Inspiração

GiveBox SP – vamos apoiar essa ideia?

21/10/2016

Quando recebi um email sobre o projeto do financiamento coletivo GiveBox – SP (obrigada, Fernanda!), fiquei super animada em vir aqui no blog compartilhar com vocês essa ideia que já existe em várias cidades pelo mundo está prestes a chegar ao Brasil. Vocês sabem que eu sempre falo aqui sobre doar o que não nos serve mais e esse projeto tem tudo a ver com essa energia de desapego.

O projeto

GiveBox é um projeto que estimula o desapego, ajuda ao próximo e promove o descarte consciente. Através de uma casinha construída em algum ponto estratégico do bairro, moradores da região podem deixar ali o que não precisam mais e também pegar o que precisa, sendo um facilitador de trocas, além de promover uma ocupação diferente do espaço público.

A ideia partiu de duas meninas, Camila e Luana que, inconformadas com a quantidade de lixo gerado e com o descarte não-consciente, pensaram em trazer a ideia do GiveBox pra São Paulo. A proposta é tornar, além de um ponto de trocas, um ambiente de encontros, fortalecendo assim o senso de comunidade e de altruísmo.

GiveBox SP: um projeto social - Leve por aí por Camile Carvalho

GiveBox está presente em várias cidades espalhadas pelo mundo e é um sucesso!

Como ajudar?

O projeto GiveBox parte de um financiamento coletivo, no qual recebe doações partindo de 20 reais. No momento em que atingirem o valor mínimo, serão construídas em São Paulo 5 casinhas do GiveBox projetadas especialmente para o projeto no Brasil, que vem dando certo em vários países.

Troca-troca

O conceito de troca já está chegando no Brasil através de grupos no Facebook, como o Free Your Stuff São Paulo, que promove trocas de objetos, roupas e utensílios que estão parados na casa de alguém, mas que terão serventia com outra pessoa.

GiveBox SP: um projeto social - Leve por aí por Camile Carvalho

Você pode se informar melhor sobre o projeto no site do projeto e através da página no Facebook. Vamos ajudar?

fonte das imagens: Facebook do projeto GiveBox SP

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Casa & Energias

Feng Shui: arrume uma gaveta

19/10/2016

Feng Shui: arrume uma gaveta - Leve por aí por Camile Carvalho

Lá por meados de 2009 me vi em uma situação em que me sentia triste, meio pra baixo e não sabia ao certo como resolver a situação. Eu fazia parte de um grupo budista – acho que no Orkut – e escrevi um pequeno desabafo por lá, pra tentar organizar meus pensamentos e compartilhar com outras pessoas o que eu estava passando. Recebi muitos comentários bacanas de apoio, mas teve um deles, sobre Feng Shui, que me chamou mais a atenção e que carrego pra vida até hoje: arrume suas gavetas.

Veja bem, minha vida estava um pouco bagunçada. Eu morava em São Paulo, muitas coisas haviam mudado por lá – trabalho, estudo, relacionamento – e eu me sentia confusa, sem saber que rumo tomar. Eu podia ver vários caminhos a seguir de acordo com algumas decisões, mas não conseguia enxergar com clareza para onde eles poderiam me levar. E assim, meio incrédula, abri a primeira gaveta e a esvaziei, fazendo uma pilha de roupas na cama.

A gaveta vazia

A sensação de vê-la vazia foi um alívio. Naquele momento pude ter alguns insights sobre meus caminhos, minhas escolhas e o porquê de estar ali, onde eu estava. A gaveta é como uma metáfora para nossa vida: quando cheia e bagunçada, podemos não ter a visão de tudo o que temos, mas quando a esvaziamos, podemos sentir a felicidade do vazio, da limpeza e, ao mesmo tempo, ter uma visão geral de tudo que acumulamos até o momento e decidirmos o que fica, e o que sai.

E assim esvaziei outra gaveta. E depois mais uma. Veio uma energia de mudança, de transformação e continuei desta maneira: esvaziando e limpando gavetas. Não importava se minha cama estava uma bagunça com aquela pilha de roupas ali em cima. O meu foco estava apenas no meu armário agora vazio, limpo, pronto para um reinício.

Feng Shui e o simbolismo

Segundo o Feng Shui, a gaveta simboliza nossos projetos futuros, nossas metas. Quando estamos com muitas dúvidas, muitos pensamentos e com a mente turva, não há nada melhor que esvaziarmos nossos pensamentos de tanto falatório mental, e uma das formas de se conseguir isso é através das gavetas. Arrumação é meditação, e só conseguimos fazer uma boa faxina quando tiramos os móveis do lugar, caso contrário, a impressão é de que o ambiente não está completamente limpo, como se aquela poeira ainda estivesse escondida por debaixo do tapete.

Portanto, todas as vezes em que você se encontrar confuso, sem saber como agir em determinadas situações, experimente arrumar uma gaveta. Tire tudo. Limpe. Sacuda as roupas, tire a poeira, dobre-as novamente e organize seu espaço. E não, não falo de uma forma metafórica, mas sim, real, física. Quando nos envolvemos com atividades de organização e limpeza, nossa mente também consegue organizar melhor nossos pensamentos ficando mais clara.

