Quando as redes sociais te transformam em um antissocial

10/02/2015

Quando as redes sociais te transformam em antissocial | camilecarvalho.com | Vida Minimalista

Outro dia eu estava andando pelo shopping e reparei a quantidade de pessoas que caminhavam sem rumo, como zumbis olhando fixamente para seus smartphones. Decidi fazer um teste aleatório e contar quantas pessoas eu via mexendo em seus celulares em uma volta completa pelo primeiro piso, e pasmem, contei 21 pessoas. Tudo bem que o shopping estava cheio, mas mesmo assim é um número assustador.

Dentre as pessoas que observei, algumas estavam sozinhas – provavelmente avisando a alguém que já havia chegado no shopping – e outras acompanhadas. O curioso é que alguns que estavam acompanhados de seus respectivos pares, mexiam simultaneamente em seus aparelhos. Outros, pais/mães olhavam fixamente para a tela enquanto seus filhos aproveitavam o passeio.

A questão que ficou martelando em minha mente é o quanto as redes sociais, no mundo virtual, estão nos tornando antissociais no mundo real, ou melhor dizendo, no mundo material, já que o ciberespaço hoje já faz parte do nosso mundo real. Ficou confuso?

Antigamente podíamos separar claramente o que era o mundo real do virtual. No mundo virtual éramos meros personagens de nós mesmos, alguns bem parecidos, outros bem diferentes da nossa realidade. O que aconteceu foi que o virtual acabou se fundindo com o real, ficando separado apenas por uma linha tênue, quase inexistente com o surgimento das redes sociais, nas quais podemos ser um personagem ou simplesmente nós mesmos.

Somos indivíduos tão sociáveis na internet, mas às vezes exageramos tanto nessa socialização, que acabamos nos tornando péssimas companhias. O que acontece é que com a quantidade enorme de aplicativos de redes sociais instaladas nos smartphones, acabamos recebendo notificações continuamente, mesmo em locais inapropriados.

Quem nunca foi a um cinema e viu, no melhor do filme, aquela luz acesa de celular quebrando o clima da cena? E aquele grupo de amigos no bar, onde um (ou dois, ou todos) mexem de forma super concentrada em seus aparelhos, ignorando a companhia dos presentes? Por que será que a companhia de quem está por trás da tela é mais interessante do que aqueles que estão ali ao nosso redor?

Talvez a ânsia de compartilhar tudo o que acontece em nossas vidas imediatamente faça com que deixemos de aproveitar o momento, pra apenas registrá-lo. Mas o que fazer pra minimizar este quadro que ocorre com tantas pessoas atualmente, mesmo que sem perceberem?

Uma redução de aplicativos no celular, mantendo apenas aqueles importantes, pode ser uma solução. Assim, quanto menos possibilidades de distrações, menos tempo perderemos checando status, vendo atualizações e respondendo às dezenas de mensagens que não param de chegar. Ou, para aqueles que preferem manter seus aplicativos por serem úteis, tirar a notificação pode ser uma boa ideia. Desta forma evitamos que sejamos distraídos o tempo todo com apitos, vibrações entre outras notificações em momentos inapropriados. Um ponto importante é que o ideal é checarmos celulares e tablets apenas quando estivermos em locais seguros. Afinal, andar como zumbis olhando ou falando pelo celular distraídos pelas ruas é um prato cheio para assaltantes. Já que a violência não diminui, devemos ao menos sermos prevenidos.

E por último, vamos aproveitar a presença daqueles que estão dedicando seu tempo para estarem conosco. Não há mal nenhum em compartilhar novidades do celular, mostrar vídeos, tirar fotos juntos. Mas deixar o outro entediado enquanto você conversa pelo whatsapp com outro amigo, aí já não é modernidade, mas falta de educação.

E você, qual sua opinião sobre o assunto? Tem amigos zumbis digitais ou se identificou como o próprio zumbi?

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Yoga

5 lições que aprendi ao me afastar da yoga

09/02/2015

O que aprendi quando parei de fazer yoga | camilecarvalho.com | #yoga #yogagirl

O fim do ano foi uma época um tanto estranha pra mim. Com as festas de fim de ano, a empolgação – e diversas promessas pra 2015 – acabei viajando com a família, curtindo a praia, reorganizando minha vida (que continua bagunçada) e fazendo algumas mudanças na minha rotina e claro, na minha mente. E o que aconteceu com minhas aulas de yoga? Não frequentei.

