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Yoga

Entrevista pro #Sangha365 – Ilhabela yoga

30/09/2015

ilhabela-Camile

Olá, pessoal, tudo bem? Hoje venho trazer mais novidades a vocês. Faz algumas semanas que a equipe do Ilhabela yoga entrou em contato comigo me convidando pra participar do projeto #Sangha365, que consiste em unir 365 instrutores de yoga ao redor do Brasil, além de fazer uma pequena entrevista com cada um a respeito do yoga. Não preciso dizer que fiquei super animada em participar!

Ontem, terça feira, meu perfil foi publicado lá no site deles, junto com minhas respostas às 3 perguntas que me fizeram sobre o que significa yoga pra mim, meus livros preferidos e qual mensagem eu passaria aos professores de yoga. Achei super bacana participar deste projeto, pois assim também posso conhecer mais profissionais e aprender com cada um deles.

Pra acessar o meu perfil no projeto, basta clicar aqui para entrar na página do Ilhabela yoga. Confiram as respostas que dei sobre yoga pro projeto:

#Sangha365

O que é yoga para você?

Quando fiz minhas primeiras aulas, ainda na faculdade, descobri que o yoga era uma prática que me trazia bem-estar, concentração e tranquilidade. Com o tempo, fui percebendo que yoga era muito mais do que eu imaginava, mas ainda não conseguia compreender sua dimensão. Ao fazer meus ásanas, pranayamas e meditações com a consciência de que aquele momento era especial, me encontrava em um estado que perdurava além do tapetinho, e hoje compreendo o yoga como um estilo de vida. Ter responsabilidade com o planeta em que vivemos, compaixão com todas as formas de vida e consciência de que não somos apenas um corpo físico, mas sim parte de um todo muito maior me faz perceber que o yoga está presente em tudo o que me cerca. Hoje compreendo que tudo é yoga, depende apenas de como olhamos para o mundo ao nosso redor.

Quais são os seus livros preferidos de yoga?

Um dos primeiros livros que me indicaram quando comecei a buscar compreender mais sobre yoga foiAutoperfeição com Hatha Yoga, do Professor Hermógenes. É um livro com linguagem simples e bem didático para quem está iniciando sua prática e deseja compreender um pouco mais. Além deste, há dois livros que me marcaram muito, que foram Xamã do Tibet: Milarepa, do Ódio à Iluminação e Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda. Estes dois mostram bem o que é ser um yogue e me ensinaram muito sobre como buscar ser uma pessoa melhor.

Qual a sua mensagem para os instrutores de yoga do Brasil?

Se eu pudesse passar uma mensagem aos instrutores de yoga no Brasil, seria um pedido. Jamais parem de estudar, de buscar, de aprender. O yoga como um todo é um poço de conhecimento o qual quanto mais cavamos, mais água cristalina encontramos. E numa época em que o yoga está se popularizando, principalmente através das redes sociais, é necessário que se mantenha uma certa tradição e seriedade na condução de uma prática, ainda que haja uma flexibilidade de adaptação das aulas à realidade brasileira. Que todas as práticas sejam baseadas em Ahimsa, o princípio da não-violência. E que cada instrutor possa transmitir aos seus alunos a importância de amar seu próprio corpo e respeitar seus limites.

Namastê! <3

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Yoga

O que aprendi praticando yoga na praia

28/09/2015

É muito fácil falar sobre tudo que queremos mudar em nós mesmos. Abandonar a autocrítica e não se importar com o que os outros vão pensar de nós? Fácil! Mas quando nos deparamos com uma situação na qual precisamos simplesmente desapegar da opinião dos outros é que percebemos o quanto o caminho ainda é longo.

No fim de semana decidi curtir a praia. Fui com minha família pra Itaipuaçu aproveitar uns dias de silêncio, mato, praia e canto dos pássaros, e não poderia ter sido melhor.

