Inspiração

Como organizo meus estudos

21/03/2014

Declutter Jornalismo

Hoje vou mostrar a vocês como organizo meu material de estudos na faculdade. Muitos têm dúvida sobre como anotar as aulas, se o melhor é usar fichário ou caderno, ou apenas um tablet, e vou contar um pouquinho da minha rotina na faculdade e como estou me organizando para não me perder no meio de tantos textos e livros.

Nestas últimas semanas, com o retorno dos meus estudos e muito trabalho, tenho saído de casa por volta das 7 da manhã e só volto à noite, lá pelas 21 horas. Tudo que penso ao voltar pra casa é em tomar um bom banho quase frio (aqui no Rio de Janeiro está um calor absurdo), jantar e descansar. Mas estou pensando em me adaptar à minha nova rotina “longe de casa” e utilizar mais a tecnologia móvel pra me ajudar quando estou na rua, e vou contar um pouquinho como estou me organizando por enquanto.

Como organizar o material de estudos durante a escola ou faculdade | camilecarvalho.com | Blog Camile Carvalho #camilecarvalho

Tablet

Há alguns dias eu comprei um iPad mini, depois de muito pensar se valeria à pena ou não ter um e fiquei muito satisfeita. Nele consigo reunir meus livros que eu tinha na conta da Amazon (aplicativo do Kindle) e também do iBooks. Um dos livros que eu queria ler, por exemplo, custava R$59,90 na livraria e R$29,90 em formato digital no site da mesma livraria. Pra minha surpresa, o encontrei em formato ePub pra venda pelo iBooks por $8 (dólares). Dá pra fazer uma boa economia e ler muito mais!

Outro ponto positivo do iPad (que se aplica a qualquer tablet, ok? Não estou fazendo propaganda exatamente desta marca) é que estou guardando no Dropbox vários artigos científicos em PDF que estou lendo pra pesquisa, além de ter escaneado alguns textos que eu tinha em xerox em casa. Agora já posso me livrar do peso das folhas enquanto estou na rua e descartar o que já está digitalizado. Me facilitou demais ter tudo ali, na ponta do dedo, além do tamanho dele ser ideal, pois o levo na mochila ou bolsa sem pesar. Saibam mais sobre as vantagens do Dropbox!

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Anotações

Aboli o caderno da minha vida universitária há um tempo e foi a melhor coisa que fiz. Sempre carreguei o peso de 200 folhas desnecessariamente, mas agora só faço esse esquema: folhas de fichário + pasta catálogo. Cada plástico é para uma disciplina e mantenho tudo ali, organizado: horário das aulas, fluxograma do curso, anotações e textos pra ler. Não costumo carregar o bloco inteiro de folhas de fichário por causa do peso. Ao invés disso, destaco umas 5 e mantenho no último plástico. É nesta pasta que guardo também os mapas mentais que crio quando estou estudando pra alguma prova.

obs.: Sempre que o professor indica algum livro pra ler ou trechos que se encontram na xerox, procuro primeiro se está disponível em PDF pra baixar na internet, já que muitos estão em Domínio Público. Quando temos que fazer a cópia de alguma apostila criada pelo professor, não encaderno, pois gosto de levar apenas o que vai ser dado naquele dia. Por isso é tão importante pegar o plano de aulas!

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Biblioteca

Tenho frequentado demais a biblioteca. Quando não encontro a obra no domínio público, geralmente a encontro na própria universidade. Estou lendo muito mais e economizando bastante com isso. É importante ler sempre fazendo anotações (nunca nos livros públicos, por favor!), principalmente acompanhado da página em que vimos determinadas frases. Muitos gostam de manter um caderno só para esse tipo de anotações, como inspirações ou até mesmo como parte de uma pesquisa. Facilita bastante depois quando precisamos voltar ao texto pra usá-lo como citação em um trabalho, por exemplo.

Uma dica pra quem quer estudar com tranquilidade, é procurar alguma biblioteca pública no bairro. A maioria tem internet wi-fi liberada e a tranquilidade que muitos não possuem em casa.

E assim estou reduzindo o peso e o volume de itens na minha mochila. Como passo o dia inteiro na rua, eu teria que carregar muita coisa, mas com algumas adaptações consegui reduzir tudo pra uma pasta catálogo e um tablet. Eu estaria levando muito mais peso caso usasse caderno e uma pasta cheia de textos enquanto pegava ônibus pelo Rio de Janeiro. Por enquanto está dando certo, prometo contar mais sobre minha organização e como vou usar a tecnologia fora de casa o dia inteiro.

