Inspiração

Dia Internacional da Paz: 5 ações por um mundo melhor

21/09/2016

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Hoje, dia 21 de Setembro, é o Dia Internacional da Paz, declarado pela ONU em 1981. Vivemos em uma época em que nossa visão de mundo precisa ser imposta aos outros, em que conflitos ocorrem devido às diferentes formas de enxergar a vida e em que o respeito (ainda) não é a base da comunicação e dos relacionamentos. Mas será que não há como sermos pessoas melhores conosco e com a comunidade que nos cerca?

Para celebrar este dia, trouxe 5 reflexões que podemos observar sobre nossas atitudes que, colocadas em prática podem melhorar a nossa convivência em sociedade e nos deixam mais leves e felizes.

 1. Aceitar que o mundo é múltiplo

Exatamente. Já parou pra pensar que a sua verdade pode não ser a mesma verdade do outro? Que você tem uma bagagem cultural e histórico de vida completamente diferente das outras pessoas? Não, isso não é ruim. Muito pelo contrário, a diversidade é uma dádiva e tudo o que devemos fazer é respeitar a opinião e a forma de enxergar o mundo do outro.

Ter empatia é se colocar no lugar de alguém, e no momento em que fazemos esse exercício, podemos compreender melhor os motivos pelos quais muitos pensam de forma diferente. Portanto, vamos tentar julgar menos e tentar respeitar mais quem não compartilha da mesma opinião?

2. Escutar mais, falar menos

Tem aquela famosa frase que diz: “o homem foi criado com dois ouvidos e uma boca para escutarmos mais e falarmos menos” e vou confessar que concordo demais com essa afirmação. Na maioria dos diálogos, não damos espaço para o outro ser escutado. Geralmente já estamos formulando uma resposta enquanto o outro fala, deixando de fazer um exercício simples que é ficar em silêncio de verdade – inclusive mentalmente – para tentar compreender e absorver o que estão tentando nos passar.

Diálogos truncados são comuns quando, ao invés de ouvirmos em silêncio, ligamos o nosso falatório mental enquanto não chega o nosso turno da fala. Muitos conflitos e falhas de comunicação poderiam ser evitados caso prestássemos atenção plenamente na mensagem que estão nos transmitindo. Portanto, escutar em silêncio e atentamente é, além de uma forma mais eficiente de comunicar-se, uma maneira de demonstrar carinho e empatia, além de desenvolvermos a comunicação não-violenta.

3. Respeitar as diferentes fés

Como falado anteriormente, vivemos em um mundo plural, com diversas possibilidades e culturas riquíssimas. Logo, por que justamente a sua religião é a única que “funciona”? Por que seu Deus é o único verdadeiro, se há diferentes manifestações culturais ligadas à fé desenvolvidas ao longo da existência humana?

Além disso, religião é uma estrutura, podemos até fazer com que o outro passe a frequentar e a se associar com membros de uma determinada igreja, mas a fé é algo tão interno, tão pessoal, que deveríamos respeitar o fato de que ninguém é obrigado a acreditar no mesmo que acreditamos. Aliás, deveríamos respeitar – e não tentar convencer – que o outro pode ter fé num Deus A, B, C, ou sequer acreditar. E está tudo ok. Ninguém é melhor ou pior por acreditar ou desacreditar em algo. Religião não define caráter.

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4. Julgar menos, ajudar mais

Por mais que convivamos com alguém, jamais vamos saber o que de fato se passa na cabeça dessa pessoa. Se quando temos uma convivência próxima já é complicado opinar e dar conselhos, o que dizer de pessoas que sequer conhecemos, mas que já queremos opinar, criticar e julgar baseado em um pequeno detalhe, um recorte de uma situação que chegou até nós?

Cada ser humano está passando por um processo e quando direcionamos nosso olhar para apontar e criticar o outro, estamos deixando de olhar para nós mesmos. Criticamos a roupa, o modo de falar, orientação sexual, escolhas profissionais… debochamos de sotaques, rimos da falta de instrução, humilhamos os menos favorecidos… Quanto tempo perdemos apontando o dedo aos outros e não tentando melhorar a nós mesmos? Quanto tempo perdemos rebaixando o outro, quando poderíamos estar dando-lhe a mão?

5. Respirar antes de (re)agir

Muitas das nossas ações são realizadas no impulso. Rebatemos um comentário, reagimos agressivamente, nos desesperamos com determinadas situações e isso está relacionado ao nosso Sistema Nervoso Simpático (SNS), relacionado à luta ou fuga. Mas, o que aconteceria caso respirássemos, contássemos até 10 e tentássemos analisar as situações com clareza de mente antes de tomar uma atitude – muitas vezes drástica?

Muitas tragédias acontecem diariamente por causa da famosa “cabeça quente” entre os envolvidos. Brigas de trânsito, violência em casa, escola, ou trabalho poderiam ser evitadas caso não agíssemos completamente por impulso.

Por um mundo melhor…

Portanto, pela paz, podemos mudar nossas atitudes e tentar olhar mais para si. Respeitar a diversidade, a opinião e escolha dos outros, tentar julgar menos, saber escutar e não agir com impulsividade são apenas alguns pontos que podemos prestar atenção no nosso dia-a-dia a fim de não perpetuar um comportamento agressivo e desrespeitoso com o outro. Afinal, se não mudarmos nossas atitudes e pensamentos, jamais teremos aquele mundo melhor que tanto sonhamos.

“Somos nós, habitantes do planeta Terra. Filhos e filhas da Terra e do Sol. Somos a vida do planeta. Se nos unirmos, se nos cuidarmos, não precisaremos mais de armas, de drogas, de bebidas, de brigas feias, de guerras, de fronteiras, de barreiras. Há um caminho, um terceiro caminho – o Caminho da Cultura da Paz.”

Monja Coen, A Sabedoria da Transformação

imagem: Pixabay

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3 comentários leave one →

  1. Hoe, Camile! Tudo bem? 🙂

    Primeiro, Feliz Dia da Paz!

    Não sei o que me deu, mas, conforme lia seu texto, me sentia um pouquinho mais leve. Você colocou em simples palavras muito do que penso sobre como falta cuidado e responsabilidade nos atos do dia a dia. Está certo que ninguém é perfeito e podemos cometer deslizes, mas temos de absorver e refletir sobre essas experiências para nos aperfeiçoarmos, não para nossa satisfação, mas para contribuir com uma coletividade, uma sociedade melhor.

    Tenho certeza que seu texto vai acender – assim como acendeu em mim – aquela luzinha dentro de cada leitor para refletir se realmente estamos fazendo nossa parte para trilhar pelo Caminho da Paz.

    Obrigada pelas suas palavras, flor! ♥
    Beijos~

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  2. Antes de começar o meu comentário sobre o post, preciso dizer que sempre que entro no seu blog, sinto uma leveza e paz muito grande. Parece que essa energia que emana de você passa para o blog e afeta seus leitores positivamente. Muito gostoso isso, trabalho para ser esse tipo de pessoa. Que carrega a leveza de espírito por onde passa.
    Agora, sim, falando sobre a paz, concordo totalmente com os tópicos que colocou.
    Não agir por impulso ao reagir a uma resposta é sempre muito difícil, mas praticar o silêncio mental é extremamente importante.
    Adorei o post!
    Beijos

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