Beleza, Veganismo

Orgânicos e veganos: um declutter definitivo no meu banheiro

07/02/2017

Uma das minhas resoluções, há alguns anos, foi o de trocar todos os meus cosméticos por produtos cruelty-free, ou seja, que não testam em animais. A ideia foi a de ir trocando conforme os produtos iam acabando, e claro, visto que eu tinha bastante produtos (incluindo maquiagens), isso levou um longo tempo. Mas não parei por aí.

A ideia de começar o processo de me tornar vegana fez com que eu refletisse ainda mais sobre meus hábitos de consumo. O veganismo, como muitos pensam, não está relacionado apenas à alimentação, mas num estilo de vida em que reduzimos ao máximo o consumo de produtos de origem animal e qualquer coisa que venha da exploração animal. E então, dando mais um passo à frente, comecei novamente um processo em busca de cosméticos e produtos que, além de não testarem em animais, também fossem veganos.

E aí que a brincadeira começa. Já que estou sendo seletiva em relação ao que compro, por que não escolher logo os melhores? Comecei então a levar em consideração ingredientes naturais e orgânicos, shampoos livres de sulfatos e tantas outras químicas, desodorantes sem alumínio (que é altamente prejudicial!) entre outras coisas.

Se antes uma ida à farmácia era uma alegria, pelas infinitas possibilidades nas prateleiras, hoje minha alegria está em frequentar feiras veganas, casas de produtos naturais e arriscar produzir alguns cosméticos de forma artesanal. A realidade é que não precisamos de tanta coisa química em nosso corpo!

Hoje meu shampoo e condicionador acabaram (morte súbita, da Lola Cosmetics – recomendo!), mas ainda tenho os shampoos em barra que alternava com estes. Aproveitei o momento de tirar as embalagens pro lixo (leia-se reciclagem) pra fazer uma geral no meu banheiro. Peguei uma sacola e fiz um declutter no meu banheiro. Produtos fora da validade, produtos que não seguem mais meu padrão de qualidade, cremes com parabeno e petrolato, produtos para rosto com ingredientes que mal consigo pronunciar e tantos outros.

Minha meta é reduzir ao mínimo, mínimo MESMO, e só manter comigo o que está em uso e o que REALMENTE é natural, vegano, cruelty-free e preferencialmente orgânico. Meu banheiro já tem um ar natureba há um tempo: óleos vegetais, óleos essenciais, shampoo em barra… mas estavam muito escondidos entre outras embalagens antigas de produtos que me comprometi acabar antes de descartar. A verdade é que às vezes é preferível fazer uma grande limpa em tudo de uma só vez e manter apenas os poucos e bons, do que carregar conosco aquele peso de TER QUE usar algo de que não gostamos até o fim.

Separei, doarei a amigas que usam e vida que segue. Daqui pra frente, com mais consciência e fazendo escolhas mais adequadas ao estilo de vida que desenhei pra mim. E vocês, como lidam com seus cosméticos?

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Cotidiano

Comecei o projeto desapego 2017: roupas!

31/01/2017

Comecei o projeto desapego 2017: roupas! - Leve por aí, por Camile Carvalho

Estou no meio de um declutter. Pra quem não acompanhava o blog, declutter é o sinônimo de “destralhe”. Costumo usar esta palavra pra expressar de forma mais simples o processo de tirar as coisas das gavetas, analisar o que fica e o que sai. Claro, não gosto de tratar o que sai como tralha, como lixo, como algo inútil, visto que o que não serve pra mim pode ter muita utilidade para o próximo.

Cheguei no Rio de Janeiro hoje pela manhã. Dei minhas aulas de yoga e, com a mala da viagem ainda cheia, porém, com as roupas já lavadas, estendi meu tapetinho de yoga no chão do quarto e tirei tudo de dentro da mala sobre ele. Abri minhas gavetas e comecei o processo. Isso fica. Isso sai.

Após duas pilhas de roupas a serem doadas, separadas num canto prontas para entrarem em uma sacola, fui ao banheiro. Olhei ao meu redor e percebi o tanto de cremes, perfumes, shampoos, hidratantes, sabonetes e isso e aquilo. Ainda tenho cosméticos de empresas que testam em animais. Cremes com parabenos, parafinas e sei lá mais o que. Shampoo com sulfatos e tantas outras coisas que fazem mal. Respirei fundo e, pra não perder o ritmo do declutter no quarto, prometi a mim mesma que o próximo será o banheiro.

