Artigos sobre » Facebook
Tecnologia

O dia em que excluí o Facebook do celular

28/11/2015

O dia em que excluí o Facebook do celular | Vida Minimalista | Camile Carvalho

Já faz um tempo que eu vinha querendo desconectar um pouco do Facebook, mas a questão é que como alimento a Fanpage do blog e monitoro outras redes sociais, queria encontrar um equilíbrio entre o pessoal e o profissional. O problema é usar a desculpa de que estou usando o Facebook para fins profissionais quando na verdade o que estou fazendo é apenas rolando a página à procura de novidades, e quando percebo, já se passaram minutos preciosos da minha vida, já deixei de fazer o que precisava por estar ali, completamente distraída.

Quanto às mensagens, era outro problema. Muitos amigos falavam algo pelo Facebook Messenger instalado no celular, mas na maioria das vezes era relacionado a algo que eu (1) não poderia resolver no momento ou (2) puxavam assunto apenas pra bater papo. Não sou (tão) antissocial a ponto de não querer conversar com meus amigos, mas nem sempre o momento em que eles podem, é quando eu posso, e isso tenho certeza que acontece com a maioria de nós.

Saber que um amigo me mandou mensagem e eu não ter como responder na hora me deixava com uma sensação de não estar sendo tão legal com a pessoa, como se estivesse a desprezando, mesmo que fosse por alguns minutos até que eu pudesse chegar em casa pra conversar com mais calma. A solução que tive foi então excluir os dois aplicativos do meu celular: Facebook e Messenger.

O Facebook foi embora há mais tempo e desde então não senti falta alguma. A ansiedade de ver notificações e sentir a necessidade de lê-las, foi embora, mas o Messenger ainda continuou ali, firme e forte, até que percebi que talvez não fosse tão importante tê-lo ali em minhas mãos. Após um tempo, excluí sem dó e mantive apenas o aplicativo da Fanpage em uma pastinha chamada Blog.

Agora não me sinto uma má pessoa ao ver que amigos estão puxando papo comigo quando estou na rua, ou quando alguém me pede material/links etc pra algum trabalho. Desculpe, mas na rua fica difícil resolver certos assuntos e o mais legal é que agora, quando chego em casa, tenho aquele tempinho dedicado a entrar no Facebook, ver as notificações, responder aos amigos e pronto. Manter a mente focada em uma única atividade por vez pode ser um pouco difícil, mas reservar esse tempo pra conversar, pra responder com calma e carinho e atualizar as redes sociais tem me feito bem. Posso demorar algumas horas pra responder, é verdade, mas quando respondo, podem ter certeza de que foi de coração. 💕

E vocês, como lidam com o Facebook? Também deletaram o aplicativo ou foram mais corajosos e saíram da rede social?

Compartilhe o artigo:Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on Tumblr
Tecnologia

Como reduzir a pegada digital no Facebook

14/09/2013

Muito temos falado sobre a pegada ecológica quando o assunto é meio ambiente, mas você já parou pra pensar na pegada digital que está deixando por aí? Blogs antigos, fotologs, emails que não usa mais e outros tipos de cadastro são frequentes no mundo digital, mas o problema não é o fato deles existirem, mas sim as informações que carregam.

Eu já deletei todos os meus emails antigos que não usava mais e mantenho apenas um ativo, para o qual direcionei os emails do blog e outros de cadastros de sites. Mas ontem fiquei pensando – novamente – na vulnerabilidade das nossas informações no Facebook.

Com a nova timeline é possível encontrar posts de anos anteriores. Ontem descobri que fiz meu cadastro em 2010, e desde então tenho compartilhado coisas importantes da minha vida nele. Se eu falar que sempre tive essa preocupação com meus dados na rede, estarei mentindo. Minhas postagens antigas eram bobas, falavam mais do que deviam de mim e qualquer pessoa que clicasse ali, no ano 2010, poderia ver conteúdo que já não combina mais comigo. O que fazer então para apagar o passado?

Tem um recurso no Facebook, nas configurações de privacidade, que se chama “limitar publicações anteriores”, mas isso não resolve tudo. Ele apenas muda a privacidade do que antes era público, para a visibilidade apenas para amigos, ou seja, quem está adicionado como amigo, continua podendo acessar as postagens anteriores.

Pesquisei se havia alguma forma de deletar postagens antigas de uma só vez, mas o que encontrei foi um script meio estranho, que resolvi não arriscar. A solução? Usar o modo braçal.

Conectei o Facebook pelo smartphone e fui até Registro de Atividades. Selecionei a opção Suas Publicações. Escolhi o ano 2010 e, um a um, fui deletando os posts antigos. Me surpreendi com tanta frase sem sentido que escrevi e, após um longo trabalho, consegui manter apenas os últimos posts. Deu trabalho, mas no final me senti aliviada.

