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Slow Internet: um movimento minimalista na web

08/11/2015

Slow Internet: um movimento minimalista na web | Camile Carvalho Vida Minimalista

É verdade que agora a produção de conteúdo está mais democrática. Praticamente qualquer pessoa com um computador (ou smartphone) e uma conexão à internet é capaz de produzir algo, seja no Twitter, em um blog pessoal, YouTube ou em suas páginas do Facebook. No entanto, a possibilidade de ganhar voz junto à urgência de estar onipresente em todas as redes, fez com que houvesse uma enxurrada de dados pela internet, tanto bons quanto ruins.

Da mesma forma que queremos ter nossa própria voz produzindo cada vez mais conteúdo, também desejamos consumir freneticamente o que os outros produzem. Se abrimos nosso feed do YouTube e percebemos que tem uma quantidade enorme de vídeos novos e pouco tempo para assisti-los, logo surge uma sensação de que estamos perdendo algo, de que precisamos abrir mão de algo para que possamos “quitar” aquele débito que tanto nos incomoda.

Claro que estou dando um exemplo um tanto exagerado, alguns realmente não se importam com a quantidade excessiva de atualizações em seus feeds, mas quem nunca checou o Facebook só para ver se tinham notificações novas e se sentiu feliz ao ver que a última foto que postou recebeu mais curtidas? Será que precisamos mesmo estar sob tais sensações? Será que não estamos causando uma ansiedade sem um motivo importante?

Já escrevi aqui no blog dicas para uma vida online saudável e de como organizei meu Facebook para que não ficasse tão afogada em seus estímulos. Já passei por um período em que queria ao máximo estar longe das redes sociais, da internet e do blog, ao mesmo tempo em que queria compartilhar cada descoberta que estava fazendo com vocês. Cada dica que publico no meu blog faz parte de uma descoberta pessoal, algo que experimentei e que deu certo, e que gosto de sugerir que experimentem também e depois me contem se deu certo ou não.

Claro, não somos iguais a ninguém e o que pode dar certo pra mim pode não se adequar a outros, mas tento sempre compartilhar com vocês o que considero ser interessante e que possa ajudar de certa forma, embora às vezes erre um pouco a mão e faça do meu blog mais um estilo diário do que utilidade mesmo, e peço desculpas por estes posts que não acrescentam muito.

A questão é que há um movimento muito bacana crescendo por aí, que se chama Slow Internet. É um movimento que rema contra a maré da superexposição, do consumismo digital (não apenas relacionado a compras, mas a consumo de informação) e que nos mostra que podemos pisar no freio e desacelerar um pouco esta ansiedade de estar sempre conectado, sempre disponível e sempre consumindo tudo o que encontramos pela web. Se antes, na época das coleções de enciclopédias, já era difícil absorvermos tudo o que aquelas páginas guardavam, imaginem agora que temos estímulos constantes pulsando em nossas mentes disputando nossa atenção pela internet? Clique aqui, leia, compre, assista o vídeo e etc.

A boa notícia é que podemos ter o controle. Por mais que as redes sociais tenham se transformado em grandes simulações de praças de guerra – vide época das eleições e outros debates – podemos ser mais seletivos quanto ao conteúdo que queremos receber. Quais páginas curtimos no Facebook? Quantos perfis seguimos no Twitter ou Instagram? São pessoas que nos causam alegria, que nos colocam pra cima e dão dicas legais que podemos pôr em prática ou personalidades da web que apenas esbanjam um estilo de vida que nunca teremos e que nos causam um sentimento de não-pertencimento? O que queremos encontrar nas redes sociais? O que esperamos ao entrar de 10 em 10 minutos no nosso Facebook? O que nos causa ansiedade?

Podemos ter o controle. Basta selecionarmos melhor quais conteúdos queremos receber. Desapegue, faça um declutter digital. Desconecte-se um pouco. Eu mesma tentarei respirar um pouco de ar puro e repensar sobre o que ando escrevendo, compartilhando e produzindo em minhas redes sociais e blog. Talvez eu tire do ar alguns posts mais pessoais que acho irrelevantes e talvez faça uma revisão em outros que acho interessantes, complementando informações e corrigindo possíveis erros para melhorar a qualidade das informações do blog.

