Mais sobre Mapas Mentais

10/05/2011

Recebi diversos e-mails na última semana pedindo pra escrever mais sobre os Mapas Mentais, colocando exemplos com uma maior resolução, e explicar um pouco mais sobre sua aplicação. Pelo visto muitos leitores se interessaram pelo assunto. Eu havia prometido esse post pro último final de semana, mas como trabalhei Sábado inteiro num evento e domingo foi o dia das mães, mal cheguei perto do computador, mas vamos lá, vou responder a maioria das dúvidas por partes:

O que são os Mapas Mentais?

São esquemas feitos numa folha de papel ou em um software, onde colocamos todas as idéias de um determinado assunto organizados por categorias, sendo possível utilizar diversos subníveis. O processo consiste em escrever uma idéia central, e a partir dela irradiar as outras informações relacionadas que podem ser representadas por uma palavra chave ou imagem. Como utilizamos cores e imagens, estimulamos também o lado direito do cérebro, responsável pela criatividade, facilitando assim o aprendizado e a memorização (cognição). O processo de criação é o principal ponto chave para o sucesso do mapa, pois é nesse momento que ocorrem as associações. Portanto, é imprescindível que se utilize cores, seja utilizando o papel, seja utilizando um software.

Para quê serve?

Os Mapas Mentais têm diversas aplicações, mas as principais, são:

  • Planejar um seminário. Mantendo um mapa mental próximo a você durante uma apresentação de um seminário facilita o desenvolvimento, livrando daqueles momentos de ‘branco’ muito comuns durante uma apresentação. Dá mais segurança, pois toda a sequência se encontra esquematizada, o que facilita na hora de retomar um tópico. A visualização rápida do esquema é favorecida pelas cores.
  • Estudar pra provas. Resumir o capítulo de um livro se torna mais fácil usando os mapas mentais. Como citado anteriormente, o próprio processo de criação facilita a cognição.
  • Planejar a escrita de um texto. Muitos autores de livros utilizam o mapa mental pra guiar o processo de escrita. Eu mesma utilizei essa técnica para planejar meu Relatório de Estágio Supervisionado quando estava me formando em Medicina Veterinária. Cada subdivisão pode ser um capítulo de um conto, livro técnico, ou simplesmente um post de blog. Utilizando dessa maneira, temos o total domínio do que já escrevemos e ainda estamos a escrever, dando mais segurança e sem ficar com as idéias soltas no ar.

Mapa Mental é o mesmo que Brainstorming?

Brainstorming, ou “Tempestade Cerebral”, método desenvolvido por Alex Osborn, é uma técnica que pode ser utilizada por uma equipe ou individualmente. Consiste em colocar no papel todas as idéias relacionadas a algum projeto ou assunto a ser desenvolvido, livre de julgamento e inibição. Todas as idéias devem ser aceitas e quanto mais idéias despejadas melhor. O mapa mental é uma ferramenta muito útil para a realização de um brainstorming, pois enquanto estamos criando, novas idéias vão surgindo. O segredo é apenas escrever, mesmo que a idéia não seja tão boa a princípio, pois ela pode ser a chave da solução de um problema se bem associada com uma outra. É um método útil pra se fazer a Coleta do método GTD.

Vamos ver exemplos?

Vocês pediram, e eu escaneei alguns dos meus mapas mentais para servir como exemplo.

mapas-mentais-india

Mapa mental sobre Cinema Contemporâneo Indiano, também para uma apresentação de seminário na faculdade. O diretor escolhido foi Sanjay Bhansali, e só de olhar o mapa seria capaz de apresentar novamente o mesmo seminário, mesmo tendo passado 1 ano.

