Minimalismo

Vida sem papel – paperless

26/05/2011

Vida sem papel - paperless | Camile Carvalho

Muito se tem discutido em relação à substituição do papel por conteúdo digital. É certo que vivemos em uma era de transição, onde ainda precisamos do suporte físico pra livros, contas, boletos e extratos, mas já há pessoas que estão no desafio de viver apenas com documentos digitais.

A UFSC lançou uma campanha bacana que visa racionar o uso do papel na instituição. Com o intuito de economizar recursos naturais e agilizar os processos administrativos, o reitor anunciou no dia 18 de Outubro de 2010 a digitalização de todos os documentos e processos da universidade.

Para o blogueiro Radamés, viver sem papel não é fácil, mas com certeza um ato ecológico. Ele apóia a iniciativa de algumas empresas em enviar documentos em forma digital, e espera que um dia a assinatura on-line de um jornal passe a ser preferencial.

No meu caso, estou no processo de digitalizar todos os textos da faculdade. Para minha sorte, muitos livros que os professores recomendam se encontram em domínio público, podendo ser baixados da internet ao invés de comprá-los, o que gastaria dinheiro e seriam mais uma tralha dentro de casa pois geralmente lemos uma só vez e deixamos na prateleira empoeirando. Porém, nem sempre temos o livro digitalizado em PDF, e acabo tendo que recorrer à livraria. Quando isso acontece, prefiro pesquisar num sebo ou pelo site Estante Virtual. Comprando usado dou a chance daquele material ser aproveitado mais vezes, e quando não preciso mais, tenho maior desprendimento em passar adiante do que um livro novo lido apenas uma vez. Mantenho apenas um resumo deles em forma de mapas mentais.

Porém, meu maior desafio é, sem dúvida, as milhares de cópias que precisamos tirar para as aulas. Na faculdade trabalhamos com a seguinte proposta: A cada final de aula, o professor disponibiliza um texto na xerox para que possamos fazer a cópia e ler em casa pra próxima semana. Resultado: Filas quilométricas na porta da copiadora, muito dinheiro gasto (levando em consideração que todo dia temos cópias a tirar) e muito papel guardado em casa sem utilidade. Se formos pensar que por dia copiamos 10 folhas de papel, minha turma de 30 alunos gasta 300 folhas, ou seja, mais de uma resma de 500 folhas a cada dois dias,  o que daria… uma árvore em menos de 40 dias. (Cada árvore gera 20 resmas de papel). Isso calculando por baixo, e apenas em uma turma…

O que fazer? No meu caso escaneio os textos e tento doar a algum aluno que ainda não fez a cópia, e pego alguns textos de amigos que já leram pra digitalizar, mas não é o suficiente. Sinto falta de uma iniciativa por parte dos próprios professores. Se seus textos são digitados, impressos e disponibilizados para os alunos copiarem, por quê não enviá-los também por email?

Nós, seres humanos, ainda temos o hábito de gastar, consumir, armazenar, e para que possamos viver melhor e em “acordo” com o planeta em que vivemos, é essencial que mudemos nossos hábitos. Primeiro precisamos da conscientização, e depois, da ação. Apenas reduzindo nosso consumo em geral, podemos nos tornar grandes colaboradores para a preservação do meio ambiente.

E você? Como lida com os papeis? Vamos reduzir?

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Minimalismo

Praticando o desapego: doamos muita coisa!

14/01/2011

Praticando o desapego: doamos muita coisa! - Vida Minimalista | Camile Carvalho

Aqui em casa nós temos, no quartinho dos fundos, um depósito de todo tipo de tranqueira que se possa imaginar. Sapatos velhos misturados aos novos, roupas de 50 anos atrás, aparelhos eletrônicos que não funcionam mais, caixas cheias de coisas que nem se sabe o que tem dentro… Deu pra imaginar? Isso porque meus pais já fizeram uma mega arrumação jogando muita coisa no lixo há mais ou menos 1 ano.

Aproveitando que meus pais estão viajando e como vida com a situação das enchentes e deslizamentos da região serrana do Rio de Janeiro, estou praticando o desapego e resolvi organizar aquela primeira porta do guarda-roupas do quartinho. Acreditem ou não, mas enchi duas sacolas gigantes de sapatos antigos (porém em bom estado de conservação) para doar às vítimas das enchentes.

Sim, eu falei duas sacolas inteiras de sapato, e ainda ficou muita coisa guardada, de modo que é quase imperceptível que retirei todos esses calçados.

Tênis antigos, muitos chinelos, sandálias que não curto mais… Tudo será encaminhado devidamente para quem precisa, pois ninguém aqui em casa precisa mais desses sapatos, porque o que está em uso deixamos no guarda roupa do quarto. Além dos sapatos, também consegui separar outras duas sacolas de roupas para doação. Não vejo a hora de levar ao posto, aqui no Rio de Janeiro.

