Categorias: Comportamento

Você usa tudo o que compra?

Esses dias eu estava organizando meus produtos de beleza e maquiagem, quando me deparei com alguns velhos, e fora da validade. Não teve jeito, acabei jogando no lixo os produtos vencidos. Todos sabemos que é perigoso usar cosméticos velhos, pois pode nos causar reações alérgicas e outras dermatites. Aproveitei também pra minimizar a enorme quantidade de produtos que tinha no armário do banheiro. Sempre tive a mania de comprar cosméticos, principalmente cremes pro cabelo, e estabeleci uma nova regra em relação a eles: Só comprarei um novo quando o que eu tiver acabar.

Como divido o banheiro com minha prima que mora qui, é natural que tenha mais produtos que o necessário pra uma pessoa, já que possuímos cabelos e tipo de pele diferente, requerendo um produto específico pra cada uma de nós duas. Porém, o que ví no banheiro não foi exatamente o dobro de produtos, mas praticamente 5 vezes mais que o necessário.

Levando em consideração que dentro do box havia 1 shampoo, 1 condicionador e 1 sabonete dela, e o restante era meu, ficou claro que a culpada da tralha era eu. Não mexi em nada, e não retirei nenhum produto, apenas decidi usar um de cada vez, até acabar, para então começar a usar o próximo. Estabeleci que só comprarei um novo shampoo, um novo condicionador, creme de hidratação ou ampolas quando não tiver mais nada na embalagem. Isso vai me ajudar a economizar, a aproveitar melhor cada produto e escolher bem na hora que for comprar.

Com as maquiagens foi a mesma coisa, assim como perfumes e cremes. A decisão de usar cada um deles até o final nos dá a chance de realmente aproveitar aquele produto que investimos nosso dinheiro, nos dá o controle dos gastos sobre cada um deles e o prazer em usá-los. Porque não há nada mais desanimador que economizar um creme porque teve um custo elevado, e depois descobrir que ele passou da validade sem usarmos.

Portanto, use seus produtos. Faça com que seu investimento tenha valido à pena. Não o deixe estragando num armário de banheiro. Você vai ver que a satisfação de “ter”  é muito maior quando o usamos do que quando o exibimos como um troféu na prateleira.

Ao invés de se render a novos cosméticos que parecem nos hipnotizar nas lojas, use até o final aquele que você tem em casa. E quando for comprar, compre com consciência. Eu dou preferência a produtos Cruelty Free, que não possuem em sua composição derivados animais e nem são testados neles. Como médica veterinária, abraço essa causa com todo o carinho, mas deixarei pra falar sobre isso mais pra frente.

Categorias: Minimalismo, Papel

Vida sem papel – paperless

 

Muito se tem discutido em relação à substituição do papel por conteúdo digital. É certo que vivemos em uma era de transição, onde ainda precisamos do suporte físico pra livros, contas, boletos e extratos, mas já há pessoas que estão no desafio de viver apenas com documentos digitais.

A UFSC lançou uma campanha bacana que visa racionar o uso do papel na instituição. Com o intuito de economizar recursos naturais e agilizar os processos administrativos, o reitor anunciou no dia 18 de Outubro de 2010 a digitalização de todos os documentos e processos da universidade.

Para o blogueiro Radamés, viver sem papel não é fácil, mas com certeza um ato ecológico. Ele apóia a iniciativa de algumas empresas em enviar documentos em forma digital, e espera que um dia a assinatura on-line de um jornal passe a ser preferencial.

No meu caso, estou no processo de digitalizar todos os textos da faculdade. Para minha sorte, muitos livros que os professores recomendam se encontram em domínio público, podendo ser baixados da internet ao invés de comprá-los, o que gastaria dinheiro e seriam mais uma tralha dentro de casa pois geralmente lemos uma só vez e deixamos na prateleira empoeirando. Porém, nem sempre temos o livro digitalizado em PDF, e acabo tendo que recorrer à livraria. Quando isso acontece, prefiro pesquisar num sebo ou pelo site Estante Virtual. Comprando usado dou a chance daquele material ser aproveitado mais vezes, e quando não preciso mais, tenho maior desprendimento em passar adiante do que um livro novo lido apenas uma vez. Mantenho apenas um resumo deles em forma de mapas mentais.

Porém, meu maior desafio é, sem dúvida, as milhares de cópias que precisamos tirar para as aulas. Na faculdade trabalhamos com a seguinte proposta: A cada final de aula, o professor disponibiliza um texto na xerox para que possamos fazer a cópia e ler em casa pra próxima semana. Resultado: Filas quilométricas na porta da copiadora, muito dinheiro gasto (levando em consideração que todo dia temos cópias a tirar) e muito papel guardado em casa sem utilidade. Se formos pensar que por dia copiamos 10 folhas de papel, minha turma de 30 alunos gasta 300 folhas, ou seja, mais de uma resma de 500 folhas a cada dois dias,  o que daria… uma árvore em menos de 40 dias. (Cada árvore gera 20 resmas de papel). Isso calculando por baixo, e apenas em uma turma…

O que fazer? No meu caso escaneio os textos e tento doar a algum aluno que ainda não fez a cópia, e pego alguns textos de amigos que já leram pra digitalizar, mas não é o suficiente. Sinto falta de uma iniciativa por parte dos próprios professores. Se seus textos são digitados, impressos e disponibilizados para os alunos copiarem, por quê não enviá-los também por email?

Nós, seres humanos, ainda temos o hábito de gastar, consumir, armazenar, e para que possamos viver melhor e em “acordo” com o planeta em que vivemos, é essencial que mudemos nossos hábitos. Primeiro precisamos da conscientização, e depois, da ação. Apenas reduzindo nosso consumo em geral, podemos nos tornar grandes colaboradores para a preservação do meio ambiente.

E você? Como lida com os papeis? Vamos reduzir?

Categorias: Desapego

Praticando o desapego: doando meus sapatos

Praticando o desapego: doando meus sapatos | Vida Minimalista por Camile Carvalho

Aqui em casa nós temos, no quartinho dos fundos, um depósito de todo tipo de tranqueira que se possa imaginar. Sapatos velhos misturados aos novos, roupas de 50 anos atrás, aparelhos eletrônicos que não funcionam mais, caixas cheias de coisas que nem se sabe o que tem dentro… Deu pra imaginar? Isso porque meus pais já fizeram uma mega arrumação jogando muita coisa no lixo há mais ou menos 1 ano.

Aproveitando que meus pais estão viajando e como vida com a situação das enchentes e deslizamentos da região serrana do Rio de Janeiro, estou praticando o desapego e resolvi organizar aquela primeira porta do guarda-roupas do quartinho. Acreditem ou não, mas enchi duas sacolas gigantes de sapatos antigos (porém em bom estado de conservação) para doar às vítimas das enchentes.

Sim, eu falei duas sacolas inteiras de sapato, e ainda ficou muita coisa guardada, de modo que é quase imperceptível que retirei todos esses calçados.

Tênis antigos, muitos chinelos, sandálias que não curto mais… Tudo será encaminhado devidamente para quem precisa, pois ninguém aqui em casa precisa mais desses sapatos, porque o que está em uso deixamos no guarda roupa do quarto. Além dos sapatos, também consegui separar outras duas sacolas de roupas para doação. Não vejo a hora de levar ao posto, aqui no Rio de Janeiro.

Por hoje é só, daqui a pouco vou sair para levar as doações.

Não deixe de ajudar a quem está precisando! Vamos nos mobilizar!