mapas-mentais-musica

Quem estuda música vai entender esse mapa. Foi pra prova do primeiro semestre da escola de música Villa Lobos. Um resumo sobre teoria da música, com alguns macetes de armaduras de clave. Já comentei num outro post que meu professor também tinha gostado do mapa, e até tirou uma foto com ele e colocou em seu facebook:

mapas-mentais-cinema

Acho que já dá pra ter uma idéia sobre os Mapas Mentais. Eu super recomendo pra quem tem uma avaliação ou tem que planejar uma apresentação. Só quem utiliza sabe o quanto é útil. Pode parecer trabalhoso pra fazer, mas não é. Tenha certeza que o tempo que você gastaria lendo, relendo e tentando decorar algum texto, vai ser utilizado pra criar seu mapa e ainda ganhará um tempo livre. Eu costumo dar uma olhada no esquema pouco tempo antes da prova, e tenho ótimos resultados.

E você, também faz mapas mentais? Compartilhe a imagem conosco, e conte como é sua experiência! Mande pra contato@camilecarvalho.com que eu publico aqui no blog.

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Mapas Mentais: O que são?

03/05/2011

Mapas Mentais: O que são? | Camile Carvalho

Desde que escrevi no post anterior sobre os Mapas Mentais, recebi e-mails e mensagens pelo twitter pedindo por maiores informações. Resolvi fazer um resumo sobre essa técnica fantástica de memorização e aprendizado, assim como suas aplicações no dia-a-dia.

Mind Maps® é uma marca registrada por Tony Buzan, criador e autor de diversos livros publicados pela editora Cultrix. Buzan conta em seus livros que desde criança gostava de aprender e anotar tudo, mas ao chegar à adolescência, estudar se tornou uma tarefa árdua, pois tudo era muito confuso devido ao excesso de informações, e foi quando descobriu que quanto mais anotava, pior ficava sua memória. Ele então começou a sublinhar palavras-chave em vermelho e escrever ao lado o que era mais importante, e a dificuldade no aprendizado reduziu consideravelmente. Estudando sobre psicologia, descobriu que durante o processo de aprendizagem ocorrem constantemente a Associação e Imaginação no nosso cérebro, além de descobrir que Da Vinci utilizava imagens, códigos e rabiscos em suas anotações para aflorar a criatividade. Ele então desenvolveu um método que dava liberdade para o cérebro funcionar melhor deixando fluir as idéias a fim de favorecer o aprendizado utilizando os dois hemisférios e não apenas um como costumamos fazer nas nossas monocromáticas anotações com canetas esferográficas.

Como fazer seu Mapa Mental?

Deixando a teoria de lado, vou explicar como colocar em prática a elaboração do seu mapa e dar alguns exemplos baseados nos meus.

Primeiramente vamos pegar o material: Uma folha de papel em branco e canetas coloridas. Pode ser lápis de cor, hidrocor ou até mesmo sua coleção de canetas hidrográficas. Particularmente eu prefiro usar hidrocor e canetas hidrográficas.

Há algumas regrinhas básicas a serem seguidas, apenas pra facilitar o processo de associação, como por exemplo escrever todas as palavras em CAIXA ALTA e evitar usar mais de uma palavra-chave por tópico. Isso facilita lembrar das palavras quando precisamos, por exemplo, durante uma prova ou nos faz lembrar melhor da sequência de informações a serem desenvolvidas no caso de uma palestra.

Preparado pra começar? Então vamos lá:

  1. Pegue a folha de papel em branco. Com uma caneta (de preferência preta) escreva no centro do papel em caixa alta o tema principal do seu Mapa Mental. É a partir dele que vão surgir os tópicos em suas ramificações.

