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Yoga

Respiração das Narinas Alternadas – Pranayama

15/04/2015

Respiração das Narinas Alternadas – Pranayama | Vida Conectada

Sabe aqueles dias em que nos sentimos completamente desequilibrados, cansados e sem energia? Talvez estejamos com canais sutis energéticos do nosso corpo bloqueados, o que pode ser reestruturado com a respiração das narinas alternadas, ou Nadi Shodan, uma técnica de respiração (pranayama) muito comum na yoga.

O ideal em nosso dia-a-dia é que estejamos nem tão letárgicos e nem tão agitados, apesar de uma pequena flutuação durante o dia ser considerado normal. No entanto, há situações em que perdemos essa capacidade de nos equilibrarmos, e praticar a respiração das narinas alternadas pode ajudar no reequilíbrio energético.

A Nadi Shodan Pranayama ajuda também na harmonização dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro, além de nos trazer ao momento presente. Como vivemos constantemente lembrando do passado e preocupados com o futuro, centrar-se no momento agora se torna um desafio. Com esta técnica de respiração, que atua também como uma meditação, conseguimos ter mais poder de concentração e atenção plena, conhecida como mindfulness.

Abaixo deixo um vídeo explicativo da Carolina Borghetti, uma yogini praticante de Hatha Yoga ensinando como fazer o passo-a-passo dessa respiração. Este método não tem contraindicações e você pode praticar de duas a três vezes por dia ou nos momentos em que sentir-se desequilibrado. A prática é melhor feita com o estômago vazio, devendo evitar fazê-la logo após as refeições.

Você já conhecia esta técnica? Tem algo a acrescentar? Deixe sua colaboração nos comentários abaixo. E se gostou do post, compartilhe em suas redes sociais.

Namaste!

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Yoga

5 lições que aprendi ao me afastar da yoga

09/02/2015

O que aprendi quando parei de fazer yoga | camilecarvalho.com | #yoga #yogagirl

O fim do ano foi uma época um tanto estranha pra mim. Com as festas de fim de ano, a empolgação – e diversas promessas pra 2015 – acabei viajando com a família, curtindo a praia, reorganizando minha vida (que continua bagunçada) e fazendo algumas mudanças na minha rotina e claro, na minha mente. E o que aconteceu com minhas aulas de yoga? Não frequentei.

Prometi que não faria as aulas, mas que praticaria diariamente em casa. E não é que falhei? Quando tenho o acompanhamento do meu professor – que por sinal é fantástico – fico motivada a praticar em casa nos outros dias da semana.

Porém, viajando por 1 mês, mudando completamente a rotina e festas de fim de ano, acabei me afastando um pouco da minha prática, que não é apenas fazer posturas e se contorcer num tapetinho, mas um caminho espiritual com meditação, respiração e alimentação correta. E hoje vou contar a vocês o que aprendi ao abandonar a yoga.

  • Elasticidade se perde muito rápido. Minha elasticidade foi pro lixo. Nunca me senti tão enferrujada como agora. Parece que regredi demais, e que fiquei pior do que era antes mesmo de praticar yoga. Mas pra minha felicidade, nosso organismo tem uma memória que nos faz recuperar rapidinho.
  • Yoga controlava minha ansiedade. Mesmo estando relaxada em casa ou escrevendo no blog – o que pra mim é um prazer – sentia minha respiração bem superficial. Também descontei essa ansiedade toda na comida, o que me fez ganhar alguns quilos.
  • Saúde em dia não causa sonolência. Quando pratico yoga me sinto mais disposta, mas ao parar, percebi que tenho muita sonolência durante o dia e à noite, demoro pra dormir. Um sinal de que nosso organismo não está funcionando muito bem.
  • Yoga é bom pra concentração: Pego um livro pra ler e me lembro de que tenho que regar as plantas. Rego as plantas e vou varrer a casa, fazer a comida e colocar a roupa pra lavar. Mas… o que eu estava fazendo mesmo? Ah, o livro! O pior é que não prestei atenção no que tinha lido. Eu sou uma pessoa com muita dificuldade de atenção, ainda mais porque gosto de fazer mil coisas ao mesmo tempo. A prática da yoga (que inclui a meditação) me tornou uma pessoa mais centrada, conseguindo realizar melhor minhas tarefas. Janeiro foi um mês muito ruim pra mim em relação à concentração. Vocês podem perceber que não consegui terminar de ler nenhum livro e ainda me comprometi com a leitura de vários ao mesmo tempo.
  • Eu tinha um bom condicionamento físico e não sabia. Eu costumo ser uma pessoa bem ativa, que caminha bastante, anda pelas ruas e ainda tem disposição. Sem contar a parte muscular, que mal aguentou hoje a postura “cachorro olhando pra baixo”. Passei a tarde com o braço tremendo após fazer 3 saudações ao sol.