Prometi que não faria as aulas, mas que praticaria diariamente em casa. E não é que falhei? Quando tenho o acompanhamento do meu professor – que por sinal é fantástico – fico motivada a praticar em casa nos outros dias da semana.

Porém, viajando por 1 mês, mudando completamente a rotina e festas de fim de ano, acabei me afastando um pouco da minha prática, que não é apenas fazer posturas e se contorcer num tapetinho, mas um caminho espiritual com meditação, respiração e alimentação correta. E hoje vou contar a vocês o que aprendi ao abandonar a yoga.

  • Elasticidade se perde muito rápido. Minha elasticidade foi pro lixo. Nunca me senti tão enferrujada como agora. Parece que regredi demais, e que fiquei pior do que era antes mesmo de praticar yoga. Mas pra minha felicidade, nosso organismo tem uma memória que nos faz recuperar rapidinho.
  • Yoga controlava minha ansiedade. Mesmo estando relaxada em casa ou escrevendo no blog – o que pra mim é um prazer – sentia minha respiração bem superficial. Também descontei essa ansiedade toda na comida, o que me fez ganhar alguns quilos.
  • Saúde em dia não causa sonolência. Quando pratico yoga me sinto mais disposta, mas ao parar, percebi que tenho muita sonolência durante o dia e à noite, demoro pra dormir. Um sinal de que nosso organismo não está funcionando muito bem.
  • Yoga é bom pra concentração: Pego um livro pra ler e me lembro de que tenho que regar as plantas. Rego as plantas e vou varrer a casa, fazer a comida e colocar a roupa pra lavar. Mas… o que eu estava fazendo mesmo? Ah, o livro! O pior é que não prestei atenção no que tinha lido. Eu sou uma pessoa com muita dificuldade de atenção, ainda mais porque gosto de fazer mil coisas ao mesmo tempo. A prática da yoga (que inclui a meditação) me tornou uma pessoa mais centrada, conseguindo realizar melhor minhas tarefas. Janeiro foi um mês muito ruim pra mim em relação à concentração. Vocês podem perceber que não consegui terminar de ler nenhum livro e ainda me comprometi com a leitura de vários ao mesmo tempo.
  • Eu tinha um bom condicionamento físico e não sabia. Eu costumo ser uma pessoa bem ativa, que caminha bastante, anda pelas ruas e ainda tem disposição. Sem contar a parte muscular, que mal aguentou hoje a postura “cachorro olhando pra baixo”. Passei a tarde com o braço tremendo após fazer 3 saudações ao sol.

Saudação ao sol | #yoga | camilecarvalho.com

Saudação ao sol | site: yoga pela paz

Estas foram as 5 lições que aprendi ao deixar de praticar yoga diariamente por dois meses. Porém, a lição mais importante que pude aprender nesse tempo foi que a yoga é realmente fascinante e que faz parte da minha vida.

Voltei a praticar hoje, e mesmo sentindo algumas dificuldades, como os braços doendo e pouca flexibilidade, não desanimei. Uma vez li uma frase de algum mestre (perdoem, não me lembro quem) que dizia que o bom da yoga é que não tem uma meta final. É um constante aprendizado e não há certo nem errado. Cada um está em um ponto de seu próprio caminho. E é verdade! Posso completar também que cada erro é um aprendizado, e não devemos nos lamentar do que deu errado, mas sim tentar aprender alguma lição dos nossos tropeços. E isso vale pra tudo em nossas vidas.

Namaste! ♡

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Comportamento

Como convencer a adotarem seu estilo de vida?

06/02/2015

buda-samyama

E então, após anos com a mente confusa, infeliz com a vida que levava, você descobre um novo estilo de vida tão fantástico, que deseja que todos ao seu redor experimentem o mesmo bem-estar. Mas quando vai tocar no assunto pra sua família e amigos próximos, eles torcem o nariz e afirmam que definitivamente, não é pra eles. O que fazer nessa situação? Você sabe que se todos adotassem esse novo estilo de vida que você acabou de descobrir, o mundo seria melhor. As pessoas se amariam mais, se respeitariam mais, viveríamos em um ambiente mais sustentável… qual a solução pra que os outros adotem o seu estilo de vida?

