatamente desinstalados. Se algum dia pra frente precisar deles novamente, é só reinstalar. Melhor que manter por anos uma parte do meu HD ocupado com coisas que não estão em uso. Faça uma revisão no seu computador, tenho certeza que encontrará também softwares que estão empoeirados já.

5 // Redes Sociais

Aí chegou a melhor parte do meu declutter: redes sociais. Quantas contas por aí você tem cadastro? Desde que escrevi esse post aqui tenho certeza que já surgiram dezenas de novas redes sociais e que meu email já circula por muitos outros cantos da internet. Uma dica que dou é ter um email só pra cadastros de internet e redes sociais e manter um outro particular só para amigos/profissional.

Muitas vezes nos empolgamos com projetos novos e acabamos criando contas adicionais em redes sociais que já temos, como twitter, instagram e fanpages no facebook. Há também redes sociais novas que surgem com a promessa de que serão o novo Facebook e acabamos correndo pra fazer logo um cadastro, mas quando percebemos que elas nem eram aquilo que prometemos, acabamos abandonando.

Que tal fazer uma faxina nessas contas? Será que precisamos MESMO estarmos em todas essas redes sociais? Será que não é melhor usarmos apenas algumas e direcionarmos nosso tempo pra atualizarmos poucas, porém com mais cuidado e atenção?

Quando desentulhamos nossa vida digital também melhoramos nossa qualidade de vida, afinal, perder tempo com inutilidades e guardando o que não precisamos mais é prejudicial também no meio digital. Por uma vida mais leve e com menos acúmulos, sejam eles físicos ou “invisíveis”.

Agora eu quero saber de você, quando foi a última vez que fez uma limpa no computador e nas redes sociais?