Casa & Energias

Feng Shui: arrume uma gaveta

19/10/2016

Feng Shui: arrume uma gaveta - Leve por aí por Camile Carvalho

Lá por meados de 2009 me vi em uma situação em que me sentia triste, meio pra baixo e não sabia ao certo como resolver a situação. Eu fazia parte de um grupo budista – acho que no Orkut – e escrevi um pequeno desabafo por lá, pra tentar organizar meus pensamentos e compartilhar com outras pessoas o que eu estava passando. Recebi muitos comentários bacanas de apoio, mas teve um deles, sobre Feng Shui, que me chamou mais a atenção e que carrego pra vida até hoje: arrume suas gavetas.

Veja bem, minha vida estava um pouco bagunçada. Eu morava em São Paulo, muitas coisas haviam mudado por lá – trabalho, estudo, relacionamento – e eu me sentia confusa, sem saber que rumo tomar. Eu podia ver vários caminhos a seguir de acordo com algumas decisões, mas não conseguia enxergar com clareza para onde eles poderiam me levar. E assim, meio incrédula, abri a primeira gaveta e a esvaziei, fazendo uma pilha de roupas na cama.

A gaveta vazia

A sensação de vê-la vazia foi um alívio. Naquele momento pude ter alguns insights sobre meus caminhos, minhas escolhas e o porquê de estar ali, onde eu estava. A gaveta é como uma metáfora para nossa vida: quando cheia e bagunçada, podemos não ter a visão de tudo o que temos, mas quando a esvaziamos, podemos sentir a felicidade do vazio, da limpeza e, ao mesmo tempo, ter uma visão geral de tudo que acumulamos até o momento e decidirmos o que fica, e o que sai.

E assim esvaziei outra gaveta. E depois mais uma. Veio uma energia de mudança, de transformação e continuei desta maneira: esvaziando e limpando gavetas. Não importava se minha cama estava uma bagunça com aquela pilha de roupas ali em cima. O meu foco estava apenas no meu armário agora vazio, limpo, pronto para um reinício.

Feng Shui e o simbolismo

Segundo o Feng Shui, a gaveta simboliza nossos projetos futuros, nossas metas. Quando estamos com muitas dúvidas, muitos pensamentos e com a mente turva, não há nada melhor que esvaziarmos nossos pensamentos de tanto falatório mental, e uma das formas de se conseguir isso é através das gavetas. Arrumação é meditação, e só conseguimos fazer uma boa faxina quando tiramos os móveis do lugar, caso contrário, a impressão é de que o ambiente não está completamente limpo, como se aquela poeira ainda estivesse escondida por debaixo do tapete.

Portanto, todas as vezes em que você se encontrar confuso, sem saber como agir em determinadas situações, experimente arrumar uma gaveta. Tire tudo. Limpe. Sacuda as roupas, tire a poeira, dobre-as novamente e organize seu espaço. E não, não falo de uma forma metafórica, mas sim, real, física. Quando nos envolvemos com atividades de organização e limpeza, nossa mente também consegue organizar melhor nossos pensamentos ficando mais clara.

Nossa bagunça externa reflete a nossa bagunça interna. Além disso, ao arrumarmos nossas gavetas – do armário e da vida – também removemos aquilo que está estagnado, fazendo com que as energias circulem nos trazendo discernimento e clareza. Vamos arrumar nossas gavetas?

:: imagem: Life of Pix

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Vida Simples

O minimalismo e o descarte (não) consciente

16/10/2016

O minimalismo e o descarte (não) consciente • Leve por aí por Camile Carvalho

Faz tempo que eu estava ensaiando escrever este artigo e hoje resolvi colocar em palavras algo que por muito tempo eu estava sentindo mas não sabia bem como explicar. Vamos falar sobre minimalismo e o destralhe?

Quando conheci o minimalismo, por volta de 2011 e abri meu primeiro blog sobre o assunto, achei incrível o conceito de declutter (destralhe) e comecei a transformar minha vida a partir do desapego dos meus bens materiais. Eu ainda tinha brinquedos guardados da minha época da infância, roupas que não usava há uns 10 anos, objetos que eu nem sabia que ainda tinha guardado e muita, mas muita papelada em pastas escondidas pela casa.