Muitos podem me perguntar por que não excluí logo a minha conta, mas ainda gosto da facilidade que o Facebook nos proporciona, além dos grupos que participo. Estou conseguindo controlar muito mais meu tempo nas redes sociais e isso está me fazendo muito bem. Assim tenho mais tempo para a leitura, assistir um filme ou outras atividades, sem me sentir tanto presa à necessidade de saber o que os outros estão fazendo de tão interessante.

Não sei exatamente qual a política do Facebook quanto ao conteúdo que publicamos, talvez eles tenham mesmo um backup de tudo o que foi postado, mas só de saber que visivelmente não tenho mais tanta informação, como tinha antes, já me sinto melhor. Não me importo se o Facebook ou o Google mantém arquivado tudo o que faço na vida, pois não me acho importante a ponto de alguém de lá ter interesse em saber o que ando fazendo. Acho que esses riscos são maiores com funcionários do governo, políticos e figuras importantes ou com um poder financeiro alto. Mas não é por isso que devemos ignorar os riscos e expor nossas vidas online. Hoje tenho muito mais consciência sobre o que posto e compartilho, e é muito bom todos nós refletirmos.

A regra é simples: não escreva na internet nada que você não gostaria que fosse descoberto.

Crédito da foto: Pinterest

Compartilhe o artigo:Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on Tumblr

Facebook: Problemas e vantagens

09/08/2013

Quanto será que as redes sociais estão influenciando nossas vidas off-line? Será que elas nos servem ou estamos sendo escravos da tecnologia?

Há um tempo decidi trancar meu Facebook apenas para amigos muito próximos e família. Ali compartilharia algumas fotos de eventos, de passeios, enfim, meu dia-a-dia. Para isso, reduzi a quantidade de “amigos” de 200 e pouco para 37. Lembro-me como se fosse hoje, a tranquilidade que tive ao olhar para minha linha do tempo e encontrar apenas algumas poucas postagens de pessoas muito próximas. Mas a felicidade durou pouco.

Alguns conhecidos, ao perceberem que já não faziam mais parte do meu círculo de amizades, tomaram essa minha decisão como algo pessoal. Ficaram magoados, tristes e achando que haviam feito algo de ruim para que eu os excluíssem. Mas não foi nada disso que aconteceu, acho que somos seres humanos, capazes de conversar e resolver nossos problemas face a face e não com um simples clique em uma rede social. Demorou para que eu conseguisse explicar a todos eles que não houve nenhum motivo para que eu os retirasse do meu facebook, pois era apenas um teste para que, futuramente, eu até apagasse essa rede social.

Mas as coisas mudaram. Cursando comunicação, sempre acabo fazendo contatos profissionais, divulgando os artigos no blog, mandando uma mensagem de última hora para aquela amiga que o celular não está ligado entre outras facilidades. Resolvi fazer o oposto: abrir meu perfil para todos que quisessem me adicionar, já que nunca escrevo coisas muito pessoais. Algumas fotos eu excluí, pois não tinha motivo de estarem ali e o número de contatos cresceu absurdamente. Passei a aprovar meus leitores e hoje tenho também pessoas que não sei quem são, acompanhando os poucos compartilhamentos que faço. Vejo que meus amigos voltaram a me tratar bem, sem desconfianças de que havia algo mal entendido no ar. Agora tudo parece ter voltado ao normal.

Com esse meu relato pessoal, abro uma reflexão sobre a importância que as redes sociais estão tendo em nossas vidas. Quase perdi amigos por tê-los deletado de um site. Sim, o facebook é um site e penso se ocorresse o oposto, eu também ficaria chateada. A resposta é: não sei chateada, mas talvez com dúvidas sobre o que possa ter acontecido.

Parem e pensem o quão estranho é essa situação em que estamos vivendo. Muitos leitores já contaram que desativaram suas contas do Facebook, outros já até me criticaram por “eu ser minimalista e estar nas redes sociais” e conto a vocês que eu gostaria sim, de experimentar por um tempo não ter uma conta, mas eu administro a página e o grupo do blog, minha pós-graduação é em Comunicação em Mídias, além da minha pesquisa científica ser sobre Religião e Ateísmo nas Redes Sociais, na qual pesquisamos basicamente a construção de identidades. Portanto, essa reflexão é muito comum tanto como Camile ser humano, quanto como Camile pesquisadora, ou seja, tenho alguns motivos para simplesmente não apertar o botão “Desativar” embora acho que seria uma experiência de muito aprendizado.

Queria saber de vocês, como é essa relação com o Facebook? Alguma vez já se sentiram incomodados e perceberam do exagero de tempo que gastaram navegando e compartilhando? Já se sentiram prejudicados de alguma forma? Acha que essa preocupação é besteira e que apenas estamos vivendo uma nova era da informação?

Alguns de vocês – talvez a maioria – devem ter vivido na época em que não havia internet e com isso, acompanharam essa transição. Hoje parece que quando a internet cai, o mundo para. E isso é muito estranho.

O que acham?

Crédito da imagem: We Heart It

Compartilhe o artigo:Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on Tumblr