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Tecnologia

Tralha digital: está na hora de desapegar

20/04/2014

Organizando aplicativos do celular

Sempre nos preocupamos em jogar fora nosso lixo, reciclar, livrarmos do que não nos faz mais bem, mas e quanto ao lixo digital? Será que guardamos muita tralha sem necessidade?

Com a facilidade de armazenamento digital, que cada dia expande seus limites, temos a sensação de poder, finalmente, guardar tudo o que temos de forma segura, nas nuvens ou no próprio HD externo. Livros em PDF, músicas em MP3, filmes e documentos pessoais acabam sendo guardados para serem lidos mais tarde, escutados em algum momento ou consultados depois. Mas e quando isso tudo se torna uma tralha digital?

Uma revisão periódica é fundamental para fazermos um declutter também em nossos computadores e hardwares de armazenamento. Apesar do sistema de busca e tags estarem cada vez mais eficientes, encontrar um arquivo que precisamos pode se tornar complicado em meio a vários lixos que guardamos sem necessidade.

Quantas fotos ruins você tem em seu HD? E quantas músicas repetidas? Filmes que já assistiu, documentos obsoletos? Vamos jogar tralha digital na lixeira e liberar espaço em nossos computadores – ou nas nuvens? Afinal, esvaziar a lixeira digital também nos dá uma sensação maravilhosa de minimalismo, limpeza e liberdade. Aperte o delete você também.

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Como organizar o Facebook

09/01/2014

Como organizei meu Facebook | Vida Minimalista #vidaminimalista

O Facebook tem dividido opiniões ultimamente. A cada dia vejo mais pessoas que estão dispostas a reduzir o uso, excluir quem não conhecem e até mesmo deletar o perfil. Propagandas, memes e discussões sem sentido acabam poluindo o espaço nos causando estresse e nos fazendo perder o tempo.

Devo admitir que houve uma época em que saí excluindo diversos contatos, pra manter minha conta mais limpa, só com pessoas muito próximas e familiares, mas como tenho este blog, é normal que meus leitores se identifiquem e queiram manter um contato mais próximo. Foi pensando nisso que decidi tornar meu perfil mais público e aceitar todos que desejassem entrar em minha lista de amigos por lá.

Passei de uns 30 contatos para mais de 200 em pouco tempo e novamente me vi perdida em assuntos que não me interessavam, memes chatos, bichinhos fofinhos e diversas postagens, pois mesmo não me interessando, eu acabava lendo. Pensei na possibilidade de deletar minha conta, mas ainda preciso me comunicar com familiares de longe, amigos da faculdade e administrar o grupo do blog e a fanpage. Foi então que tomei algumas medidas pra reduzir as distrações na rede social sem afetar minha participação, além de reduzir meu tempo conectada.

Criei listas de amigos

Acho que a melhor decisão que tomei foi criar listas de amigos. Reservei um tempo pra classificar meus contatos em Família, Melhores Amigos, Faculdade, São Paulo, Música, Blog entre outras categorias. Quando quero saber notícias de meus amigos de São Paulo, por exemplo, clico na lista e leio as postagens deles.

Deixei de seguir todos os amigos

Ao passo que fui adicionando meus amigos em listas, fui também clicando em “Deixar de seguir”. Na minha timeline não tem mais atualização de amigos, pois quando quero me informar, entro na página deles ou clico na lista correspondente. Na verdade nem tenho feito muito isso, prefiro mandar mensagem SMS ou encontrar pessoalmente pra um bate-papo.

Deixei de curtir algumas páginas

O que eu curtia ano passado pode não ser mais interessante hoje. Página de lojas, produtos e algumas bandas foram “descurtidas”. Agora só aparecem atualizações do que gosto e é relevante. Recebo o feed dos meus blogs preferidos no Bloglovin e também pelo twitter, que acho bem mais útil que o Facebook.

Saí de alguns grupos

Da mesma forma que fiz com as páginas, alguns grupos que ingressei no passado já não fazem mais sentido participar hoje e os deixei para trás.

