Leituras

O que ando lendo? Silêncio, de Thich Nhat Hahn

03/11/2016

Tenho o costume de ler um livro inteiro para fazer, em seguida, uma resenha completa aqui no blog. Mas hoje pensei em algo diferente: vou compartilhar as inspirações e insights que tenho DURANTE a leitura, pois em muitos casos, de uma leitura abre-se um leque de pensamentos e reflexões sobre um determinado assunto.

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O livro que estou lendo no momento e que tem me inspirado demais é o Silêncio: o poder da quietude num mundo barulhento, do monge budista Thich Nhat Hahn. Como o próprio nome já entrega, o livro aborda a importância de desfrutarmos da quietude, de ouvirmos apenas o vazio para conectarmos com nós mesmos a fim de escutarmos nossa voz interior.

No entanto, na maioria das vezes não é bem isso que acontece. Percebo que muitos sentem uma necessidade de preencher o vazio quando nos deparamos com ele. Seja na espera de uma consulta, na fila do supermercado ou até mesmo sozinhos em casa, sentimos aquele impulso de olhar o celular, de ligar a TV, deixar o rádio falando em casa para termos a sensação de “companhia”. Acabamos, assim, deixando de vivenciar o silêncio, tão importante em nossas vidas.

No livro, o monge fala que temos um banquete de estímulos. Nunca na história tivemos tantas distrações e, como falei no artigo lá no Vida Minimalista, acabamos querendo abraçar tudo que chega até nós.

Trecho que destaco:

“(…) é importante estarmos conscientes com relação a o que e quanto consumimos. A consciência é a chave da nossa proteção. Sem proteção, absorvemos muitas toxinas. Sem perceber, ficamos repletos de sons e intoxicamos nossa consciência, e tais coisas nos deixam doentes.” – pág. 28

Ou seja, quando nos mantemos em estado de alerta, conscientes dos nossos próprios passos e pensamentos, temos a chance de termos mais controle sobre os estímulos. Quando nos tornamos passivos, deixamos que a mente controle tudo, desligamos nossos filtros.

O autor fala sobre 4 principais estímulos que temos, comparados aos alimentos:

  1. Alimentos comestíveis: o que de fato ingerimos, nossa alimentação física e energética.
  2. Sensações: experiências sensoriais, o que ouvimos, lemos, enxergamos…
  3. Desejo: nossas vontades, preocupações.
  4. Consciência: a maneira como nossa mente alimenta nossos pensamentos e ações

É verdade que os estímulos não param de chegar, mas conscientes, conseguimos escolher o que vamos fazer com tais informações. Ficar em silêncio pode ser difícil pra alguns. É como um detox, como tentar sair de um vício, mas com o tempo, se tivermos a firmeza de tornar o silêncio um hábito – pelo menos por alguns minutos diários – já vai fazer uma grande diferença.

Algum leitor pratica meditação? Como você lida com o excesso de estímulos? Consegue sentar-se em silêncio enquanto espera por algo e simplesmente não fazer nada? Conte pra mim!

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Leituras

Livro: Seja a pessoa certa no lugar certo

02/11/2016

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O que mais tenho visto por aí em relação à carreira profissional são questionamentos se o caminho escolhido é realmente o que combina com a pessoa e como buscar algo que se enquadre mais com os sonhos e personalidade das pessoas. Buscar um caminho profissional que combine sonhos, aptidão e personalidade é o tema do livro Seja a pessoa certa no lugar certo.

Consultor há mais de 22 anos em gestão de pessoas, Eduardo Ferraz traz uma metodologia baseada em neurociência comportamental. No livro, disponibiliza vários testes para descobrirmos qual nossa tendência comportamental e personalidade, para sabermos com qual atividade e carreira profissional somos mais compatíveis.

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Segundo o autor,

“Se você está em uma situação em que precisa usar características de personalidade que não possui naturalmente gastará muita energia e seu desempenho será pífio. Quando você está em uma posição em que pode usar seu estilo natural, seu veículo mental se desgasta pouco e sua produtividade aumenta muito.” – pág. 13

Isso é, cada um tem uma aptidão natural, uma certa fluidez com determinadas atividades que, levadas em consideração na hora de escolher o caminho profissional, fará com que o trabalho seja feito de forma mais leve, fluida e agradável.