E vocês, como organizam seus estudos? Carregam muita coisa na bolsa ou mochila? Conte pra gente!

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Livros

Livro: O Apanhador no Campo de Centeio

10/03/2014

Sabe aquele livro que você sabe que é um clássico, é louco pra ler, quando começa acha muito chato mas depois começa a amar? Pois foi esta a sensação que tive ao ler O Apanhador no Campo de Centeio (The Catcher in the Rye), de J. D. Salinger.

A principal curiosidade deste livro e sua importância para o meio literário, é que na época em que foi publicado (1945), não havia uma preocupação com os jovens e por consequência, hão havia uma literatura especializada para este público-alvo. No entanto, o narrador da obra é Holden Caulfield, um menino de 16 anos que após ser expulso da escola, faz o caminho de volta pra casa entre seus medos, angústias, confusões e reflexões sobre a vida numa visão adolescente. O livro ganhou notoriedade entre os jovens e se tornou um marco do início da literatura dedicada à esta faixa-etária, além de seu personagem se tornar um ícone da rebeldia adolescente.

No início achei a narrativa muito lenta, com uma quantidade exagerada de gírias da época e só continuei a leitura porque estou tentando me policiar a ler os livros que tenho pendentes até o final. Porém, o personagem foi me conquistando aos poucos, principalmente devido aos seus pensamentos durante o percurso de volta pra sua casa, com medo da reação de seus pais ao saberem que, mais uma vez, havia sido expulso da escola. Em um único final de semana o garoto viajou de trem, dormiu em hoteis, conheceu novas pessoas e passou por alguns momentos de apuros, mas foi quando se esclarece o porquê do título do livro, que eu me emocionei e percebi o quão generoso e puro pode ser o coração de um jovem considerado “perdido” na visão dos outros.

Como uma boa obra clássica, deixo minha recomendação. Apesar da linguagem totalmente informal durante todo o livro, valeu muito a pena tê-lo lido até o final.

imagem daqui

“O homem que cai não consegue nem mesmo ouvir ou sentir o baque do seu corpo no fundo. Apenas cai e cai. A coisa toda se aplica aos homens que, num momento ou outro de suas vidas, procuram alguma coisa que seu próprio meio não lhes podia proporcionar. Ou que pensavam que seu próprio meio não lhes poderia proporcionar. Por isso, abandonam a busca. Abandonam a busca antes mesmo de começá-la de verdade. Tá me entendendo?” – O Apanhador no Campo de Centeio

SALINGER, J. D. O apanhador no campo de centeio. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 2012. 208 p.

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Livros

Livro: A Dieta da Informação – Clay A. Johnson

26/02/2014

A-Dieta-da-Informacao

Há alguns dias uma amiga e leitora, com quem estudei Jornalismo em São Paulo e que hoje trabalha na editora Novatec, entrou em contato comigo me perguntando se eu gostaria de receber um exemplar do livro A Dieta das Informações, para que eu pudesse ler e contar aqui no blog o que achei. É a primeira vez que eu faço uma parceria no Vida Minimalista e eu gostaria de deixar bem claro que não estou recebendo nada para falar do livro e que jamais vou mudar minha forma de escrita e opinião. Além disso, sempre irei deixar bem claro quando for um post de parceria, apenas ganhei um exemplar, e como o assunto é relacionado ao que debatemos aqui e no grupo do Facebook, vou contar sobre o que achei de importante na leitura que fiz e dar minha opinião. 🙂 

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Vocês já pararam pra pensar na quantidade de informações que recebemos diariamente, tanto pela televisão e jornais quanto pela internet e suas redes sociais? Como lidar com tantas notícias superficiais e inúteis? E se pudéssemos fazer uma dieta de informações, filtrando apenas o que é relevante?

O Livro

O autor do livro, Clay A. Johnson, sempre achou que através de informações corretas e de qualidade, poderíamos mudar o quadro de desinformação. Com esse princípio, fundou a Blue State Digital, empresa que criou e gerenciou a campanha online de Barack Obama em 2008. Porém, Johnson percebeu que nem sempre as pessoas estão buscando notícias verdadeiras e de qualidade, mas sim um reforço daquilo que elas já acreditam. Com isso, foi percebendo que a indústria da informação se aproveita desse fato para produzir em larga escala, notícias sobre todos os tipos de assunto de forma superficial, para bombardear nossas mentes com conteúdos de baixa qualidade, apenas com a meta de obterem lucro: “oferecer às pessoas o que elas desejam é muito mais lucrativo do que lhes entregar os fatos“. O resultado é uma enxurrada de afirmações (para reforçar nossas crenças) e sensacionalismo, em vez de informações equilibradas. Mas será que não podemos fazer nada?

