Livros

Minha paixão pelos livros

08/01/2013

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Lendo o blog Um Ano Sem Compras, me deparei com um assunto muito interessante: Nossa relação com os livros. No artigo, a Marina fala sobre a paixão desenfreada pela aquisição de novos títulos, o que nos faz, no fim, termos uma pilha imensa de livros a serem lidos para pouco tempo de leitura disponível.

Eu sou uma apaixonada pela literatura. Se quiser me fazer feliz, basta me levar a uma livraria, ou me presentear com um livro. Tenho diversos guardados em meu quarto, tanto na prateleira como na minha estante. Mas… e quando ficamos fissurados por comprar cada vez mais e acabamos não tendo tempo para ler todos?

Nessas ultimas semanas comprei, em uma boa promoção, o box com 6 livros clássicos da Ágatha Christie, pelo preço de um. Comprei também em um sebo as obras de Edgar Alan Poe e O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte. Mas vamos pensar com calma: eu adquiri no final do ano oito livros, porém, em que velocidade os lerei? Sei que não comprei por impulso (será?), mas eu tive que aproveitar a oportunidade, pois estavam em um ótimo preço. Porém, quanto tempo levarei para le-los?

O problema é que fazemos o mesmo com roupas. Há alguma “licença no minimalismo” só porque estamos tratando de obras culturais, e não futilidades? Obviamente que livros nunca serão comparados a roupas, maquiagem ou objetos sem utilidade, mas devemos ter equilíbrio ao entrarmos em uma livraria, pois alguns talvez nunca chegaremos a ler, assim como algumas roupas compradas no impulso nunca chegarão a ser usadas.

Qual seria a solução? Comprar um Kindle? Confesso que eu tenho um (e estou vendendo!), com alguns ebooks. Acho muito prático reunirmos diversos títulos em um dispositivo, o qual podemos carregar para todos os lugares sem fazer volume nem peso na bolsa. Porém, também aprecio o livro físico, o virar das páginas e o cheiro. Em alguns blogs minimalistas, já vi muitas pessoas escrevendo que para sermos minimalistas devemos adotar 100% a tecnologia. Eu concordo em parte. Um escritório sem papel, digitalizar arquivos pode nos livrar de muita tralha que talvez nem saibamos que temos, mas em relação a obras literárias, penso um pouco diferente. Já cheguei a ler o absurdo que uma minimalista digitalizou todos os seus livros, os rasgou e colocou para reciclagem. Não sejamos extremos, por favor!

Em um leitor de ebook, seja ele Kindle, iPad ou até mesmo o celular, há uma maior facilidade de acumularmos arquivos, aumentando ainda mais a ansiedade devido às pendências. Já com os livros físicos, é muito mais visível a pilha de livros a serem lidos, nos fazendo tomar atitudes (geralmente de não comprar por um tempo), e eu infelizmente me encontro nesse estágio. Quando olho para minha prateleira, vejo alguns títulos que nunca abri, outros que li alguns capítulos e outros já concluídos. Entre eles há livros de narrativas e outros de referência, os quais consulto sempre que preciso. Creio que minha situação seja parecida com a de muitos de vocês. Mas então, como resolver?

Não comprarei mais livros até terminar de ler todos que tenho. É um desafio difícil para uma pessoa que, como eu, adora circular por livrarias e tomar um bom café folheando as páginas amareladas de um novo livro recém adquirido em um sebo no centro da cidade. Apenas abrirei exceção para títulos que eu precise para a faculdade, e mesmo assim, darei prioridade às bibliotecas. Deixar de comprar livros não implica em deixar de ler, muito pelo contrário, ao invés de aumentar consideravelmente minha lista de livros a serem lidos e me causando ansiedade por não conseguir dar conta de tudo – já que nos dá uma sensação de impotência e pendência – terei muito mais tempo e tranquilidade de colocar em dia minhas leituras.

E o que farei após le-los? Os disponibilizarei para troca no Skoob ou os doarei (exceto meus livros de referência), afinal, não dá para ser minimalista dessa maneira. Além do mais, é a leitura que nos torna cultos e sábios, e não os enfeites da estante.

E você? Já leu todos os livros que possui em casa?

