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Nossas vidas nas nuvens

Nossas vidas nas nuvens | Vida Minimalista #vidaminimalista por Camile Carvalho
Certa vez, minha professora de Arquitetura de Informação comentou algo na sala de aula que me deixou intrigada. Ao debatermos sobre o futuro da informação agora em novo suporte digital, ela comentou que mesmo que migremos para o meio digital, nossa ânsia de acumular objetos não diminuiria, apenas estaria direcionada a outro espaço: o virtual. E completando a linha de raciocínio, levantou o questionamento sobre nosso verdadeiro motivo de querer acumular tudo.

Me transporto para as antigas eras, nas quais o homem vivia em suas cavernas e que precisava acumular o máximo de alimento que conseguisse coletar (ou posteriormente, cultivar) a fim de resguardar sua sobrevivência. O tempo foi passando e mantivemos esse apego aos objetos, às nossas posses. Queremos ter, pegar, olhar, guardar, só pra ter uma sensação de segurança. Mas nosso lar deixou de ser o repositório de tudo o que temos.

Transferimos nossos itens preciosos ao computador. E, a cada música baixada, a cada filme pirateado, acabamos acumulando tantos bytes que nossos HDs mal suportavam. E de um disquete, precisamos desenvolver o CD-ROM. E do CD-ROM, o DVD-R. RW, pra sobrescrever. HDs externos com mais e mais capacidades. Aquela foto que você tirou em 2007? Certamente ainda está lá. O problema é encontrá-la. E com isso tiramos objetos de nossas estantes, tiramos álbuns de fotos empoeirados e acumulamos em dispositivos digitais. Substituímos nossos livros por megabytes digitais em nossos Kindles, iPads e celulares. Mas ainda assim acumulamos, acumulamos e novos dispositivos, cada vez com mais espaço, são criados para dar vazão. E então surge a grande solução para guardarmos cada vez mais, sem ocuparmos espaço. Digo, o nosso espaço: as nuvens.

O que, afinal, estamos fazendo com nossos arquivos e acúmulos? Assinamos planos de serviços nas nuvens, jogamos nossos bytes sabe-se lá aonde e com isso nos sentimos confortáveis, pois podemos guardar cada vez mais. Transferimos uma música da internet (nuvem) e jogamos em um espaço não-palpável (nuvem) mas que nos pertence. A ânsia de acumular não acabou, apenas guardamos, como um esquilo guarda suas nozes, de uma outra forma, ainda mais estranha.

Se pararmos pra pensar sobre os dispositivos de memória, fica difícil prever aonde chegaremos no futuro. Se um pendrive de 16Gb de capacidade ocupa o mesmo espaço físico de um que armazena 1 Terabyte, o que poderemos armazenar no futuro no mesmo espaço, ou até em um dispositivo menor? Tudo? E o que é o tudo, afinal? Seremos capazes de armazenar um backup completo de nossas vidas em um único ponto microscópico de armazenamento quase infinito? E quem seremos, caso este dia chegue? Nós, ou nossos backups? E isso não seria uma forma de preservação da nossa existência?

E então, divagando sobre tudo isso, olho para meu computador e me pergunto por que ainda guardo tantos arquivos inúteis que um dia virarão uma simples poeira cósmica binária nessa imensidão de zeros e uns. E começo a pressionar o botão delete sem dó nem piedade, porque, por mais que eu tenha minha nuvem, quero que pelo menos um futuro backup da minha vida seja organizado.

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Criando meu Armário-Cápsula

Criando meu Armário-Cápsula (capsule wardrobe) » Vida Minimalista » #vidaminimalista

Na primeira vez que ouvi falar sobre Armário Cápsula (capsule wardrobe), foi quando ainda tinha o blog Vida Minimalista. Achei a ideia super legal, mas não muito viável pra mim, já que estou em constante mudança, principalmente com minhas roupas. Ora gosto de calçar meu All-Star com minha camisa xadrez, ora estou com uma saia esvoaçante e tem momentos que me visto apenas com uma legging, sapatilha e blusa, pronta pra praticar yoga se pintar uma oportunidade.

