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Saúde

Como manter a saúde durante uma viagem?

13/01/2017

Como manter a saúde durante uma viagem - Camile Carvalho

Toda viagem nos traz uma experiência incrível: lugares, pessoas, sotaques, comidas diferentes… a vontade de experimentar novidades e aproveitar cada segundo faz com que nossa rotina fique bem diferente do que estávamos acostumados. Algumas pessoas passam a comer mais, outras dormem menos, e esse agito todo pode prejudicar nossa saúde.

Hoje vou compartilhar com vocês 5 dicas que tenho o costume de fazer para manter a saúde (física e mental) em uma viagem, seja ela longa ou curta.

1 | Água, água e água

Compro uma garrafa de 1,5L de água e mantenho comigo. Se tenho onde enchê-la (algum filtro por perto), vou utilizando a mesma garrafa. A meta é beber uma garrafa dessa por dia pra manter a hidratação e a boa digestão. Agora quem me acompanha também é meu copo do #menos1lixo, que vai comigo pra onde eu for.

Hidratação é fundamental para nossa saúde, não deixe de beber água pura. Sucos também são bem-vindos pra acompanhar as refeições. Fuja dos refrigerantes e bebidas alcoólicas, mas se quiser tomar aquela cervejinha ou coca-cola, beba com moderação (e aumente o consumo de água). Mantenha sempre o caminho do meio!

2 | Exercícios físicos e meditação

Eu carrego meu tapete de yoga pra onde eu for. Agora que tenho um porta mat (obrigada, Atha Brasil!), fica muito mais prático carregá-lo em viagens e passeios comigo. Mesmo que você não pratique yoga, recomendo que tenha o seu tapetinho pra fazer exercícios de alongamento e meditação.

Eu sei que em viagens tudo fica mais corrido, mas reserve pelo menos meia hora por dia pra fazer uma caminhada na praia, numa praça ou desenrolar o tapetinho e se alongar. Sua saúde agradece!

3 | Óleos essenciais

Eu não faço uso de medicamentos alopáticos, deixo pra usá-los apenas em caso de extrema necessidade. Se tenho dor de cabeça, bebo água e me deito. Se estou pegando uma gripe, faço inalação com óleo essencial de Hortelã-Pimenta com Alecrim. Se estou com insônia, pingo 3 gotas de Lavanda no travesseiro e se minhas pernas estão cansadas de tanto andar, massageio com 3 gotas de óleo de Tangerina ou Laranja diluído em uma colher de sopa de óleo de côco.

Assim, carrego minha farmacinha comigo pra onde eu for. São práticos para carregar, não oferecem risco à saúde e são naturais, além de exercerem várias funções. Leia mais sobre óleos essenciais.

4 | Alimentação Saudável

Eu sei, eu sei, você chega num lugar completamente diferente, com uma culinária típica da região e quer experimentar de tudo! Eu também sou assim, adoro uma novidade. Porém, mudar radicalmente a alimentação pode não fazer bem pro nosso organismo, que vai precisar de um tempo pra se acostumar.

Não deixe de provar iguarias da região, mas mantenha o equilíbrio. Eu costumo comer frutas nos intervalos das refeições e experimentar saladas diferentes. Aproveitando que minha alimentação é vegetariana, é uma boa oportunidade de pedir umas saladas pra acompanhar o prato principal. Não deixe de comer as novidades, mas equilibre com refeições mais leves e saudáveis durante o dia.

5 | Escrever

Comprei um caderninho pra inspirações e carrego sempre comigo. Ali escrevo meus pensamentos e reflexões, e é uma boa dica pra mantermos a saúde mental. Reservar um momento do dia pra ficar a sós com nossos pensamentos, aproveitar para meditar e colocar as ideias no papel é bom pra mente e pra criatividade.

Algumas ideas surgem quando estamos longe da nossa zona de conforto e não devemos desperdiçá-las. Escreva, registre, desabafe em seu caderninho e você perceberá como isso ajuda muito a materializar ideias e planos que surgem durante a viagem.

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Estas são algumas dicas que coloquei em prática nesta viagem e que têm me feito muito bem. E você, tem alguma dica que não falei aqui? Como você mantém a saúde durante uma viagem?

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Minimalismo, Por aí

O minimalismo e minha viagem ao Piauí

08/01/2017

Camile Carvalho Aeroporto Piauí

Minha primeira viagem ao Piauí foi ano passado, nesta mesma época: virada de ano e férias de janeiro. Como era a primeira vez que vim, sem conhecer direito o local e a família, acabei trazendo uma mala super pesada com muitas roupas que mal cheguei a usar. Apesar de ficar alguns dias em Teresina, passamos a maior parte do tempo no litoral usando biquinis, shorts, cangas e vestidos leves pro fim da tarde.

E então aconteceu o que eu esperava: com tantos passeios pelos Lençóis Maranhenses e Jericoacoara, acabei comprando muitas coisas pra levar pro Rio de Janeiro, além dos presentes pra minha família. Tudo era novidade, e o espírito minimalista passou longe de mim neste período. Eu queria mesmo era comprar coisas que não tinham no Rio de Janeiro, além de guardar recordações da viagem. Eu sei, isso não era desculpa para sair comprando coisas das quais eu não precisava. Na verdade, meu estado emocional estava um pouco abalado e por isso, acabei descontando no consumo.

