A difícil tarefa de ler um livro na era das distrações

01/11/2016

A difícil tarefa de ler um livro na era das distrações | Vida Minimalista

Estudo Jornalismo, e em uma das disciplinas – Jornalismo e Internet – sempre levantamos a questão do formato de texto para a web. “Tem que ser texto curto, com mais imagens, interativo“, afirma o professor que trabalha em um grande jornal, quando nos explica sobre o comportamento do novo leitor de internet. Não adianta escrever muito, no jornal online precisamos de textos curtos ou o leitor sairá da página.

Estamos na era da informação (ou seria da distração?), e a forma de comunicação tem mudado a cada dia. Fica até difícil acompanharmos toda essa transformação e claro, arriscar analisar uma situação em mudança é um tanto leviano pelo simples fato de que períodos históricos são melhores analisados quando nos afastamos dele. Mas, uma coisa é certa: estamos tão sobrecarregados de informação – nunca na história da humanidade tivemos tantas possibilidades – que parecemos uma formiga no açucareiro. Queremos apanhar o mundo com apenas duas mãos.

A questão é, em que tipo de leitor estamos nos transformando? Hermano Freitas, em seu perfil do Medium, traduziu recentemente um texto de Hugh McGuire sobre por que não conseguimos mais ler. McGuire fala sobre como as distrações digitais, como por exemplo checar email a cada 10 minutos e conferir o twitter, nos dá uma sensação de prazer causada pela liberação de dopamina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar e felicidade. Assim, ler um livro físico – ou qualquer texto grande – de forma contínua, nos faria sentir falta dessa sensação de checar se chegou alguma mensagem importante, o que nos faz parar de tempos em tempos para buscar mais uma dose, mesmo que não tenha nada novo nas nossas redes sociais.

Segundo McGuire,

“aprender a ler livros de novo” pode ser também uma forma de libertar minha mente destes detritos digitais empapados de dopamina, deste tsunami de informações digitais sem objetivo, algo que teria um benefício duplo: leria livros de novo e recuperaria minha mente.

Insistir na leitura, portanto, seria como uma meditação. Seria como livrar nossa mente das distrações externas e, mais que isso, lutar contra o fluxo da busca incessante de prazer em outras atividades. Claro, há quem fique completamente confortável durante uma leitura longa, não podemos generalizar, mas o que vem acontecendo com as novas tecnologias é que pegar um livro em papel com longos blocos de texto está competindo com estímulos provocados pelos meios digitais.

A questão é, será que o antídoto para tantas distrações e buscas por prazer em pequenas gotas de informação seria uma leitura mais consistente de um livro físico? Será que o livro digital também nos traria essa atenção plena ou se encaixaria no esquema das distrações digitais? A resposta eu não sei, mas por via das dúvidas, deixarei um clássico na minha cabeceira.

E você, como lida com as distrações? Consegue sentar-se calmamente e ler um bom livro ou fica distraído checando as redes sociais e interrompendo a leitura?

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Beleza

Como preparar máscara de argila com óleos essenciais

31/10/2016

Como preparar máscara de argila com óleos essenciais | Leve por aí, por Camile Carvalho www.leveporai.com

A máscara de argila é excelente para o cuidado com a pele. De origem mineral, é composta de sílica, alumínio e água. Existem várias formas de se usar a argila no tratamento estético e uma delas é através da aplicação em pasta no rosto.

Hoje vou mostrar a vocês como associo a máscara de argila com a aromaterapia usando óleos essenciais para aumentar seus benefícios. A argila tem vários benefícios, como a renovação celular, eliminação de toxinas (ela absorve as impurezas), eliminação de bactérias e oleosidade, além de acalmar a pele deixando-a mais macia.

Como preparar máscara de argila com óleos essenciais | Leve por aí, por Camile Carvalho

Ao associar com o óleo essencial (atenção, não é essência!), podemos combinar os benefícios de acordo com o que desejamos. Eu gosto de usar, na minha máscara, óleo de lavanda, de melaleuca (Tea Tree) ou de tangerina. Claro que existem dezenas de óleos essenciais que podem ser usados na mistura, mas eu costumo usar esses três de acordo com suas propriedades:

> Lavanda: Acalma a pele e promove o aceleramento da renovação celular colaborando para uma pele nova e saudável. Também muito usado em caso de acnes e infecções, pois possui propriedades reconfortantes e anti-inflamatórias.

> Tangerina: Serve para todos os tipos de pele, inclusive em casos de estrias e cicatrizes. De ação regenerativa e tonificante, é ótimo para melhorar a elasticidade e firmeza da pele, além de atuar também como desintoxicante.