Pra falar a verdade, sempre senti uma certa indefinição quanto ao estilo de me vestir, mas uma coisa é certa: não sou perua. Nem tampouco consumista. Roupas que esbanjam uma etiqueta famosa não me atraem, ao menos que eu realmente goste muito e estejam à venda por um valor que eu possa pagar. Cresci em uma família na qual aprendi desde cedo a valorizar o dinheiro que ganho, e reflito bastante antes de levar peças de roupas até o caixa para pagá-las.

No entanto, com essa minha indefinição de estilo – ou talvez ser indefinida seja o meu estilo! – me faz ter peças de roupas de diferentes estilos, que na maioria das vezes não combinam muito bem entre si. Mesmo tendo um guarda-roupas cheio, volta e meia me vejo sem opção do que vestir, apenas porque uma peça coringa está pra lavar e com o que tenho disponível não dá pra fazer muitas combinações.

Há dois livros que gosto bastante que me fizeram encarar o estilo pessoal de me vestir com outros olhos. Um deles é o Vista Quem Você é, das meninas do blog Oficina de Estilo. Cris Zanetti e Fê Resende são consultoras de estilo pessoal e dão várias dicas, tanto em seus blogs quanto no livro, que me fez repensar o que eu estava comprando, se realmente combinava comigo.

O outro livro se chama Madame Charme, e tem resenha aqui no blog. Conta a história (real) da Jennifer Scott, uma americana que ao passar meses em Paris, viveu na casa de uma família super tradicional e aprendeu demais sobre estilo pessoal. Em ambos os livros, a mensagem maior é que menos também é mais no caso de roupas, e que não precisamos entulhar nosso guarda-roupas para ficarmos elegantes e comunicar quem somos através do que vestimos.

A ideia de ter um guarda-roupas reduzido até me chamou a atenção, e os posts sobre declutter no armário aqui no blog não me deixam mentir. No entanto, a questão não é apenas doar tudo aquilo que não usamos e manter uma quantidade mínima viável, mas saber o que manter e também o que adquirir para que possa haver uma maior possibilidade de combinações. Às vezes, uma única peça comprada pode ser a chave para várias combinações diferentes que talvez não seria possível com o que temos em casa. E é muito importante que, ao comprarmos algo, estejamos atentos à qualidade. Afinal, de nada adianta pagarmos baratinho por uma peça que durará apenas algumas lavagens. Mas também temos que ficar atentos se aquele preço um pouco maior vem realmente da qualidade da peça, ou apenas de uma etiqueta famosa colada.

Capsule Wardrobe

O conceito de armário-cápsula surgiu com Titta Aguiar  em seu livro “Personal Stylist – Guia para Consultores de Imagem” e foi popularizado pela blogueira Caroline Rector, do blog Unfancy. Ao desapegar do máximo viável, Caroline chegou a um número de 37 peças, que seria seu número ideal. Grifo esta parte pelo motivo de que cada um tem suas necessidades, e uma das coisas que me chateavam no minimalismo é direcionar nossa energia em números e se preocupar apenas com a quantidade de peças. Vale, então, ressaltar que cada indivíduo é um indivíduo com suas próprias características e necessidades, e que todo este processo de minimalizar um guarda-roupa está muito mais relacionado à praticidade, desapego e autoconhecimento.

Criando meu Armário-Cápsula (capsule wardrobe) » Vida Conectada » #vidaconectada

Um armário cápsula representa mais tempo + mais dinheiro + mais energia para coisas na vida que realmente importam.” #unfancy

Mas não foi apenas a blogueira Caroline Rector que me inspirou a tentar criar um armário cápsula. Já faz um tempinho que venho acompanhando a Gabi, do blog Teoria Criativa, que também resolveu encarar o desafio de reduzir seu guarda-roupas e até criou um grupo no Facebook chamado Em busca de um armário-cápsula para debater sobre o assunto. E depois de navegar pelas dicas no grupo, levantei-me empolgada e comecei a minha arrumação.

