Quando desapegar dói

22/02/2017

Geralmente eu venho aqui no blog, desde o Vida Minimalista, com muita alegria em minhas palavras falar sobre os desapegos que fiz e o que aprendi com cada um deles. Porém, hoje o texto será um pouco diferente. Hoje parece que minha arrumação não foi como as anteriores.

Não sei se devido aos astros ou por algum outro motivo, hoje decidi organizar minha loja no enjoei (passem lá!) e colocar novos itens à venda. Mexi nos preços de algumas coisas, coloquei outras em promoção, e empolgada a desapegar de algumas outras peças, abri a porta do meu armário. A diferença é que não foi a mesma porta de sempre, mas sim, uma onde guardo meus vestidos e saias, e que quase não acesso pelo simples motivo de raramente usar os vestidos e as saias que ali estão.

Peguei uma por uma e, sentindo a energia, fui colocando sobre minha cama. Algumas saias fizeram parte de um período muito importante pra mim, outras, sequer usei. Naquelas compras por impulso acabei trazendo pra casa, esperando um dia, quem sabe, talvez, e o dia jamais chegou.

Expectativas, creio eu, giram em torno de roupas que compramos. Talvez pra nos enquadrarmos em um determinado estilo, ou para usarmos em um dia especial que nunca chega. A questão é que mexi numa parte que sempre pulo na hora do declutter justamente por ter ali roupas boas, novas e que não foram usadas no meu dia-a-dia. São aquelas roupas que sempre tive a certeza de que não teria nada pra desapegar. Certezas…

Vesti algumas peças pra fotografar pro enjoei, outras, fiz a foto do próprio cabide. E enquanto eu fotografava, uma pilha de roupas se fazia sobre a minha cama. Aquelas roupas que marcaram uma época em que eu gostava de me vestir de preto, usar meias-calças e botas para o “inverno” carioca. Eu tinha outra mentalidade, outros pensamentos. Ainda não tinha voltado a praticar yoga (fiquei uns anos sem praticar antes de me tornar professora) e parece que, num passe de mágica, todas aquelas memórias vieram à tona.

Pessoas, paixões, certezas que hoje me fazem sorrir com o canto da boca. Certezas… e uma série de reflexões ocuparam a minha mente. Cada dia aprendemos algo diferente, cada dia uma certeza se vai com o fluxo do rio. E eu, sendo a pessoa que comprava e às vezes vestia aquelas roupas cheia de certezas, tornei-me hoje uma pessoa mais flexível, dentro da minha compreensão de presente. E o melhor de tudo é que daqui a alguns anos estarei revendo as roupas que uso hoje e pensarei o mesmo: que eu era cheia de certezas que enfim foram desmanchadas como castelos de areia.

Uma angústia tomou conta de mim enquanto cadastrava as roupas no site. Senti um misto de tristeza com decepção, algo que não sei bem explicar. Não era pelas roupas, mas talvez por não tê-las passado adiante ainda. Resolvi então tomar um banho quente, deixar a água cair e lavar a minha alma de todas as certezas que tenho hoje, de todos os apegos passados e de tudo que ainda há em mim que não consigo enxergar. Chorei, como se estivesse me libertando de amarras passadas que ainda não tinha percebido. Lembrei-me que estamos em lua minguante, o período ideal pra desapegos, pra deixar ir…

Voltei, dessa vez mais leve. Sentei-me em frente ao computador e continuei o cadastro, agora feliz. Feliz por passar adiante algo que guardava sem motivo algum. Feliz por abrir espaço em minha casa. Feliz por me sentir mais leve, por abençoar cada peça que tirei do meu guarda-roupas e por fazer as pazes com algo do meu passado que ainda estava me limitando a voar mais alto.

Percebi que quando começamos a desapegar, é como se estivéssemos removendo as camadas mais externas. É muito fácil. Sempre temos algo que podemos facilmente nos livrar. Agora, quanto mais desapegamos, mais atingimos as camadas internas, aquelas que não queremos remexer muito pra não levantar a sujeira do fundo do aquário. E são essas as sujeiras com as quais devemos lidar. Cada um em seu próprio tempo.

Sinto-me mais leve só de ter lidado com tais peças de roupas e com tais sentimentos. Aos poucos, vou quebrando elos que ainda me prendem a um passado que não sou mais eu. Eu só sou essa, no momento presente. Que o passado fique no passado e que o futuro permaneça no futuro. Hoje é o dia de viver, apenas hoje.

Compartilhe o artigo:Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on Tumblr

Shampoo e condicionador Morte Súbita – Lola Cosmetics

Shampoo Condicionador Morte Súbita da Lola Cosmetics - Resenha Camile Carvalho

Faz tempo que estou com as embalagens do shampoo e condicionador Morte Súbita, da Lola Cosmetics guardadas aqui pra fotografar e fazer uma resenha no blog. Trocar meus cosméticos por produtos veganos e cruelty-free faz parte da minha nova fase de vida, e tem sido uma experiência incrível, como conto aqui.

