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Inspiração

Será que existe inferno astral?

14/04/2016

Será que existe inferno astral? | Camile carvalho #camilecarvalho

Muito se fala sobre o inferno astral, aquele período tenso antes do nosso aniversário. Como faltam apenas quatro dias para o meu, neste ano resolvi fazer (e pensar) um pouco diferente do que estou acostumada, do que diz o senso comum. Mas afinal, o que vem a ser inferno astral?

Assim como o Réveillon representa, para nossa cultura, o fim de um ciclo e o  início de outro, no qual uma grande comunidade vibra em torno dessa energia de renovação, nosso aniversário também marca o início de uma nova fase em nossas vidas. Porém, como é algo individual, apenas nós sentimos essa energia transformadora ao nosso redor. No nosso aniversário, completamos mais uma volta em torno do sol, abandonamos uma etapa de nossas vidas e damos início a outra. Mas como lidar com esse fim de ciclo? Por que motivo chamamos de inferno astral?

Nesse período muito do que não está mais legal em nossas vidas, começa a destruir para dar lugar ao novo. Por isso, algumas pessoas passam por períodos conturbados, como se tudo que estivesse firme começasse a balançar. É como um vento forte que passa em nossas vidas e tira tudo de lugar, mas isso não significa necessariamente algo ruim. Claro que dependendo da nossa visão, pode ter um aspecto negativo, mas devemos nos firmar nas transformações que estão por vir.

Por que não focar em mudanças positivas? Em adquirir novos hábitos que nos deixarão mais felizes e saudáveis? Vamos sair da zona de conforto, abraçar esse período de transformações antes dos nossos aniversários e deixar de lado hábitos que nos prejudicam e abraçar aquilo que nos faz bem! Afinal, só depende de nós decidirmos se queremos viver um inferno astral ou um paraíso astral. A escolha está em nossas mãos. Tudo depende da forma como enxergamos o período de transformações.

Que suas transformações sempre sejam para melhor!

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Simplicidade

O que aprendi aos meus 30 anos

19/04/2015

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No último ano passei por uma série de transformações pessoais e espirituais. Vivenciei perdas, ganhos, mudanças e pude aprender muito com todas das experiências que vivi. Se por um lado aprendi a desapegar, por outro aprendi a persistir um pouco mais naquilo que eu achava ser fundamental.

Quando me afastei do Vida Minimalista, pensei que, por eu ter mudado tanto meus pensamentos, minhas novas ideias não caberiam mais aqui e deveriam migrar para um novo espaço renovado, sem rótulos e sem compactuar com algumas ideias um tanto radicais sobre este “estilo de vida”, digamos assim, que está cada vez mais conhecido. Não estava me sentindo mais à vontade, nem que aqui era meu lar, meu cantinho único na internet onde eu pudesse compartilhar meus aprendizados e transformações pessoais.

Me dei um tempo. Testei, mudei, desapeguei e não tive medo de arriscar algo novo, nem de desistir. Acho que cada um de nós deve sempre buscar harmonia naquilo que faz, buscar um caminho em que as energias fluam com mais facilidade e não persistir em algo que não esteja nos fazendo bem. Se há algo nos desnorteando, pode ser um sinal de que devemos parar, refletir e buscar uma forma de fazer aquilo de outro jeito ou de simplesmente desapegar.

Ontem, dia 18 de abril completei mais um ciclo de vida. Nos dias anteriores ao meu aniversário pude sentir um certo conflito interno sobre alguns caminhos que estava percorrendo, incluindo o destino do Vida Minimalista. Não quis arriscar muito e acabei fazendo pequenos testes, mas sem comprometimento. Não era o momento de decidir nada. No entanto, ontem, antes de dormir, refleti sobre algumas coisas que aprendi durante meus 30 anos e vou compartilhar com vocês.

1 – Todos que cruzam nossos caminhos têm um propósito

Não importa se a pessoa te fez muito bem ou se destruiu uma parte de você. Todos vêm a nós com algum propósito e sempre aprendemos algo por pior que seja a situação. Crescemos a cada dia, e é nas dificuldades que crescemos mais. Toda transformação tem nela um certo desapego para que o novo possa entrar em nossas vidas, portanto, não se culpe por permitir-se vivenciar alguma situação ruim. Se você conheceu alguém que te fez mal, você provavelmente sofrerá uma transformação – benéfica – após tal experiência. Somos todos interligados.

2 – Não devemos ter medo de mudanças

Nem das mudanças nem de desistir quando for preciso. Nosso ego é muito apegado ao que fazemos, ao nome que temos, à nossa reputação e diversos outros fatores. Nos apegamos a pessoas, títulos, atividades como se isso nos definisse, mas a verdade é que somos algo muito maior. Mudar nos causa medo pois estamos caminhando para algo desconhecido e isso é normal.