  2. Faça a primeira ramificação. Pegue qualquer cor e faça uma linha em direção ao topo direito da folha de papel e escreva o item a ser desmembrado. Lembre-se que ao ler um Mapa Mental sempre usamos o sentido horário e começamos na posição que seria equivalente a 1 hora num relógio analógico até darmos a volta completa.
  3. Use a criatividade. Deixe que seu cérebro lhe diga o que fazer com as informações. Se é um resumo de um capítulo de livro, por exemplo, releia o texto enquanto cria as ramificações espontaneamente. Não há uma regra de como fazer um resumo ou como você deve colorir seu mapa. Deixe que sua criatividade flua, pois é através da criação que seu cérebro vai associar as informações.
  4. Desenhe, mesmo que seja ridículo. Está fazendo um resumo sobre o Descobrimento do Brasil pra sua prova de história e teve vontade de desenhar uma girafa em algum tópico? Desenhe. Pode parecer ridículo ou sem sentido algum, mas é por esse motivo que você vai se lembrar na hora da prova da girafa vermelha que você desenhou no canto esquerdo do papel quando falava sobre Pedro Álvares Cabral. Deixe seu cérebro associar as informações do jeito dele, confie em mim, você nunca mais vai esquecer de um assunto se tiver desenhado algo bem surreal. A verdade é que nós buscamos lógica em tudo, mas não é assim que nossa mente funciona.

Minha experiência com os mapas são as melhores possíveis. Se eu os tivesse conhecido durante minha primeira graduação, não teria passado tanto sufoco decorando noite adentro anatomia, fármacos, procedimentos cirúrgicos e aquele cansativo RISPOA, que só quem faz Inspeção Sanitária sabe como é cansativo. Atualmente pretendo guardar da minha segunda graduação apenas os meus Mapas Mentais e os textos de apoio digitalizados. Pra isso tenho uma pasta catálogo onde guardo meu material de referência e os mapas de resumos de matérias. É impressionante como, mesmo em semestres seguintes, só de olhá-los já lembro da matéria, sendo possível dar uma boa explicação do conteúdo.

Mapas Mentais: O que são? | Camile Carvalho

Para os ligados à tecnologia, há diversos softwares para criar Mapas Mentais online ou no próprio computador, mas particularmente prefiro participar do processo de fazer, pintar, escrever manualmente. Vai levar um bom tempo até que eu me renda ao meio digital em relação aos meus queridos mapas.

E você? Já conhecia os Mapas Mentais? Conte aqui em baixo, nos comentários, como é sua experiência e aplicação.

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GTD: Organização [Parte 2]

01/05/2011

GTD: Organização [Parte 2] | Camile Carvalho

Faz uma semana que contei pra vocês como estava me organizando pelo método GTD. O passo 3, que é justamente sobre organização, me parece que é o mais complicado, ou melhor, demorado, já que exige muita dedicação para que tudo fiquei conforme o esperado. É na organização que precisamos de todo o material de apoio, e isso, muitas vezes faz com que a instalação do método vá por água abaixo.

Muito se tem discutido sobre o melhor material, equipamento e etc, mas particularmente eu acho que precisamos focar mais no que estamos fazendo e em sua finalidade, e não na forma em que estamos trabalhando com o método. Quando esperamos ter o material ideal, o Moleskine ideal, a caneta ideal e o sistema de arquivamento perfeito, acabamos por cair nas garras de um grande inimigo: A procrastinação.

Acabamos por deixar nossa lista de tarefas pra depois simplesmente porque não encontramos um caderno ideal, ou porque não compramos ainda o lançamento do smartphone que queremos, e essa é uma grande falha. Apesar de eu estar falando sobre isso, a estagnação do passo 3 no meu caso foi devido a uma semana completamente agitada. Será que eu também estou arrumando uma desculpa para minha procrastinação ou a etapa de organizar é realmente a mais demorada? Vamos ao que nos interessa:

A continuação da organização pelo método GTD

Eu falei no post anterior que anotei todas as ações em uma lista, assim como os itens que necessitavam aguardar uma resposta ou ação de outros. Allen diz em seu livro que é muito importante categorizar as ações, para que possamos ver o que podemos fazer naquela janela de tempo entre uma aula ou outra, ou no intervalo do almoço de acordo com o ambiente em que estamos. Analisando minhas ações, percebi que as minhas categorias principais eram:

  • Telefonar
  • Computador
  • Rua
  • Comprar
  • Ler

Dessa forma, podemos agrupar as ações dentro dessas categorias, seja em seu caderninho ou no computador. Assim, toda vez que eu for a um Shopping, por exemplo, sei o que devo comprar lá, pra que não perca tempo tendo que ir diversas vezes ou esquecendo de algo. Vocês podem estar pensando que isso não é ser minimalista, que tenho uma lista de compras de shopping enorme, o que não é verdade. Tendo uma lista de itens a comprar em mãos, não nos permite sair com apenas aquela ‘vontade’ de comprar algo, o que nos faz adquirir o que não precisamos.