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O livro traz um modelo matemático para identificarmos nossa personalidade abordando alguns pilares como dominância, influência, autorrealização, talentos, altruísmo entre outros. Analisando este perfil, se somos pouco dominantes ou muito, estáveis ou não, influentes ou conformados, vamos traçando um perfil de quais atividades, locais de trabalho, equipe e posição seria melhor para que não haja um desgaste e uma perda de energia sem necessidade. Quando encontramos esse fluxo, tudo fica mais agradável e acabamos fazendo nosso trabalho com mais prazer e dedicação.

Seja a pessoa certa no lugar certo tem 183 páginas e foi publicado pela editora Gente. É um livro de fácil leitura, bem interativo (possui vários testes) e divertido, daqueles para se ler num fim de semana com papel e caneta na mão.

E você, já conhecia o livro? Como você acha que seria seu perfil de trabalho?

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A difícil tarefa de ler um livro na era das distrações

01/11/2016

A difícil tarefa de ler um livro na era das distrações | Vida Minimalista

Estudo Jornalismo, e em uma das disciplinas – Jornalismo e Internet – sempre levantamos a questão do formato de texto para a web. “Tem que ser texto curto, com mais imagens, interativo“, afirma o professor que trabalha em um grande jornal, quando nos explica sobre o comportamento do novo leitor de internet. Não adianta escrever muito, no jornal online precisamos de textos curtos ou o leitor sairá da página.

Estamos na era da informação (ou seria da distração?), e a forma de comunicação tem mudado a cada dia. Fica até difícil acompanharmos toda essa transformação e claro, arriscar analisar uma situação em mudança é um tanto leviano pelo simples fato de que períodos históricos são melhores analisados quando nos afastamos dele. Mas, uma coisa é certa: estamos tão sobrecarregados de informação – nunca na história da humanidade tivemos tantas possibilidades – que parecemos uma formiga no açucareiro. Queremos apanhar o mundo com apenas duas mãos.

A questão é, em que tipo de leitor estamos nos transformando? Hermano Freitas, em seu perfil do Medium, traduziu recentemente um texto de Hugh McGuire sobre por que não conseguimos mais ler. McGuire fala sobre como as distrações digitais, como por exemplo checar email a cada 10 minutos e conferir o twitter, nos dá uma sensação de prazer causada pela liberação de dopamina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar e felicidade. Assim, ler um livro físico – ou qualquer texto grande – de forma contínua, nos faria sentir falta dessa sensação de checar se chegou alguma mensagem importante, o que nos faz parar de tempos em tempos para buscar mais uma dose, mesmo que não tenha nada novo nas nossas redes sociais.

Segundo McGuire,

“aprender a ler livros de novo” pode ser também uma forma de libertar minha mente destes detritos digitais empapados de dopamina, deste tsunami de informações digitais sem objetivo, algo que teria um benefício duplo: leria livros de novo e recuperaria minha mente.

Insistir na leitura, portanto, seria como uma meditação. Seria como livrar nossa mente das distrações externas e, mais que isso, lutar contra o fluxo da busca incessante de prazer em outras atividades. Claro, há quem fique completamente confortável durante uma leitura longa, não podemos generalizar, mas o que vem acontecendo com as novas tecnologias é que pegar um livro em papel com longos blocos de texto está competindo com estímulos provocados pelos meios digitais.

A questão é, será que o antídoto para tantas distrações e buscas por prazer em pequenas gotas de informação seria uma leitura mais consistente de um livro físico? Será que o livro digital também nos traria essa atenção plena ou se encaixaria no esquema das distrações digitais? A resposta eu não sei, mas por via das dúvidas, deixarei um clássico na minha cabeceira.

E você, como lida com as distrações? Consegue sentar-se calmamente e ler um bom livro ou fica distraído checando as redes sociais e interrompendo a leitura?

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