Categorias: Meu Diário

Novidades, youtube, vlog e retorno ao blog

Novidades do blog - Camile Carvalho - Vida Minimalista - Camilando

Voltei. Vim compartilhar algumas alegrias com vocês aqui junto com umas novidades. Primeiro, estou de volta no meu endereço original, o Camile Carvalho. O Camilando foi muito importante pra mim por um longo período da minha vida e também foi muito bacana no meu momento mais saudosista dos blogs de antigamente.

Eu amei resgatar esse projeto por 1 ano, mas com a decisão de ir pro Youtube usando o meu próprio nome, eu senti que eu estava muito espalhada por aí. Resolvi, então, unificar tudo pra ficar mais fácil de me encontrar: sou a Camile Carvalho no youtube, no blog, no Instagram, no threads e no Google. Assim, fica bem mais fácil pra quem me procurar por aí.

São tantas novidades que o canal do youtube está me proporcionando que eu nem sei se conseguiria listar tudo por aqui. Eu realmente estou amando me jogar novamente nos vídeos, mas a saudade dos textões voltou também. São 00:56 e eu estou aqui, editando foto, escrevendo, ajeitando CSS do blog e olhando cada detalhe para proporcionar uma melhor experiência pra todos nós aqui no blog. Não sei ainda como ficou no celular, mas recomendo que vocês leiam meus textos aqui como antigamente: numa tela de computador.

Vlogs e Osmo Pocket 3

Comprei aquela câmera Osmo Pocket 3 pra fazer vlogs e estou empolgadíssima. Apesar dos vlogs não renderem tantos frutos no youtube, este formato chegou pra mim como uma nova possibilidade de variar o conteúdo, saindo daquela mesmice de gravar dentro do meu quarto. Eu sei, o youtube adora constância e repetições (de cenário), mas a minha ideia com o canal é que ele reflita minha rotina, minha vida e meus interesses, sempre equilibrando com as demandas de quem me assiste.

Organização de fim de ano

Cheguei em dezembro querendo destralhar tudo. Eu acho que a Vida Minimalista se afasta e se aproxima de mim de tempos em tempos, como um movimento, como uma respiração. Há momentos em que acolho, ao meu redor, inúmeras coisinhas, quinquilharias, estímulos, cores e objetos. Mas, logo em seguida, vem a sensação de ruído mental, de excesso, e então começo a me desapegar do que acumulei, refletindo sobre esses momentos mais “preenchidos” na minha vida.

Talvez tenham a ver com as estações do ano? Talvez. No inverno eu estava mais acumuladora, como quem precisa estar rodeada de símbolos e significados. Agora, com a chegada do verão, me vejo soltando tudo o que não preciso mais. E então, mais uma fase se inicia.

E adivinhem quem fez parte dessa fase da minha vida? Ela mesma, a Marie Kondo e seu método Konmari. Fui fazendo cada etapa enquanto relia seu livro, mas por conta do tempo, só consegui fazer o das roupas, livros e papelada. Só não, né? Olha só quantas coisas eu destralhei! Ainda não cheguei na parte das quinquilharias (komono) e nem nas memórias afetivas, mas só de esvaziar bastante meu espaço onde vivo, já me deu uma sensação incrível de respiro. Acho que não conseguirei concluir tudo até o final do ano, mas em janeiro, pretendo continuar nessa jornada.

Me contem, como vocês estão? Quem chegou até aqui, teve dificuldade de encontrar o blog? Espero que tenha dado tudo certo essa transição, afinal, não é tão simples assim mudar de endereço e continuar sendo encontrada. Até a próxima! 

Categorias: Meu Diário

Ah, como é bom voltar pra mim!

Como é bom voltar pra mim - Camile Carvalho, a menina do Vida Minimalista

Escrevo este post de madrugada. Pois é, hoje algo me tocou profundamente na alma, que me fez começar a enxergar a minha própria presença na internet de forma diferente.

