Ultimamente

Ultimamente: UERJ, House of Cards e Nepal

01/05/2015

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“Se não mudasse tanto não seria eu”

Não há frase que me represente tanto quanto esta, e me sinto bem em estar sempre buscando algo novo, sempre arrumando uma nova forma de resolver problemas e viver a vida e acho mais que normal que meus espaços na grande web reflitam bastante minha personalidade.

Blogs

Ultimamente andei me dedicando a revisar antigos posts do Vida Minimalista, a cuidar melhor do blog e enquanto isso deixei este espaço pessoal um pouco de lado. Testei, organizei, arrumei e não há nada que me inspire mais a voltar a escrever que mudar um pouco uma cor aqui, um menu ali e remexer um pouco as energias. É engraçado como há anos mantenho a identidade visual do Vida Minimalista e não sinto tanto a necessidade de mudanças por lá, mas com outros espaços vivo em uma constante mudança. E isso me faz bem.

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Estudos

Eu sou assim, quando me comprometo até o pescoço, sempre encontro lugar para mais algo que me motive e não foi diferente no início de 2015. Mais do que nunca empolgada com a UERJ, assumindo a monitoria de História do Jornalismo, 300 matérias, 23623 livros para ler e pós-graduação, entrei recentemente para o grupo de estudos Livros e Cultura Letrada, o que significa mais livros a serem lidos, mais artigos para devorar e um bom debate periódico para alimentar minha mente sempre em busca de conhecimentos. Não reclamo, apesar de em alguns dias chegar em casa e pensar apenas em um bom banho, me jogar na cama enquanto checo minhas redes sociais e dormir.

Alguns falam em ressaca literária, mas penso que estou passando novamente por um processo de acúmulo mental. Sabe aqueles momentos em que lemos, relemos o mesmo parágrafo e nada faz sentido? Então relemos mais uma vez e então conseguimos captar a mensagem central do texto? Me encontro um pouco assim. Não creio que eu precise de mais um feriado para descansar, muito pelo contrário. Acredito que por ter ficado sem estímulo na última semana de feriadão emendado, acabei me acomodando e trabalhando apenas a modalidade levantamento de controle remoto. Na verdade, sei exatamente do que preciso: realizar um super declutter físico e me desapegar de muita coisa que acumulei ao longo dos meses desde minha última arrumação.

Frank [Prot] Underwood

Okay, depois de 25 episódios de House of Cards, estou começando a desvincular o senhor [spoiler] vice-presidente [/spoiler] do meu querido Prot, do K-PAX. Aqui em casa entramos em uma maratona intensiva de assistir 3 ou mais episódios de cada vez e já estamos quase finalizando a segunda temporada. O problema é saber que a quarta só será liberada em 2016, então ao mesmo tempo em que queremos assistir tudo de uma só vez – e ter que lidar com a pilha de textos de Comunicação a serem lidos aumentando sobre a mesa – também tentamos pisar um pouco no freio pra não acabar logo, o que acho que não está adiantando muito.

Cena do filme K-PAX

O que acho impressionante é a forma como lidamos com o protagonista da série. Num estilo bem “A Menina que não Sabia Ler” (que aliás, estou devendo uma resenha) torcemos o tempo todo por um vilão sem escrúpulos e acabamos nos tornando seu cúmplice de todas suas tramóias e mesmo quando o personagem passa dos limites aceitáveis, não nos indignamos, já que acabamos fazendo parte de suas arquiteturas em busca do poder. Se alguém ainda não assistiu, recomendo demais que conheça a série e deixo um conselho: preste muita atenção a todos os detalhes ou você vai ficar muito perdido com tantos personagens e manobras estratégicas surreais (ou não).

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Vida

Fazendo um grande resumo sobre minha vida ultimamente, posso dizer que estou conseguindo me equilibrar nas práticas de yoga em casa. Já consigo estabelecer uma rotina diária de yoga e meditação e estou criando uma sequência de ásanas de acordo com o que meu próprio corpo pede, sem me preocupar demais com o que farei a seguir, deixo que tudo flua naturalmente e no fim sempre acaba dando certo e me sinto completamente revigorada. Também voltei a meditar no final de cada sessão, o que tem me dado alguns insights sobre a vida, mas que ainda não consegui colocar no papel – ou melhor, num editor de textos – por ainda me sentir sobrecarregada.