O que mais me anima em relação aos produtos da Lola, é que eles são encontrados facilmente nas principais farmácias aqui no Rio de Janeiro (sei que não é tão fácil achá-los em outras regiões), e isso facilita bastante pra quem busca produtos de qualidade, veganos, cruelty-free e sem aquelas químicas todas que costumam ter em outros produtos de higiene pessoal.

“Nosso tratamento Morte Súbita é assim, ou você ama ou não conhece. Penetra nos fios sem pedir licença, acabando com os dias de cabelos secos e detonados sem ter dó nem piedade.”

Morte Súbita é uma linha que promete trazer suavidade, força e desembaraço dos fios, já que o próprio shampoo é hidratante e bastante suave, não danificando o cabelo como muitos shampoos mais agressivos. Além de ser vegano e cruelty-free, todos os produtos do Lola Cosmetics são livres de diversas substâncias nocivas, como indica a lista abaixo copiada da própria embalagem.

Livre de:

  • Corantes sintéticos
  • Ftalatos
  • OGM (transgênicos)
  • Silicone
  • Sal
  • Parabenos
  • Óleo Mineral
  • Parafina
  • Derivados de animais (é vegano!)

Minha experiência

Se você busca um shampoo que faça bastante espuma, esqueça. A primeira impressão que tive foi a de que meu cabelo iria continuar sujo e suado, mesmo usando o shampoo duas vezes. A limpeza é bem suave, e por não conter sal, não percebemos tanto a espuma, o que no nosso subconsciente é sinal de limpeza profunda. Demora um tempo até acostumarmos com a falta da espuma, pelo menos pra mim.

O condicionador é bem levinho, mais puxado pro aguado, mas hidrata bem, dentro do esperado pra um condicionador. Como o próprio shampoo não deixa aquele aspecto de palha durante o banho, o condicionador cumpre bem sua função e promove um bom desembaraçar. Tenho o ~péssimo~ costume de desembaraçar durante o banho (não façam isso, quebra os fios!), e assim percebo o quanto o condicionador é eficaz.

O shampoo é indicado para uso diário, mas geralmente lavo meu cabelo a cada 2 ou 3 dias, dependendo das atividades que faço na semana. Como estamos no verão, minha frequência aumenta e muitas vezes acabo lavando diariamente, por isso é importante usarmos um shampoo que agrida menos os fios, como o Morte Súbita.

Um detalhe que é muito pessoal, é que mesmo sabendo que não precisa fazer espuma pra limpar bem os fios, naqueles dias em que sinto que o couro cabeludo está muito oleoso e sujo, não consigo sentir direito a limpeza após o banho. Ao passar os dedos pelos fios e cabeça a impressão é que ainda tem oleosidade, e que precisaria de algo mais “forte” pra promover a limpeza. E não, não está relacionado à falta de espuma, pois tenho usado agora shampoo sólido que também não faz espuma, mas sinto a sensação de limpeza após cada banho (depois contarei mais sobre essa experiência).

Usaria novamente?

Não sei se compraria a linha novamente apesar de gostar muito dos produtos da Lola. Acho que essa linha, Morte Súbita, não se adequou muito aos meus fios, mas pode ser excelente pra outras pessoas. Usei o shampoo até o final, mas alternando com outros de limpeza mais profunda (deixava pra usá-lo quando precisava lavar novamente no dia seguinte, pra não agredir muito os fios). Já o shampoo Rapunzel, da mesma marca, achei excelente! Pode ser apenas um caso de adaptação mesmo ou que simplesmente não é adequado ao meu tipo de cabelo.

Sobre Lola Cosmetics

Como disse anteriormente, os produtos da Lola são ótimos, livres de crueldade animal e veganos, por isso já conquistou meu coração. Tenho usado o creme hidratante de Argan e me dei muito bem com ele, também farei resenha em breve. Acho que é importante testarmos outras linhas de tratamento pra sabermos quais dão certo com nosso tipo de cabelo e quais não dão. Por isso, Morte Súbita não foi tão legal pro meu tipo de cabelo, mas pode ser excelente pro seu, é tudo questão de testar e ver se dá certo ou não.

Agora me conte, já usou a linha Morte Súbita ou algum outro produto da Lola? O que achou?

Compartilhe o artigo:Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on Tumblr
Casa & Energias

8 dicas de proteção energética para o Carnaval

20/02/2017

Eu sei, Carnaval é aquele momento de catarse no qual queremos extravasar. Não temos hora pra acordar nem pra dormir, tudo está liberado e podemos comer na hora que quisermos, beber, dançar e aproveitar a folia. No entanto, nossas energias podem ficar mais pesadas quando deixamos de cuidar de nosso corpo e nosso equilíbrio.