Por hoje é só, daqui a pouco vou sair para levar as doações.

Não deixe de ajudar a quem está precisando! Vamos nos mobilizar!

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Roupas

Arrumando o guarda roupas: primeiro passo para um armário minimalista

11/01/2011

Arrumando o guarda-roupas e reduzindo tudo - armário minimalista - Vida Minimalista | Camile Carvalho

Um armário organizado transmite paz e tranquilidade, por esse motivo resolvi começar por ele. Meu quarto é pequeno, mas com um grande guarda-roupas de 4 portas e maleiros, onde utilizo 3 delas e uma é usada por minha prima que mora comigo durante a semana por causa da faculdade. Resolvi organizar as duas portas principais, da esquerda, onde ficam todas as minhas roupas (a 3ª porta guardo edredons, maquiagens e casacos).

Comecei organizando as calças e as blusas, mas em um determinado momento resolvi retirar tudo e colocar em cima da cama. Decidi colocar de volta só aquelas roupas que eu realmente uso, mas claro, sempre tem aquelas que quase não usamos por serem mais chiques, para ocasiões especiais.

Primeiro organizei as calças, todas no lado direito. Os casacos de frio que ali ficavam transferi para o lado esquerdo, deixando apenas alguns mais leves onde estavam anteriormente. Como minha porta abre pela direita, e a da esquerda tenho que puxar o pino, diariamente acabo usando só um lado, e por esse motivo coloquei ali as roupas que mais uso no dia a dia. Por esse motivo meus casacos de frio foram transferidos pro lado esquerdo, pois aqui no Rio de Janeiro é difícil fazer o frio de quando eu morava em São Paulo.

Logo em seguida coloquei as saias em cabides especiais, com os grampos. Esse cabide é ideal para pendurá-las, e a minha sorte era que eu tinha alguns deles. Como tenho mais saias que cabide, algumas semelhantes foram penduradas juntas (duas no máximo).

Meus vestidos foram pendurados naqueles cabides que têm tipo um gancho em cima, todos organizados por estação (de alcinha ou não) e comprimento.

Ao longo da organização fui fazendo uma pilha de roupas para doação. Eu costumo doar para a Casa Ronald Mc Donald, que possui um hospital de tratamento para crianças com câncer, e lá tem um bazar onde são vendidas essas doações. Como eu já conheci o local e já tive a oportunidade de conhecer famílias das crianças que recebem o tratamento gratuito, tenho muito prazer em mandar minhas doações para lá, já que sei que o dinheiro que eles arrecadam realmente chega ao fim a que se destina.

Depois de muito lixo jogado fora (sim, encontrei diversas embalagens de meia fina vazia, meia antiga sem par, sacolas vazias e outras coisas) consegui reorganizar meu querido guarda roupas que parece até que está com uma energia melhor. Agora coloquei um aroma de lavanda para perfumar minhas roupas que sobreviveram e estou me sentindo mais leve. Acredita que encontrei roupa que nem lembrava mais que tinha?

Lição do dia:

1) Percebi que quando temos nosso guarda roupas lotado e bagunçado, acabamos usando sempre as mesmas roupas e nem lembramos que temos outras, então a organização nos faz ver que temos mais roupas do que pensávamos, e confesso que dá uma vontade de sair montando looks e sair por aí só pra usar aquela blusa esquecida.

2) A energia da roupa estagnada impede que novas energias entrem nas nossas vidas, portanto, quanto mais evitarmos de deixar objetos e roupas parados, sem uso, melhor, segundo o Feng Shui.

3) Muitas vezes temos recordações negativas apenas em olhar determinada peça de roupa. Não adianta mantermos aquela blusa vermelha de lacinho bonita, se toda vez que olhamos pra ela recordamos de um momento ruim na nossa vida, ou de alguma pessoa que nos trás más lembranças. Simplesmente passe adiante!

4) Tenho certeza que nenhuma roupa que doarmos fará falta, pois sempre há outras pra substituir, além do fato de sempre estarmos comprando alguma novidade pelos shoppings, por mais sem dinheiro que estejamos.

5) Doar é um ato de caridade e compaixão. Aquela roupa que você nem lembrava que existia pode servir pra alguém que nem guarda roupas tem. A prática do desapego nos torna pessoas melhores e mais altruístas.

Que tal separar umas 5 peças de roupa que não lhe servem mais e doar para alguém?

OBS.: Ainda não é um guarda roupas minimalista, mas acho que toda a transformação deve ser gradual, sem radicalismos. Acho que pra adotarmos um novo estilo de vida temos que dar um passo de cada vez, assim cada passo será pequeno, porém firme.

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