Gostaria de agradecer à Marina pela ótima reflexão em seu blog sobre o assunto.

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Vida Online

Técnica Pomodoro: um método para gerenciar seu tempo

01/09/2012

Técnica Pomodoro: saiba como administrar seu tempo | Camile Carvalho | #camilecarvalho

A Técnica Pomodoro serve para gerenciar o tempo de maneira simples e produtiva. O método consiste em trabalhar com foco e sem interrupção durante um período de 25 minutos e descansar 5, totalizando 30 minutos, período este nomeado de ‘Pomodoro‘. Uma sessão completa consiste em 4 Pomodoros, totalizando assim 2 horas de trabalho produtivo.

O método foi desenvolvido pelo italiano Francesco Cirillo, que utilizou um simples cronômetro de cozinha em forma de tomate (pomodoro em italiano), o que deu nome à técnica. Após algumas experiências com diferentes tempos, Cirillo chegou à conclusão de que 25 minutos eram ideais para se completar uma tarefa de forma produtiva.

5 passos essenciais da Técnica Pomodoro

  1. Escolher a tarefa a ser executada (podemos associar ao GTD)
  2. Ajustar o alarme para 25 minutos
  3. Executar a tarefa durante o tempo de 1 pomodoro
  4. Fazer a pausa de 5 minutos
  5. Após 4 pomodoros (25+5 minutos) fazer uma pausa longa de 15-30 minutos

Cada etapa tem sua importância, desde a escolha da tarefa a ser realizada até o registro de cada uma delas concluída. Assim é possível, no final, fazer uma avaliação da produtividade. É importante que determinemos as principais tarefas a serem realizadas no dia e, dependendo de como elas serão executadas, pode-se usar tranquilamente a técnica Pomodoro. Vejamos um exemplo:

Você acorda e determina que as principais tarefas do dia são:

  • Escrever um post no blog
  • Ler um artigo para a faculdade
  • Organizar os arquivos do computador e fazer backup
  • Limpar a casa

Todas as tarefas podem ser realizadas no mesmo ambiente, ou seja, sua casa, e você nesse dia tem 2 horas livres. Usando a técnica Pomodoro, você realizará cada tarefa em 25 minutos, dando um intervalo de 5 minutos entre cada uma delas. Em apenas 2 horas você terá feito 4 tarefas que talvez se não tivesse o foco, não seriam realizados em tão pouco tempo. E o melhor, é que como há o tempo de pausa, não se torna cansativo.

Durante a pausa é recomendável que se faça uma outra atividade diferente da tarefa executada. Se durante 1 pomodoro você ficou sentado em frente ao computador escrevendo um artigo (como estou agora), nos 5 minutos de pausa levante-se, caminhe pela casa, faça algo relaxante. Escute uma música, feche os olhos, cheque o facebook (vício), mas não execute nenhuma outra tarefa antes de acabar o tempo de pausa, mesmo achando que não está cansado e que pode emendar duas tarefas. Respeite a pausa.

Há diversos sites que ensinam a técnica, mas o oficial é esse. Há também diversos aplicativos para iPhone, Extensões para Chrome, mas qualquer cronômetro por mais simples que seja é o suficiente para marcar o tempo da atividade. Não complique! Uma dica muito bacana é o site Pomodoros, que com um simples cadastro gratuito, é possível registrar as tarefas de cada Pomodoro e ativar o cronômetro, tendo controle assim de cada tarefa executada e de quantos pomodoros já foram executados.

Não deixe de experimentar a técnica! Associada ao GTD é excelente, pois enquanto o método do David Allen se preocupa em organizar todo um sistema de administração de tarefas, o Pomodoro viabiliza a execução.

Dicas importantes para a execução

  1. É extremamente importante que durante esse tempo não haja nenhuma distração. Feche todos os navegadores e desconecte-se do MSN
  2. Coloque o celular no silencioso e mantenha o foco em apenas uma tarefa.
  3. Tenha a certeza de que o ambiente está propício e de que não haverá nenhuma interrupção como pessoas interrompendo, telefones tocando ou barulhos demais no local.
  4. Mantenha uma garrafa de água por perto e certifique-se de que todo o material necessário à execução da tarefa está em mãos, para que não seja necessário levantar-se provocando a dispersão.
  5. Mantenha um bloco de anotações para registrar as tarefas concluídas.

