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Inspiração

A influência dos ciclos da natureza

26/11/2016

A influência dos ciclos da natureza - Camile Carvalho

Desde que passei a prestar mais atenção aos ciclos da natureza e seus efeitos na minha vida, me conectei ainda mais com uma energia circular, uma espiral, que tem início, meio, fim e recomeço. Quando ficamos mais atentos às estações do ano, podemos perceber em nós alguns comportamentos que acabam se repetindo de acordo com o tempo, clima e ciclo da terra.

O período de inverno geralmente está relacionado à reclusão. É aquele momento em que nos fechamos em nossas conchas e remoemos tudo o que tem acontecido nos últimos meses. Pela diminuição da luz do sol provocando dias mais curtos, somos levados à sensação de querer ficar em casa, aconchegante e recolhido nos nossos pensamentos.

Inverno é aquela época em que algumas pessoas podem se sentir mais tristes, mas o importante é ter a consciência de que vai passar. Realizar leituras, encontros com amigos, aproveitar pra estudar algo novo é sempre bom pra acabarmos com a tristeza, procrastinação e falta de vontade de realizar nossos projetos.

Quando entra a primavera e o verão se aproxima, começo a sentir uma energia de expansão. Quero distribuir, compartilhar, crescer. Minha mente fica fervilhando de novas ideias e planos futuros, como se o sol fosse o combustível necessário para realizar tudo que eu gostaria de realizar. E é!

Nosso estilo de vida fez com que nos afastássemos demais dos ciclos da natureza, do conhecimento sobre as influências astrológicas, da energia da lua e do sol. Acabamos nos desconectando de algo que por milhares de anos, nossos ancestrais cultivavam e observavam. E esse desconhecimento faz com que não compreendamos algumas fases pelas quais passamos, emoções e sentimentos que temos em cada época do ano. E então vamos mergulhando num embolado de sentimentos que não conseguimos decodificar, o que poderia ter sido muito mais simples caso praticássemos a autoobservação para obtermos o autoconhecimento.

Os ciclos estão lá, são fixos, salvo algumas alterações comuns. Nós fluímos através deles nos recolhendo, nos expandindo, frutificando e observando. O que nos resta é ter a consciência de que estamos todos juntos nessa mesma dança e aprendermos a fluir conforme a música.

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Vida Simples

Saindo para caminhar

15/07/2014

Fim de tarde, tempo nublado, perfeito para calçar um tênis e sair sem rumo pelo bairro. Uma visita à praia, pensamentos soltos, reflexões sobre a vida e sobre a natureza. Plantas, animais, energia. Tudo ao meu redor é vibração em diferentes frequências, me fazendo lembrar o quanto a natureza é perfeita.

Preservem o que há de mais valioso. Preservando a natureza estamos preservando nossa própria vida.

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Vida Simples

Quem é essa tal natureza?

05/05/2013

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Quem é a natureza tão falada nos jornais impressos de grande circulação? Temos que preservar a natureza, cuidar da natureza, mas nem sempre estamos próximos desse ser de quem os artigos falam. Nosso mundinho hiperconectado nos afasta cada vez mais do modo de vida natural, do primitivo. Mesmo fugindo nos finais de semana para o campo e praia, a natureza permanece como algo externo, intacto, a qual só temos real contato nas notícias. “Diga não ao desmatamento da Amazônia”. Mas nem sabemos onde fica! Não é aqui no meu quintal, não fará diferença alguma para mim. Enquanto eu tiver minha luz, minha internet, meu conforto do ar condicionado no meu apartamento na cidade maravilhosa, nada que acontece lá fora me atinge. Faltou luz? Que pena, fiquei sem conectar no meu Facebook! O que será de mim?

Geralmente não compreendemos a natureza como parte de nós mesmos, e por isso o bombardeamento excessivo de informações sobre sustentabilidade e consciência ambiental pode nos trazer o resultado oposto. A dessensibilização ocorre no momento em que ouvimos e lemos de forma excessiva sobre um tema que nos tornamos alheios. Isso não acontece só com esse tema, mas também com a violência. Ler nos jornais logo de manhã que pessoas inocentes morreram em um tiroteio já não choca tanto como antes. Estamos anestesiados com esse fenômeno, e quanto mais tocamos na mesma tecla, menos o trágico faz a diferença em nossas vidas.

Você já fez algo pelo meio ambiente? Não deixe a torneira aberta enquanto escova os dentes, reduza o consumo de luz e água, economize, não use sacolas plásticas, pois os peixes no fundo do oceano podem morrer asfixiados. Desculpe, mas eu não sou um peixe no oceano, sequer sei aonde fica a Amazônia, tampouco sei quem é esse tal de meio ambiente. Prefiro manter meus hábitos, sempre vivi assim e é muito mais cômodo. Uma pena que essa é a realidade de milhares de brasileiros. A natureza, no entanto, está longe de ser algo extrínseco a nós. Ela faz parte de nós. Ou melhor, nós fazemos parte dela. Cuidar do meio em que vivemos é, no mínimo, inteligente e compõe o instinto de sobrevivência. A pós-modernidade nos trouxe avanços tecnológicos excelentes, mas com ela também veio o imediatismo, a falta de planejamento à longo prazo e o consumo desenfreado. Enquanto não percebermos que somos parte integrante do meio em que vivemos, continuaremos predestinados a nossa própria sorte. Lamentável que pensemos que o que importa é o agora.

Uma pesquisa da GlobeScan mostrou o declínio da preocupação ambiental nos últimos anos. Isso pode estar também associado à massificação e repetição do assunto na mídia, além do uso incorreto e inconsequente da imagem ambiental, a qual é utilizada por bancos, empresas e produtos que nada têm de ecológico. Como um banco é ecológico? A imagem da questão ambiental nos jornais está saturada. Hoje, tudo é verde, mesmo que não haja nenhuma preocupação ambiental nas empresas. Clientes buscam por esse diferencial achando que já estão cumprindo seus papeis, mas na verdade estão caindo apenas na lábia do marketing. Estamos fazendo muito pouco, ainda falta o governo tomar medidas mais rígidas sobre o controle ambiental, para que possamos fazer planos mais eficientes, mas parece que não é de interesse deles. O difícil é saber se a população ainda está em um ponto em que há retorno ou seus ouvidos já não se sensibilizam mais com o grito de socorro da natureza. Afinal, quem é essa tal natureza a qual todos pedem para preservar, mas poucos são aqueles que realmente tomam medidas dentro de sua própria comunidade e residência para fazer a sua parte?

Precisamos de uma nova estratégia, pois acho que essa, da repetição, está falhando. A massificação da mídia talvez não seja o melhor caminho. Qual caminho devemos escolher, afinal? Como fazer uma educação ambiental de sucesso sem que o termo “conscientização ambiental” sofra desgaste? É hora de pensar nisso, pois amanhã pode ser tarde demais.

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