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Meditação, Yoga

Meditação: observando seus pensamentos

23/05/2016

Meditação: observando seus pensamentos | Camile Carvalho | Vida Minimalista #camilecarvalho

A meditação, assim como yoga, é uma prática constante. Não é algo que fazemos um dia só e pronto: nos tornamos iluminados e perfeitos.

No começo, pode até parecer difícil sentar-se quieto durante um determinado tempo e simplesmente não pensar em nada, mas a meditação não necessariamente exige esse esvaziamento da mente. Pra falar a verdade, cessar o fluxo de pensamentos é uma consequência de uma prática constante, não uma exigência para quem está começando agora.

Mindfulness, a atenção plena

Meditar é estar consciente do momento presente. No instante em que estamos com o foco no que está acontecendo no aqui e agora, estamos em estado meditativo, independentemente se estamos caminhando por um parque, escrevendo um texto ou lavando uma louça. Podemos meditar e estarmos com atenção plena (mindfulness) em diversos momentos do nosso dia, e a prática da meditação nos leva a prestarmos mais atenção a esses momentos, aumentando assim a nossa consciência sobre o que estamos fazendo.

No começo pode ser que prestemos atenção apenas em uma pequena atividade durante as 24 horas do dia. Pode ser pouco, mas já é um ótimo começo. Com o tempo, começamos a ter mais momentos de atenção plena enquanto desenvolvemos atividades comuns. Como expliquei, meditar é uma prática que deve ser feita constantemente, e quanto mais meditamos, mais aumentamos essa janela de estarmos presentes e inteiramente concentrados.

O estado de atenção plena é importante, mas para chegarmos a esse estado, é necessário que tenhamos um momento para nós mesmos. Sentados, em silêncio, prestando atenção em nossa respiração e acalmando nossa mente. A ideia da meditação silenciosa e sentada é que consigamos levar esse estado de atenção ao nosso dia-a-dia, para que possamos realizar nossas tarefas com atenção plena.

Portanto, se você acha que meditação não é pra você, experimente apenas sentar-se de maneira confortável onde você está, fechar os olhos e prestar atenção no ar que entra e sai pelas suas narinas. Se um pensamento vier em sua mente, não se envolva com ele, apenas observe. Repare que nossa mente não pára um segundo sequer, e de um pensamento logo surge outro, e outro… ria de sua mente. Ache graça na forma como tudo parece descontrolado.

O descontrole dos pensamentos

Chega parecer loucura a forma como nossa mente acha ligação entre um assunto e outro, mas apenas deixe que fluam tais pensamentos. Seja o observador de sua própria mente e perceba que você não é seus pensamentos. Eles existem? Sim! Mas não se identifique. Apenas observe e perceba que por muitas vezes, achamos que somos nossos próprios pensamentos e nos envolvemos com eles, nos deixamos levar… mas pense comigo: se somos nossos pensamentos, como podemos observá-los?

Reflita sobre isso e procure praticar essa meditação por alguns minutos diariamente. Você vai perceber que aos poucos conseguirá se concentrar melhor em suas tarefas e desenvolver suas atividades diárias com mais sentimento de presença. Afinal, o estado de mindfulness é quando não estamos revivendo o passado nem ansiosos com o futuro. Estamos apenas ali, vivendo o que estamos vivendo, com atenção total.

Se você experimentou a meditação, conte pra mim aqui nos comentários suas experiência.

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Resenha: Visão Tântrica da Vida

30/04/2016

Resenha: Visão Tântrica da Vida - Paulo Murilo Rosas | Camile Carvalho #camilecarvalho

Começando o desafio da #LeituraMindfulness, que consiste em ler um livro de cada vez e com atenção plena, peguei para terminar a leitura o Visão Tântrica da Vida, do Paulo Murilo Rosas.

O autor

Paulo Murilo Rosas é um professor de Tantra Yoga no Rio de Janeiro muito conhecido aqui no Brasil por transmitir os conhecimentos do Dakshina Tantra, um sistema tradicional de Yoga indiano que é a base do conhecimento dos chakras e energias que circulam em nosso corpo. O livro é uma reunião de vários artigos escritos pelo autor ao longo dos anos baseados em suas pesquisas e estudos dos Tantra Shastras (escrituras tântricas).

Resenha: Visão Tântrica da Vida - Paulo Murilo Rosas | Camile Carvalho #camilecarvalho

O Tantra

Primeiro, é importante esclarecer que quando falamos em Tantra, não estamos relacionando à sexualidade, como muito difundido aqui no ocidente de forma errônea e deturpada. Em relação ao Tantra, há duas escolas: a Dakshina Tantra e a Vama Tantra.

A escola Dakshina trabalha basicamente com o desbloqueio energético e reequilíbrio dos nossos chakras a fim de nós, sozinhos, alcançarmos um estado de plenitude, de comunhão (estado de yoga). A outra escola se chama Vama, que aí sim, utiliza-se da união sexual como um ritual para que tal completude seja realizada, sempre através da união com o outro.

A escola da qual o autor pertence é a Dakshina, que nos ensina como podemos, através de práticas de yoga, respiração, meditação e forma de viver, reequilibrar os nossos chakras, obtermos o autoconhecimento e alcançarmos o estado final de contentamento pleno através do “olhar para dentro”, do autoconhecimento.

