Vida Online

Como organizar o Facebook

09/01/2014

Como organizei meu Facebook | Vida Minimalista #vidaminimalista

O Facebook tem dividido opiniões ultimamente. A cada dia vejo mais pessoas que estão dispostas a reduzir o uso, excluir quem não conhecem e até mesmo deletar o perfil. Propagandas, memes e discussões sem sentido acabam poluindo o espaço nos causando estresse e nos fazendo perder o tempo.

Devo admitir que houve uma época em que saí excluindo diversos contatos, pra manter minha conta mais limpa, só com pessoas muito próximas e familiares, mas como tenho este blog, é normal que meus leitores se identifiquem e queiram manter um contato mais próximo. Foi pensando nisso que decidi tornar meu perfil mais público e aceitar todos que desejassem entrar em minha lista de amigos por lá.

Passei de uns 30 contatos para mais de 200 em pouco tempo e novamente me vi perdida em assuntos que não me interessavam, memes chatos, bichinhos fofinhos e diversas postagens, pois mesmo não me interessando, eu acabava lendo. Pensei na possibilidade de deletar minha conta, mas ainda preciso me comunicar com familiares de longe, amigos da faculdade e administrar o grupo do blog e a fanpage. Foi então que tomei algumas medidas pra reduzir as distrações na rede social sem afetar minha participação, além de reduzir meu tempo conectada.

Criei listas de amigos

Acho que a melhor decisão que tomei foi criar listas de amigos. Reservei um tempo pra classificar meus contatos em Família, Melhores Amigos, Faculdade, São Paulo, Música, Blog entre outras categorias. Quando quero saber notícias de meus amigos de São Paulo, por exemplo, clico na lista e leio as postagens deles.

Deixei de seguir todos os amigos

Ao passo que fui adicionando meus amigos em listas, fui também clicando em “Deixar de seguir”. Na minha timeline não tem mais atualização de amigos, pois quando quero me informar, entro na página deles ou clico na lista correspondente. Na verdade nem tenho feito muito isso, prefiro mandar mensagem SMS ou encontrar pessoalmente pra um bate-papo.

Deixei de curtir algumas páginas

O que eu curtia ano passado pode não ser mais interessante hoje. Página de lojas, produtos e algumas bandas foram “descurtidas”. Agora só aparecem atualizações do que gosto e é relevante. Recebo o feed dos meus blogs preferidos no Bloglovin e também pelo twitter, que acho bem mais útil que o Facebook.

Saí de alguns grupos

Da mesma forma que fiz com as páginas, alguns grupos que ingressei no passado já não fazem mais sentido participar hoje e os deixei para trás.

Timeline mais limpa

Apesar da poluição visual e da enorme quantidade de propagandas na timeline, agora recebo na página principal apenas notícias sobre as páginas que curto e os grupos que participo. Meu facebook virou um feed de notícias de assuntos que me interessam e limitei meu acesso a algumas vezes por dia apenas. Meu próximo passo será excluir o ícone do Facebook no meu celular e limitar meu uso na rede social apenas no computador.

Ainda não vou deletar meu perfil, mas com estas medidas tenho conseguido me livrar um pouco do excesso de informações que bombardeavam minha página cada vez que eu conectava. E você, ainda usa facebook? Como faz pra administrá-lo?

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Livros

Livro: Madame Charme – Jennifer L. Scott

23/12/2013

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

Hoje vou falar de mais um livro que acabei de ler: Madame Charme – Dicas de Estilo, Beleza e Comportamento que Aprendi em Paris, da californiana Jennifer L. Scott. Fiquei curiosa depois que a blogueira Amanda Inácio falou dele em seu blog e acabei o comprando em formato digital (Kindle). Pra falar a verdade, nunca me interessei por livros de moda, mas este me pareceu não se resumir apenas a isso e sim, sobre estilo de vida. Como acredito que podemos aprender com toda leitura que fazemos, vou contar um pouco sobre o que ele fala e o que pude aproveitar como inspiração relacionado ao tema minimalismo.

