Casa

Organizando as maquiagens

06/02/2013

Organizando as maquiagens

Hoje o papo é para as mulheres, mas homens também podem se interessar pelo assunto e aplicar as dicas para os produtos de higiene pessoal. Eu resolvi uma pendência, que estava postergando há algumas semanas. Organizei minhas maquiagens. Como toda mulher, eu acabava comprando, me empolgando, e muitas delas acabava nem usando. Como também decidi usar apenas maquiagens cruelty-free, resolvi separar aquelas cujas marcas tenho certeza que testam em animais (e fiz uma doação à minha mãe, pois não queria desperdiça-las) e aquelas cujas validades estavam vencidas, para descartar.

Fiquei surpresa com a quantidade que restou, e isso me fez bem. Fiz uma lista do que é necessário de maquiagem, o básico, e vou comprar agora apenas os itens que preciso. É muito bom ter o controle e fazer uma compra consciente. Me sinto muito mais organizada, e com a sensação de que estou realmente dando utilidade ao dinheiro que foi investido em cada produto.

A lista básica de maquiagem (de acordo com minha demanda) segue abaixo:

  • 1 base líquida
  • 1 pó compacto
  • 1 corretivo
  • 1 lápis de olho (ou delineador, se preferir)
  • 1 rímel
  • 1 ou 2 batons – No meu caso escolhi ter um com tom mais claro (nude) e outro mais escuro para eventos mais importantes, embora eu use mais o nude.
  • 1 blush
  • 1 kit de sombra – O ideal é termos uma paleta de sombras ao invés de sombras separadas. Assim economizamos volume e espaço.
  • 1 pincel de blush
  • 1 pincel de sombra – Ainda estou pensando se é realmente necessário.

Pode parecer muitos itens para alguns, ou poucos itens para outros, mas para mim é o ideal. Não uso maquiagem no meu dia-a-dia, às vezes apenas um corretivo e um lápis de olho, mas quando saio para algum lugar mais chique gosto de me maquiar, mas sempre bem natural, nada chamativo.

Agora precisarei descartar as maquiagens que já passaram da validade. Como farei isso? Alguém tem uma dica para que não sejam descartadas em lixo comum, o que contamina o meio ambiente?

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Desapego, Livros

Minha paixão pelos livros

08/01/2013

Minha paixão pelos livros - Vida Minimalista | Camile Carvalho

Lendo o blog Um Ano Sem Compras, me deparei com um assunto muito interessante: Nossa relação com os livros. No artigo, a Marina fala sobre a paixão desenfreada pela aquisição de novos títulos, o que nos faz, no fim, termos uma pilha imensa de livros a serem lidos para pouco tempo de leitura disponível.

Eu sou uma apaixonada pela literatura. Se quiser me fazer feliz, basta me levar a uma livraria, ou me presentear com um livro. Tenho diversos guardados em meu quarto, tanto na prateleira como na minha estante. Mas… e quando ficamos fissurados por comprar cada vez mais e acabamos não tendo tempo para ler todos?

Nessas ultimas semanas comprei, em uma boa promoção, o box com 6 livros clássicos da Ágatha Christie, pelo preço de um. Comprei também em um sebo as obras de Edgar Alan Poe e O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte. Mas vamos pensar com calma: eu adquiri no final do ano oito livros, porém, em que velocidade os lerei? Sei que não comprei por impulso (será?), mas eu tive que aproveitar a oportunidade, pois estavam em um ótimo preço. Porém, quanto tempo levarei para le-los?

O problema é que fazemos o mesmo com roupas. Há alguma “licença no minimalismo” só porque estamos tratando de obras culturais, e não futilidades? Obviamente que livros nunca serão comparados a roupas, maquiagem ou objetos sem utilidade, mas devemos ter equilíbrio ao entrarmos em uma livraria, pois alguns talvez nunca chegaremos a ler, assim como algumas roupas compradas no impulso nunca chegarão a ser usadas.

Qual seria a solução? Comprar um Kindle? Confesso que eu tenho um (e estou vendendo!), com alguns ebooks. Acho muito prático reunirmos diversos títulos em um dispositivo, o qual podemos carregar para todos os lugares sem fazer volume nem peso na bolsa. Porém, também aprecio o livro físico, o virar das páginas e o cheiro. Em alguns blogs minimalistas, já vi muitas pessoas escrevendo que para sermos minimalistas devemos adotar 100% a tecnologia. Eu concordo em parte. Um escritório sem papel, digitalizar arquivos pode nos livrar de muita tralha que talvez nem saibamos que temos, mas em relação a obras literárias, penso um pouco diferente. Já cheguei a ler o absurdo que uma minimalista digitalizou todos os seus livros, os rasgou e colocou para reciclagem. Não sejamos extremos, por favor!