Além dos astros não estarem colaborando muito nesse período, a não ser que você vá pra um retiro zen, de yoga ou meditação, deve-se ter muito cuidado com as trocas energéticas neste período. A seguir vou compartilhar algumas dicas para proteção energética.

1. Turmalina negra

A turmalina negra tem como propriedade absorver as energias negativas do ambiente, além de proteger o corpo físico e espiritual de quem a usa. Como é relacionada ao primeiro chakra, a indicação é que se use abaixo da cintura, como em bolsas, bolso de calça ou até mesmo no umbigo. Para isso, compre uma pequena e coloque dentro do umbigo, fechando com uma fita crepe por cima caso não precise deixar o umbigo à mostra. A maioria das energias negativas entram através do umbigo e protegê-lo é fundamental em um período conturmado energeticamente e em meio a multidões.

2. Banho de ervas

Em casas de produtos esotéricos ou naturais geralmente encontramos banhos de limpeza feitos com sal grosso e ervas. Você também pode fazer o seu próprio banho misturando em um balde com água morna, sal grosso e algumas ervas, como alecrim, camomila, lavanda… siga sua intuição e prepare o seu banho de proteção. O ideal é jogar essa água do pescoço pra baixo como uma última ducha e deixar que seque naturalmente no corpo. Há também alguns banhos prontos, como o da Cyda Godoy, que gosto muito. O que uso é esse aqui.

3. Spray de limpeza para ambientes

Para limpar as energias do ambiente, gosto de usar spray de ambientes. Se as energias parecem baixas, experimente borrifar sua própria mistura de água com óleos essenciais (lavanda ou alecrim) ou comprar um pronto pra uso, como esse que também uso, da Cyda Godoy (não é publicidade, comprei no Mystic Fair e tenho usado bastante!). Se for viajar, arrume um borrifador pequeno como o meu (veja na foto) e leve na mochila. Você pode borrifar a água energizada sobre sua cabeça antes de sair, como uma proteção.

4. Meditação, yoga

Eu sei que muitos vão pra folia, querem mais é se divertir nos blocos e noitadas, mas reserve um tempo pra se conectar, nem que seja durante o banho. Não perca seu equilíbrio, sua razão. Quando nos deixamos levar acabamos saindo do eixo, do nosso centro, e então podemos abrir caminhos pra energias não tão boas se aproximarem. Sente-se em um lugar tranquilo, leve a atenção à sua respiração por uns 5 minutos no mínimo. Reconecte-se!

5. Uma boa leitura

Pra quem gosta de ler, uma boa dica é levar um livro inspirador para aqueles momentos em que estamos a sós, descansando, ou nos intervalos da folia. Parar para ler vai nos obrigar a dar uma pausa e fazer com que nosso corpo descanse um pouco e se recupere do agito.

6. Cuidado com bebidas, drogas e exageros

Cada um sabe de si e eu jamais falaria pra vocês não fazerem algo. Todos têm sua consciência, mas evitar exageros é fundamental. Quando bebemos em excesso ou fazemos uso de drogas, estamos saindo da nossa consciência. Passamos a não ter controle sobre nossos pensamentos e ações, então nos tornamos receptivos, abrindo canais energéticos para qualquer energia. Perdemos o discernimento, então nos tornamos vulneráveis ao que está no ar. Cuidado com os exageros e protejam-se!

7. Natureza, pés no chão!

Caso passe o carnaval perto da natureza, reserve um momento pra pisar na areia da praia, dar um mergulho no mar, se banhar numa cachoeira ou simplesmente tirar os sapatos e caminhar sobre a terra ou grama. Aterre-se! Quando nos aterramos, nos tornamos mais firmes e protegidos de energias externas.

8. Alimentação saudável e muita água!

Não se deixe levar apenas pelas comidas e lanches de rua. Muitas vezes não é possível manter uma alimentação saudável durante o carnaval, mas que tal dar preferência a algumas frutas quando possível? Vai a uma lanchonete? Peça um suco de laranja feito na hora! Alterne água com a cerveja e evite a desidratação (e a ressaca!). Além de cuidar da saúde evitando o desgaste desnecessário na quarta feira de cinzas, bebendo bastante água você também estará se protegendo de energias ruins. Quando mais água, melhor!

Espero que tenha ajudado com as dicas. Manter o equilíbrio é fundamental, por isso, aproveitem bastante o carnaval, mas sem sair do seu centro, sem perder as rédeas de sua própria vida. Muitas vezes queremos extravasar, mas no final, nos arrependemos de atos e situações em que nos colocamos. Proteja-se energeticamente, beba muita água e divirta-se!

Compartilhe o artigo:Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on Tumblr
Páginas«1 ...34567891011... 70»