E vocês, já conheciam este movimento? O que acham da ideia? Como são seus hábitos na internet?

imagem daqui

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Nossas vidas nas nuvens

07/10/2015

Nossas vidas nas nuvens » Camile Carvalho • camilecarvalho.com

Certa vez, minha professora de Arquitetura de Informação comentou algo na sala de aula que me deixou intrigada. Ao debatermos sobre o futuro da informação agora em novo suporte digital, ela comentou que mesmo que migremos para o meio digital, nossa ânsia de acumular objetos não diminuiria, apenas estaria direcionada a outro espaço: o virtual. E completando a linha de raciocínio, levantou o questionamento sobre nosso verdadeiro motivo de querer acumular tudo.

Me transporto para as antigas eras, nas quais o homem vivia em suas cavernas e que precisava acumular o máximo de alimento que conseguisse coletar (ou posteriormente, cultivar) a fim de resguardar sua sobrevivência. O tempo foi passando e mantivemos esse apego aos objetos, às nossas posses. Queremos ter, pegar, olhar, guardar, só pra ter uma sensação de segurança. Mas nosso lar deixou de ser o repositório de tudo o que temos.

Transferimos nossos itens preciosos ao computador. E, a cada música baixada, a cada filme pirateado, acabamos acumulando tantos bytes que nossos HDs mal suportavam. E de um disquete, precisamos desenvolver o CD-ROM. E do CD-ROM, o DVD-R. RW, pra sobrescrever. HDs externos com mais e mais capacidades. Aquela foto que você tirou em 2007? Certamente ainda está lá. O problema é encontrá-la. E com isso tiramos objetos de nossas estantes, tiramos álbuns de fotos empoeirados e acumulamos em dispositivos digitais. Substituímos nossos livros por megabytes digitais em nossos Kindles, iPads e celulares. Mas ainda assim acumulamos, acumulamos e novos dispositivos, cada vez com mais espaço, são criados para dar vazão. E então surge a grande solução para guardarmos cada vez mais, sem ocuparmos espaço. Digo, o nosso espaço: as nuvens.

O que, afinal, estamos fazendo com nossos arquivos e acúmulos? Assinamos planos de serviços nas nuvens, jogamos nossos bytes sabe-se lá aonde e com isso nos sentimos confortáveis, pois podemos guardar cada vez mais. Transferimos uma música da internet (nuvem) e jogamos em um espaço não-palpável (nuvem) mas que nos pertence. A ânsia de acumular não acabou, apenas guardamos, como um esquilo guarda suas nozes, de uma outra forma, ainda mais estranha.

Se pararmos pra pensar sobre os dispositivos de memória, fica difícil prever aonde chegaremos no futuro. Se um pendrive de 16Gb de capacidade ocupa o mesmo espaço físico de um que armazena 1 Terabyte, o que poderemos armazenar no futuro no mesmo espaço, ou até em um dispositivo menor? Tudo? E o que é o tudo, afinal? Seremos capazes de armazenar um backup completo de nossas vidas em um único ponto microscópico de armazenamento quase infinito? E quem seremos, caso este dia chegue? Nós, ou nossos backups? E isso não seria uma forma de preservação da nossa existência?

E então, divagando sobre tudo isso, olho para meu computador e me pergunto por que ainda guardo tantos arquivos inúteis que um dia virarão uma simples poeira cósmica binária nessa imensidão de zeros e uns. E começo a pressionar o botão delete sem dó nem piedade, porque, por mais que eu tenha minha nuvem, quero que pelo menos um futuro backup da minha vida seja organizado.

imagem » daqui

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Tecnologia

O que fazer com um computador offline?

