Sobre objetos e suas memórias

18/07/2014

Decoração do quarto

Objetos guardam memórias. Mesmo que não percebamos, todas as vezes que interagimos com algo, seja ele um bloco de anotações ou uma roupa, entramos em contato com sentimentos e sensações que tais objetos nos causam. Aquela roupa que estávamos usando no dia do fim de um relacionamento raramente nos trará alegria ao ser usada novamente. Aquele brinquedo que nos acompanhou nos melhores momentos da infância provavelmente nos fará sorrir.

O problema de pessoas acumuladoras talvez não seja a quantidade em si de objetos que guarda, mas sim as diferentes sensações que estes causam ao serem vistos, manipulados ou usados. Quando temos um guarda-roupas cheio, daqueles que nem sabemos o que de fato está ali guardado, temos uma mistura de sensações, sentimentos e impressões em cada roupa, tanto boas quanto ruins, que acabam nos desanimando cada vez que decidimos organizá-lo. Enfrentar a confusa carga de sentimentos é difícil de lidar.

Por outro lado, quando mantemos objetos que nos trazem boas sensações, dificilmente será uma tarefa árdua manipulá-las, organizá-las e usá-las. Um guarda-roupas composto de roupas seletas, aquelas que realmente gostamos muito e que nos trazem boas lembranças e alegria é muito melhor aproveitado do que um que carrega energias de tristeza e más recordações.

A solução neste caso seria separar o que nos é muito querido daquilo que nos traz más sensações. Uma roupa com a qual passamos por uma situação triste – e nos faz recordar a cada vez que usamos – pode ser doada a quem precisa ou, quem sabe, “reprogramada” caso a memória ruim seja substituída por outra boa de um novo momento. O que não podemos é guardar objetos que nos deixam pra baixo cada vez que os encaramos. Desapegar de lembranças ruins pode não ser fácil, mas é libertador quando, após uma arrumação, mantemos apenas o que nos faz bem.

Vamos nos libertar do que nos traz más sensações?

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Vida Online

Excluindo aplicativos no celular

16/07/2014

Reduzindo aplicativos no celular | Camile Carvalho

No último final de semana eu tive uma surpresa: meu iPhone parou, repentinamente, de conectar-se ao wifi do ambiente. Desliguei o modem, reiniciei o aparelho, tentei de tudo, mas a mensagem de que não era possível conectar-se à rede me perseguia. Minha última tentativa era, portanto, restaurar o sistema do celular através do iTunes.

Respirei fundo e restaurei o sistema (equivalente a formatar o computador). Depois de apagar tudo, eu tinha em mãos um celular vazio, sem nada, bem diferente daquele com a capacidade quase cheia, que me emitia avisos a cada nova foto que recebia. O próximo passo seria recuperar tudo que estava no backup mas resolvi não fazer. Queria um recomeço, então configurei o iTunes de modo que fossem transferidas apenas as 25 músicas mais escutadas e instalei apenas 10 aplicativos, de acordo com a necessidade que percebi durante o dia.

Programas instalados:

  1. Facebook (Pessoal | Blog )
  2. Twitter (@camileyoga)
  3. We ❤ it – vou acabar deletando, só usei para encontrar um papel de parede novo
  4. Instagram (@camilecarvalho)
  5. Afterlight – para mim, o melhor editor de fotos para celular
  6. Evernote – o melhor sistema para armazenar qualquer informação e anotação
  7. Pinterest (/camilecarvalho)
  8. WhatsApp – quase não uso!
  9. Flickr (/camile)
  10. ICQ (696981860) – fiz uma conta nova! Acho bem melhor conversar por lá do que pelo Facebook. Quem quiser pode me adicionar! Excluí! 🙂

Como não temos a opção de apagar aplicativos que já vêm no sistema, criei uma pasta com todos eles e joguei para a segunda página. Deixei de instalar vários aplicativos que sempre pensei serem indispensáveis e descobri que não preciso tanto deles assim, como achava. Às vezes remover tudo e colocar de volta no lugar só o que é importante é melhor do que analisar cada item que pretendemos desapegar.