Tememos não saber exatamente o que irá acontecer e não devemos nos culpar por isso. Também tememos quando precisamos desistir de algo por não saber se teremos a oportunidade de voltarmos ao mesmo ponto se um dia resolvermos voltar atrás. Mas não existe o “mesmo ponto”. Nunca voltamos a ser como éramos antes, por mais que tentemos. Descobri que não existe voltar atrás, mas sim, renovar aquilo que desapegamos, sempre com um olhar diferente e até mais maduro, afinal, como canta Lulu Santos, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia“. Nenhum rio passa duas vezes no mesmo lugar.

3 – Quando nos desconectamos de algo, devemos respeitar nosso tempo

É melhor feito do que perfeito, mas também podemos dizer que em algumas situações é melhor deixarmos algo de lado por um tempo para que as ideias possam amadurecer.

Por muitas vezes trabalhamos incessantemente em algum projeto e nada parece dar certo, mas basta nos afastarmos do nosso objeto que novas ideias surgem. Isso pode ser aplicado em vários aspectos de nossas vidas. Quando estamos no meio do furacão não conseguimos ter uma visão total de todos os acontecimentos, mas quando nos afastamos dele, conseguimos analisar melhor a situação e tomar decisões mais adequadas. Se você está no meio de um furacão, dê um passo atrás e apenas o observe. Não importa quanto tempo leve, apenas dê um tempo, se precisar faça outras atividades e deixe o problema ali, em stand-by. Muitas vezes só no afastar já conseguimos ter uma ideia de como prosseguir.

4 – Ter conforto não significa não ter consciência ambiental

Muitos passam a mensagem de que se deve largar tudo, morar no meio do mato e que viver viajando o mundo é o que traz a felicidade. Mas será que podemos generalizar? Será que apenas aquelas pessoas que abandonam tudo, largam seus empregos e vivem uma grande aventura contribuem para um mundo melhor e são felizes?

Para alguns isso pode ser um sonho, mas para outros pode ser um grande pesadelo. Ninguém pensa igual a ninguém e não devemos ver a vida do jeito “oito ou oitenta”. Se para uns, vender o apartamento e pedir demissão é sinônimo de liberdade, para outros, ter uma estabilidade – mesmo que isso signifique trabalhar 8 horas por dia em um emprego formal – pode ser uma meta a ser alcançada. Também não é porque alguém tem um carro e se veste bem que não tenha uma consciência ambiental e não queira mudar o mundo.

Vivemos baseados em alguns estereótipos, mas devemos aceitar que não há apenas extremidades, mas uma gama de possibilidades entre elas. Como muitos dizem, não adianta fazer yoga e não cumprimentar o porteiro. Também posso acrescentar que não adianta pregar alguma religião, virar vegano ou vivermos de uma forma mais simples se não buscamos a transformação em nós mesmos e colocarmos em prática aquilo que dizemos ser. Pouco importa o estereótipo, o que vale mesmo são nossas ações e pensamentos corretos.

5 – O minimalismo externo é uma forma de chegarmos a nossas camadas internas

Quantas roupas preciso ter para entrar para o time dos minimalistas? A resposta? Quantas você julgar necessárias. O minimalismo se tornou hoje um sinônimo de ter poucas roupas (alguns até estipulam um número), ter poucos objetos sobre a mesa e fotografar aquele quarto branco, clean, sem quase nada ocupando o espaço. Mas afinal, qual o propósito disso tudo? O que fazer quando chegamos a esse estado exterior?

Desapegar de objetos, roupas e papelada é um processo que exige muito do nosso emocional. Somos muito apegados à matéria e acreditamos que é isso que nos define. Porém, ao realizarmos o processo de destralhamento (declutter) estamos removendo a poeira que nos impede de conhecermos a nós mesmos. O processo é importante, não o fim. À medida em que trabalhamos emocionalmente com cada objeto a ser descartado ou doado, estamos trabalhando níveis sutis do nosso subconsciente.

De nada adianta doarmos metade de nossos pertences e alcançarmos uma meta quantitativa se continuamos apegados, mesquinhos e egoístas. No entanto, é muito mais fácil trabalharmos tais comportamentos e pensamentos durante o processo do desapego físico. Enfim, desapegar de objetos físicos, ou seja, externamente, é uma forma de chegarmos às nossas camadas mais internas, fazendo um processo de autoconhecimento.

Espero que meus aprendizados possam servir de um pontapé inicial a vocês, que também buscam uma transformação pessoal. Vale lembrar que não há uma única verdade, todas as experiências que passamos nos servem de aprendizado, e que não temos certezas definitivas. Compartilhar experiências pode nos ajudar, e muito, a descobrirmos nosso próprio caminho.

