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Shampoo e condicionador Morte Súbita – Lola Cosmetics

22/02/2017

Shampoo Condicionador Morte Súbita da Lola Cosmetics - Resenha Camile Carvalho

Faz tempo que estou com as embalagens do shampoo e condicionador Morte Súbita, da Lola Cosmetics guardadas aqui pra fotografar e fazer uma resenha no blog. Trocar meus cosméticos por produtos veganos e cruelty-free faz parte da minha nova fase de vida, e tem sido uma experiência incrível, como conto aqui.

O que mais me anima em relação aos produtos da Lola, é que eles são encontrados facilmente nas principais farmácias aqui no Rio de Janeiro (sei que não é tão fácil achá-los em outras regiões), e isso facilita bastante pra quem busca produtos de qualidade, veganos, cruelty-free e sem aquelas químicas todas que costumam ter em outros produtos de higiene pessoal.

“Nosso tratamento Morte Súbita é assim, ou você ama ou não conhece. Penetra nos fios sem pedir licença, acabando com os dias de cabelos secos e detonados sem ter dó nem piedade.”

Morte Súbita é uma linha que promete trazer suavidade, força e desembaraço dos fios, já que o próprio shampoo é hidratante e bastante suave, não danificando o cabelo como muitos shampoos mais agressivos. Além de ser vegano e cruelty-free, todos os produtos do Lola Cosmetics são livres de diversas substâncias nocivas, como indica a lista abaixo copiada da própria embalagem.

Livre de:

  • Corantes sintéticos
  • Ftalatos
  • OGM (transgênicos)
  • Silicone
  • Sal
  • Parabenos
  • Óleo Mineral
  • Parafina
  • Derivados de animais (é vegano!)

Minha experiência

Se você busca um shampoo que faça bastante espuma, esqueça. A primeira impressão que tive foi a de que meu cabelo iria continuar sujo e suado, mesmo usando o shampoo duas vezes. A limpeza é bem suave, e por não conter sal, não percebemos tanto a espuma, o que no nosso subconsciente é sinal de limpeza profunda. Demora um tempo até acostumarmos com a falta da espuma, pelo menos pra mim.

O condicionador é bem levinho, mais puxado pro aguado, mas hidrata bem, dentro do esperado pra um condicionador. Como o próprio shampoo não deixa aquele aspecto de palha durante o banho, o condicionador cumpre bem sua função e promove um bom desembaraçar. Tenho o ~péssimo~ costume de desembaraçar durante o banho (não façam isso, quebra os fios!), e assim percebo o quanto o condicionador é eficaz.

O shampoo é indicado para uso diário, mas geralmente lavo meu cabelo a cada 2 ou 3 dias, dependendo das atividades que faço na semana. Como estamos no verão, minha frequência aumenta e muitas vezes acabo lavando diariamente, por isso é importante usarmos um shampoo que agrida menos os fios, como o Morte Súbita.

Um detalhe que é muito pessoal, é que mesmo sabendo que não precisa fazer espuma pra limpar bem os fios, naqueles dias em que sinto que o couro cabeludo está muito oleoso e sujo, não consigo sentir direito a limpeza após o banho. Ao passar os dedos pelos fios e cabeça a impressão é que ainda tem oleosidade, e que precisaria de algo mais “forte” pra promover a limpeza. E não, não está relacionado à falta de espuma, pois tenho usado agora shampoo sólido que também não faz espuma, mas sinto a sensação de limpeza após cada banho (depois contarei mais sobre essa experiência).

Usaria novamente?

Não sei se compraria a linha novamente apesar de gostar muito dos produtos da Lola. Acho que essa linha, Morte Súbita, não se adequou muito aos meus fios, mas pode ser excelente pra outras pessoas. Usei o shampoo até o final, mas alternando com outros de limpeza mais profunda (deixava pra usá-lo quando precisava lavar novamente no dia seguinte, pra não agredir muito os fios). Já o shampoo Rapunzel, da mesma marca, achei excelente! Pode ser apenas um caso de adaptação mesmo ou que simplesmente não é adequado ao meu tipo de cabelo.

Sobre Lola Cosmetics

Como disse anteriormente, os produtos da Lola são ótimos, livres de crueldade animal e veganos, por isso já conquistou meu coração. Tenho usado o creme hidratante de Argan e me dei muito bem com ele, também farei resenha em breve. Acho que é importante testarmos outras linhas de tratamento pra sabermos quais dão certo com nosso tipo de cabelo e quais não dão. Por isso, Morte Súbita não foi tão legal pro meu tipo de cabelo, mas pode ser excelente pro seu, é tudo questão de testar e ver se dá certo ou não.

Agora me conte, já usou a linha Morte Súbita ou algum outro produto da Lola? O que achou?

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Orgânicos e veganos: um declutter definitivo no meu banheiro

07/02/2017

Uma das minhas resoluções, há alguns anos, foi o de trocar todos os meus cosméticos por produtos cruelty-free, ou seja, que não testam em animais. A ideia foi a de ir trocando conforme os produtos iam acabando, e claro, visto que eu tinha bastante produtos (incluindo maquiagens), isso levou um longo tempo. Mas não parei por aí.

