Espiritualidade

Taoismo: O Caminho

27/04/2015

Taoismo: O Caminho | Camile Carvalho | #camilecarvalho

“Tao significa caminho sem nenhum objetivo; simplesmente o Caminho. Há vinte e cinco séculos, Lao Tzu foi corajoso ao dizer às pessoas que não há objetivo e que não estamos indo a lugar nenhum. Estamos apenas indo para estarmos aqui, então torne o tempo tão belo, tão amoroso e tão alegre quanto possível. Ele chamou sua filosofia de Tao. e Tao significa o Caminho.

Muitas pessoas lhe perguntaram: “Por que você escolheu o nome Tao? Pois você não tem nenhum objetivo na sua filosofia”.

Ele respondia: “Especificamente por essa razão escolhi chamá-lo de ‘o Caminho’, para que ninguém se esqueça de que não há objetivo, mas apenas o Caminho”.

O Caminho é belo, está repleto de flores e fica cada vez mais belo à medida que sua consciência fica cada vez mais elevada. No momento em que você atinge o ponto culminante, tudo se torna tão doce, tão extasiante, que de repente você se dá conta de que este aqui é o lugar, este é o lar. Desnecessariamente você estava correndo para lá e para cá.

Assim, cancele todas as passagens que você reservou! Não há nenhum lugar para ir.”

Trecho extraído do livro TAO – Sua história e seus ensinamentos, de OSHO (Ed. Cultrix)

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Beleza Natural

Vamos falar sobre automedicação?

18/04/2015

medicina-natural

Hoje tive vontade de vir aqui escrever sobre algo que aconteceu enquanto eu esperava pelo início de uma das minhas aulas. O cenário é o seguinte: duas estudantes conversando sobre doenças como gripe, resfriado e mal-estar. Uma delas, provavelmente gripada, contava à amiga sobre mais um medicamento que havia descoberto pesquisando nas prateleiras da farmácia e como ele havia funcionado bem. Já não sentia as dores no corpo e os sintomas da gripe pareciam diminuir.

Após a troca de indicações sobre medicamentos e o debate sobre o aumento do preço de um que estavam acostumadas a tomar, o assunto prosseguiu, mas não continuei escutando pois mudei de lugar, abri meu caderninho de anotações e comecei a rascunhar algumas ideias sobre o assunto.

Ouvindo este papo entre as amigas somado a uma aula-debate sobre indústria farmacêutica, me ficou bem claro como temos uma deficiência enorme na educação sobre nossa saúde. A impressão que tenho é que estamos tão acostumados com a automedicação, que somado ao medo de adoecermos acabamos ingerindo remédios de modo arbitrário – e muitas vezes de forma errada – ao primeiro sinal de uma doença. Mas será que ficaríamos tão doentes caso deixássemos nosso próprio organismo reagir de forma natural?

Faz mais ou menos dois anos que parei de tomar medicamentos a cada sinal de um resfriado ou dor de cabeça. Eu tinha o péssimo hábito de andar com um Paracetamol na mochila, para o caso de surgir uma dor de cabeça inesperada ou uma cólica indesejada, e adivinhem, eu constantemente tinha tais sintomas. Quando decidi deixar meu corpo cuidar dessas pequenas “complicações”, inesperadamente passei a ter menos dores de cabeça, menos cólicas e menos gripes.

Quando estamos saudáveis, nosso sistema imunológico tem o preparo suficiente para combater aos antígenos, ou seja, o que nos causam doenças. A febre, por exemplo, é uma consequência da ação dos nossos anticorpos lutando contra o que nos faz mal, e o que ocorre quando nossa temperatura aumenta? Tomamos um medicamento para reduzí-la. A verdade é que não deixamos nosso próprio sistema de defesa cuidar dos desequilíbrios e acabamos ingerindo medicamentos, ou seja, substâncias químicas, que podem acabar com determinado sintoma indesejado mas causar tantos outros.

beba-mais-agua

A doença não se instala em um organismo equilibrado, saudável. E qual a melhor forma de combatê-la? Tentar reestabelecer o equilíbrio de forma mais natural e menos agressiva. Claro, há casos mais graves e agudos em que se faz necessário o uso de medicamentos, não devemos descartar a completamente a medicina alopática, mas buscar um caminho do meio, um equilíbrio, pode nos fazer ter menos doenças.

Nestes dois anos em que parei de tomar remédios para cada sinal de gripe que surgia, devo ter feito uso de medicamento umas duas ou três vezes. Uma delas, lembro-me bem, foi quando tive uma crise de cistite. Era uma situação aguda em que eu precisava urgentemente de um antibiótico para evitar uma infecção maior. E a outra vez, quando tive uma inflamação muscular em que precisei fazer uso de um antiinflamatório potente.  Quanto às dores de cabeça, cólicas, dores de garganta e gripe? Faço uso de óleos essenciais (aromaterapia), compressas de água quente, chás e mudanças na alimentação. E claro, sem esquecer de beber muita água.

Um organismo saudável conseguirá combater a maioria dos problemas pequenos. Retirar o paracetamol da bolsa e deixar que meu corpo cure a si mesmo foi uma das melhores decisões que fiz até hoje, afinal, temos todo um sistema de proteção e combate às doenças. O que precisamos compreender é que uma gripe ou dor de cabeça pode ser um transtorno, mas não precisamos encará-la como um grande inimigo.

É chato? É desconfortável? Sim! Mas temos condições de nos recuperarmos rapidamente se dermos condições ao nosso corpo de fazê-lo.

Vamos cuidar melhor de nossa alimentação em vez de nos entupirmos de remédios? Nosso corpo e mente agradecem.

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Yoga

Respiração das Narinas Alternadas – Pranayama

15/04/2015

Respiração das Narinas Alternadas – Pranayama | Vida Conectada

Sabe aqueles dias em que nos sentimos completamente desequilibrados, cansados e sem energia? Talvez estejamos com canais sutis energéticos do nosso corpo bloqueados, o que pode ser reestruturado com a respiração das narinas alternadas, ou Nadi Shodan, uma técnica de respiração (pranayama) muito comum na yoga.

O ideal em nosso dia-a-dia é que estejamos nem tão letárgicos e nem tão agitados, apesar de uma pequena flutuação durante o dia ser considerado normal. No entanto, há situações em que perdemos essa capacidade de nos equilibrarmos, e praticar a respiração das narinas alternadas pode ajudar no reequilíbrio energético.

A Nadi Shodan Pranayama ajuda também na harmonização dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro, além de nos trazer ao momento presente. Como vivemos constantemente lembrando do passado e preocupados com o futuro, centrar-se no momento agora se torna um desafio. Com esta técnica de respiração, que atua também como uma meditação, conseguimos ter mais poder de concentração e atenção plena, conhecida como mindfulness.

Abaixo deixo um vídeo explicativo da Carolina Borghetti, uma yogini praticante de Hatha Yoga ensinando como fazer o passo-a-passo dessa respiração. Este método não tem contraindicações e você pode praticar de duas a três vezes por dia ou nos momentos em que sentir-se desequilibrado. A prática é melhor feita com o estômago vazio, devendo evitar fazê-la logo após as refeições.

Você já conhecia esta técnica? Tem algo a acrescentar? Deixe sua colaboração nos comentários abaixo. E se gostou do post, compartilhe em suas redes sociais.

Namaste!

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