Nossa bagunça externa reflete a nossa bagunça interna. Além disso, ao arrumarmos nossas gavetas – do armário e da vida – também removemos aquilo que está estagnado, fazendo com que as energias circulem nos trazendo discernimento e clareza. Vamos arrumar nossas gavetas?

:: imagem: Life of Pix

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Simplicidade

O minimalismo e o descarte (não) consciente

16/10/2016

O minimalismo e o descarte (não) consciente • Leve por aí por Camile Carvalho

Faz tempo que eu estava ensaiando escrever este artigo e hoje resolvi colocar em palavras algo que por muito tempo eu estava sentindo mas não sabia bem como explicar. Vamos falar sobre minimalismo e o destralhe?

Quando conheci o minimalismo, por volta de 2011 e abri meu primeiro blog sobre o assunto, achei incrível o conceito de declutter (destralhe) e comecei a transformar minha vida a partir do desapego dos meus bens materiais. Eu ainda tinha brinquedos guardados da minha época da infância, roupas que não usava há uns 10 anos, objetos que eu nem sabia que ainda tinha guardado e muita, mas muita papelada em pastas escondidas pela casa.

Meu processo não foi fácil – e acredito que o de ninguém seja – mas aos poucos fui conseguindo me desapegar de coisas superficiais até chegar ao destralhe mais profundo, que incluíam minhas memórias (cartas, objetos com valor sentimental) e emoções (rancores, amizades tóxicas etc.). No entanto, durante o processo sempre abordei muito o assunto usando o termo tralha para me referir àquilo que não me servia mais. E aí é onde mora um possível problema.

A tralha (clutter)

Quando nos referimos aos objetos que não queremos mais como tralha (clutter, em inglês, por isso o termo de-clutter), podemos fazer um juízo de que aquilo é um lixo. Desvalorizamos o que não queremos e o destinamos a descarte, o que pode ser um tanto irresponsável quando se cai no linguajar comum e não se explica a importância daquilo que queremos nos desfazer.

Se um dia compramos alguma peça de roupa ou objeto de decoração, é claro que aquilo estava sendo importante para nós naquele momento. Usamos, aproveitamos, colocamos nossa energia, mas por diversos motivos acabamos deixando de lado aquela camisa, aquele sapato, aquela papelada e mudamos nosso foco a algo novo que esteja tendo utilidade no momento. Aquilo que deixamos de lado fica, portanto, com uma energia estagnada, mas isso não significa que devemos tratá-lo como um lixo.

Quando separamos roupas para doar a alguém que precise, também não estamos doando um lixo. Veja bem, a cultura do descarte, do efêmero, do líquido está presente até quando estamos nos desapegando e promovendo uma boa ação. Não estou dizendo que não devemos passar adiante aquilo que não nos serve mais, muito pelo contrário. Nem que devemos excluir o termo tralha do vocabulário. O foco aqui está no sentimento com que lidamos com tais peças.

Gratidão, sempre!

A gratidão pelo que nos serviu e nos acompanhou por um tempo é essencial. Se não queremos mais aquilo, que possamos cuidar bem do item e dar-lhe um destino mais digno que não seja o lixo, ou o menosprezo. Estamos colocando nossa energia ali e transmitindo a quem vai recebê-lo.

Separar sacolas e sacolas de lixos aleatórios que tiramos da nossa casa e simplesmente jogar no buraco da lixeira também não é uma atitude legal. O lixo está fora da nossa casa, mas não do nosso planeta. Tudo que compramos é de nossa responsabilidade, assim como seu destino final. Portanto, um alerta muito importante a quem está começando a destralhar a casa é que dê um destino digno àquilo que pode ser útil a alguém e um destino correto e consciente àquilo que não tem mais uso. Reciclar o máximo que pudermos é a melhor pedida.

Agora, há algo ainda mais importante nessa onda de destralhe que está mudando a vida de muitas pessoas: a compra consciente.

Compra consciente

De nada adianta doarmos 50 peças de roupas se na semana seguinte estamos em busca de promoções no shopping. O ciclo precisa ser rompido em algum momento, e o ideal é que seja na hora da compra.

Você realmente precisa daquilo? É de qualidade? Vai durar por quantos anos? Vou precisar substituí-lo em breve? O que estamos colocando pra dentro de nossa casa novamente? Ou melhor, o que você está comprando vai pra um futuro destralhe? Estas são algumas perguntas que devemos nos fazer durante a compra. Porque não adianta esvaziarmos nossa casa se em breve estaremos gastando esforço, energia e dinheiro para nos entulharmos novamente de compras impulsivas.

Que possamos refletir sobre o teor que damos ao nosso destralhe. Que possamos ter a consciência de que não existe jogar lixo fora. Que as roupas que não nos servem mais não são objetos de desdém. E tenhamos a consciência de que este círculo vicioso pode ser freado momento antes de passarmos o nosso cartão no shopping.

:: imagem: Pixabay

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