Apesar de tantas outras tragédias ocorrendo ao nosso redor, não posso deixar de falar sobre como os terremotos do Nepal me influenciaram nos últimos dias. Por ter uma ligação muito forte com as tradições da região, intensifiquei minhas mentalizações para que todos sejam amparados e recebam muita luz. É um pouco complicado manter o pensamento de que nada é para sempre e que nada é por acaso em uma situação dessas, então prefiro não tentar compreender determinados acontecimentos e apenas vibrar positivamente para que tudo possa ser restabelecido da melhor maneira possível.

Om Mani Padme Hum

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E assim termino mais um post “ultimamente”. Não sei se vocês gostam deste formato, mas às vezes quero compartilhar apenas pequenos pensamentos e fatos aleatórios de como anda minha vida, num formato bem pessoal. Ainda preciso voltar a pegar o ritmo de blogar com mais frequência, mas confesso que tenho saído de casa de manhã e voltado apenas à noite e isso dificulta um pouco o fluxo da minha escrita “bloguística”.

Espero que todos estejam bem, um ótimo feriado a todos vocês!

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Lifestyle

O que aprendi aos meus 30 anos

19/04/2015

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No último ano passei por uma série de transformações pessoais e espirituais. Vivenciei perdas, ganhos, mudanças e pude aprender muito com todas das experiências que vivi. Se por um lado aprendi a desapegar, por outro aprendi a persistir um pouco mais naquilo que eu achava ser fundamental.

Quando me afastei do Vida Minimalista, pensei que, por eu ter mudado tanto meus pensamentos, minhas novas ideias não caberiam mais aqui e deveriam migrar para um novo espaço renovado, sem rótulos e sem compactuar com algumas ideias um tanto radicais sobre este “estilo de vida”, digamos assim, que está cada vez mais conhecido. Não estava me sentindo mais à vontade, nem que aqui era meu lar, meu cantinho único na internet onde eu pudesse compartilhar meus aprendizados e transformações pessoais.

Me dei um tempo. Testei, mudei, desapeguei e não tive medo de arriscar algo novo, nem de desistir. Acho que cada um de nós deve sempre buscar harmonia naquilo que faz, buscar um caminho em que as energias fluam com mais facilidade e não persistir em algo que não esteja nos fazendo bem. Se há algo nos desnorteando, pode ser um sinal de que devemos parar, refletir e buscar uma forma de fazer aquilo de outro jeito ou de simplesmente desapegar.

Ontem, dia 18 de abril completei mais um ciclo de vida. Nos dias anteriores ao meu aniversário pude sentir um certo conflito interno sobre alguns caminhos que estava percorrendo, incluindo o destino do Vida Minimalista. Não quis arriscar muito e acabei fazendo pequenos testes, mas sem comprometimento. Não era o momento de decidir nada. No entanto, ontem, antes de dormir, refleti sobre algumas coisas que aprendi durante meus 30 anos e vou compartilhar com vocês.

1 – Todos que cruzam nossos caminhos têm um propósito

Não importa se a pessoa te fez muito bem ou se destruiu uma parte de você. Todos vêm a nós com algum propósito e sempre aprendemos algo por pior que seja a situação. Crescemos a cada dia, e é nas dificuldades que crescemos mais. Toda transformação tem nela um certo desapego para que o novo possa entrar em nossas vidas, portanto, não se culpe por permitir-se vivenciar alguma situação ruim. Se você conheceu alguém que te fez mal, você provavelmente sofrerá uma transformação – benéfica – após tal experiência. Somos todos interligados.

2 – Não devemos ter medo de mudanças

Nem das mudanças nem de desistir quando for preciso. Nosso ego é muito apegado ao que fazemos, ao nome que temos, à nossa reputação e diversos outros fatores. Nos apegamos a pessoas, títulos, atividades como se isso nos definisse, mas a verdade é que somos algo muito maior. Mudar nos causa medo pois estamos caminhando para algo desconhecido e isso é normal.

Tememos não saber exatamente o que irá acontecer e não devemos nos culpar por isso. Também tememos quando precisamos desistir de algo por não saber se teremos a oportunidade de voltarmos ao mesmo ponto se um dia resolvermos voltar atrás. Mas não existe o “mesmo ponto”. Nunca voltamos a ser como éramos antes, por mais que tentemos. Descobri que não existe voltar atrás, mas sim, renovar aquilo que desapegamos, sempre com um olhar diferente e até mais maduro, afinal, como canta Lulu Santos, “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia“. Nenhum rio passa duas vezes no mesmo lugar.

