Simplificar a vida, afinal, é uma meta ou um caminho?

30/10/2014

Quando conheci o conceito de uma vida minimalista, um pouco antes de criar meu blog, me imaginava vivendo uma vida completamente diferente. Com poucas posses, poucas preocupações, desapegada da internet e com um constante sorriso no rosto. Me empolguei e comecei a revolução em minha própria vida: doei roupas, pertences, eliminei o que não combinava mais com minha personalidade, reprogramei minhas metas e fiz muitos, muitos mapas mentais. Adotei novos hábitos alimentares, fiquei mais saudável, pratiquei Yoga e conseguia manter a concentração mesmo naquela aula chata da faculdade. Minha produtividade aumentou, minhas notas aumentaram e assim tudo pareceu ter mudado ao meu redor.

O tempo passou e cheguei em um ponto em que, satisfeita com a vida que eu estava levando, alcancei uma meta. Agora só precisaria me manter no caminho e viver em paz. No entanto, fui percebendo ao longo da minha jornada que uma vida mais simples não é uma meta a ser alcançada. Não há uma linha de chegada, mas sim, um caminho a ser percorrido constantemente.

Comprei um sapato aqui, uma roupa ali, cadernos, canetas coloridas e quando menos esperava, comecei a me sentir perdida em meio a tantos objetos inúteis, pensamentos inúteis e sentimentos que não me acrescentavam em nada.

Percebi que uma vida simples não é questão de chegar a um destino, mas sim a própria estrada. É no nosso dia a dia que tomamos as melhores decisões, que fazemos escolhas e principalmente, refletimos sobre cada passo que damos. Cair no erro do viver automático – armadilha tão fácil na correria diária – só me fez sair um pouco dos trilhos e agitar minha mente. Agora é hora de voltar a meditar, de voltar a praticar minha yoga diária (que parei por umas semanas) e viver de forma mais consciente. Afinal, nunca é tarde para abrir o guarda-roupas, doar, fazer uma limpeza na casa, na mente e buscar novamente o caminho no qual estava percorrendo.

Fiquei um pouco afastada do blog por diversos motivos, entre eles, o famoso bloqueio criativo. Não sabia o que escrever aqui, já que me sentia cansada, sobrecarregada e com a mente confusa, embora tudo parecesse normal na minha vida. Sabe quando abrimos o editor de texto e apenas observamos o cursor piscando, mas sem nada de interessante a compartilhar? Por um tempo pensei que estava vazia de ideias mas depois de fazer um despejo mental, percebi que na verdade havia tanto a ser dito que eu mal conseguia colocar no papel de forma ordenada.

Neste momento olho ao meu redor e me pergunto por que me sinto tão sobrecarregada, mas a resposta é simples: segundo o Tao (que ando estudando ultimamente), os opostos são apenas complementos. Não há bom nem ruim. Sempre há uma função para cada extremidade, e me enxergar novamente no caos só me faz ter mais forças para respirar fundo, levantar e começar a mudança novamente para que eu volte ao meu caminho.

❤ Que venham as mudanças! Quantas vezes forem necessárias. ❤

E você? Já se sentiu fora dos trilhos também? Qual estratégia usou para voltar ao caminho?

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5 comentários leave one →

  1. Luane

    Fico feliz por você, Camile!
    Eu estou me sentindo fora dos trilhos no momento, e minha mente anda tão agitada que eu sempre me perco em pensamentos que não queria ter. Gostaria muito de, assim como você, fazer essa limpeza mental :/

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  2. Ei Camille! Confesso que estou tendo essa mesma dificuldade, especialmente depois que terminei meu ano sem compras. Realmente uma vida minimalista é realiza todos os dias. Sempre aprendemos, erramos… só não podemos nos desviar do caminho!

    Beijo grande!

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  3. Oi, Camile
    Interessante, é um outro meio de levar a vida.. Pra mim é uma meta rsrsr Chega em algum momento da vida que temos que deixar algumas coisas de lado e focar em outras em prol da nossa paz interior. Adorei saber dessa assunto e vou pesquisar.

    Bjos,
    http://blogdmulheres.blogspot.com.br/

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  4. Fernanda Rocha

    Acho que todos nós estamos buscando melhorar sempre, e sempre teremos desafios, metas novas, sempre teremos o que limpar o que melhorar. A vida é constante aprendizado.

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