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Ops! Esqueci meu celular em casa…

09/09/2013

Não tem como discordar, vivemos conectados. Mesmo para aqueles que escolhem não possuir celulares, gadgets e redes sociais, nossa rotina é influenciada pelo meio digital. Quando estourou na mídia aquela notícia de que os Estados Unidos estavam monitorando outros países, quebrando o sigilo, Putin, o presidente da Rússia, estabeleceu uma medida de voltar a usar papeis e máquinas de escrever para redigir documentos do governo tamanho o risco dos digitais serem acessados. Isso nos mostra o quanto pode ser vulnerável um sistema mantido por computadores, bits e bytes.

Quando digitalizamos e eliminamos o arquivo físico, precisamos ter a certeza de que o novo suporte é confiável, se não queremos perder as informações. Há os que acreditam serem mais seguros, já que em caso de intempéries naturais, os dados estarão “nas nuvens”, termo amplamente utilizado nessa nova era digital.

A verdade é que estamos em uma transição e não sabemos no que vai dar. Será que todas as nossas atividades futuramente serão online? Ou será que romperemos com esse modo de vida e diremos “chega!” e tentaremos retornar ao que era antes? É certo também que estamos em um estágio muito avançado de dependência. Bancos, bibliotecas, sistemas de busca, instituições de ensino, música, filmes… todos utilizam a tecnologia digital.

Eu sou uma apaixonada por tecnologia (tão apaixonada que pesquiso nessa área), e por esse fascínio, estou constantemente me perguntando que “fenômeno” é esse, e como será ao darmos o próximo passo. Temos que ter cuidado para não nos tornarmos escravos dessa tecnologia, pois “a mão que cura, é a mão que fere”. O bom senso é o melhor caminho para que saibamos usar com parcimônia tudo o que foi criado para facilitar nossas vidas. No momento em que deixamos de viver o presente e prejudicamos nossas relações interpessoais, é hora de rever se o excesso não está nos isolando em vez de aproximar-nos das pessoas queridas.

Deixarei para vocês um vídeo curto, indicado pelo leitor Felipe Santello no grupo do Vida Minimalista do Facebook. Vale muito à pena assistir e refletir sobre o caso. Claro que ele nos mostra uma situação extrema, mas será mesmo que nunca fizemos isso com alguém? Confiram:

Eu esqueci meu celular

 

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Facebook: Problemas e vantagens

09/08/2013

Quanto será que as redes sociais estão influenciando nossas vidas off-line? Será que elas nos servem ou estamos sendo escravos da tecnologia?

Há um tempo decidi trancar meu Facebook apenas para amigos muito próximos e família. Ali compartilharia algumas fotos de eventos, de passeios, enfim, meu dia-a-dia. Para isso, reduzi a quantidade de “amigos” de 200 e pouco para 37. Lembro-me como se fosse hoje, a tranquilidade que tive ao olhar para minha linha do tempo e encontrar apenas algumas poucas postagens de pessoas muito próximas. Mas a felicidade durou pouco.

Alguns conhecidos, ao perceberem que já não faziam mais parte do meu círculo de amizades, tomaram essa minha decisão como algo pessoal. Ficaram magoados, tristes e achando que haviam feito algo de ruim para que eu os excluíssem. Mas não foi nada disso que aconteceu, acho que somos seres humanos, capazes de conversar e resolver nossos problemas face a face e não com um simples clique em uma rede social. Demorou para que eu conseguisse explicar a todos eles que não houve nenhum motivo para que eu os retirasse do meu facebook, pois era apenas um teste para que, futuramente, eu até apagasse essa rede social.

Mas as coisas mudaram. Cursando comunicação, sempre acabo fazendo contatos profissionais, divulgando os artigos no blog, mandando uma mensagem de última hora para aquela amiga que o celular não está ligado entre outras facilidades. Resolvi fazer o oposto: abrir meu perfil para todos que quisessem me adicionar, já que nunca escrevo coisas muito pessoais. Algumas fotos eu excluí, pois não tinha motivo de estarem ali e o número de contatos cresceu absurdamente. Passei a aprovar meus leitores e hoje tenho também pessoas que não sei quem são, acompanhando os poucos compartilhamentos que faço. Vejo que meus amigos voltaram a me tratar bem, sem desconfianças de que havia algo mal entendido no ar. Agora tudo parece ter voltado ao normal.