10/04/2015

O que fazer com um computador offline? | Camile Carvalho - Vida Minimalista

Vivemos tão conectados, dependendo tanto da tecnologia que quando a conexão cai, parece que ficamos em um vazio, sem saber direito o que podemos fazer com um computador offline. A impressão que temos é que tudo depende de uma conexão e ficamos de mãos atadas, sem conseguir resolver nada.

No entanto, há algumas tarefas que podemos fazer enquanto a internet não volta. Tarefas essas que talvez sempre deixamos para algum dia encararmos quando tivermos um tempo livre sobrando.

1. Organizar as fotografias digitais

Você sabe onde está aquela foto de um evento específico do ano retrasado? Consegue encontrá-la facilmente ou está perdida em algum lugar obscuro de seu HD? Aproveite o tempo offline para organizar suas fotografias em pastas. Eu costumo criar uma pasta para cada ano e subpastas dos meses. Fica mais organizado e em ordem cronológica.

2. Escanear documentos

Sou muito empolgada com a ideia de reduzirmos os papeis das nossas vidas, principalmente em se tratando de documentos. Tenho digitalizado todos os meus documentos importantes, e isso já me poupou muito esforço. Certo dia estava na faculdade e precisei de uma cópia da minha certidão de nascimento. Fui na xerox do andar, abri meu Dropbox* e mandei imprimir. Simples assim! Se eu não tivesse este recurso, teria que ir em casa, fazer a cópia e voltar à universidade, imaginem o tempo que eu gastaria se não tivesse essa ferramenta tecnológica!

3. Digitalize e organize seus arquivos de estudos

Pra quem é estudante, esta é uma ótima dica. Uso muito o Evernote pra guardar minhas anotações de aulas e mais uma vez, o Dropbox para armazenar os textos. Durante os estudos, seja na escola ou na faculdade, somos transbordados por textos, xerox e papeis, e se não tivermos um sistema viável para lidar com eles, acabamos nos tornando desorganizados e improdutivos.

Mesmo mantendo uma cópia física de algum texto (devo admitir que é muito bom estudar com um marca-textos na mão e fazendo anotações enquanto lemos), é bom também que guardemos uma cópia digitalizada, claro, se for um texto relevante. Sempre faço uma triagem se o que estou em mãos seria útil num futuro, e se for, digitalizo pro computador e guardo na minha pasta virtual da faculdade. É uma ótima tarefa pra realizar quando a internet cai.

4. Escreva, escreva e escreva

Neste exato momento sentei-me, liguei o computador com vários planos em mente, inclusive escrever um artigo pro blog. Ao acessar a internet – que certamente me distrairia por vários minutos antes de me permitir fazer o que eu realmente iria fazer – descobri que estava sem conexão. Claro, sempre ficamos frustrados quando isso acontece, mas como a empresa está realizando uma manutenção, não adianta ficar com raiva pois nada será resolvido com essa atitude. Abri o editor de textos e simplesmente comecei a escrever este post que talvez não seria escrito caso minha internet estivesse funcionando normalmente.

Aproveite o momento de desconexão e escreva o que está pendente. Seja um novo artigo para seu blog, uma tarefa da faculdade, algum trabalho que está procrastinando ou simplesmente desenvolva sua criatividade escrevendo algo livre. Acredite em mim, boas ideias sempre surgem quando deixamos fluir a livre escrita.

5. Destralhe!

Devo confessar que este item é o que mais gosto. Em caso de falta de internet, nada melhor que um destralhe do seu computador. Enquanto organiza sua pasta de estudos, digitaliza documentos e organiza suas músicas digitais, que tal mandar pra lixeira aqueles arquivos que você não usa mais? Quanto mais lixo acumulamos, mais difícil de encontrarmos os importantes, além de ocupar espaço no computador e deixá-lo mais lento. Desapegue também da sua tralha digital e faça o desafio de deixar seu desktop livre de arquivos soltos por aí. No final, dá gosto trabalhar em um computador todo organizado, mais leve e mais veloz.

E você, o que costuma fazer no computador quando está sem conexão com a internet? Compartilhe conosco!

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