Sábado, já no final da tarde, decidi dar uma volta na praia, sozinha mesmo. Queria fazer uma caminhada e entrar em contato comigo mesma, com minhas vozes internas e escutar um pouco o barulho do mar enquanto esvaziava minha mente. Calcei meu tênis e saí apenas com minha canga e celular ouvindo uma playlist bem tranquila durante minha caminhada pela praia. Em um ponto estendi minha canga na areia e sentei-me em silêncio, contemplando o mar e aterrando meus pés na areia, sentindo a sensação da areia fria e úmida nos meus pés.

Algumas pessoas estavam ao meu redor. Um senhor pescador, uma família um pouco mais longe e carros passando pela orla, mas o silêncio era maior do que as vozes quase inaudíveis das pessoas que passavam caminhando por ali. A praia estava praticamente deserta e seria uma ótima oportunidade pra fazer uma prática de yoga sozinha, de frente para o mar, experiência que nunca havia tido até o momento. Um momento digno de fotos inspiradoras para o Instagram e Tumblr, não é mesmo? Quase um comercial de margarina…

Fechei os olhos e voltei minha atenção à respiração. Até aí tudo bem. Vozes eram trazidas pelo vento e comecei a prestar atenção aos sons que estavam ao meu redor. Inspirei profundamente e elevei meus braços pra cima, alongando minhas costas e braços, mas uma sensação estranha me fez abrir os olhos. Será que alguém estava olhando?

Tentei continuar fazendo as posturas, mas a ideia de que alguém estivesse me observando e talvez me julgando por estar fazendo yoga sozinha na praia, me deixava desconfortável.

E se… e se… e se…

Fiz um acordo comigo mesma de que iria apenas fazer algumas posturas sentada, para que não chamasse muita atenção. Volta e meia algum carro passava pela orla e eu me sentia envergonhada do que pensariam sobre mim. Definitivamente, aquilo não era como eu esperava e me incomodava bastante, e a possibilidade de levantar-me e fazer umas posturas de equilíbrio em pé foram riscadas do meu caderninho. Saudação ao sol? Com pessoas olhando? Jamais!

Se eu estivesse em grupo, ou até mesmo em dupla, seriadiferente. As pessoas que por ali passavam talvez ficassem curiosas e até gostariam de ver um grupo praticando yoga. Mas eu sozinha? Parecia loucura. Mas… por que loucura? Que diferença faz uma pessoa praticar yoga sozinha ou em grupo? O que pensariam de mim? Aliás.. o que eu estava fazendo de tão errado pra ter medo da opinião alheia?

Voltei à meditação e comecei a refletir sobre o que realmente me incomodava. Eu sempre fui uma pessoa que teve medo da opinião dos outros sobre mim. Na época da escola, por exemplo, não gostava de me expor. Ser chamada na frente de todos pra resolver um simples exercício de matemática me fazia suar frio. Medo de me expor ao ridículo, de rirem de mim. Mas isso tinha ficado no passado. Eu superei há muito tempo! Já dei aulas de português em escola, dou aulas na faculdade, sou instrutora de yoga… não tenho mais medo de me expor. Já havia uma pedra sobre isso, não? Ou não?

Percebi que eu estava, naquele momento, enfrentando um resquício de insegurança. E aquela situação de estar sentada, em meditação, sozinha em frente ao mar, havia me exposto a emoções que eu não sabia que ainda estavam ali, guardadas, num cantinho bem oculto e que se manifestaram. Olhei ao meu redor, respirei fundo e percebi quão pequeno era esta sensação. Não tinha fundamento, a não ser um resquício do passado, talvez, de temer o que pensariam de mim.

Sorri e levantei-me, contemplando o mar concentrada. Eu estava ali, fazendo o Tadasana, a postura da montanha. Senti meus pés firmes na areia. Meu corpo alinhado, meus olhos fixados no horizonte do mar, e tudo pareceu não ter mais importância. Nossas vidas são curtas demais pra nos preocuparmos com a opinião alheia. Isso nos limita tanto…

Inspirei e elevei meus braços. Senti o vento vindo do mar nas minhas mãos e desci o tronco, tocando os dedos na areia úmida. E fiz três saudações ao sol.