> Melaleuca (Tea Tree): Com ação no sistema imunológico, a melaleuca também é um ótimo antisséptico, fungicida e bactericida. Indicado para casos de acnes e outras infecções de pele, pode ser combinado com a lavanda (1 gota de cada).

Como preparar:

Máscara de argila Força da Terra | Leve por aí, por Camile Carvalho

Num potinho, uso a medida de uma colher (uso sempre plástico para não reagir com metais) e adiciono água morna bem aos poucos até ficar na consistência de uma pasta. Não deixe ficar muito aguado, pois ficará difícil pra aplicar na pele. Após fazer uma “papinha”, adicione 2 gotas do óleo essencial de sua preferência. Caso use a combinação de dois óleos, use uma gota de cada. Não precisa colocar mais que duas gotas de óleo essencial, pois ele já é muito concentrado (principalmente o de tangerina).

Passe na pele evitando a região dos olhos e boca e aguarde uns 15 minutos até que a máscara seque por completo.

Como preparar máscara de argila com óleos essenciais | Leve por aí, por Camile Carvalho | www.leveporai.com

Dica:

Sempre que remover a máscara, a pele vai ficar um pouco mais sensível. Logo, evite exposição direta ao sol. Recomendo que use algum hidratante com filtro solar ou óleo de semente de uva para acalmar a pele e manter a elasticidade.

E você, usa também máscara de argila? Se tiver alguma dúvida de como usá-la, deixe aqui nos comentários!

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Por aí, Veganismo

Minha experiência com feiras veganas

24/10/2016

Camile Carvalho na feira vegana Veg Borá - Leve por aí

Quem me conhece sabe o quão caseira eu sou. Passeio bom pra mim é aquele que inclui uma livraria, um barzinho ou café pra sentar, bater papo com amigos ou passear ao ar livre num dia tranquilo. Agitos e baladas são quase um item riscado do meu caderninho, mas não sei por qual motivo – talvez falta de vontade mesmo – demorei pra começar a frequentar feiras veganas.

A primeira que fui, foi a Veg Borá, que aconteceu em Vila Isabel, aqui na zona norte do Rio de Janeiro. Era sua segunda edição e contou com alguns estandes de bolos, tortas, cachorro-quente e a famosa coxinha de jaca. Em poucos minutos após minha chegada eu já sabia que viraria frequentadora.

Uma das sensações mais gostosas é estar em um ambiente cercado de pessoas que compartilham energias semelhantes, que estão ali, não por acaso, mas pelo simples fato de ter algo em comum. Nenhum encontro é obra da sorte, acredito que tudo tem um porquê e que ao longo de nossa jornada vão acontecendo arranjos e rearranjos, como uma grande teia na qual seus pontos de contato são os grandes encontros da vida.

Feiras veganas | comuna botafogo - camile carvalho - leve por aí

Participar de feiras veganas me fez perceber como muitas pessoas – antes desconhecidas – vibram na mesma frequência. Conhecer projetos ambientais, de proteção aos animais e por uma alimentação com menos crueldade só mostra que há muita gente do bem espalhada pelo mundo. A energia das feiras veganas que tenho frequentado é maravilhosa. Olhar ao redor e ver 10, 20 ou 50 estandes de famílias em prol de um bem maior é realmente gratificante. É perceber que o que antes eu vivia, no meu cantinho, muitos também compartilham.

Tenho ido a várias feiras veganas aqui no Rio de Janeiro e pretendo, em breve, participar de algumas outras por aí (quem sabe Sampa?). Já fiz boas amizades, daquelas que quando chego já vou cumprimentar. Já sinto falta de alguns colegas que por algum motivo não montaram o estande em alguma feira. Dou feedback no evento seguinte quando experimento o shampoo em barra, a linguiça vegana, os óleos essenciais… E assim, vou conhecendo novas pessoas, ampliando meu círculo de amizades e trocando ideias sobre bem-estar e sustentabilidade.

Feiras veganas | santuário seitoku - camile carvalho - leve por aí

Sei que nem todos os leitores são veganos ou vegetarianos, mas isso não importa pra mim. Minha felicidade é que, se vocês estão aqui, neste espaço, lendo cada post que escrevo é porque têm algo em comum, se identificam com o que escrevo, compartilham da mesma energia. Assim me sinto nesses eventos: grata por ter encontrado um espaço onde sinto que a energia é tão legal, que quando dá a hora de ir embora, a vontade é que o próximo chegue logo.

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