“Os métodos Tântricos enfatizam o equilíbrio da personalidade através da correta energização dos Chakras, pois somente o indivíduo equilibrado pode vivenciar a Unidade na Diversidade. Como num jardim, o trabalho inicial e mais difícil é a preparação do solo no qual a pequena semente deverá germinar e se transformar em árvore. Um solo fértil dará bons frutos, assim como uma mente equilibrada pode compreender o conhecimento contido nos vedas.” – pág. 71

O livro

O livro Visão Tântrica da Vida é de fácil leitura e entendimento, e por isso eu indicaria àqueles que querem conhecer um pouco mais sobre Yoga e Chakras, mas não sabem por qual livro começar. Os capítulos – como são artigos – são curtos e acompanhados de “Gotas de Sabedoria“, citações relacionadas ao tema a ser abordado em cada capítulo, o que já nos leva a uma reflexão antes de ler o texto do autor.

Paulo Murilo Rosas nos dá uma visão geral, porém não superficial sobre como os nossos chakras estão relacionados aos níveis de nossa própria consciência, nos dando a possibilidade de refletirmos sobre nossas vidas, sobre que momento estamos passando, quais dificuldades e identificar até, de forma superficial, quais dos nossos chakras necessitam de maior atenção. Eu mesma tive alguns insights durante a leitura sobre alguns aspectos da minha vida no momento, e pude compreender melhor emoções e sentimentos que me rodeiam ultimamente identificando melhor o funcionamento dos meus chakras.

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O que são chakras?

Antes de falar livremente sobre chakras, é importante esclarecer o que de fato eles são. Chakras são centros energéticos (ao todo temos 7 principais) que são representados por um círculo, mas que na verdade essa representação é apenas uma forma didática, já que eles atuam como um vórtice de energia abrangendo determinadas regiões do nosso corpo.

Um exemplo, é o primeiro chakra, ou Muladhara, que é representado como tendo seu ponto na região do períneo, mas que na verdade ele abrange toda a região das pernas e quadril. Ele é responsável pela nossa segurança, nossa base. É representado pela Terra, o que significa nossas raízes, projetos realizáveis, materialização.

Já o sétimo chakra, Sahasrara, localizado no topo da cabeça, é o chakra mais sutil, a energia menos densa, na qual está relacionada à espiritualidade, realização e contentamento. É a libertação, ou em sânscrito, moksa, na qual o homem já não se identifica mais com a matéria e está num estado búdico, iluminado.

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A edição

Se há algo pelo que eu não daria 5 estrelas ao livro, é apenas em relação à edição. Percebe-se que a editora não teve tanto cuidado com a edição, apesar do conteúdo ser muito bom. A fonte é confortável, a organização dos capítulos é boa, mas no meu exemplar umas páginas vieram trocadas e outras com a impressão um pouco borradas, mas nada que impedisse a compreensão do texto. Pode ter sido um caso pontual.

Público-alvo e recomendações

Eu indicaria sem medo aos estudantes e curiosos sobre o assunto, já que o tema é abordado em linguagem bem fácil, o que é um desafio para um estudo originário do sânscrito. Falo isso porque algumas palavras desta língua não possuem tradução, tendo seu sentido muito deturpado quanto tentamos fazê-la, o que dificulta o estudo da filosofia iogue para os iniciantes.

Paulo Murilo Rosas conseguiu trazer tais termos e explicá-los de forma simples, sem prejudicar o sentido. Também indico a praticantes de yoga que queiram começar a entender o que yoga realmente é. Muitos alunos começam uma prática de yoga apenas pelo físico, mas depois que começam a perceber algumas mudanças sutis, querem entender melhor os processos energéticos que ocorrem no corpo. E este é um livro que seguramente indicaria.

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E você, já leu este livro ou algum outro parecido? Deixe sua recomendação e opinião aqui nos comentários!

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Meditação, Yoga

Lua cheia de Wesak

21/04/2016

Lua cheia de Wesak | Camile Carvalho

A lua cheia de Wesak, também conhecido como o festival de Buda, é comemorado no mundo inteiro. A data é marcada pelo primeiro dia de lua cheia (plenilúnio) do signo de Touro e neste ano (2016) o festival acontecerá amanhã, dia 22 de abril das 5:24h da manhã até as 2:24h do dia seguinte. É o festival mais importante do budismo, pois marca o nascimento, iluminação e morte de Buda.

No dia de Wesak, acredita-se que Buda derrama suas bênçãos sobre a Terra, já que foi o dia em que ele próprio se iluminou, sendo um dia propício para meditações, boas ações, reflexões e equilíbrio, mantendo-se a busca pela iluminação da divindade interna. Desejando a ascensão espiritual, grupos no mundo inteiro se reúnem para uma meditação coletiva com o intuito de fortalecer e aumentar a energia da meditação.

Mesmo com diversas energias boas no planeta durante Wesak, a energia predominante do momento é a do esclarecimento, o que nos dá a oportunidade de remover o véu da ilusão que cobre nossos olhos e o que nos separa da essência divina. É através da meditação que nos conectamos com os seres superiores que se reúnem no Vale do Wesak, nos Himalaias, dentre eles Buda, que entoa um mantra especial apenas neste dia do ano.

É importante lembrar que o dia do festival varia em cada ano, sendo importante consultar o mapa astrológico para saber qual o dia certo da lua cheia de touro. Em alguns anos, o evento ocorre em maio (wesak=maio), mas neste ano o fenômeno ocorre em abril.

Aproveitem para sentarem-se quietos e em paz. Contemplem o silêncio e entrem em sintonia com o resto do mundo. É um momento em que podemos sentir as energias elevadas, além de podemos escutar nossa voz interior, muitas vezes abafada pelo barulho externo.

Vocês já conheciam o Wesak? Praticam a meditação nesse dia especial?

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