Meu processo não foi fácil – e acredito que o de ninguém seja – mas aos poucos fui conseguindo me desapegar de coisas superficiais até chegar ao destralhe mais profundo, que incluíam minhas memórias (cartas, objetos com valor sentimental) e emoções (rancores, amizades tóxicas etc.). No entanto, durante o processo sempre abordei muito o assunto usando o termo tralha para me referir àquilo que não me servia mais. E aí é onde mora um possível problema.

A tralha (clutter)

Quando nos referimos aos objetos que não queremos mais como tralha (clutter, em inglês, por isso o termo de-clutter), podemos fazer um juízo de que aquilo é um lixo. Desvalorizamos o que não queremos e o destinamos a descarte, o que pode ser um tanto irresponsável quando se cai no linguajar comum e não se explica a importância daquilo que queremos nos desfazer.

Se um dia compramos alguma peça de roupa ou objeto de decoração, é claro que aquilo estava sendo importante para nós naquele momento. Usamos, aproveitamos, colocamos nossa energia, mas por diversos motivos acabamos deixando de lado aquela camisa, aquele sapato, aquela papelada e mudamos nosso foco a algo novo que esteja tendo utilidade no momento. Aquilo que deixamos de lado fica, portanto, com uma energia estagnada, mas isso não significa que devemos tratá-lo como um lixo.

Quando separamos roupas para doar a alguém que precise, também não estamos doando um lixo. Veja bem, a cultura do descarte, do efêmero, do líquido está presente até quando estamos nos desapegando e promovendo uma boa ação. Não estou dizendo que não devemos passar adiante aquilo que não nos serve mais, muito pelo contrário. Nem que devemos excluir o termo tralha do vocabulário. O foco aqui está no sentimento com que lidamos com tais peças.

Gratidão, sempre!

A gratidão pelo que nos serviu e nos acompanhou por um tempo é essencial. Se não queremos mais aquilo, que possamos cuidar bem do item e dar-lhe um destino mais digno que não seja o lixo, ou o menosprezo. Estamos colocando nossa energia ali e transmitindo a quem vai recebê-lo.

Separar sacolas e sacolas de lixos aleatórios que tiramos da nossa casa e simplesmente jogar no buraco da lixeira também não é uma atitude legal. O lixo está fora da nossa casa, mas não do nosso planeta. Tudo que compramos é de nossa responsabilidade, assim como seu destino final. Portanto, um alerta muito importante a quem está começando a destralhar a casa é que dê um destino digno àquilo que pode ser útil a alguém e um destino correto e consciente àquilo que não tem mais uso. Reciclar o máximo que pudermos é a melhor pedida.

Agora, há algo ainda mais importante nessa onda de destralhe que está mudando a vida de muitas pessoas: a compra consciente.

Compra consciente

De nada adianta doarmos 50 peças de roupas se na semana seguinte estamos em busca de promoções no shopping. O ciclo precisa ser rompido em algum momento, e o ideal é que seja na hora da compra.

Você realmente precisa daquilo? É de qualidade? Vai durar por quantos anos? Vou precisar substituí-lo em breve? O que estamos colocando pra dentro de nossa casa novamente? Ou melhor, o que você está comprando vai pra um futuro destralhe? Estas são algumas perguntas que devemos nos fazer durante a compra. Porque não adianta esvaziarmos nossa casa se em breve estaremos gastando esforço, energia e dinheiro para nos entulharmos novamente de compras impulsivas.

Que possamos refletir sobre o teor que damos ao nosso destralhe. Que possamos ter a consciência de que não existe jogar lixo fora. Que as roupas que não nos servem mais não são objetos de desdém. E tenhamos a consciência de que este círculo vicioso pode ser freado momento antes de passarmos o nosso cartão no shopping.

:: imagem: Pixabay

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Inspiração

5 dicas para escrever melhor

14/10/2016

Como escrever melhor? 5 dicas - Leve por aí por Camile Carvalho

Eu amo escrever. Acredito que quanto mais escrevo, melhor consigo colocar no papel – ou tela – meus sentimentos, pensamentos e reflexões. Escrever bem não é apenas estar dentro das normas gramaticais da língua, mas também conseguir colocar em palavras aquilo que está dentro de nós.

Frequentemente recebo comentários de elogio em relação aos meus textos e, apesar de ficar feliz em saber que estou conseguindo tocar alguém com as letrinhas que digito por aqui, também mantenho meus pés no chão com a certeza de que hoje escrevo melhor que ontem, mas que posso sempre melhorar.