Se alguém olhou? Não sei. Se alguém pensou qualquer coisa sobre isso? Não me importei. Só sei que aprendi muito, e o que era pra ser um simples passeio pela praia, se converteu em um grande ensinamento e superação de uma barreira que eu não imaginava que ainda tinha. Foi difícil? Muito! Mas a vida é assim. Barreiras surgem para nos colocar frente a frente com nossas deficiências, fragilidades e defeitos. Eu poderia ter ido embora, mas resolvi enfrentar. Sempre temos uma escolha. E sempre há um caminho mais fácil: o de desistir.

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obs.: as fotos não foram feitas durante minha prática de yoga, mas depois. 🙂

E você? Tem muitos medos e inseguranças ocultos? Compartilhe conosco!

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Yoga

Festival de Ganesha e aula de yoga no parque

20/09/2015

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Yoga para crianças

Estou terminando meu curso de formação Pequenos Yogues, que é uma especialização de aulas de yoga para crianças e jovens. Estou muito feliz também com novos projetos pro ano que vem, de implementação de yoga em algumas escolas aqui no Rio de Janeiro, além do treinamento de professores para aplicarem algumas técnicas em sala de aula. Sempre quis fazer algo pelo nosso planeta e não há nada melhor que começar pelas crianças. Levar concentração, autoestima e responsabilidade aos pequenos é uma forma de ajudarmos a construir um futuro melhor. <3

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Projeto para 2016 de yoga para crianças em escolas

Festival de Ganesha

Na tradição védica – podemos traduzir isso pra cultura hindu – temos a comemoração de Ganesha, chamada Ganesha Chaturthi. Independentemente das religiões que se baseiam nesta tradição, Ganesha é um arquétipo da inteligência, discernimento e equilíbrio, e resolvemos organizar uma festa em comemoração pra esta data tão importante. Tivemos mais de 20 convidados participando do evento, que contou com aula sobre Ganesha, uma pequena cerimônia feita por mim (puja), vivência e aulão de yoga na última quinta-feira, dia 17. Foi um momento muito especial no qual reunimos os professoras da manhã e tarde, cada um contribuindo com um momento do evento. Foi lindo demais!

Momento especial do Ganesha Chaturthi no @espacosamyama. Expliquei sobre a simbologia e sobre o que Ganesha representa na tradição védica. É uma grande honra compartilhar e aprender sobre esta tradição tão linda.

Momento especial do Ganesha Chaturthi no @espacosamyama. Expliquei sobre a simbologia e sobre o que Ganesha representa na tradição védica. É uma grande honra compartilhar e aprender sobre esta tradição tão linda.

Yoga na Quinta da Boa Vista

A semana fechou com chave de ouro. Como se não bastassem todas as responsabilidades na organização de um festival para Ganesha quinta-feira, me uni à professora Valéria Guizo e combinamos de dar um aulão aberto e gratuito na Quinta da Boa Vista, aqui no Rio de Janeiro. Não deu muito tempo de divulgar o evento, mas conheci algumas leitoras do blog muito simpáticas e que estão sempre por aqui, comentando e interagindo comigo. Desvirtualizar amigos virtuais é muito legal, e pretendo escrever mais sobre essa experiência, agora que tudo se acalmou e poderei escrever mais posts com calma.

Leitoras do blog Vida Conectada na quinta da boa vista na aula de yoga

Alunas e leitoras do blog reunidas na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, após o aulão de sábado

yoga-no-parque

Eu dando aula, ensinando a postura do Guerreiro I

Foi uma semana intensa, na qual saía cedo de casa e voltava só à noite. Foram reuniões com diretor de escola infantil, reuniões para organizar o festival de Ganesha, reuniões para planejar o aulão de sábado e mais reuniões para um projeto imenso que estamos criando.

E depois de uma semana super agitada, nada melhor que tirar o domingo para descansar, respirar um pouco e organizar toda minha rotina de volta. Que todos tenham um ótimo domingo!

Namaste!

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