Feliz Beltane!

01/05/2012

Alguns comemoram em Outubro, outros comemoram no dia 1º de Maio, como no hemisfério norte. O Beltane, ou festa da fertilidade, é uma tradição Celta desde os tempos antigos e que sobrevive até hoje. Pagãos do mundo inteiro se unem em volta de uma fogueira para comemorar o início do verão e a morte do inverno.

Ao estudarmos as tradições pagãs, devemos escolher em que roda do ano vamos comemorar os festivais: do norte ou do sul. O recomendado, para aqueles que querem ingressar, é que um ano comemore pelo norte e outro pelo sul, para saber com qual energia se adapta melhor.

A roda do norte é a que guarda a maior semelhança com as datas das nossas comemorações atuais (que foram sincretizadas com o cristianismo), como por exemplo Ostara (Páscoa em abril), Samhain (dia dos mortos ou Halloween em outubro) e Beltane, dia em que os trabalhadores eram liberados da lavoura para que pudessem participar do festival (1º de maio, dia do trabalhador). Já a roda do sul, possui uma lógica maior em relação às estações do ano, para quem mora nesse hemisfério, visto que as estações do ano coincidem (apesar de não termos estações bem definidas). A única diferença é que terá que se acostumar a comemorar a páscoa em setembro, dia dos mortos em maio e assim por diante, mas o importante é saber que não há um certo nem uma forma errada.

Segundo a Wikipedia,

A Fertilidade nesta celebração consta como o desabrochar da Primavera, com o abrir das flores, as sementes e a vida da prole considerada no Reino Animal. Uma Festa que deve ser regada de muita alegria, com danças, coroas de flores e um banquete que valoriza os alimentos da época e principalmente a fogueira, ou algo representando o fogo. Para que possamos deixar que este elemento livre-nos das doenças e que reinicie a vida, na forma primordial, simples e pura.

Hoje, portanto, é o dia da fertilidade. Dia em que ocorrem os casamentos na tradição celta, dia de união, de fertilização, de colocar seus projetos em prática. Hojé é o dia em que o sagrado une suas forças, o masculino e o feminino se tornam um só. Pra mim está sendo um dia de encerrar ciclos, tomar decisões sobre o restante do ano, terminar tarefas inacabadas e descansar… descansar pra renovar as energias e principalmente, refletir em quê devo aplicar essa minha energia. De nada adianta gastarmos nossas forças com algo que sabemos que não vai dar certo. Ao invés disso, devemos direcioná-las para metas futuras.

Fotografias daqui e daqui.

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Minimalismo

O que tem de lixo no seu banheiro?

16/02/2012
O que tem de lixo no seu banheiro? | Camile Carvalho | #camilecarvalho

Hoje decidi fazer uma arrumação no banheiro. Depois do mega declutter de 2011, é lógico que já estou sentindo a necessidade de fazer um outro, afinal, estamos sempre guardando lixos e coisas que não precisamos sem perceber.

Hoje ataquei o banheiro. Fui atrás dos produtos com a validade vencida, embalagens vazias ou coisas que não uso mais. Em uma rápida olhada enchi uma sacola. Isso por que prometi a mim mesma só comprar um produto quando o anterior acabar, e claro, usar até o final, gastar sem economizar.

O que acontece é que a maioria das pessoas compra um produto bom, gasta um pouquinho mais de dinheiro e acaba economizando o produto devido ao valor que pagou, e o que acontece? Acabam jogando fora quando passa da validade. Não é muito mais jogo usar e abusar do que temos sem pena? Assim vamos aproveitar melhor um produto de boa qualidade e não ter pena de comprar outro quando acabar, pois saberemos que vale à pena levar pra casa.

Vamos aproveitar e dar uma olhada rápida no banheiro com uma sacola na mão? Tenho certeza que pelo menos uns 3 produtos vocês vão separar para o lixo. Não leva nem 10 minutos!