Aplicativos que nunca uso ficam em uma pasta isolada

Restaurar meu celular como se viesse de fábrica me fez descobrir que eu não precisava daquela tralha toda que eu carregava. Ebooks que eu não tenho costume de ler na tela pequena, vários editores de fotos sendo que eu usava apenas o Afterlight entre outros. Até mesmo minha querida Dropbox ficou de fora (por enquanto ainda não precisei). A sensação de ter um celular novo sem precisar gastar dinheiro é maravilhosa! Agora só falta criar coragem e fazer um mega destralhamento no meu notebook, que está precisando.

Agora, com mais dedicação ao Vida Minimalista, talvez volte a instalar o aplicativo para gerenciar páginas do Facebook. Estes são os que preciso, de acordo com minhas necessidades diárias. Vale lembrar que cada um tem suas demandas e o que é necessário para um pode não ser para outro. 🙂

Como andam seus smartphones e computadores? Cheios de programas que não usam? Vamos destralhar!

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Veganismo

Veganos e Cruelty-Free: um pouco sobre produtos

27/05/2014

Produtos cruelty-free e veganos

Sou lacto-vegetariana caminhando em direção ao veganismo. Isso porque na verdade não tomo leite por causa da minha leve intolerância à lactose, me fazendo usar o prefixo “lacto” apenas por causa dos queijos que ainda estão na minha dieta. No entanto, ando reduzindo aos poucos a quantidade de queijo que consumo, tentando sempre que possível substituí-lo por outros ingredientes veganos. E estou indo bem neste processo, embora às vezes tenha uma recaída.

Com as mudanças na minha alimentação, estou buscando conhecer novos produtos em casas naturais, como o Mundo Verde por exemplo. A quantidade de farinhas orgânicas, mix de castanhas, alternativas ao chocolate é imensa e aos poucos estou testando, aprovando e muitas vezes reprovando também.

Já com cosméticos, não tenho uma grande quantidade de maquiagens, shampoos e cremes. Como compro apenas quando um acaba e tento usar o que tenho até o final, tento fazer uma compra consciente, levando pra casa apenas produtos fabricados em empresas livres de crueldade.

Além disso, ultimamente tenho buscado alguns produtos veganos (que não possuem ingredientes animais em sua composição) e após ler alguns blogs sobre o assunto, me animei a compartilhar aqui o que comprei e se deu certo ou não. Em alguns casos é muito simples fazer a opção por um produto cruelty-free, como por exemplo, um esmalte. Em uma fileira da prateleira temos esmaltes de empresas que realizam testes em animais e logo acima, a marca que não realiza. Com consciência, não fará diferença nenhuma em nossa beleza optar por uma marca em detrimento da outra.

Como identificar se os produtos são cruelty-free ou veganos?

Eu poderia dizer que basta olhar na caixinha da embalagem, que estaria escrito ali, se o produto tem ou não estas características, mas na realidade não é tão simples assim. Algumas marcas, como a Surya, Phytoervas e Éh Cosméticos deixam bem claro em suas embalagens que são veganas ou cruelty-free. A questão é que muitas outras marcas são de empresas que não realizam testes em animais mas não dão essa informação de forma clara – o que pra mim é algo estranho, já que tal informação atua como um diferencial. Eu mesma já deixei de comprar um cosmético que sabia que era cruelty-free por ter lido na internet, mas que não estava escrito na embalagem.

Produtos cruelty-free e veganos

Surya deixa claro em sua embalagem que é uma marca cruelty free e vegana

Ainda que eu considere pouco o que faço, fico feliz de estar fazendo algo. Quanto mais pesquiso e estudo sobre o assunto, mais seletiva fico e menos tenho vontade de comprar por comprar. Por este motivo decidi, além dos temas que já escrevo aqui, mostrar o que ando usando e dando minha opinião sincera sobre a qualidade do produto e o resultado que obtive.

Além de ser legal pra quem lê e também segue este princípio, é uma forma de guardar pra mim mesma as impressões que tive sobre algumas marcas, maquiagens, produtos de higiene e alimentos veganos. Só não prometo postar receitas porque acho que não sou muito boa pra escrever sobre isso. Mas quem sabe um dia? 🙂

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