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Meditação, Yoga

Lua cheia de Wesak

21/04/2016

Lua cheia de Wesak | Camile Carvalho

A lua cheia de Wesak, também conhecido como o festival de Buda, é comemorado no mundo inteiro. A data é marcada pelo primeiro dia de lua cheia (plenilúnio) do signo de Touro e neste ano (2016) o festival acontecerá amanhã, dia 22 de abril das 5:24h da manhã até as 2:24h do dia seguinte. É o festival mais importante do budismo, pois marca o nascimento, iluminação e morte de Buda.

No dia de Wesak, acredita-se que Buda derrama suas bênçãos sobre a Terra, já que foi o dia em que ele próprio se iluminou, sendo um dia propício para meditações, boas ações, reflexões e equilíbrio, mantendo-se a busca pela iluminação da divindade interna. Desejando a ascensão espiritual, grupos no mundo inteiro se reúnem para uma meditação coletiva com o intuito de fortalecer e aumentar a energia da meditação.

Mesmo com diversas energias boas no planeta durante Wesak, a energia predominante do momento é a do esclarecimento, o que nos dá a oportunidade de remover o véu da ilusão que cobre nossos olhos e o que nos separa da essência divina. É através da meditação que nos conectamos com os seres superiores que se reúnem no Vale do Wesak, nos Himalaias, dentre eles Buda, que entoa um mantra especial apenas neste dia do ano.

É importante lembrar que o dia do festival varia em cada ano, sendo importante consultar o mapa astrológico para saber qual o dia certo da lua cheia de touro. Em alguns anos, o evento ocorre em maio (wesak=maio), mas neste ano o fenômeno ocorre em abril.

Aproveitem para sentarem-se quietos e em paz. Contemplem o silêncio e entrem em sintonia com o resto do mundo. É um momento em que podemos sentir as energias elevadas, além de podemos escutar nossa voz interior, muitas vezes abafada pelo barulho externo.

Vocês já conheciam o Wesak? Praticam a meditação nesse dia especial?

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TED Talks: Meditação em 10 minutos – Andy Puddicombe

09/10/2015

TED: Meditação em 10 minutos - Andy Puddicombe » Camile Carvalho #camilecarvalho

Se tem algo pela internet que eu adoro e que me inspira demais, são os vídeos do TED Talks. Estou constantemente navegando por palestras sobre produtividade, meditação e tudo o que pode me trazer um ensinamento ou insight, e hoje venho compartilhar um vídeo sobre meditação em 10 minutos.

Andy Puddicombe é um monge e autor do livro Get Some Headspace, sobre atenção plena e meditação. No vídeo ele explica sobre a importância de mantermos o caminho do meio, ou seja, não estarmos nem tão tensos com tudo o que acontece em nossas vidas nem relaxados demais, e esta é uma verdade.

Tenho reparado que muitos que não aceitam viver uma vida agitada, buscam algum tipo de refúgio na meditação e buscam um estilo de vida mais zen. Porém, já tive a oportunidade de conhecer pessoas extremamente vagarosas e lentas, com raciocínio devagar e que não tinham ânimo para fazer nada, mas que usavam como desculpa as práticas de meditação e a opção por uma vida mais desacelerada. O que precisamos analisar é que o equilíbrio é necessário para que possamos conviver em sociedade. Não devemos nos deixar levar pelo estresse, mas também não devemos nos deixar cair na preguiça.

Outro ponto interessante que Puddicombe levantou é que muita coisa ocorre conosco a cada momento. Coisas boas e ruins, e não temos como mudar cada acontecimento, mas sim mudar a forma como lidamos com cada uma delas. Temos condições de lidar com situações de forma diferente, mas antes precisamos observá-las através da prática da meditação.

Qual foi a última vez que você não fez absolutamente nada por 10 minutos?

