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Simplicidade

Comecei o projeto desapego 2017: roupas!

31/01/2017

Comecei o projeto desapego 2017: roupas! - Leve por aí, por Camile Carvalho

Estou no meio de um declutter. Pra quem não acompanhava o blog, declutter é o sinônimo de “destralhe”. Costumo usar esta palavra pra expressar de forma mais simples o processo de tirar as coisas das gavetas, analisar o que fica e o que sai. Claro, não gosto de tratar o que sai como tralha, como lixo, como algo inútil, visto que o que não serve pra mim pode ter muita utilidade para o próximo.

Cheguei no Rio de Janeiro hoje pela manhã. Dei minhas aulas de yoga e, com a mala da viagem ainda cheia, porém, com as roupas já lavadas, estendi meu tapetinho de yoga no chão do quarto e tirei tudo de dentro da mala sobre ele. Abri minhas gavetas e comecei o processo. Isso fica. Isso sai.

Após duas pilhas de roupas a serem doadas, separadas num canto prontas para entrarem em uma sacola, fui ao banheiro. Olhei ao meu redor e percebi o tanto de cremes, perfumes, shampoos, hidratantes, sabonetes e isso e aquilo. Ainda tenho cosméticos de empresas que testam em animais. Cremes com parabenos, parafinas e sei lá mais o que. Shampoo com sulfatos e tantas outras coisas que fazem mal. Respirei fundo e, pra não perder o ritmo do declutter no quarto, prometi a mim mesma que o próximo será o banheiro.

Aquela lista de 10 itens que fiz, pro desafio Desapego 2017 foi feita de forma aleatória. Não foi nada muito elaborado, muito pelo contrário. O que eu pensava em mudar, anotava. Quando cheguei ao número 10 parei, sabe-se lá por qual motivo. Dez costuma ser um número bonito, redondo (quem determinou isso?), mas a verdade é que ao longo de 2017 serão muito mais que 10 itens a serem transformados. Não quero dar um passo à frente, mas um salto.

Olho ao meu redor e vejo as sacolas. As roupas a serem doadas. A porta do armário aberta e a quantidade de roupas que ainda tenho lá.

No meio da arrumação encontrei uma bata preta indiana, que vai até mais ou menos a altura dos joelhos. Linda. Por que mesmo eu não a uso? Ah, claro, eu não sabia que tinha. Esta peça foi pro cabide, ganhou um destaque e será usada assim que possível.

Perdí os trilhos do minimalismo ao longo dos anos? Sim e não. Minha mente continua atenta, não compro por impulso, mas perdi o hábito de doar, de abrir espaço, de desapegar. O que eu tinha antes e ficava na dúvida se manteria ou não acabou ficando ali, muitas vezes encostado, e é por isso que hoje estou com peças que sobreviveu a um declutter anterior só porque fiquei com dúvidas. E a resposta veio.

Cada roupa tem uma história, uma emoção, carrega memórias boas ou ruins. Vamos desapegar, passar adiante o que não nos traz alegria? Eu sei, Marie Kondo repete isso incessantemente em seu livro, mas este é um conceito antigo pelas bandas de cá. Precisamos manter ao nosso redor o que nos faz leves, felizes e completos.

Vamos desapegar?

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Casa & Energias

Como uma faxina ajuda a clarear a mente

12/09/2016

Como uma faxina ajuda a clarear a mente | Leve por aí, por Camile Carvalho

Eu tenho uma mania estranha que é a de fazer faxina quando estou enrolada com muitas coisas pra fazer. Alguns poderiam apontar um indício de procrastinação, mas ainda bem que tenho o Feng Shui ao meu favor, pois eu simplesmente não consigo assentar minha mente se o ambiente está sujo e/ou desorganizado.

Quando estamos bagunçados por dentro (mente instável, ansiedade etc.) acabamos refletindo no exterior, o que se torna um círculo vicioso, pois nem conseguimos arrumar tempo pra fazer uma faxina e organização física nem conseguimos entrar em contato com nossas emoções e pensamentos de forma clara. Tudo parece meio turvo.

Já faz um tempo que preciso organizar minha vida online, meus compromissos pessoais e acadêmicos, mas quando olhava para o tanto de papelada que eu tinha que lidar, com emails não respondidos se acumulando na caixa de entrada e textos a serem lidos, minha reação era de me afastar de tudo isso para buscar um espaço no qual pudesse pensar e decidir o primeiro passo. Essa busca pelo espaço é muito comum, pois no centro do furacão não conseguimos ver a situação como um todo e ter total conhecimento sobre sua dimensão.