Meu armário

Mesmo tendo feito um super declutter no meu guarda-roupa, ainda mantenho peças de roupas que gosto bastante. Depois da última organização seguindo as dicas do livro A Mágica da Arrumação, da Marie Kondo (tem resenha aqui no blog), desapeguei de muitas peças, mas ainda mantive aquelas que amava. Porém, amar uma roupa e não usá-la não faz muito sentido, e por este e outros motivos decidi arriscar fazer um armário-cápsula pra usar bastante roupas que eram boas, mas que estavam guardadas no fundo da gaveta, ou tirar de circulação aquelas que estavam destoando um pouco do restante das roupas.

Primeiro passo

O primeiro passo que dei foi abrir as gavetas e retirar todas as peças que tinha. Coloquei sobre a cama minhas blusas, vestidos, calças, saias e casacos, ou seja, fiz uma pilha enorme. Aproveitei para limpar as gavetas e usar minha essência de lavanda para receber as peças que voltariam.

Criando meu Armário-Cápsula (capsule wardrobe) » Camile Carvalho » #camilecarvalho

Criando meu Armário-Cápsula (capsule wardrobe) » Camile Carvalho » #camilecarvalho

Aproveitei também para fazer a troca dos cabides. Ano passado comprei cabides de ferro para padronizar, mas nem cheguei a completar todos e já me alertaram que a durabilidade não era tão boa quanto um de madeira. Parei de investir em cabides nesse material e comecei a comprar, aos poucos, cabides de madeira para um dia, organizar meu guarda-roupas. Este dia chegou! 😀

Criando meu Armário-Cápsula (capsule wardrobe) » Camile Carvalho » #camilecarvalho

Separei minhas camisas em pilhas sobre a cama, e fui percebendo que tenho uma grande quantidade de peças nas cores branca, preta e cinza. Também reparei que tenho muitos vestidos, mas que raramente os uso. A proporção de vestidos e saias para calças e camisas é completamente desproporcional! Sempre penso em ter boas roupas de sair, mas sou uma pessoa extremamente caseira, o que significa que eu deveria ter mais roupas para o dia-a-dia (faculdade + trabalho) do que roupas para festas e eventos.

Criando meu Armário-Cápsula (capsule wardrobe) » Camile Carvalho » #camilecarvalho

Após fazer toda a triagem e separar as peças que estavam em boas condições das que não estavam tão boas para continuar usando, fui pendurando nos cabides novos os vestidos, camisas, saias e calças que pretendo usar.

É importante fazer uma observação: a ideia de ter um armário cápsula é de que as roupas selecionadas para uso sejam para uma determinada estação, ou seja, uma quantidade X de roupas que serão usadas por 3 meses. No entanto, ainda não consegui definir bem o tempo que as usarei, já que aqui no Rio de Janeiro não temos estações bem definidas, além do tempo ser um pouco louco. Em um dia temos aquele sol de bronzear na praia e no outro a temperatura cai e chove o dia inteiro. Seria mais fácil se tivéssemos as estações do ano mais definidas, mas como não temos, meu armário-cápsula será um tanto experimental.

Criando meu Armário-Cápsula (capsule wardrobe) » Camile Carvalho » #camilecarvalho

Consegui finalizar a organização inicial para um número legal de roupas que tentarei usar. Na ideia original, se contam as roupas e sapatos, e se deixam de fora as roupas de dormir, de ginástica e acessórios. No meu caso não cheguei a mexer nos sapatos nem nas roupas de ginástica, deixarei para uma outra etapa. Mas já adianto que agora consigo ter uma noção mais clara do que tenho para uso e de algumas peças que pretendo comprar para aumentar o número de combinações entre o que já tenho, como adquirir mais uma legging preta (dou aulas de yoga, preciso de calças confortáveis), um short bege e mais um jeans.

Como o post já está ficando bem grandinho, vou deixar para falar mais sobre o assunto conforme for organizando ainda mais meu armário-cápsula. Enquanto isso vou pensando e repensando sobre o que tenho, se manterei ou removerei alguma peça, ou seja, é um processo que no meu caso não dá pra ser feito do dia pra noite.