Timeline mais limpa

Apesar da poluição visual e da enorme quantidade de propagandas na timeline, agora recebo na página principal apenas notícias sobre as páginas que curto e os grupos que participo. Meu facebook virou um feed de notícias de assuntos que me interessam e limitei meu acesso a algumas vezes por dia apenas. Meu próximo passo será excluir o ícone do Facebook no meu celular e limitar meu uso na rede social apenas no computador.

Ainda não vou deletar meu perfil, mas com estas medidas tenho conseguido me livrar um pouco do excesso de informações que bombardeavam minha página cada vez que eu conectava. E você, ainda usa facebook? Como faz pra administrá-lo?

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O minimalismo e a tecnologia

04/11/2013

Lembro-me bem da minha infância e adolescência. Eu era uma apaixonada por tecnologia. Sejamos mais claros: eu era uma nerd. A primeira feira de informática que eu participei foi na escola e eu tinha por volta dos meus 13 anos. Foi em um sábado e passei meu dia inteiro conhecendo impressoras matriciais e conversando com os meninos de óculos-fundo-de-garrafa. Eu realmente gostava daquilo.

Tivemos um pager, tivemos um celular tijolo, e quando meu tio voltou do Japão, fiquei encantada com seu celular novo, adquirido na terra do sol nascente. Enquanto ele contava a viagem aos meus avós, eu me divertia com aquele aparelho do futuro, que tinha a opção de vibrar ao invés de tocar.

E assim cresci, acompanhando o desenvolvimento tecnológico, deixando de ir aos encontros das amigas que ensaiariam Spice Girls pra ficar em casa fazendo site no Geocities ou Kit.net, absorvendo cada novidade que o mundo tecnológico proporcionava. Mas minhas férias eram no mato, em uma cidade praiana do RJ que ainda não tinha nem padaria e faltava mais luz do que tinha de mosquito. Eu sempre soube equilibrar bem minha vida

Com o tempo fui aprendendo sobre o minimalismo, em não acumular o que não me serve mais, em desapegar daquilo que outros precisam mais que eu. Mas… e meus gadgets tecnológicos? Onde está o limite do minimalismo e dos celulares, tablets e computadores?

Na minha opinião, não existe uma regra. Uma coisa é você ter um celular com várias funções, como é o meu caso e utilizar diariamente a câmera, o bloco de notas, o Evernote, Dropbox, responder a um e-mail e planejar suas atividades no calendário. Outra, totalmente diferente, é você ter um celular da moda por status, funcionando e desejar o próximo lançamento só porque todos vão comprar.

Eu sou uma apaixonada por tecnologia e poderia desejar os últimos lançamentos de tudo. Mas não, enquanto meu notebook, meu celular e meu kindle me servem bem, não preciso sonhar pelos lançamentos. Eu estou satisfeita, contrariando a tendência do marketing, que nos incita a descobrir um motivo de insatisfação no que temos e desejar o que eles têm a oferecer. Minha pergunta é: Se quando eles me venderam aquele produto, me disseram que era o melhor do mundo, por que agora ele não presta? Ganha um doce quem me responder.

Minimalismo não possui regras. Não existe menos minimalismo ou mais. Não existe um vencedor, não existe sequer competição. Há o bem-estar. Se você tem 100 roupas no armário e usa 10, você precisa rever seus hábitos de consumo, pois provavelmente é um acumulador. Mas se você tem 100 roupas no armário e usa as 100, parabéns, você sabe aproveitar o que tem. Não é a quantidade, mas o uso que fazemos do que temos.

Desta forma respondo um questionamento recorrente: Ter gadgets tecnológicos é ir contra ou a favor do minimalismo? Depende do seu uso. Se você tem um iPad apenas por status, acho que é um desperdício de dinheiro. Mas se você tem um iPhone e usa diariamente suas funções, te livrando de carregar uma dúzia de tralhas na mochila, parabéns, você conseguiu encontrar uma solução.

O minimalismo deve ser aplicado de acordo com as necessidades de cada um, pois não há uma fórmula. O que pra mim funciona, pode não funcionar para você. Cabe a cada um descobrir a melhor forma de se adaptar, principalmente às novas tecnologias.

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