Nos últimos dias, já de volta a Teresina, constatei que a mala que eu trouxe não caberia tudo que eu tinha comprado, e então fui ao shopping e acabei comprando uma outra mala um pouco menor pra caber tudo. O resultado não poderia ter sido diferente: viajei com excesso de bagagem, mas voltei ao meu lar feliz com tantas guloseimas diferentes e presentes pra família.

O minimalismo e a culpa

Se fosse há alguns anos, eu certamente teria me sentido culpada. Culpada por comprar demais, culpada por ter levado mais do que precisava, culpada por vários fatores que não condizem com uma vida minimalista. Porém, uma das coisas que aprendi nessa minha jornada de autoconhecimento é não me sentir culpada. Aconteceu? Sim. Na próxima tentarei fazer diferente.

E a próxima vez chegou. Aqui estou novamente, com menos roupas, mais seletas, já sabendo o que iria me esperar. Até agora não comprei quase nada – apenas um biquini a mais, bronzeador e máscara de argila – e já tenho mais ou menos planejado o que levarei pro Rio de presente aos meus pais. Algumas roupas que trouxe realmente não fizeram sentido estarem na mala, mas não tem problema. Aos poucos vou reaprendendo a fazer uma mala inteligente, mas preferi trazer alguma peça a mais do que faltar e eu precisar comprar por aqui.

O peso dos cosméticos

produtos que pretendo usar até (quase) o fim

Uma coisa que percebi é que o que mais pesa na mala são os cosméticos: cremes, shampoo, hidratante pro corpo, protetor solar etc., e minha meta é usar tudo (ou quase) até o último dia da viagem, para que eu volte com menos peso de cosméticos do que vim. Isso já abrirá mais espaço na mala para as compras que vou fazer por aqui, que já estão no meu planejamento.

Trouxe comigo uma nécessaire que tem, além dos produtos básicos de higiene pessoal, também óleo de coco, leite de magnésia (uso como desodorante), óleos essenciais e outros óleos para cabelo, rosto e corpo.

Não posso dizer que minha mala é minimalista, mas posso afirmar que estou usando bem quase tudo que eu trouxe. Me sinto leve e feliz, sem culpas de ter exagerado com um sapato ou um vestido a mais. Algo que eu reparo muito no meu grupo Vida Minimalista é o sentimento de culpa. Culpa por ter comprado a mais, culpa por ter peças/objetos em excesso, e se eu puder passar uma mensagem a cada uma das pessoas que sente isso, é:

liberte-se das culpas que o minimalismo trouxe

Encare o minimalismo como um caminho de aprendizado, não algo que te coloca correntes, nem que te deixa mal pelo seu comportamento. Temos hábitos de consumo enraizados devido à sociedade e é difícil mudarmos de um dia pro outro. Aos poucos vamos achando nosso próprio equilíbrio, que certamente não é da mesma forma que o de outras pessoas ao nosso redor. Busque o SEU minimalismo, jamais o minimalismo do outro.

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Yoga

Quando apenas caminhei e respirei

04/01/2017

Todo dia eu acordo cedo, tomo meu café da manhã e parto em direção à praia, para caminhar, mergulhar e pegar um sol. Gosto deste momento, de entrar em contato com meus próprios pensamentos, mas carrego na minha bolsa de praia meu celular, meu Kindle, protetor solar entre tantas outras coisas. Fico tão entretida com o que carrego na bolsa que esqueço-me de aproveitar o momento presente.

Pensando nisso, fiz um desafio: acordei cedo, como todos os dias. Tomei meu café da manhã às 7:30 como de costume e, deixando o chinelo, bolsa e qualquer outra roupa, parti pra praia sem nada, apenas de biquini.

Caminhei pela areia quente que por alguns instantes começaram a queimar meus pés. Corri até a faixa de areia molhada e iniciei minha caminhada. Apenas eu e meus pensamentos.

Escutei o barulho do mar, do vento, dos pássaros. Apreciei cada detalhe que cruzava meu caminho. Conchas de formatos diferentes – estariam elas ali o tempo todo durante minhas outras caminhadas? Pássaros que corriam sobre a marola de água em busca de pequenos peixes, aves que voavam em bandos… as ondas do mar que, em cada trecho de praia, se comportavam de forma diferente.

Um pescador, um casal de namorados, os peixes nadando, mais uma parada para um mergulho no mar. Cada momento que experimentei foi divino, único.

Sentei-me diretamente na areia em postura de meditação e, com meus olhos semicerrados, pratiquei a meditação zazen. Esvazie-me de mim mesma, encontrei espaço na minha mente tão turbulenta. Abri meus olhos e bem diante de mim só havia o mar, o céu e o sol.

Uma experiência única, que quero viver novamente. Uma experiência de conexão com a Terra, com minha respiração, com o movimento constante das águas em encontro com a areia. E assim, vivendo intensamente o momento presente, me reconectei.

Palavras não são capazes de descrever o que senti, mas posso dizer a cada um de vocês que experimentem a sensação do vazio, do deixar fluir, do poder de estar no agora. Porque a vida é o nosso maior presente, não devemos deixar que ela flua por nossos dedos preocupados com o passado nem com o futuro. Viva o agora.

obs.: a foto foi feita em outro dia. 🙂

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