3 – Quando nos desconectamos de algo, devemos respeitar nosso tempo

É melhor feito do que perfeito, mas também podemos dizer que em algumas situações é melhor deixarmos algo de lado por um tempo para que as ideias possam amadurecer.

Por muitas vezes trabalhamos incessantemente em algum projeto e nada parece dar certo, mas basta nos afastarmos do nosso objeto que novas ideias surgem. Isso pode ser aplicado em vários aspectos de nossas vidas. Quando estamos no meio do furacão não conseguimos ter uma visão total de todos os acontecimentos, mas quando nos afastamos dele, conseguimos analisar melhor a situação e tomar decisões mais adequadas. Se você está no meio de um furacão, dê um passo atrás e apenas o observe. Não importa quanto tempo leve, apenas dê um tempo, se precisar faça outras atividades e deixe o problema ali, em stand-by. Muitas vezes só no afastar já conseguimos ter uma ideia de como prosseguir.

4 – Ter conforto não significa não ter consciência ambiental

Muitos passam a mensagem de que se deve largar tudo, morar no meio do mato e que viver viajando o mundo é o que traz a felicidade. Mas será que podemos generalizar? Será que apenas aquelas pessoas que abandonam tudo, largam seus empregos e vivem uma grande aventura contribuem para um mundo melhor e são felizes?

Para alguns isso pode ser um sonho, mas para outros pode ser um grande pesadelo. Ninguém pensa igual a ninguém e não devemos ver a vida do jeito “oito ou oitenta”. Se para uns, vender o apartamento e pedir demissão é sinônimo de liberdade, para outros, ter uma estabilidade – mesmo que isso signifique trabalhar 8 horas por dia em um emprego formal – pode ser uma meta a ser alcançada. Também não é porque alguém tem um carro e se veste bem que não tenha uma consciência ambiental e não queira mudar o mundo.

Vivemos baseados em alguns estereótipos, mas devemos aceitar que não há apenas extremidades, mas uma gama de possibilidades entre elas. Como muitos dizem, não adianta fazer yoga e não cumprimentar o porteiro. Também posso acrescentar que não adianta pregar alguma religião, virar vegano ou vivermos de uma forma mais simples se não buscamos a transformação em nós mesmos e colocarmos em prática aquilo que dizemos ser. Pouco importa o estereótipo, o que vale mesmo são nossas ações e pensamentos corretos.

5 – O minimalismo externo é uma forma de chegarmos a nossas camadas internas

Quantas roupas preciso ter para entrar para o time dos minimalistas? A resposta? Quantas você julgar necessárias. O minimalismo se tornou hoje um sinônimo de ter poucas roupas (alguns até estipulam um número), ter poucos objetos sobre a mesa e fotografar aquele quarto branco, clean, sem quase nada ocupando o espaço. Mas afinal, qual o propósito disso tudo? O que fazer quando chegamos a esse estado exterior?

Desapegar de objetos, roupas e papelada é um processo que exige muito do nosso emocional. Somos muito apegados à matéria e acreditamos que é isso que nos define. Porém, ao realizarmos o processo de destralhamento (declutter) estamos removendo a poeira que nos impede de conhecermos a nós mesmos. O processo é importante, não o fim. À medida em que trabalhamos emocionalmente com cada objeto a ser descartado ou doado, estamos trabalhando níveis sutis do nosso subconsciente.

De nada adianta doarmos metade de nossos pertences e alcançarmos uma meta quantitativa se continuamos apegados, mesquinhos e egoístas. No entanto, é muito mais fácil trabalharmos tais comportamentos e pensamentos durante o processo do desapego físico. Enfim, desapegar de objetos físicos, ou seja, externamente, é uma forma de chegarmos às nossas camadas mais internas, fazendo um processo de autoconhecimento.

Espero que meus aprendizados possam servir de um pontapé inicial a vocês, que também buscam uma transformação pessoal. Vale lembrar que não há uma única verdade, todas as experiências que passamos nos servem de aprendizado, e que não temos certezas definitivas. Compartilhar experiências pode nos ajudar, e muito, a descobrirmos nosso próprio caminho.