Infelizmente a resposta não é a que você esperava. Não há uma fórmula mágica pra que todos passem a aceitar e adotar o novo modo de vida que você está vivendo, afinal, cada um tem o direito de viver do jeito que acha melhor, sem imposições. Cada indivíduo tem seu tempo, tem sua trajetória, e seria egoísmo acharmos que o que é melhor para nós, também é pra quem convive conosco. Claro, pode até ser, mas será que convencer alguém a, por exemplo, se tornar minimalista seria bom pra essa pessoa? Será que seria o momento certo pra um ponto de virada na vida dessa pessoa?

Quando sentimos uma necessidade de mudança e buscamos nos reinventar, o desejo vem de dentro, sendo muito mais fácil de absorvermos e compreendermos a importância de cada mudança e os impactos que causará ao nosso redor. No entanto, ao tentarmos convencer o outro a fazer a mesma mudança, o estímulo nem sempre virá de dentro, não tendo a mesma força de vontade pra enfrentar cada desafio. Porque sim, mudar um estilo de vida, mesmo que nos torne uma pessoa melhor e nos deixe com a impressão de que saímos de um comercial de margarina, nos faz lidar com mudanças que nem todos podem estar preparados.

Você pode afirmar que desejaria ter feito a mudança antes, caso tivesse sido apresentado por alguém que vivia desta forma. Mas será que você já não conhecia seu novo estilo de vida, mas por não estar no momento certo, não te causou tanto impacto e motivação como agora? Vou dar um exemplo com uma experiência própria.

Conheci a Yoga em 2005 na minha primeira graduação em Medicina Veterinária na UFF. Como algumas universidades, tínhamos que cumprir algumas horas-aula do departamento de Educação Física, e pra minha comodidade e das minhas colegas de classe, havia Yoga na grade e o horário era perfeito, logo após o almoço no intervalo entre nossas aulas. Eu achava muito chato, mas precisava fazer aquelas posturas lentas, meditar e fechar os olhos ouvindo a voz suave e melosa da professora que quase nos fazia dormir depois de um almoço no bandejão da universidade. A Yoga fez alguma diferença em minha vida naquela época? Não e sim. Não porque eu realmente não estava interessada. Não era meu momento de me apaixonar por esse estilo de vida. Eu não estava preparada. E sim porque foi um primeiro contato com uma prática que anos depois eu compreendi o que significava, seus benefícios e então, em uma prática aleatória muitos anos depois, descobri que era aquilo que queria pra minha vida. Perceberam como foram dois momentos completamente diferentes?

O  mesmo ocorre quando algo que faz muito sentido em nossas vidas pode não fazer para os outros. Nos sentimos frustrados, é verdade, mas nem todos estão vibrando na mesma frequência que nós. E não, não somos melhores nem piores, apenas diferentes. Tentar impôr um estilo de vida ou fazer com que aceitem suas mudanças bruscas pode causar o efeito reverso: em vez de perceberem o quanto suas novas atitudes fazem bem, podem antipatizar, causando assim um bloqueio. O que fazer então neste caso?

Demonstrar através de exemplos é a melhor forma de mostrarmos às pessoas que convivem conosco o quanto um outro estilo de vida nos faz bem. Se você passou a ser mais organizado, mais produtivo, é visto sorrindo e sendo simpático com os outros e não carrancudo e desorganizado como antes, é certo que seus amigos e família ficarão curiosos pra saber o que causou essa mudança toda. E então descobrirão, aos poucos, os pequenos hábitos que estão fazendo a diferença em sua vida e, acredite em mim, inconscientemente arriscarão pequenos testes pra ver se também ficariam felizes.

A verdade é que jamais devemos impôr algo que nos faz bem aos outros. Cada um tem seu tempo, sua história de vida e seus apegos. Se você está feliz agora, todos ao seu redor perceberão. Não adianta se estressar e perder a espontaneidade na tentativa de convencer – e se frustrar – com quem não aceita te acompanhar. Pode ser que seja necessário plantar uma semente agora para colher os frutos mais tarde. Pode ser que haja um outro estilo de vida que os façam felizes. Ou pode ser nem isso, nem aquilo. A solução? Viva intensamente, seja feliz com suas novas descobertas e faça a sua parte. Afinal, não há melhor nem pior.

“Você tem que ser o espelho da mudança que está propondo. Se eu quero mudar o mundo, tenho que começar por mim.” – Gandhi

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