Mas afinal, como podemos melhorar a escrita? O que devemos fazer pra conseguir expressar com sucesso aquilo que sentimos sem embolar as palavras e sem sofrer da famosa síndrome da página em branco, quando olhamos para o papel ou tela e não sabemos sequer como começar?

Hoje vou dar algumas dicas que aplico na minha rotina que podem ajudar você, que deseja escrever melhor tanto na parte da gramática quanto na parte da expressão.

1. Leia muito

Essa dica é uma das que mais leio por aí e não poderia deixar de colocar neste post. Quando lemos bons livros, absorvemos muito o estilo de escrita, aprendemos vocabulário e aprendemos como cada autor coloca em texto suas ideias. Você pode pensar que está apenas prestando atenção na história contada, mas quando lemos, nossa atenção vai além do enredo.

Assimilamos composições de frases, formas de expressão e automaticamente nosso cérebro grava a imagem das palavras mais difíceis. Assim, quando precisamos escrevê-las depois, já temos a ideia de como ela é escrita por termos a associação da imagem dela no nosso cérebro. Sendo assim, dúvidas sobre ç, c ou ss podem ser diminuídas quando estamos acostumados a ler determinadas palavras.

2. Torne sua escrita um hábito

Alguns dos maiores escritores e artistas têm o hábito de escrever todos os dias pela manhã, como um despejo mental de ideias, um esvaziamento de mente. Não precisamos escrever por horas diariamente, mas só de colocarmos no papel algumas ideias diariamente, vamos aprendendo a expressar, através das palavras, aquelas ideias que ficam rodeando nossa mente. A escrita é como a escovação os dentes, não adianta praticar apenas quando precisamos: devemos torná-la um hábito diário. A constância nos ajuda a progredir.

3. Mindfulness

Encontre um lugar adequado para praticar a escrita. Pode ser no seu quarto, escritório, ou até mesmo em um café. Certifique-se de que não há distrações ao seu redor. Para alguns, sons externos são extremamente dispersantes, mas há pessoas que gostam de um ambiente movimentado para ativar a criatividade. Encontre o seu local preferido e mantenha sua atenção plena naquilo que está fazendo.

Aproveite a atenção plena e feche todos os aplicativos do seu computador ou notebook e mantenha o foco apenas na página em branco à sua frente. Se estiver usando caderno, tente não se distrair com muitos objetos sobre a mesa e deixe aquele seu estojo cheio de canetas de lado. Manter o foco total no que está fazendo ajuda a escrever melhor e mais rápido.

4. Fone de ouvido e música

Para mim, uma combinação perfeita é ouvir música no fone de ouvido enquanto escrevo. Gosto de usar fone grande, que elimina os ruídos externos para uma melhor concentração e sempre uso o mesmo álbum pra tocar. Prefira músicas instrumentais e calmas, já que podemos nos distrair com as letras – principalmente quando estamos ouvindo aquela música preferida. Playlists com músicas de relaxamento, reiki e meditação podem ser encontradas facilmente no youtube.

5. Brainstorming e Mapas Mentais

Brainstorming, também conhecido como tempestade de ideias nada mais é que pegar um papel em branco e escrever tudo que vem na mente relacionado ao assunto que você deseja. Depois de escrever todas as ideias, sem julgamento e sem racionalizar muito, você poderá organizar os pensamentos e fazer uma lista ou mapa mental com eles, organizando e selecionando o que será útil.

Na escrita, quando temos o bloqueio criativo, podemos pegar um tema que já escrevemos – como no caso de um blog – e a partir dali fazer um brainstorming sobre quais outros temas estão relacionados e que podem ser explorados com mais profundidade.

Aqui no blog tem dois artigos sobre mapas mentais (esse e esse) que podem ajudar na organização de novas ideias e a evitar o famoso bloqueio criativo.

Estes cinco tópicos são as dicas que considero mais importantes para quem quer escrever melhor. Claro que poderia listar vários outros, como sempre manter um caderninho na bolsa, a consultar de vez em quando um dicionário para aprender palavras novas e enriquecer o vocabulário e claro, praticar muito. Quanto mais escrevemos, melhor fica o nosso texto. Mantenha um diário pessoal ou use o 750words.com para tornar sua escrita um hábito e você verá o quanto sua escrita vai melhorar a cada dia.

Espero que tenha gostado das ideias e ficaria muito feliz em saber quais outras dicas você usa para melhorar sua escrita. Compartilhe aqui nos comentários!

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