Madame Charme é um livro que conta os aprendizados de Jennifer, a própria autora, ao fazer um intercâmbio de seis meses em Paris. Apaixonada pela cultura francesa, ela narra de forma leve e descontraída o choque cultural que teve ao ser recebida por uma família tradicional parisiense. Com o fim de manter a privacidade da família, opta por chamá-la de “família Charme”, tendo como sua principal representante a Madame Charme, que lhe inspirou a repensar e a mudar alguns aspectos de sua vida.

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

Madame Charme é uma mulher elegante, discreta e que sabe aproveitar os pequenos prazeres da vida. No livro aprendemos um pouco sobre os hábitos saudáveis dos franceses de fazer exercícios físicos regularmente, de manter um guarda-roupas minimalista e alimentar-se bem em três refeições por dia.

Livro Madame Charme | Vida Minimalista | vidaminimalista.com

O que me inspirou:

# Usar as melhores roupas. Temos o costume de comprar alguma peça de roupa e deixar para uma ocasião especial, andando muitas vezes com ar desleixado. Madame Charme não economizava suas roupas, pois para ela, todos os dias eram especiais. Nunca se sabe quem vamos encontrar pelo caminho ao sair ali rapidinho na esquina pra comprar um pão. Temos que nos arrumar para nós mesmos de forma que fiquemos satisfeitos e confortáveis.

# Ter um guarda-roupas com 10 peças boas. Quando Jennifer chegou na casa da família Charme, ficou assustada com o tamanho mínimo do guarda-roupas de seu quarto. Não caberia tudo ali. Aos poucos descobriu que ter 10 peças de boa qualidade e que combinam entre si é muito mais vantajoso que ter muitas de baixa qualidade e que não se completam, e com isso editou seus pertences e adquiriu apenas o que realmente favorecia sua beleza, combinava com sua personalidade e que possuía boa qualidade.

# Comer bem durante as refeições. A autora percebeu logo no primeiro dia que a família Charme não tinha o hábito de comer besteiras. Eles tinham o costume de fazer três refeições completas, sentados à mesa e com alimentos de boa qualidade, sem preocupações com calorias, gorduras entre outros. Os franceses apreciam um bom queijo, um bom vinho, frequentar um bom café e têm o cuidado na hora do preparo do alimento, sendo dedicados com cada ingrediente. Tanto o café da manhã quanto o almoço e o jantar fazem parte de um ritual nos quais todos sentam-se à mesa e se deliciam calmamente com a refeição. Sem tv ao mesmo tempo, sem distrações, pois é um momento sagrado. “Torne a TV uma coadjuvante na sala de estar, não a estrela principal”.

# Resistir ao novo materialismo. Se vamos sair pra comprar um objeto, compre apenas este objeto. Tudo o que compramos e não precisamos acaba se tornando bagunça. “Pode-se definir bagunça como qualquer coisa na sua casa que você não adore de fato. Bagunça também é o acúmulo de várias coisas que não pertencem a determinado lugar”. A ideia é simples, não compre o que não precisa só porque está em promoção ou é bonitinho. Se você não precisa, não há motivo algum pra levar pra casa.

Este livro me inspirou de várias formas. Claro que alguns pontos não me chamaram tanto a atenção, como a parte em que se fala da importância de se investir em bons produtos de cuidados com a pele, mas também ressalta a importância de sempre beber bastante água e, quando usar maquiagens, saber o que ressalta nossa beleza, de forma que pareça bem natural, sem exageros.

É um livro que recomendo a leitura tanto a homens quanto mulheres (o assunto não se limita ao universo feminino). À todos que buscam uma inspiração em relação ao modo de vida mais sofisticada e minimalista. Àqueles que concordam que gastando um pouco mais em determinado produto, podemos ter peças boas e duradouras, evitando gastos futuros. Pode não ser o pensamento de todos que aderem ao modo de vida minimalista, mas tenho certeza que cada leitor irá aproveitar diferentes pontos do livro.

