Simplicidade

Slow living #1

05/07/2016

Slow Living | Blog Camile Carvalho

Sexta-feira tomei uma decisão após minhas aulas de yoga: viria pra Itaipuaçu, normalmente, como costumo fazer nos finais de semana, mas com uma diferença: tiraria uma mini férias do Rio de Janeiro por uma semana.

Essa semana darei aulas apenas na sexta-feira, então aproveitei pra descansar aqui no meu paraíso pessoal e fazer um teste em relação ao meu blog: trabalharia daqui pra ver as possibilidades, de num futuro, ficar mais tempo aproveitando a calmaria de uma cidade pequena sem o agito do Rio de Janeiro. E estou amando!

Nossa casa aqui não é uma casa de praia, como muitos pensam. É um segundo lar, com todas as condições de morarmos aqui um dia, como minha mãe vem aos poucos fazendo com meu pai. Como aqui é pertinho (55km do Rio), em um trânsito fluido dá pra chegar em 1 hora e pouquinho. Já em dias mais intensos, demora em média 2 horas, mas nada que atrapalhe muito – quando morei em Sampa demorava isso pra chegar ao trabalho diariamente (!)

A vontade de me tornar uma nômade digital apenas aumenta. E não, ser um nômade digital não significa que eu deva permanecer viajando sempre, mas que posso tocar meu próprio negócio onde quer que eu esteja, mesmo que esse lugar seja na minha própria casa.

Desacelerando

Aqui tenho acordado às 7 horas da manhã. Enrolo um pouco na cama, o Freddy chora na porta do quarto pra entrar e com esse solzinho de inverno batendo na minha cama, levanto-me e vou tomar o café da manhã. Sento-me na varanda e escuto os pássaros cantando e o barulho do mar.

Flor do Deserto | Slow Living | Blog Camile Carvalho

Pego o notebook e venho atualizar minhas redes sociais, responder (os vários) emails, escrever posts pro blog… Enquanto isso, olho para minha flor do deserto que acabei de plantar e percebo que ela está feliz em seu vaso novo. Os dias passam mais devagar e, diferentemente do Rio, que quando pisco já é meio dia, aqui consigo fazer muitas coisas ao longo das 24 horas do dia.

Aqui tenho tempo pra escrever, pra praticar yoga, pra cozinhar e assistir filmes. Tenho tempo pra plantar, caminhar sobre a terra molhada, ler meus livros e navegar por blogs amigos. Tenho tempo pra brincar com o Freddy, fazer hidratação no cabelo com babosa colhida do pé e caminhar na areia da praia.

O tempo que tenho aqui é exatamente o mesmo que tenho no Rio de Janeiro, com a diferença de que lá fico trancada praticamente o dia inteiro no quarto em frente à tela de um computador e saio de casa geralmente pra dar minhas aulas de yoga. E daqui, mesmo acompanhada por muitas horas do meu notebook – que quase não sai do meu colo – tudo parece passar mais devagar.

Itaipuaçu | Slow Living | Blog Camile Carvalho

É o poder de estar conectada com a natureza, de poder ouvir o som dos pássaros, o que muda completamente o clima de trabalho. Queria eu ter a sabedoria de conseguir levar o modo de viver mais zen à correria do meu Rio de Janeiro. E pensando nisso, pretendo voltar aos meus posts de 2011 de quando o blog era Vida Minimalista, relê-los e me inspirar a trazer a consciência de uma vida mais simples e tranquila (slow living) para o meu dia-a-dia, independentemente de onde eu estiver.

Porque a simplicidade é como yoga: não é um lugar nem uma atividade, mas sim um estado de mente.

E que eu encontre este estado de yoga, de união onde quer que eu esteja. Que minha mente fique clara como a água, no estado Zen. E que eu possa inspirar a todos vocês que me acompanham por aqui.

» Este foi um teste de post espontâneo, estilo diário, pra compartilhar minhas impressões sobre slow living e pra que eu possa também, num futuro, recorrer a esse texto e me lembrar de desacelerar. Que todos possam agora fechar os olhos, respirar fundo e trazer essa consciência onde quer que estejam. Vamos desacelerar?