Agora quero saber de vocês, o que aprenderam ultimamente? O que vocês gostariam de passar adiante? Compartilhem nos comentários!

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Beleza & Saúde

Vamos falar sobre automedicação?

18/04/2015

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Hoje tive vontade de vir aqui escrever sobre algo que aconteceu enquanto eu esperava pelo início de uma das minhas aulas. O cenário é o seguinte: duas estudantes conversando sobre doenças como gripe, resfriado e mal-estar. Uma delas, provavelmente gripada, contava à amiga sobre mais um medicamento que havia descoberto pesquisando nas prateleiras da farmácia e como ele havia funcionado bem. Já não sentia as dores no corpo e os sintomas da gripe pareciam diminuir.

Após a troca de indicações sobre medicamentos e o debate sobre o aumento do preço de um que estavam acostumadas a tomar, o assunto prosseguiu, mas não continuei escutando pois mudei de lugar, abri meu caderninho de anotações e comecei a rascunhar algumas ideias sobre o assunto.

Ouvindo este papo entre as amigas somado a uma aula-debate sobre indústria farmacêutica, me ficou bem claro como temos uma deficiência enorme na educação sobre nossa saúde. A impressão que tenho é que estamos tão acostumados com a automedicação, que somado ao medo de adoecermos acabamos ingerindo remédios de modo arbitrário – e muitas vezes de forma errada – ao primeiro sinal de uma doença. Mas será que ficaríamos tão doentes caso deixássemos nosso próprio organismo reagir de forma natural?

Faz mais ou menos dois anos que parei de tomar medicamentos a cada sinal de um resfriado ou dor de cabeça. Eu tinha o péssimo hábito de andar com um Paracetamol na mochila, para o caso de surgir uma dor de cabeça inesperada ou uma cólica indesejada, e adivinhem, eu constantemente tinha tais sintomas. Quando decidi deixar meu corpo cuidar dessas pequenas “complicações”, inesperadamente passei a ter menos dores de cabeça, menos cólicas e menos gripes.

Quando estamos saudáveis, nosso sistema imunológico tem o preparo suficiente para combater aos antígenos, ou seja, o que nos causam doenças. A febre, por exemplo, é uma consequência da ação dos nossos anticorpos lutando contra o que nos faz mal, e o que ocorre quando nossa temperatura aumenta? Tomamos um medicamento para reduzí-la. A verdade é que não deixamos nosso próprio sistema de defesa cuidar dos desequilíbrios e acabamos ingerindo medicamentos, ou seja, substâncias químicas, que podem acabar com determinado sintoma indesejado mas causar tantos outros.

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A doença não se instala em um organismo equilibrado, saudável. E qual a melhor forma de combatê-la? Tentar reestabelecer o equilíbrio de forma mais natural e menos agressiva. Claro, há casos mais graves e agudos em que se faz necessário o uso de medicamentos, não devemos descartar a completamente a medicina alopática, mas buscar um caminho do meio, um equilíbrio, pode nos fazer ter menos doenças.

Nestes dois anos em que parei de tomar remédios para cada sinal de gripe que surgia, devo ter feito uso de medicamento umas duas ou três vezes. Uma delas, lembro-me bem, foi quando tive uma crise de cistite. Era uma situação aguda em que eu precisava urgentemente de um antibiótico para evitar uma infecção maior. E a outra vez, quando tive uma inflamação muscular em que precisei fazer uso de um antiinflamatório potente.  Quanto às dores de cabeça, cólicas, dores de garganta e gripe? Faço uso de óleos essenciais (aromaterapia), compressas de água quente, chás e mudanças na alimentação. E claro, sem esquecer de beber muita água.

Um organismo saudável conseguirá combater a maioria dos problemas pequenos. Retirar o paracetamol da bolsa e deixar que meu corpo cure a si mesmo foi uma das melhores decisões que fiz até hoje, afinal, temos todo um sistema de proteção e combate às doenças. O que precisamos compreender é que uma gripe ou dor de cabeça pode ser um transtorno, mas não precisamos encará-la como um grande inimigo.

É chato? É desconfortável? Sim! Mas temos condições de nos recuperarmos rapidamente se dermos condições ao nosso corpo de fazê-lo.

Vamos cuidar melhor de nossa alimentação em vez de nos entupirmos de remédios? Nosso corpo e mente agradecem.

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