Anotar é, sem dúvida, uma ótima forma de avaliar a verdadeira necessidade daquilo que queremos, ou que achamos que precisamos. Nos ajuda também a sermos mais objetivos e não perder horas rodando sem rumo no shopping até que alguma propaganda atrativa nos convença a comprar um produto novo sem necessidade. Portanto, acho muito importante termos uma lista de itens a serem comprados, até porque pode ser crucial que compremos determinado objeto para darmos prosseguimento a um projeto, por exemplo.

No meu declutter de ontem acabei doando meus 3 pijamas que não gostava muito, que usava no calor, só me restando dois de frio. Imediatamente coloquei na lista “Comprar um pijama”, pois prefiro ter um bom que ter três que não gosto porque não se adaptam bem ou incomodam enquanto durmo. Aliás, o declutter de ontem merece um post exclusivo, que escreverei depois.

Voltando às listas, Allen fala no capítulo 7 que o item Ler/Revisar pode ser uma pasta, e foi o que fiz. Separei uma pasta para colocar os artigos, textos da faculdade, revistas e livros a serem lidos, pois assim que tiver uma ‘janela’ de tempo aberto é mais fácil ter todos os textos concentrados numa pasta única que sair abrindo gavetas à procura de um texto que você tinha certeza que estava por ali…

OBS.: Quando digo pra colocar livros a serem lidos na pasta não significa colocar os 55 livros que você comprou e ainda não leu e que estão empoeirados na sua prateleira. Me refiro àquele que você parou pela metade, ou que selecionou pra quando tiver um tempo começar a leitura.

Também é importante que tenhamos uma pasta pra ser usada como Caixa de entrada. Eu já havia falado da minha no post anterior. Nela coloco correspondências importantes que chegam, idéias de post pra um dos meus blogs, boleto que imprimi a ser pago e meus famosos Mapas Mentais.

Esses mapas eu faço pra tudo que preciso, como organizar o blog, e resumo de matéria da faculdade, e a maior utilidade é na apresentação de seminários nas aulas. Depois que passei a usar os Mapas Mentais, criado por Tony Buzan, não me perco mais nas explicações, pois sei que posso desenvolver melhor cada tópico sem a preocupação de manter o foco, pois está tudo no papel, e bem colorido pra eu não me perder. Eles estimulam os dois lados do cérebro, sendo mais fácil de associar informações através de cores e desenhos, fazendo com que lembremos do que precisamos com muito mais clareza. Essa foto acima é do meu professor de teoria musical apreciando meu mapa mental da matéria que ele cobrou na prova. Eu tirei nota máxima, pois lembrava exatamente de todo um contexto só de lembrar a posição que determinada palavra-chave estava localizada e sua cor. Esse método funciona perfeitamente pra mim.

Aí está minha pasta de textos a serem lidos, de Jornalismo, Produção Cultural, a pasta de Inbox, ou caixa de entrada e um bloco que fiz cortando folhas de rascunho pra anotações diversas, que coloco na Inbox depois.

Vou terminar esse post aqui, pois estou fazendo milagre com a conexão 3G. Estou sem internet banda larga desde o dia do temporal e enchente aqui no Rio de Janeiro, e amanhã o técnico virá pra consertar o modem.

Deixem sugestões aqui nos comentários sobre algo que queiram saber sobre minha organização, assim posso planejar um post comentando sobre algum aspecto interessante que eu tenha esquecido.

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