Agora quero saber de vocês, o que aprenderam ultimamente? O que vocês gostariam de passar adiante? Compartilhem nos comentários!

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Simplicidade

Encontrando um ponto de equilíbrio (quase 30)

05/04/2014

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Hoje parei pra pensar um pouco sobre os motivos de eu não estar escrevendo tanto por aqui como antes, e acabei chegando a uma conclusão. Há momentos da minha vida em que eu estou mais reclusa, em um estado mais meditativo, refletindo sobre minhas atitudes, meu comportamento e tudo o que me cerca. Basta organizar uma caixa de fotografias que começo a refletir sobre a necessidade que temos de guardar memórias do passado. Basta eu fazer uma compra no supermercado pra que eu comece a refletir sobre nossas reais necessidades básicas, entre tantas reflexões, me inspirando a escrever cada vez mais e compartilhar meus sentimentos e conclusões.

No entanto, após muito pensar, traçar novas metas e adquirir novos hábitos, estou vivendo um momento em que estou pondo em prática muito do que já refleti. Reparei também que, quando vamos inserir uma nova rotina em nossas vidas mudando hábitos, percebemos as respostas – tanto negativas quando positivas – de forma muito mais clara. Cada etapa vencida é uma novidade, mas quando se incorpora em nossas rotinas, não as percebemos mais por se tornarem naturais, parte de nós mesmos.

O minimalismo, pra mim, foi (e é!) muito importante na medida em que pude refletir sobre minha vida, meus rastros no planeta, minhas atitudes e o que eu poderia mudar para me tornar uma pessoa melhor. Hoje, faltando uma semana para meu aniversário de 30 anos, posso ver o quanto aprendi neste caminho e o quanto mudei, deixando de viver em um padrão antigo de maneira automática, me esforçando para me enquadrar em outro, que me fez (e faz a cada dia) uma pessoa melhor.

Hoje posso afirmar, com toda certeza, que ser flexível e trilhar o caminho do meio foi o melhor que aprendi nesses últimos anos. Já fui uma estudante desorganizada com pilhas de papeis espalhados pelo quarto, mas já aboli completamente o papel na faculdade, me tornando 100% digital. Hoje, uso a tecnologia para me auxiliar nos estudos e faço uso do papel de forma equilibrada e consciente. Também já fui consumista, de querer ir sempre ao shopping comprar e comprar, mas quando conheci o minimalismo, fiquei alguns meses sem entrar em lojas de roupas. Hoje, vou ao shopping quando tenho vontade para encontrar amigos, tomar um café ou simplesmente comprar algo que esteja precisando (de verdade) no momento. Novamente, encontrei um ponto de equilíbrio. E assim estou caminhando, sem me deixar levar pela correnteza e com alguns conceitos minimalistas bem enraizados no meu dia-a-dia, o que não me faz sentir tão diferente de todos. Me sinto bem assim.

Neste tempo um pouco afastada da internet, das minhas reflexões e escritas, tentei reorganizar minha vida, não apenas fisicamente. Sentimentos ruins foram abandonados, algumas mágoas antigas, entre outros, que não estavam mais combinando com quem eu sou e quem quero ser daqui pra frente. Tracei uma meta a longo e curto prazo pra realizações pessoais, que estavam apenas no plano das ideias, do “algum dia, talvez”. O momento é agora, não mais quando um dia eu puder. Se puder.

No meio digital, estou reorganizando aos poucos minhas redes sociais, minha presença online e definindo melhor o quanto eu pretendo me expor. Tenho um blog pessoal (camilando.com) no qual escrevo livremente sobre o que eu quiser (sem ligação ao minimalismo), como resenhas de livros que li, filmes que gostei ou simplesmente uma opinião sobre qualquer coisa aleatória.

Minha meta é simplificar minha presença online, reduzindo minha exposição e a demanda de estar constantemente online. Gosto de escrever, sempre gostei, e pretendo continuar escrevendo ainda por muito tempo. Não se preocupem, vocês não se verão livres de mim tão cedo! Apenas estou passando por algumas mudanças internas que também refletem na minha rotina. Uma energia tão boa, uma vontade imensa de renovação, que não faria sentido não aproveitá-la intensamente. Quando esse turbilhão de emoções acalmar, pretendo fazer uma boa reciclagem aqui no blog também, revisando alguns textos antigos, reestruturando categorias, arrumando links quebrados e trazendo mais novidades. Afinal, não é todo dia que estamos prestes a fazer trinta anos. 🙂

Obrigada por tudo!

Redes Pessoais:

Redes do Vida Minimalista:

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