“Empresas de mídia aprenderam que afirmação vende muito mais do que informação. Quem deseja ouvir a verdade quando pode ouvir que está certo?” (p. 22)

No livro, Johnson vem com uma proposta inusitada: fazer uma dieta de informações. Com a quantidade de dados que recebemos atualmente – estima-se que passamos em média 11 horas por dia consumindo – é normal que fiquemos sobrecarregados, sem conseguir absorver o que nos é importante devido ao excesso de notícias. Ele ainda faz um paralelo constantemente com a dieta alimentar atual, da qual o processo de industrialização acabou por reduzir seus custos finais, mas também sua qualidade. Da mesma forma que é mais barato ingerir Fast Foods e alimentos processados com poucos nutrientes e altamente calóricos, é mais cômodo consumirmos informações de qualidade duvidosa, mas que reforcem nossas crenças e não nos fazem questionar muito.

“Nossas caixas de e-mail, nossas mensagens de texto, nossos vários feeds de redes sociais e blogs que costumamos ler – nosso cérebro nos coloca em um loop descontrolado no qual não somos capazes de nos concentrar em nenhuma tarefa à nossa frente. Em vez disso, seguimos em busca de um novo reforço de dopamina mergulhando no dilúvio de informações que vem em nossa direção” (p. 73)

Alguém se identificou com a afirmação acima? Temos uma tendência natural de buscar informações, mas quando estamos expostos a uma quantidade absurda, perdemos a capacidade de concentração e queremos cada vez mais. Temos que saber usar um filtro, fazer um consumo responsável também de informações.

Algumas informações interessantes

# Apneia – A respiração correta é de extrema importância para nosso organismo, mas algumas pessoas, sem perceber, acabam por prendê-la enquanto olham seus emails, Facebook e outras redes sociais. É uma forma de tensão que não faz bem.

# Limitada percepção do tempo – Quantas vezes já pensamos em olhar “rapidinho” nossas redes sociais depois do almoço e quando percebemos, já está de noite e não vimos o tempo passar? É uma espécie de hipnose e não nos damos conta da duração do tempo.

# Perda de amplitude social – O antropólogo Dunbar chegou à conclusão que nosso cérebro possui um limite para o número total de relacionamentos com os quais conseguimos lidar. Este número varia em torno de 150 pessoas. Será que conseguimos dar conta de todos os nossos contatos do Facebook?

# Fadiga da atenção – Usar um desktop com o email aberto, Facebook atualizando a cada minuto e o Twitter apitando suas notificações acaba por nos tirar a atenção do que estamos fazendo de importante, o que nos causa perda de memória recente, pois não dedicamos completamente nossa atenção ao que estamos fazendo no momento.

Uma dieta da informação consiste em estipular limites. Reduzir o uso da televisão, cancelar feeds de notícias que não são úteis, deletar aplicativos que nos tiram a atenção, sair de redes sociais que nos prejudicam e estipular horários de checar email e atualizar redes sociais, pra que tenhamos tempo livre para fazermos o que nos é importante e aumentar nossa produtividade e felicidade.

Achei o livro muito interessante, tanto para quem é da área da Comunicação/Jornalismo quanto para quem está buscando simplificar a vida online. Apesar de alguns detalhes um tanto cansativos que o autor escreve sobre política dos Estados Unidos (Republicanos x Democratas), o livro nos dá uma explicação histórica sobre como chegamos até o quadro atual e porque a indústria da informação nos bombardeia com superficialidades, além de oferecer soluções práticas de como filtrar o que não é útil e obter informações relevantes.

Gosto tanto do assunto que o li em um dia. Com certeza me inspirou a organizar melhor minha rotina e a refletir sobre a qualidade de informação que estamos recebendo (além de me inspirar para escrever alguns posts).

Se alguém ficou interessado em lê-lo, a editora deu o código promocional VIDAMINIMALISTA para que vocês possam adquiri-lo com 20% de desconto la no site deles e quem quiser ler o primeiro capítulo gratuitamente, basta acessar aqui: primeiro capítulo.

  • A Dieta da Informação
  • Autor: Clay A. Johnson
  • Editora: Novatec
  • 192 páginas
  • ISBN: 978-85-7522-277-5
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