Saudação ao sol | #yoga | camilecarvalho.com

Saudação ao sol | site: yoga pela paz

Estas foram as 5 lições que aprendi ao deixar de praticar yoga diariamente por dois meses. Porém, a lição mais importante que pude aprender nesse tempo foi que a yoga é realmente fascinante e que faz parte da minha vida.

Voltei a praticar hoje, e mesmo sentindo algumas dificuldades, como os braços doendo e pouca flexibilidade, não desanimei. Uma vez li uma frase de algum mestre (perdoem, não me lembro quem) que dizia que o bom da yoga é que não tem uma meta final. É um constante aprendizado e não há certo nem errado. Cada um está em um ponto de seu próprio caminho. E é verdade! Posso completar também que cada erro é um aprendizado, e não devemos nos lamentar do que deu errado, mas sim tentar aprender alguma lição dos nossos tropeços. E isso vale pra tudo em nossas vidas.

Namaste! ♡

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Meditação, Yoga

A importância da meditação

21/01/2015

estrada-meditacao

Quando falamos em meditação, tenho certeza de que a primeira imagem que lhes vêm à mente são de monges budistas em total silêncio morando num templo no topo dos Himalaias. Estou errada? No entanto, a prática da meditação pode ser aplicada no nosso dia-a-dia urbano e agitado, sem que precisemos mudar nosso estilo de vida nem viver como um ermitão.

A meditação atua como um silenciador de nossas mentes. Se pararmos para observar o fluxo dos nossos pensamentos, podemos perceber que não paramos de pensar nem um segundo, e que um determinado assunto puxa outro, que puxa outro, e no fim, percebemos que não há uma lógica de raciocínio. A consequência de uma mente “tagarela” é que mal conseguimos nos concentrar, e acabamos não tendo o controle sobre nossos pensamentos, sendo alguns deles destrutivos e prejudiciais.

No momento em que nos sentamos – nem que seja por 10 minutos – e prestamos atenção à nossa respiração, conseguimos nos desligar um pouco do mundo externo e somos capazes de acompanhar o fluxo dos nossos pensamentos. Sei que no começo é difícil silenciar essa vozinha que não para de falar, mas com a prática, conseguimos nos distanciar dela nos tornando meros observadores do que nossa mente é capaz de produzir. Precisamos deixar que pensamentos venham, mas também deixá-los ir sem apego.

Para começar a meditar, não é necessário se converter ao budismo, hinduísmo, nem usar roupas especiais ou encontrar um lugar especial para praticar. O que precisamos, na verdade, é apenas voltarmos para nós mesmos e transformarmos o momento caótico em que vivemos em um instante de paz e serenidade. A meditação pode ser praticada, inclusive, em ambientes de trabalho, no ônibus ou entre as aulas da faculdade. Sentar-se com a coluna ereta e desligar-se do mundo por alguns minutos é como pisar no freio em meio a uma rotina corrida. É presentear-se com uma mente serena e conseguir agir com mais tranquilidade, até mesmo para tomar aquela decisão difícil no dia que tanto nos perturba.

Há diversos tipos de meditação, é verdade. Algumas utilizam o silêncio absoluto tentando esvaziar a mente dos pensamentos, outras são acompanhadas de cânticos de mantras, mas também há aquela meditação que é simplesmente estar presente no momento enquanto realizamos nossas atividades diárias, mesmo que seja quando lavamos a louça do jantar. Quanto mais nos concentrarmos na atividade que estamos realizando no momento, mais conscientes ficamos e melhor realizamos nossas tarefas.

É verdade que dificilmente nossos pensamentos estão focados no presente. Geralmente nos encontramos remoendo fatos do passado ou preocupados com algo que precisamos fazer no futuro. Concentrar-se no presente, portanto, é um tipo de meditação que nos ajuda a viver de forma plena cada momento e a saber tomar decisões a cada minuto que vivemos. Afinal, só há um tempo em que algo pode ser feito, que é o agora.

Que tal desligar-se por 5 ou 10 minutos, fechar os olhos e acompanhar o fluxo da respiração? Tente respirar lenta e profundamente acompanhando – como um observador externo – que tipos de pensamentos surgem em sua mente. Deixe que eles sigam seu próprio caminho e não se apeguem a eles, apenas continue consciente da respiração, observando pensamentos virem e irem, reparando na sensação do ar que entra e sai das narinas e vivendo o momento presente. Abra os olhos no final e observe à sua volta cada detalhe. Conte-me depois sobre sua experiência. Tenho certeza que esses minutos vão te trazer muito bem-estar.

Deixo também uma playlist com músicas para relaxar:

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