*Reflexão: Com todas essas embalagens, dá um peso na consciência do quanto de lixo estamos colocando na natureza. Será mesmo que precisamos de tudo isso? Plásticos, papeis… Pra quê serve a caixa de papelão da pasta de dentes se é a primeira coisa que vai pro lixo? Como viver causando menos impacto ambiental? Qual a solução?

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Minimalismo

Como conviver com não-minimalistas?

17/08/2011
5 Dicas para conviver com não-minimalistas | Camile Carvalho

Muitos leitores me perguntam como se deve agir quando se convive em uma família não-minimalista. Como esse também é o meu caso, acho que posso ajudar um pouco. Ao longo dos anos meus pais acumularam de tudo um pouco. Papéis, eletrônicos, fitas K7, CDs e mais um monte de coisas que se eu for listar, não acabarei hoje.

Quando comecei no meu processo de redução de tralhas, causei uma série de transtornos aqui em casa. Reclamações de que eu estava me desfazendo de coisas importantes, preocupações em relação ao que eu estava jogando fora entre outras, e foi por esse motivo que decidi ir com calma, para que não houvesse um impacto grande na família. Assim fui me desfazendo aos poucos do que não me servia mais, brinquedos da minha infância (sim, minha mãe guardava – e ainda guarda alguns até hoje), roupas que não me cabiam mais, joguei fora sacolas e mais sacolas de lixo, enfim, reduzí o que pude dos meus pertences, sem interferir em nada nos objetos da família. Como foi uma decisão minha, eu tive a consciência de que deveria apenas tomar essa decisão com o que era meu.

Para minha surpresa, meu pai um dia me chamou pra acompanhá-lo até a instituição que faço as doações, pois eles haviam separado algumas sacolas de doações e jogado muito lixo fora. Foi aí que percebi que não adianta impormos nosso pensamento aos outros, mas devemos inspirar através do exemplo. Acredito que a melhor forma de falar à família e amigos sobre o minimalismo é através das nossas ações, mostrando como nos tornamos uma pessoa melhor ao aderir a esse estilo de vida (não só o minimalismo, como qualquer outro estilo de vida). Atualmente, minha mãe está inspirada a “dar um jeito” na casa, se desfazendo do que não nos serve mais a fim de ajudar a quem precisa e de tornar o lar um ambiente mais agradável.

5 Dicas para conviver com não-minimalistas:

1 – Livre-se apenas dos seus pertences. Se a decisão é sua, não interfira nas posses dos outros. Ninguém é obrigado a viver no seu estilo de vida, cada um tem seu tempo e devemos respeitar a opinião de todos.

2 – Não convença, demonstre. Quando nos tornamos pessoas melhores ao aderirmos a determinado estilo de vida, acabamos inspirando àqueles que estão ao nosso redor.

3 – Seja determinado. Se é isso o que você quer, não se deixe influenciar por possíveis conflitos. Cada um tem que respeitar o espaço do outro, e você tem que estar seguro do que quer.

4 – Seja flexível. Embora no item acima eu tenha falado pra ser determinado, isso não significa que não tenha que ser flexível. Determinação é uma coisa, teimosia é outra. Saiba ouvir opiniões alheias para não se tornar radical. Saiba dialogar e questionar. Saiba ouvir a opinião dos outros e, com sua determinação, demonstre seus motivos da escolha do novo estilo de vida.

5 – Não seja radical. Muito tenho visto nos blogs minimalistas sobre o radicalismo. Pessoas que possuem apenas determinada quantidade de itens, outras que vestem apenas uma roupa por ano, ou que prometem não comprar nada durante um ano, como a blogueira Marina. Admiro muito quem consegue tomar tais decisões, mas nem todos conseguem. Portanto, se você sabe que essa é uma realidade muito distante, comece devagar, no seu ritmo. Você não precisa doar um caminhão de roupas num final de semana, mas pode doar 5 peças. O importante é começar de alguma forma! 🙂

Não deixe de fazer por achar que é pouco, ou que nunca vai conseguir alcançar sua meta. Caminhe, mesmo que a passos curtos, pois ficando parado ninguém chegará a lugar algum.

Ficarei muito agradecida se você puder compartilhar essa postagem no twitter ou no facebook!

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