Espero que tenham gostado do vídeo. Andy Puddicombe é referência em Mindfulness (atenção plena) e trabalha para que a meditação se torne acessível a todos. Sem posturas difíceis, sem incensos e sem nenhum pré-requisito, apenas experimentando o momento presente. Ele escreve no site Headspace.com

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Meditação, Yoga

A importância da meditação

21/01/2015

estrada-meditacao

Quando falamos em meditação, tenho certeza de que a primeira imagem que lhes vêm à mente são de monges budistas em total silêncio morando num templo no topo dos Himalaias. Estou errada? No entanto, a prática da meditação pode ser aplicada no nosso dia-a-dia urbano e agitado, sem que precisemos mudar nosso estilo de vida nem viver como um ermitão.

A meditação atua como um silenciador de nossas mentes. Se pararmos para observar o fluxo dos nossos pensamentos, podemos perceber que não paramos de pensar nem um segundo, e que um determinado assunto puxa outro, que puxa outro, e no fim, percebemos que não há uma lógica de raciocínio. A consequência de uma mente “tagarela” é que mal conseguimos nos concentrar, e acabamos não tendo o controle sobre nossos pensamentos, sendo alguns deles destrutivos e prejudiciais.

No momento em que nos sentamos – nem que seja por 10 minutos – e prestamos atenção à nossa respiração, conseguimos nos desligar um pouco do mundo externo e somos capazes de acompanhar o fluxo dos nossos pensamentos. Sei que no começo é difícil silenciar essa vozinha que não para de falar, mas com a prática, conseguimos nos distanciar dela nos tornando meros observadores do que nossa mente é capaz de produzir. Precisamos deixar que pensamentos venham, mas também deixá-los ir sem apego.

Para começar a meditar, não é necessário se converter ao budismo, hinduísmo, nem usar roupas especiais ou encontrar um lugar especial para praticar. O que precisamos, na verdade, é apenas voltarmos para nós mesmos e transformarmos o momento caótico em que vivemos em um instante de paz e serenidade. A meditação pode ser praticada, inclusive, em ambientes de trabalho, no ônibus ou entre as aulas da faculdade. Sentar-se com a coluna ereta e desligar-se do mundo por alguns minutos é como pisar no freio em meio a uma rotina corrida. É presentear-se com uma mente serena e conseguir agir com mais tranquilidade, até mesmo para tomar aquela decisão difícil no dia que tanto nos perturba.

Há diversos tipos de meditação, é verdade. Algumas utilizam o silêncio absoluto tentando esvaziar a mente dos pensamentos, outras são acompanhadas de cânticos de mantras, mas também há aquela meditação que é simplesmente estar presente no momento enquanto realizamos nossas atividades diárias, mesmo que seja quando lavamos a louça do jantar. Quanto mais nos concentrarmos na atividade que estamos realizando no momento, mais conscientes ficamos e melhor realizamos nossas tarefas.

É verdade que dificilmente nossos pensamentos estão focados no presente. Geralmente nos encontramos remoendo fatos do passado ou preocupados com algo que precisamos fazer no futuro. Concentrar-se no presente, portanto, é um tipo de meditação que nos ajuda a viver de forma plena cada momento e a saber tomar decisões a cada minuto que vivemos. Afinal, só há um tempo em que algo pode ser feito, que é o agora.

Que tal desligar-se por 5 ou 10 minutos, fechar os olhos e acompanhar o fluxo da respiração? Tente respirar lenta e profundamente acompanhando – como um observador externo – que tipos de pensamentos surgem em sua mente. Deixe que eles sigam seu próprio caminho e não se apeguem a eles, apenas continue consciente da respiração, observando pensamentos virem e irem, reparando na sensação do ar que entra e sai das narinas e vivendo o momento presente. Abra os olhos no final e observe à sua volta cada detalhe. Conte-me depois sobre sua experiência. Tenho certeza que esses minutos vão te trazer muito bem-estar.

Deixo também uma playlist com músicas para relaxar:

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