Vocês já conheciam Madame Charme?

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Simplicidade

O que é viver uma vida minimalista?

06/12/2013

Vejo algumas discussões sobre o assunto e ultimamente tenho refletido bastante – apesar de estar com o tempo muito curto – sobre o que é, afinal, viver uma vida minimalista.

Desde que iniciei minha busca por uma vida mais completa, mais realizada e com menos distrações, fui conhecendo aos poucos alguns blogs e livros sobre o minimalismo. A ideia de desapegar daquilo que não faz mais sentido em nossas vidas combinou tanto com o momento em que eu estava vivendo, que iniciei este processo de doações, de reduzir compromissos, de repensar meu consumo e me dedicar mais ao que gosto.

No entanto, muitos ainda se questionam sobre a quantidade ideal de roupas, de sapatos, como viver neste estilo de vida, qual a fórmula mágica e o que fazer com o vazio quando nos encaixamos, finalmente, no esquema. Me preocupa muito quando alguém chega a se sentir mal por querer tanto aquele sapato novo, mas não poder comprar, pois “assinou um contrato” com o estilo de vida minimalista e não pode ser um perdedor. Me preocupa também quando pessoas se sentem vazias, sem perspectiva, tristes, depois que reduziu o máximo que pôde suas roupas, seus compromissos, sua vida.

Ter uma vida minimalista não é ter menos do que precisa. É ter o suficiente. É não se deixar levar pela correnteza. É comprar sem culpa, mas com consciência, sabendo que aquilo que está adquirindo é realmente útil e necessário. É saber que tudo o que temos em casa, há uma finalidade. É não deixar objetos e roupas estagnadas num canto, acumulando poeira, enquanto há tantos que precisam. É viver com menos preocupações. Uma vida minimalista te dá as rédeas de sua própria vida, sabendo, no entanto, que nada é permanente. É estar satisfeito com o presente, mas preparado para mudanças futuras. Uma vida minimalista jamais deve nos causar dor, mas sim, felicidade. É viver de uma forma mais simples independente de quantos objetos temos. Não é uma autopunição, não é castigo. É valorizar os pequenos momentos, valorizar o que conquistamos, seja material ou não. É saber que não importa o que fala a publicidade, pois meu celular do modelo passado atende às minhas necessidades. Uma vida minimalista nos faz abrir os olhos e estar conscientes de que, se vamos entrar no jogo dos outros, do consumo, das compras, é porque escolhemos, naquele momento, entrar. Ter uma vida minimalista não é, jamais, estar preso a regras e normas ditatoriais. Muito pelo contrário, é você criar suas próprias regras, as que melhor se enquadram em você.

Não se deixem levar por regras. Sejam livres! Quanto mais obtemos conhecimento, mais nos libertamos. Portanto, se alguém acha que ter uma vida mais simples, minimalista, é viver sob regras, normas e sentimentos de culpa por ter comprado – escondido – aquele sapato lindo, está enganado. Somente nós somos capazes de saber o que é o melhor para nossas vidas. Portanto, conversem, debatam, discutam, leiam muito, cada vez mais, mas jamais deixem que normas de conduta controlem seu estilo de vida. Minimalismo é liberdade. Minimalismo é viver uma vida ampla, com menos preocupações e repleta de realizações.

Há tantas definições que eu poderia citar, mas como eu sempre falo, o que serve para mim, pode não servir para você. E o que se encaixa hoje, amanhã pode não mais funcionar. Seja livre para criar suas próprias regras e inspire-se com exemplos de vida, teste, experimente. Se não gostar, abandone, mude, adapte. Pois a nossa beleza está justamente na individualidade.

E você, como enxerga o minimalismo?

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