Considerações

  • Não separei nenhuma roupa para doar. Já havia feito um super declutter anteriormente e pretendo fazer ajustes ainda no meu armário, o que significa que posso pegar uma roupa que estava guardada para usá-la ou vice-versa. Estou em “período de adaptação“, se isso existe. 😛
  • As roupas que não pretendo usar coloquei em outra parte do guarda-roupas. É lá que guardo meus casacos de frio, sobretudos e vestidos de festa.
  • Ainda estou descobrindo qual cartela de cores combina mais comigo, mas já tenho uma ideia que ter cores neutras e pontos de cores é a melhor opção. No meu caso, adoro o rosa antigo (primeira camisa na foto acima) e me sinto muito bem com esta cor. Quero evitar ter tudo muito colorido.
  •  Não estou fazendo um armário limitado a uma única estação, mas sei que quando o verão chegar, precisarei mudar muitas peças. Se aqui no Rio de Janeiro tivemos quase 40ºC no inverno, não quero imaginar como será a temperatura no verão.
  • É importante repetir: cada um tem suas necessidades. Estabelecer um número de itens pode parecer desafiador, contanto que não cause estresse. O importante é o autoconhecimento que temos durante o processo do desapego e também por conhecermos melhor nossa própria personalidade e como nos comunicamos ao mundo.
  • Ainda não concluí meu armário-cápsula, mas consegui dar o meu primeiro passo. 🙂

Agora quero saber de vocês: quem já experimentou ter um armário-cápsula? Deixem aqui suas dicas e ideias sobre o assunto! E se gostaram do post, ficaria muito feliz se compartilhassem em suas redes-sociais. <3

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O minimalismo e a quantidade de itens

Quando conheci o conceito do minimalismo, não havia muitas pessoas escrevendo sobre isso, nem em blogs nem em livros. Blogs como Zen Habits, Be More With Less, Unclutterer entre outros eram algumas de minhas fontes de inspiração sobre o assunto, e quanto mais eu os lia, mais olhava ao meu redor e me sentia sufocada com tantos pertences que havia acumulado há anos.

No meu armário, além de muitas roupas, também se encontravam jogos da minha adolescência, pastas de recordações, caixas de brinquedos – um dia meus filhos vão brincar com isso – e objetos que eu sequer sabia que estavam ali. Era tudo em grande quantidade, que se alguém me perguntasse o que eu tinha guardado, eu não saberia responder de forma objetiva.

Na minha escrivaninha – que mal fechava a gaveta – papeis pulavam por toda parte. Cadernos antigos, anotações, xerox de aulas que eu não tinha mais e muitas, mas muitas canetas de todos os tipos.

Se percorrêssemos os olhos pela estante da sala, mal conseguiríamos encontrar um CD ou DVD específico tamanha era a bagunça, provocada também, claro, pelo excesso de itens.

Meu ponto de partida foi quando, depois de consumir bastante informação sobre minimalismo em blogs estrangeiros, ler alguns livros sobre budismo – que por sinal, recomendo a todos que querem aprender sobre o desapego – e participar de algumas listas de email sobre organização e GTD, houve a tragédia das enchentes na Região Serrana aqui no Rio de Janeiro.

Sei que já contei esta história diversas vezes, mas é sempre bom relembrar. Por mais que leiamos sobre algo, nos interessemos por determinado assunto, às vezes precisamos de algo que nos dê um empurrão, e infelizmente foi uma tragédia como esta que me fez repensar se havia mesmo a necessidade de manter guardado tudo o que eu tinha acumulado por anos. Foi então que comecei, sem dó nem apego, a esvaziar meu guarda-roupas.

Depois do primeiro declutter, não consegui mais parar. Eu queria reduzir ao mínimo meus pertences, em busca de uma nova vida mesmo, como um recomeço. A sensação de ter o controle sobre minha vida me motivou a me desfazer de tudo o que não fazia mais sentido manter. Roupas, livros, artigos de papelaria, brinquedos, CDs e DVDs… quanto menos sobrasse melhor, e números, nesta época, significavam muito pra mim.

Qual seria o número ideal de peças de roupas? E de livros? Quantos pares de meia eu deveria ter?