Em um leitor de ebook, seja ele Kindle, iPad ou até mesmo o celular, há uma maior facilidade de acumularmos arquivos, aumentando ainda mais a ansiedade devido às pendências. Já com os livros físicos, é muito mais visível a pilha de livros a serem lidos, nos fazendo tomar atitudes (geralmente de não comprar por um tempo), e eu infelizmente me encontro nesse estágio. Quando olho para minha prateleira, vejo alguns títulos que nunca abri, outros que li alguns capítulos e outros já concluídos. Entre eles há livros de narrativas e outros de referência, os quais consulto sempre que preciso. Creio que minha situação seja parecida com a de muitos de vocês. Mas então, como resolver?

Não comprarei mais livros até terminar de ler todos que tenho. É um desafio difícil para uma pessoa que, como eu, adora circular por livrarias e tomar um bom café folheando as páginas amareladas de um novo livro recém adquirido em um sebo no centro da cidade. Apenas abrirei exceção para títulos que eu precise para a faculdade, e mesmo assim, darei prioridade às bibliotecas. Deixar de comprar livros não implica em deixar de ler, muito pelo contrário, ao invés de aumentar consideravelmente minha lista de livros a serem lidos e me causando ansiedade por não conseguir dar conta de tudo – já que nos dá uma sensação de impotência e pendência – terei muito mais tempo e tranquilidade de colocar em dia minhas leituras.

E o que farei após le-los? Os disponibilizarei para troca no Skoob ou os doarei (exceto meus livros de referência), afinal, não dá para ser minimalista dessa maneira. Além do mais, é a leitura que nos torna cultos e sábios, e não os enfeites da estante.

E você? Já leu todos os livros que possui em casa?

Gostaria de agradecer à Marina pela ótima reflexão em seu blog sobre o assunto.

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A Religião da Grande Deusa

13/12/2012

Resenha: A Religião da Grande Deusa | Camile Carvalho

Para quem gosta da cultura Celta, o livro que indico é A Religião da Grande Deusa – Raízes Históricas e Sementes Filosóficas, de Claudio Crow Quintino, tradutor e pesquisador das antigas tradições pagãs europeias. A obra possui 206 páginas bem diagramadas, de cor amarelada e fonte adequada – ótimo para leitura não se tornar cansativa – e foi publicada pela editora Gaia.

Com uma leitura de fácil compreensão, mais próxima de um diálogo com o leitor, Claudio Crow faz uma abordagem histórica sobre as antigas culturas e o culto à Deusa, fundamentada em anos de pesquisa e estudos de livros de referência sobre o tema. Abordando desde as origens da religião da Deusa até os dias atuais, com a religião Wicca, Crow também explica temas muitas vezes controversos, como a ausência do símbolo do pentagrama (Selo de Salomão) nas tradições antigas, tendo sua origem em tradições judaico-cristãs e seu uso associado às tradições de magia cerimonial e não da Natural como muitos apontam. Há um capítulo, inclusive, em que é discutido a provável ligação da Wicca Gardneriana com Aleister Crowley, fundador da Golden Dawn.

Também podemos aprender sobre a simbologia Celta e a importância do número 3 para seus povos. Este número, representando o início, o meio e o fim, as três fases da lua e as três fases da Deusa, são encontrados em diversos locais na Irlanda, assim como em instrumentos descobertos pelas escavações. O triskle, portanto, é um símbolo tipicamente Celta, assim como outros que se utilizam da forma espiralada, tão comum naquela cultura na qual o tempo não era linear, mas sim em forma de espiral, e que o passado, presente e futuro acontecem em um momento único.

Outro ponto positivo do livro, é que ele aborda o que se propõe: As raízes históricas e sementes filosóficas da religião da grande Deusa, e não se perde em receitas de magias, encantamentos e rituais, como alguns outros, o que na minha opinião, não é tão importante, já que em se tratando de uma religião livre, na qual não há regras, não há a necessidade de fórmulas prontas a serem seguidas.

Para quem procura um livro que trate de forma séria e com referências bibliográficas sólidas a cultura Celta e os primórdios da religião da Deusa, é uma obra indicada. Como já exposto, o autor se abstém de incluir encantamentos, pois seu foco é totalmente baseado em pesquisas históricas e arqueológicas, ou seja, tem um outro ponto de abordagem. É uma obra que serve tanto para quem quer conhecer os fundamentos do paganismo Celta, quanto pra quem quer se aprofundar mais, já que Crow expõe de forma clara e objetiva os pontos principais, lançando mão também de trechos de outras obras, como a Anam Cara, do autor irlandês John O’Donohue, referência sobre o assunto.

“Tá Tír na n-óg ar chul an tí – tír álainn trina chéile.”
“A terra da juventude eterna está atrás da casa, e é uma bela terra que flui em si mesma.”

QUINTINO, Claudio Crow. A religião da grande Deusa. São Paulo: Editora Gaia, 2000. 208 p.

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