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6 comentários leave one →

  1. Danielle Tima Sibin

    A ideia é bem bacana mesmo.
    Moro em Maringá no Pr a terceira maior cidade do estado porém é uma cidade com a cara um pouco de interior. Ta certo que o transito não é mais o mesmo rsrs. Moro em um bairro com ruas largas com uma certa tranquilidade que eu amo e trabalho em uma cidade aqui do lado de Maringá mas meu local de trabalho não fica a 7 km de casa e consigo chegar lá com 10 mim e agradeço a Deus por isso pq não me imagino ficar horas no trânsito rsrsr.

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    • A qualidade de vida é bem melhor né? Às vezes queremos estar no centro onde tudo acontece, mas o preço que pagamos é alto demais (não apenas financeiro, mas de qualidade de vida). Estou num momento desejando essa tranquilidade de uma cidade menor. O bom é que o Rio fica pertinho e qualquer coisa que eu precise, é só ir pra lá. Ficar horas no trânsito é muito ruim mesmo!

      Beijos!

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  2. Nossa, eu trabalhei no centro do Rio por quase 2 anos. Demorava, em dias bons, 3h para ir e 3h para voltar do trabalho! Vivia cansada e sem ânimo pra fazer nada além de comer e dormir. Agora trabalho em casa e tenho o privilégio de acordar na hora que eu quero, trabalhar no meu melhor horário de rendimento, e ainda curtir a família e amigos. Qualidade de vida não tem preço, não há dinheiro que pague e eu não troco isso por nada mais!

    Amei ler seu texto! Me trouxe paz!

    Beijinhos 🙂
    Bru Santos ❤
    http://www.queseame.com

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  3. Marília Avila

    Camile, seu texto veio em boa hora. Moro em São Paulo e há anos sinto essa necessidade de desacelerar, de parar de fazer tudo no automático. Estou fazendo isso agora, aos poucos, e a primeira medida será sair do meu atual trabalho, que me consome demais. Mas no fundo tenho medo de que continuar em São Paulo faz com que a vida corrida como “parte do pacote”. Quero reduzir meu ritmo e tenho certeza que preciso de menos dinheiro para viver bem, mas às vezes dá aquele medo “e o aluguel? e o dinheiro pro transporte?” etc etc etc. E começo a pensar que a única saída é sair daqui, ou até mesmo sair do Brasil. Vamos ver, vou começar essa experiência agora, espero também que possa ter esse estado de espírito zen apesar dessa bagunça no ambiente externo! Beijos e obrigada por dividir suas experiências!

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  4. Você tem razão em chamar um lugar desses de paraíso! 🙂 Quando eu era mais nova, tudo o que eu queria era sair do interior do RS, onde morei nos meus primeiros 17 anos, e me mudar para a cidade grande. Passei 7 anos em Porto Alegre, agora estou em Curitiba e o que mais tem batido na minha cabeça é que, peraí, correria não dá mais. Resolvi começar a trabalhar de casa também e, apesar de ganhar bem menos, estou mais feliz. Claro que quero me estabelecer de uma melhor maneira, mas acredito que a chave seja aquela coisa que escutamos toda hora: dar tempo ao tempo. Fico feliz que você tenha um refúgio tão especial acessível. Com sua mentalidade, tenho certeza que tudo dará certo.

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  5. Delicinha de post! Tem lugares que realmente fazem o nosso ritmo ficar mais leve. Estou encontrando um cantinho assim nesse momento, em breve falarei no blog (surpresa) 😀
    Esse post também me fez lembrar que faz algum tempo que não pratico asanas e pranayamas, antes tão presente na minha vida. Engraçado como a gente passa a praticar outros preceitos ao desenrolar da vida. Não que isso seja uma desculpa para não praticar asanas, mas sinto que esse momento de retornar virá em breve.
    A minha maior paixão por posts, livros e textos ao estilo diário é que eles revelam a vida na sua sutileza e simplicidade. Eu sinto eles dizerem “eu vi isso” e “eu respirei aquilo”, é bonito mesmo.
    Beijo e paz!

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