Resolvi tirar o domingo (ontem) para fazer uma super faxina por aqui. Arrastei móveis, limpei cada canto, tirei roupas das gavetas, esvaziei armários e troquei muita coisa de lugar. Foi cansativo? Demais! Mas a sensação de leveza depois de horas de arrumação e um banho energizante é recompensador. É como tirar um peso sobre os ombros, as energias parecem fluir melhor e minha mente consegue visualizar com mais clareza tudo que preciso fazer.

Se você também se encontra com a mente agitada, com muitos compromissos mas sem conseguir dar conta de nenhum deles e com uma bagunça mental, experimente fazer uma super faxina. A limpeza do ambiente físico ajuda a abrir espaço na mente, fazendo com que não apenas o nosso chão, mas também a nossa mente funcione com mais clareza.

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Casa & Energias

Bye Bye, Papelada!

08/09/2015

Bye Bye, Papelada! » Vida Conectada » vidaconectada.com #declutter #vidaconectada

Constantemente venho escrevendo posts aqui no blog contando sobre declutter da papelada aqui de casa que acumulo. O problema é que sinto que estou em um eterno loop de destralhar » acumular, e só me dei conta agora, após separar mais uma sacola de papel pra reciclagem que eu já havia feito a mesma coisa há pouco tempo.

Fico pensando caso eu não tivesse o costume de destralhar, como seriam meus armários. Vendo meu pai tirar tudo das gavetas hoje e separando várias sacolas de papelada, posso ver o quanto conseguimos acumular em nossas casas sem percebermos.

Parece que a tralha vai compactando de uma certa forma que parece invisível aos nossos olhos, mas quando decidimos tirar tudo das gavetas, um monte de papeis antigos é formado no meio do cômodo e a pergunta que fica é: como tudo isso estava guardado em tão pequeno espaço?

Hoje me dei conta também que, com a vontade de ser mais organizada, acabei adquirindo ao longo dos anos pastas, caderninhos e tantos outros itens de organização, e que na verdade o que eu precisava era apenas reduzir a papelada e organizá-las em poucas pastas. Percebi também que mesmo tendo doado vários caderninhos de anotações há um tempo, parece que eles se multiplicaram *do nada* e hoje tenho vários, acumulados em minhas gavetas e apenas ocupando espaço, alguns deles, inclusive, sem eu nunca tê-los usado pelo simples motivo de pena de escrever.

Não tenho um, mas vários cadernos que decidi usar para organizar o blog e a vida. O problema é que tenho um pouco escrito em cada um deles, e no fim, mal os uso para pegar as ideias. Sei da importância de se escrever à mão para o desenvolvimento da criatividade, mas o que acontece é que acabo anotando diversas inspirações de posts e temas a serem abordados aqui no blog, que acabam ficando pra trás. A verdade é que não tenho muito o costume de folhear meus cadernos em busca de inspirações, e muitos dos posts que um dia pensei em escrever, acabou perdendo o sentido um tempo depois.

No método de organização GTD, temos aquela fase inicial de anotar tudo o que queremos/precisamos fazer em uma lista. Mas, mais importante que apenas anotar, precisamos depois processar cada item para tomar uma decisão sobre cada um dos tópicos, senão cada lista que fizermos será apenas mais uma ocupando uma gaveta ou uma folha de caderno abandonado. E talvez nessa ideia do processamento que esteja a minha falha: preciso de uma rotina que me faça revisar tudo o que já anotei, para não perder boas ideias nem ficar gastando papel à toa.

Eu tinha blocos e mais blocos com anotações, esquemas, mapas mentais e canetas coloridas. Quando me deparei com todo este material, me dei conta de que nunca iria sentar e revisar cada anotação. Respirei fundo e desapeguei de tudo. Foi um alívio rasgar todo aquele papel de ideias do passado e me dar uma nova chance de recomeçar de forma mais organizada. A partir de agora quero concentrar minhas anotações criativas em um único caderno e andar com ele por onde eu for. Quero também estabelecer uma rotina de revisão, para que aquela sugestão de post que um leitor me deu e que anotei numa folha de papel qualquer, não se perca por aí.

Preciso me organizar e sei que estou num momento propício para isso. É um alívio imenso fazer um declutter e deixar ir o que guardávamos. Ideias vêm e vão, e espero que daqui em diante se abra um espaço criativo, e que eu possa de fato me organizar para aproveitá-las melhor.

E vocês, mantém algum caderno de inspirações? Como lidam com ele? 

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