Sabe, eu sou daquele tipo de blogueira das antigas, como vocês podem perceber até mesmo fuçando os arquivos deste blog (que eu tenho apenas desde 2010, por ter perdido todos os meus blogs desde, sei lá, 2000, na era do kit[.]net). E o que eu tenho pensado hoje, o dia inteiro – ou seria ontem, pois já passam das 2h da manhã e eu sigo desperta, – é que parece que, lentamente, reencontro a minha própria voz.

Foi um longo caminho seguindo métodos, SEO, marketing digital, técnicas de posicionamento no Instagram, e a agonia só aumentava. Sim, eu sei, há muitos que ganham seu sustento utilizando tudo isso, vendendo seus serviços e produtos, mas eu cheguei a um ponto de saturação tão extrema que eu sequer conseguia mais habitar aquele app. Eu só queria paz, mas ao mesmo tempo, não queria perder nada dali.

Eu levei muitos anos pra construir a imagem da professora de yoga, daquela que entende sobre o que ensina, que fez cursos, que chegou a morar na Índia, que carrega, em sua bagagem, muitas histórias e experiências.

Mas eu não era somente aquilo.

Aqui, nos bastidores – acho que podemos chamar de vida real, – eu era uma pessoa (pasmem), normal. Com meus altos e baixos, minhas manias, desejos e maluquices. Enquanto ensinava sânscrito, mergulhava em temas sérios e debatia sobre a Civilização de Mohenjo Daro e Harappa e se Pashupati é ou não uma representação de um Proto Shiva, eu também tinha meus dias de pijama, comendo um balde de pipoca assistindo a vídeos de cadernos no Youtube. Eu apenas não mostrava a minha coleção de canetas coloridas e minhas habilidades de decorar o nome de seus modelos e arrumar pares perfeitos para cada papel, de acordo com suas texturas e fibras.

Ah, e aqueles dias em que eu mergulhava nos episódios de Cavaleiros do Zodíaco e reassistia toda a saga do santuário? Acho, aliás, que fui extremamente influenciada a gostar dos astros por conta da minha infância nesse universo. Pois é, eu sou múltipla. Aliás, todos somos.

Não somos apenas um nicho, apenas mostramos, evidenciamos uma parte de nós na internet. No entanto, quanto mais eu colocava uma lente sobre uma parte de mim, mais eu mesma me via como sendo apenas aquilo. Isso, definitivamente, não é nada saudável.

Retorno financeiro, eu não tinha, sejamos sinceras. Seguia dando minhas aulas de Yoga presenciais, um ou outro aparecia nas aulas por ter me conhecido pela internet, mas pouquíssimos foram aqueles que, de fato, eram atraídos por conta de todo o meu trabalho na rede de rolar o feed. No entanto, a energia que eu punha naquele local era tamanha, que eu, de fato, acreditava que aquilo ali estava moldando a minha imagem, minha reputação e minha credibilidade.

De certa forma, ajudou. Hoje muitos me conhecem por conta da Índia, principalmente quando eu registrei as minhas viagens pra lá. Mas, sinceramente, há muito mais Camiles em mim do que eu poderia imaginar. Há, inclusive, a Camile do Camilando. Do Vida Minimalista. Dos blogs das antigas, dos cadernos, da papelaria, das canetinhas coloridas. Da patinação no gelo, da Médica Veterinária que largou a carreira pra seguir na Comunicação. Há também a Camile estudiosa, nerd, aquela que adora os bosques de Carvalho e que segue escrevendo o nome da árvore em maiúscula por ser seu sobrenome. Eu sei, às vezes escapa.

A questão é que, mesmo eu sendo sim, tudo aquilo que eu evidenciei por tanto tempo, havia outras partes de mim sufocadas. E que, em um rompante, veio à tona como uma catarse que culminou em uma tarde de inverno, uma câmera, um tripé e uma coragem.