Não se preocupe com a técnica, mas sim com a execução. Nunca se esqueça de que quanto mais simplificamos, mais produtivos nos tornamos. Não espere que todas as condições sejam propícias para o início da execução de uma tarefa. Ao invés disso, crie o ambiente ideal.

A técnica não necessariamente precisa ser aplicada com 4 Pomodoros. Caso você tenha apenas uma, não deixe de usar o sistema. Com o tempo você vai acabar se acostumando com a sensação de dever cumprido após terminar um Pomodoro, que instintivamente ficará mais focado em cada tarefa, mesmo sem estar realmente utilizando a técnica. É uma forma maravilhosa de exercitarmos nossa produtividade.

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Vida sem papel – paperless

26/05/2011

Vida sem papel - paperless | Camile Carvalho

Muito se tem discutido em relação à substituição do papel por conteúdo digital. É certo que vivemos em uma era de transição, onde ainda precisamos do suporte físico pra livros, contas, boletos e extratos, mas já há pessoas que estão no desafio de viver apenas com documentos digitais.

A UFSC lançou uma campanha bacana que visa racionar o uso do papel na instituição. Com o intuito de economizar recursos naturais e agilizar os processos administrativos, o reitor anunciou no dia 18 de Outubro de 2010 a digitalização de todos os documentos e processos da universidade.

Para o blogueiro Radamés, viver sem papel não é fácil, mas com certeza um ato ecológico. Ele apóia a iniciativa de algumas empresas em enviar documentos em forma digital, e espera que um dia a assinatura on-line de um jornal passe a ser preferencial.

No meu caso, estou no processo de digitalizar todos os textos da faculdade. Para minha sorte, muitos livros que os professores recomendam se encontram em domínio público, podendo ser baixados da internet ao invés de comprá-los, o que gastaria dinheiro e seriam mais uma tralha dentro de casa pois geralmente lemos uma só vez e deixamos na prateleira empoeirando. Porém, nem sempre temos o livro digitalizado em PDF, e acabo tendo que recorrer à livraria. Quando isso acontece, prefiro pesquisar num sebo ou pelo site Estante Virtual. Comprando usado dou a chance daquele material ser aproveitado mais vezes, e quando não preciso mais, tenho maior desprendimento em passar adiante do que um livro novo lido apenas uma vez. Mantenho apenas um resumo deles em forma de mapas mentais.

Porém, meu maior desafio é, sem dúvida, as milhares de cópias que precisamos tirar para as aulas. Na faculdade trabalhamos com a seguinte proposta: A cada final de aula, o professor disponibiliza um texto na xerox para que possamos fazer a cópia e ler em casa pra próxima semana. Resultado: Filas quilométricas na porta da copiadora, muito dinheiro gasto (levando em consideração que todo dia temos cópias a tirar) e muito papel guardado em casa sem utilidade. Se formos pensar que por dia copiamos 10 folhas de papel, minha turma de 30 alunos gasta 300 folhas, ou seja, mais de uma resma de 500 folhas a cada dois dias,  o que daria… uma árvore em menos de 40 dias. (Cada árvore gera 20 resmas de papel). Isso calculando por baixo, e apenas em uma turma…

O que fazer? No meu caso escaneio os textos e tento doar a algum aluno que ainda não fez a cópia, e pego alguns textos de amigos que já leram pra digitalizar, mas não é o suficiente. Sinto falta de uma iniciativa por parte dos próprios professores. Se seus textos são digitados, impressos e disponibilizados para os alunos copiarem, por quê não enviá-los também por email?

Nós, seres humanos, ainda temos o hábito de gastar, consumir, armazenar, e para que possamos viver melhor e em “acordo” com o planeta em que vivemos, é essencial que mudemos nossos hábitos. Primeiro precisamos da conscientização, e depois, da ação. Apenas reduzindo nosso consumo em geral, podemos nos tornar grandes colaboradores para a preservação do meio ambiente.

E você? Como lida com os papeis? Vamos reduzir?

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