Cotidiano

Encontrando um ponto de equilíbrio (quase 30)

05/04/2014

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Hoje parei pra pensar um pouco sobre os motivos de eu não estar escrevendo tanto por aqui como antes, e acabei chegando a uma conclusão. Há momentos da minha vida em que eu estou mais reclusa, em um estado mais meditativo, refletindo sobre minhas atitudes, meu comportamento e tudo o que me cerca. Basta organizar uma caixa de fotografias que começo a refletir sobre a necessidade que temos de guardar memórias do passado. Basta eu fazer uma compra no supermercado pra que eu comece a refletir sobre nossas reais necessidades básicas, entre tantas reflexões, me inspirando a escrever cada vez mais e compartilhar meus sentimentos e conclusões.

No entanto, após muito pensar, traçar novas metas e adquirir novos hábitos, estou vivendo um momento em que estou pondo em prática muito do que já refleti. Reparei também que, quando vamos inserir uma nova rotina em nossas vidas mudando hábitos, percebemos as respostas – tanto negativas quando positivas – de forma muito mais clara. Cada etapa vencida é uma novidade, mas quando se incorpora em nossas rotinas, não as percebemos mais por se tornarem naturais, parte de nós mesmos.

O minimalismo, pra mim, foi (e é!) muito importante na medida em que pude refletir sobre minha vida, meus rastros no planeta, minhas atitudes e o que eu poderia mudar para me tornar uma pessoa melhor. Hoje, faltando uma semana para meu aniversário de 30 anos, posso ver o quanto aprendi neste caminho e o quanto mudei, deixando de viver em um padrão antigo de maneira automática, me esforçando para me enquadrar em outro, que me fez (e faz a cada dia) uma pessoa melhor.

Hoje posso afirmar, com toda certeza, que ser flexível e trilhar o caminho do meio foi o melhor que aprendi nesses últimos anos. Já fui uma estudante desorganizada com pilhas de papeis espalhados pelo quarto, mas já aboli completamente o papel na faculdade, me tornando 100% digital. Hoje, uso a tecnologia para me auxiliar nos estudos e faço uso do papel de forma equilibrada e consciente. Também já fui consumista, de querer ir sempre ao shopping comprar e comprar, mas quando conheci o minimalismo, fiquei alguns meses sem entrar em lojas de roupas. Hoje, vou ao shopping quando tenho vontade para encontrar amigos, tomar um café ou simplesmente comprar algo que esteja precisando (de verdade) no momento. Novamente, encontrei um ponto de equilíbrio. E assim estou caminhando, sem me deixar levar pela correnteza e com alguns conceitos minimalistas bem enraizados no meu dia-a-dia, o que não me faz sentir tão diferente de todos. Me sinto bem assim.

Neste tempo um pouco afastada da internet, das minhas reflexões e escritas, tentei reorganizar minha vida, não apenas fisicamente. Sentimentos ruins foram abandonados, algumas mágoas antigas, entre outros, que não estavam mais combinando com quem eu sou e quem quero ser daqui pra frente. Tracei uma meta a longo e curto prazo pra realizações pessoais, que estavam apenas no plano das ideias, do “algum dia, talvez”. O momento é agora, não mais quando um dia eu puder. Se puder.

No meio digital, estou reorganizando aos poucos minhas redes sociais, minha presença online e definindo melhor o quanto eu pretendo me expor. Tenho um blog pessoal (camilando.com) no qual escrevo livremente sobre o que eu quiser (sem ligação ao minimalismo), como resenhas de livros que li, filmes que gostei ou simplesmente uma opinião sobre qualquer coisa aleatória.

Minha meta é simplificar minha presença online, reduzindo minha exposição e a demanda de estar constantemente online. Gosto de escrever, sempre gostei, e pretendo continuar escrevendo ainda por muito tempo. Não se preocupem, vocês não se verão livres de mim tão cedo! Apenas estou passando por algumas mudanças internas que também refletem na minha rotina. Uma energia tão boa, uma vontade imensa de renovação, que não faria sentido não aproveitá-la intensamente. Quando esse turbilhão de emoções acalmar, pretendo fazer uma boa reciclagem aqui no blog também, revisando alguns textos antigos, reestruturando categorias, arrumando links quebrados e trazendo mais novidades. Afinal, não é todo dia que estamos prestes a fazer trinta anos. 🙂

Obrigada por tudo!

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