Busquei respostas em blogs e me animava ao encontrar projetos minimalistas de pessoas que viviam com 100 objetos. Mas pra minha tristeza, após contar minhas roupas, eu via claramente que nunca conseguiria me encaixar neste modelo de vida. Isso significava que eu precisaria me esforçar mais para ser digna de ganhar o rótulo minimalista, como um prêmio em plaquinha a ser colocada na parede do meu quarto.

Algo estava errado. Eu  jamais conseguiria ter um número x de objetos. Mas eu queria ser minimalista. Queria desfrutar dos benefícios que uma vida menos acumuladora me proporcionaria. E foi ao longo dos meses, dos anos, que aprendi algumas coisas em relação ao minimalismo:

1. Minimalismo não é um rótulo

Eu não preciso sair por aí com uma faixa na testa dizendo que sou minimalista. Nem tampouco preciso seguir padrões pré-estabelecidos para fazer parte de um grupinho. Isso não é um clube, é nossa vida individual.

2. Não viver em caixinhas

Se eu sou minimalista, LOGO, devo agir de tal e tal forma, pensar de tal e tal maneira etc. Não, eu não preciso. Claro que uma reflexão leva a outra, uma atitude pode estar relacionada a outra, mas não precisamos adotar um bloco de estereótipos para nos considerarmos fazendo parte de algo.

Um exemplo? Pessoas minimalistas vivem em casas quase sem móveis, num ambiente com cores claras, móveis modernos, têm sobre a mesa apenas um computador, uma caneta e blá blá blá. Não! Esqueçam isso. Vocês podem pensar o minimalismo e manter suas almofadas coloridas indianas sobre o sofá retrô e manter sua parede da sala pintada de azul turquesa. Acredite!

3. Não precisamos competir

Tenho percebido que alguns minimalistas parecem competir em relação a quantidade de roupas, itens, livros etc., mas a transformação pessoal deve vir de dentro, não por um motivo externo. Ninguém precisa se comparar a ninguém, o processo de autoconhecimento e desapego deve ser pessoal e por motivações internas e não ligadas ao ego.

4. Quantidade não é importante

Qualidade sim. Qualidade de vida, qualidade do que decidimos manter em nossas vidas. Qualidade das amizades, dos livros, enfim, números pouco importam. O que importa mesmo é se você vai sentar-se em sua casa, respirar fundo, olhar ao redor e se sentir feliz, pleno e grato por estar em um ambiente agradável com coisas que te fazem bem, e não em um ambiente cheio de tralhas acumuladas que só servem para ocupar espaço e não significam nada.

5. Não precisamos nos desfazer do que amamos

Se você ama livros, mas quer adotar o minimalismo como princípio de vida, qual o problema em manter sua biblioteca pessoal? Nenhum problema. Esteja cercado daquilo que você ama. Se sua paixão é aquela coleção de carrinhos sobre a prateleira, não há problema algum em mantê-la. A questão em foco é desapegar daquilo que não faz mais sentido em suas vidas. Sabe aquelas roupas que não cabem mais? Aqueles sapatos que te apertam e você não usa? Aqueles livros infantis que você tem guardado numa caixa sobre o guarda-roupa há anos? Desapegue. Mas nunca se sinta culpado em manter o que você realmente gosta.

Escrevi este post pra tentar explicar a quem está conhecendo o conceito minimalista agora, numa tentativa de mostrar que você não precisa sair de um extremo diretamente ao outro. Você não precisa viver com pouco, mas com o suficiente. Você não precisa abandonar o que ama para se enquadrar em uma caixinha rotulada. Abandone apenas o que não precisa estar com você. Objetos, sentimentos, tudo o que não fará falta ou está te prejudicando. O resultado será mais espaço para coisas boas entrarem em sua vida. Sim, coisas boas, e jamais um sentimento de tristeza ao forçar algo que você não é.

Esvazie suas gavetas, limpe seu ambiente. Sente-se com os olhos fechados e respire fundo. Ainda não se sente feliz no seu lar? Recomece o processo. Só você saberá o ponto de equilíbrio, o caminho do meio. Tente ouvir aquela voz que vem de dentro. Não busque externamente, em caixinhas e rótulos, mas procure dentro de você sua própria essência.