Eu gravei o meu primeiro vídeo no dia 5 de julho de 2025 contando que eu havia voltado. Eu sei, eu já habitava o Youtube há muitos anos com vlogs, vídeos de yoga e de tudo um pouco. Mas toda a minha vida pregressa estava privada, escondida. O vazio da página do youtube me fazia acreditar que eu não era mais aquilo. Mas, ao clicar em gravar, pra contar que eu havia voltado pro youtube, mal sabia eu que, na verdade, eu estava voltando pra mim mesma.

Voltando pra Camile que ama cadernos, papelaria, canetas coloridas. A Camile que conhece as canetas pelo nome. A Camile que faz patinação, que caminha na orla, que coloca um biquini e pega um sol na praia. Que ama a roda do ano Celta, que se conecta com a lua, que abre as cartas do tarot e outros oráculos só pra dizer a si mesma o que já sabia. Aquela que passa noites lendo no Kindle, num livro em papel, ou em qualquer lugar, mas sempre com um caderno e marca-textos do lado. Aquela Camile leve que, quando tem vontade, posta a foto do cachorro, do sol, da árvore, de um livro misterioso ou dos sapatos durante a aula.

Eu estava voltando pra mim.

São 3h da manhã e eu estava agoniada. Escrevi muito nos meus cadernos. Fiz colagens. Atualizei meu planner. Organizei meu Notion. Mas mal sabia eu que esse texto, que há muito estava entalado, só precisava sair de mim para que eu pudesse, enfim, dormir.

Enquanto escrevo, compreendo mais a mim mesma.

Ah, como é bom voltar pra mim…

Categorias: Videos

Voltei pro YouTube!

Enfim, depois de alguns (muitos) anos longe das telinhas, eu criei coragem e gravei o meu vídeo de retorno ao YouTube. Mas eu preciso contar, antes de qualquer coisa, sobre as dificuldades dos bastidores pra gravar esse vídeo.

Desde o ano passado eu penso em voltar a produzir conteúdo no youtube. Minha principal reclamação no Instagram é quanto à pressa, o hábito de rolar feed e consumir um conteúdo fragmentado, picotado. Eu amo consumir conteúdos longos, como vídeos de 20 ou 30 minutos no youtube e textões nos blogs. Tanto amo que é assim que eu prefiro escrever: dê-me espaço e eu escreverei muito. Peça-me para escrever um parágrafo pro Instagram e eu travarei.

Havia algo de errado na minha produção de conteúdo. Se por um lado eu conseguia ter esse espaço dos textos nos blogs, onde eu podia escrever o que eu quisesse, no Instagram eu me sentia completamente limitada quando queria compartilhar sobre algum assunto e tinha que gravar inúmeros stories, observando depois que quase ninguém chegava até o final. Por um motivo óbvio: o Instagram é feito para consumo rápido de vídeos curtos e fotos, como gotas de conteúdos completamente esmigalhados.

Foram mais de 6 meses ensaiando gravar esse primeiro vídeo. Eu dava todas as desculpas do mundo para não gravá-lo, desde a casa desarrumada, até a falta de um microfone (o que eu resolvi usando meu fone de ouvido bluetooth). Mas hoje me deu um estalo e resolvi apenas testar o tripé. E cliquei em gravar. E gravei. Editei. Respirei fundo e postei.

Todo o processo até chegar nesse resultado final não durou muitas horas, foi até bem mais simples do que eu pensava. O maior problema mesmo foi a minha mente, dando desculpas, deixando pra depois, postergando como se fosse um grande obstáculo que eu tivesse que superar. E nem foi.

O que eu quero deixar de reflexão pra vocês: dê o primeiro passo. Vai, comece, se coloque em movimento. Os ajustes virão depois, quando o carro já estiver em movimento. Afinal, não dá pra reajustar a rota com o carro parado.

Espero que vocês gostem desse primeiro vídeo gravado totalmente no improviso e no susto. Peço que me ajudem se inscrevendo no canal pra acompanharem os próximos vídeos.

E nunca se esqueça: dê o primeiro passo!