Aquela lista de 10 itens que fiz, pro desafio Desapego 2017 foi feita de forma aleatória. Não foi nada muito elaborado, muito pelo contrário. O que eu pensava em mudar, anotava. Quando cheguei ao número 10 parei, sabe-se lá por qual motivo. Dez costuma ser um número bonito, redondo (quem determinou isso?), mas a verdade é que ao longo de 2017 serão muito mais que 10 itens a serem transformados. Não quero dar um passo à frente, mas um salto.

Olho ao meu redor e vejo as sacolas. As roupas a serem doadas. A porta do armário aberta e a quantidade de roupas que ainda tenho lá.

No meio da arrumação encontrei uma bata preta indiana, que vai até mais ou menos a altura dos joelhos. Linda. Por que mesmo eu não a uso? Ah, claro, eu não sabia que tinha. Esta peça foi pro cabide, ganhou um destaque e será usada assim que possível.

Perdí os trilhos do minimalismo ao longo dos anos? Sim e não. Minha mente continua atenta, não compro por impulso, mas perdi o hábito de doar, de abrir espaço, de desapegar. O que eu tinha antes e ficava na dúvida se manteria ou não acabou ficando ali, muitas vezes encostado, e é por isso que hoje estou com peças que sobreviveu a um declutter anterior só porque fiquei com dúvidas. E a resposta veio.

Cada roupa tem uma história, uma emoção, carrega memórias boas ou ruins. Vamos desapegar, passar adiante o que não nos traz alegria? Eu sei, Marie Kondo repete isso incessantemente em seu livro, mas este é um conceito antigo pelas bandas de cá. Precisamos manter ao nosso redor o que nos faz leves, felizes e completos.

Vamos desapegar?

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Cotidiano

Projeto: Desapego 2017

28/01/2017

Projeto: Desapego 2017 - Leve por aí

Não tem como negar, quando queremos simplificar nossas vidas, precisamos de um projeto desapego: primeiro fazer uma grande seleção do que fica, e do que pode ir embora, seja doação a quem precisa, seja um simples clique na lixeira do smartphone.

Enfim, 2017 chegou e uma das metas pro ano é minimalizar novamente a minha vida. Com o tempo, acabamos consumindo, fugimos um pouco dos trilhos e num piscar de olhos – se não permanecemos atentos – voltamos a acumular. E, por mais que eu tenha consciência em relação ao que consumo sabendo escolher o que eu realmente preciso, nem sempre fiz boas escolhas, trazendo pra casa ou guardando no meio digital o que não era tão importante pra mim.

A verdade é que atualmente estou me sentindo pesada, e não tinha hora melhor para me dedicar ao projeto Leve por aí, que consiste justamente em deixar pra trás o que anda pesando na minha mochila da vida. Abaixo listo 10 tópicos que quero trabalhar bem este ano em relação ao desapego, declutter, minimalismo e bem-estar,

Meu projeto Desapego 2017 consistirá em:

  1. Fazer um declutter na minha vida digital (redes sociais, cadastros etc.)
  2. Organizar minha presença online (trabalho x blog)
  3. Tornar meu smartphone minimalista (apenas o que realmente preciso)
  4. Declutter dos meus livros (doações e vendas)
  5. Criar um armário inteligente (será um desafio, já que atuo em diversas áreas que precisam de vários estilos diferentes de roupas).
  6. Declutter da papelada
  7. Declutter e organização das fotografias digitais
  8. Reduzir sapatos
  9. Simplificar minha alimentação e torná-la mais saudável
  10. Estabelecer uma rotina matinal

Como vocês podem perceber, meu Projeto Desapego 2017 será mais ou menos parecido com os que eu já fiz ao longo dos anos desde que conheci a filosofia de vida minimalista. Navegando pelo arquivo do blog vocês podem acessar os anos anteriores e acompanhar minha história rumo ao minimalismo quando eu escrevia no blog Vida Minimalista.

Dica: Livros minimalistas

Alguns livros que li e que me ajudaram muito na minha transformação pessoal rumo ao minimalismo foram: A Mágica da Arrumação, Essencialismo, Walden, Menos é Mais, entre outros. Tem alguma sugestão interessante? Comente aqui no post! Para mais sugestões, visite a minha página de indicações.

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