Com esse meu relato pessoal, abro uma reflexão sobre a importância que as redes sociais estão tendo em nossas vidas. Quase perdi amigos por tê-los deletado de um site. Sim, o facebook é um site e penso se ocorresse o oposto, eu também ficaria chateada. A resposta é: não sei chateada, mas talvez com dúvidas sobre o que possa ter acontecido.

Parem e pensem o quão estranho é essa situação em que estamos vivendo. Muitos leitores já contaram que desativaram suas contas do Facebook, outros já até me criticaram por “eu ser minimalista e estar nas redes sociais” e conto a vocês que eu gostaria sim, de experimentar por um tempo não ter uma conta, mas eu administro a página e o grupo do blog, minha pós-graduação é em Comunicação em Mídias, além da minha pesquisa científica ser sobre Religião e Ateísmo nas Redes Sociais, na qual pesquisamos basicamente a construção de identidades. Portanto, essa reflexão é muito comum tanto como Camile ser humano, quanto como Camile pesquisadora, ou seja, tenho alguns motivos para simplesmente não apertar o botão “Desativar” embora acho que seria uma experiência de muito aprendizado.

Queria saber de vocês, como é essa relação com o Facebook? Alguma vez já se sentiram incomodados e perceberam do exagero de tempo que gastaram navegando e compartilhando? Já se sentiram prejudicados de alguma forma? Acha que essa preocupação é besteira e que apenas estamos vivendo uma nova era da informação?

Alguns de vocês – talvez a maioria – devem ter vivido na época em que não havia internet e com isso, acompanharam essa transição. Hoje parece que quando a internet cai, o mundo para. E isso é muito estranho.

O que acham?

Crédito da imagem: We Heart It

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Em quantos sites estamos cadastrados?

05/02/2013

Após receber uma pergunta no meu Ask sobre a quantidade de redes sociais e cadastros aos quais estamos submetidos, resolvi refletir sobre o assunto.

Por que você tem blog, Facebook, Twitter e etc.? Você não acha que isso toma, inutilmente, um precioso tempo em nossas vidas? Às vezes faço-me esta mesma pergunta. Confesso que já pensei até em me “suicidar” virtualmente, isto é: deletar TODAS as minhas contas. Afinal, o mundo é real, e não virtual. ~ Anônimo

Escrevi em uma folha de papel todos os sites/redes sociais que me recordava de ter inscrito. Para minha surpresa, consegui encher uma folha inteira de papel A4 enquanto checava a minha pasta de Spam do email para ver o quanto lixo, de tais sites, eu recebia diariamente.

Será que precisamos mesmo participar de tantas redes sociais, marcar tão fortemente a nossa presença online? E para quem trabalha com comunicação, como por exemplo, jornalistas? Será possível, atualmente, mostrar seu trabalho, criar uma imagem e trabalhar com comunicação e mídia de forma equilibrada, sem precisar se submeter à loucura avassaladora do “estar online” de forma onipresente? Como alcançar esse equilíbrio?

É uma reflexão que venho fazendo há algumas semanas. Já que eu estou me preparando para me tornar uma jornalista, gosto de escrever e mostrar ao público minhas ideias e reflexões, mas também tenho medo de me deixar levar pela forte correnteza do efêmero e da vida 100% conectada, que nos deixa ansiosos e com a sensação de estar perdendo alguma novidade muito importante, caso estejamos desconectados.

Qual será o equilíbrio? São muitos questionamentos que levanto, mas que não tenho uma resposta imediata. Apenas através de muita reflexão acerca desse novo modo de vida, é que poderemos encontrar um ponto de equilíbrio entre a nossa vida real e a digital. Enquanto isso, acho que o ideal é conhecer um pouco de tudo e ser maleável. Nem nadar contra a correnteza de forma rígida nem se deixar levar sem consciência do que estamos fazendo.

Quantos emails você tem? Quantos cadastros você fez desde que conheceu a internet? Será que é um modo de vida seguro? Vamos tentar excluir algumas contas as quais não usamos com tanta frequência? Vamos reduzir um pouco também esse “lixo eletrônico” que geramos ao se empolgar e cadastrar em um novo serviço, mas que abandonamos após algumas semanas de uso? O que acham dessa loucura na qual estamos vivendo atualmente?

Para você, a vida online facilita ou atrapalha?

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