A ideia de começar o processo de me tornar vegana fez com que eu refletisse ainda mais sobre meus hábitos de consumo. O veganismo, como muitos pensam, não está relacionado apenas à alimentação, mas num estilo de vida em que reduzimos ao máximo o consumo de produtos de origem animal e qualquer coisa que venha da exploração animal. E então, dando mais um passo à frente, comecei novamente um processo em busca de cosméticos e produtos que, além de não testarem em animais, também fossem veganos.

E aí que a brincadeira começa. Já que estou sendo seletiva em relação ao que compro, por que não escolher logo os melhores? Comecei então a levar em consideração ingredientes naturais e orgânicos, shampoos livres de sulfatos e tantas outras químicas, desodorantes sem alumínio (que é altamente prejudicial!) entre outras coisas.

Se antes uma ida à farmácia era uma alegria, pelas infinitas possibilidades nas prateleiras, hoje minha alegria está em frequentar feiras veganas, casas de produtos naturais e arriscar produzir alguns cosméticos de forma artesanal. A realidade é que não precisamos de tanta coisa química em nosso corpo!

Hoje meu shampoo e condicionador acabaram (morte súbita, da Lola Cosmetics – recomendo!), mas ainda tenho os shampoos em barra que alternava com estes. Aproveitei o momento de tirar as embalagens pro lixo (leia-se reciclagem) pra fazer uma geral no meu banheiro. Peguei uma sacola e fiz um declutter no meu banheiro. Produtos fora da validade, produtos que não seguem mais meu padrão de qualidade, cremes com parabeno e petrolato, produtos para rosto com ingredientes que mal consigo pronunciar e tantos outros.

Minha meta é reduzir ao mínimo, mínimo MESMO, e só manter comigo o que está em uso e o que REALMENTE é natural, vegano, cruelty-free e preferencialmente orgânico. Meu banheiro já tem um ar natureba há um tempo: óleos vegetais, óleos essenciais, shampoo em barra… mas estavam muito escondidos entre outras embalagens antigas de produtos que me comprometi acabar antes de descartar. A verdade é que às vezes é preferível fazer uma grande limpa em tudo de uma só vez e manter apenas os poucos e bons, do que carregar conosco aquele peso de TER QUE usar algo de que não gostamos até o fim.

Separei, doarei a amigas que usam e vida que segue. Daqui pra frente, com mais consciência e fazendo escolhas mais adequadas ao estilo de vida que desenhei pra mim. E vocês, como lidam com seus cosméticos?

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Minha experiência com feiras veganas

24/10/2016

Camile Carvalho na feira vegana Veg Borá - Leve por aí

Quem me conhece sabe o quão caseira eu sou. Passeio bom pra mim é aquele que inclui uma livraria, um barzinho ou café pra sentar, bater papo com amigos ou passear ao ar livre num dia tranquilo. Agitos e baladas são quase um item riscado do meu caderninho, mas não sei por qual motivo – talvez falta de vontade mesmo – demorei pra começar a frequentar feiras veganas.

A primeira que fui, foi a Veg Borá, que aconteceu em Vila Isabel, aqui na zona norte do Rio de Janeiro. Era sua segunda edição e contou com alguns estandes de bolos, tortas, cachorro-quente e a famosa coxinha de jaca. Em poucos minutos após minha chegada eu já sabia que viraria frequentadora.

Uma das sensações mais gostosas é estar em um ambiente cercado de pessoas que compartilham energias semelhantes, que estão ali, não por acaso, mas pelo simples fato de ter algo em comum. Nenhum encontro é obra da sorte, acredito que tudo tem um porquê e que ao longo de nossa jornada vão acontecendo arranjos e rearranjos, como uma grande teia na qual seus pontos de contato são os grandes encontros da vida.

Feiras veganas | comuna botafogo - camile carvalho - leve por aí

Participar de feiras veganas me fez perceber como muitas pessoas – antes desconhecidas – vibram na mesma frequência. Conhecer projetos ambientais, de proteção aos animais e por uma alimentação com menos crueldade só mostra que há muita gente do bem espalhada pelo mundo. A energia das feiras veganas que tenho frequentado é maravilhosa. Olhar ao redor e ver 10, 20 ou 50 estandes de famílias em prol de um bem maior é realmente gratificante. É perceber que o que antes eu vivia, no meu cantinho, muitos também compartilham.

Tenho ido a várias feiras veganas aqui no Rio de Janeiro e pretendo, em breve, participar de algumas outras por aí (quem sabe Sampa?). Já fiz boas amizades, daquelas que quando chego já vou cumprimentar. Já sinto falta de alguns colegas que por algum motivo não montaram o estande em alguma feira. Dou feedback no evento seguinte quando experimento o shampoo em barra, a linguiça vegana, os óleos essenciais… E assim, vou conhecendo novas pessoas, ampliando meu círculo de amizades e trocando ideias sobre bem-estar e sustentabilidade.

Feiras veganas | santuário seitoku - camile carvalho - leve por aí

Sei que nem todos os leitores são veganos ou vegetarianos, mas isso não importa pra mim. Minha felicidade é que, se vocês estão aqui, neste espaço, lendo cada post que escrevo é porque têm algo em comum, se identificam com o que escrevo, compartilham da mesma energia. Assim me sinto nesses eventos: grata por ter encontrado um espaço onde sinto que a energia é tão legal, que quando dá a hora de ir embora, a vontade é que o próximo chegue logo.

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