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Saúde

Vamos falar sobre automedicação?

18/04/2015

medicina-natural

Hoje tive vontade de vir aqui escrever sobre algo que aconteceu enquanto eu esperava pelo início de uma das minhas aulas. O cenário é o seguinte: duas estudantes conversando sobre doenças como gripe, resfriado e mal-estar. Uma delas, provavelmente gripada, contava à amiga sobre mais um medicamento que havia descoberto pesquisando nas prateleiras da farmácia e como ele havia funcionado bem. Já não sentia as dores no corpo e os sintomas da gripe pareciam diminuir.

Após a troca de indicações sobre medicamentos e o debate sobre o aumento do preço de um que estavam acostumadas a tomar, o assunto prosseguiu, mas não continuei escutando pois mudei de lugar, abri meu caderninho de anotações e comecei a rascunhar algumas ideias sobre o assunto.

Ouvindo este papo entre as amigas somado a uma aula-debate sobre indústria farmacêutica, me ficou bem claro como temos uma deficiência enorme na educação sobre nossa saúde. A impressão que tenho é que estamos tão acostumados com a automedicação, que somado ao medo de adoecermos acabamos ingerindo remédios de modo arbitrário – e muitas vezes de forma errada – ao primeiro sinal de uma doença. Mas será que ficaríamos tão doentes caso deixássemos nosso próprio organismo reagir de forma natural?

Faz mais ou menos dois anos que parei de tomar medicamentos a cada sinal de um resfriado ou dor de cabeça. Eu tinha o péssimo hábito de andar com um Paracetamol na mochila, para o caso de surgir uma dor de cabeça inesperada ou uma cólica indesejada, e adivinhem, eu constantemente tinha tais sintomas. Quando decidi deixar meu corpo cuidar dessas pequenas “complicações”, inesperadamente passei a ter menos dores de cabeça, menos cólicas e menos gripes.

Quando estamos saudáveis, nosso sistema imunológico tem o preparo suficiente para combater aos antígenos, ou seja, o que nos causam doenças. A febre, por exemplo, é uma consequência da ação dos nossos anticorpos lutando contra o que nos faz mal, e o que ocorre quando nossa temperatura aumenta? Tomamos um medicamento para reduzí-la. A verdade é que não deixamos nosso próprio sistema de defesa cuidar dos desequilíbrios e acabamos ingerindo medicamentos, ou seja, substâncias químicas, que podem acabar com determinado sintoma indesejado mas causar tantos outros.

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A doença não se instala em um organismo equilibrado, saudável. E qual a melhor forma de combatê-la? Tentar reestabelecer o equilíbrio de forma mais natural e menos agressiva. Claro, há casos mais graves e agudos em que se faz necessário o uso de medicamentos, não devemos descartar a completamente a medicina alopática, mas buscar um caminho do meio, um equilíbrio, pode nos fazer ter menos doenças.

Nestes dois anos em que parei de tomar remédios para cada sinal de gripe que surgia, devo ter feito uso de medicamento umas duas ou três vezes. Uma delas, lembro-me bem, foi quando tive uma crise de cistite. Era uma situação aguda em que eu precisava urgentemente de um antibiótico para evitar uma infecção maior. E a outra vez, quando tive uma inflamação muscular em que precisei fazer uso de um antiinflamatório potente.  Quanto às dores de cabeça, cólicas, dores de garganta e gripe? Faço uso de óleos essenciais (aromaterapia), compressas de água quente, chás e mudanças na alimentação. E claro, sem esquecer de beber muita água.

Um organismo saudável conseguirá combater a maioria dos problemas pequenos. Retirar o paracetamol da bolsa e deixar que meu corpo cure a si mesmo foi uma das melhores decisões que fiz até hoje, afinal, temos todo um sistema de proteção e combate às doenças. O que precisamos compreender é que uma gripe ou dor de cabeça pode ser um transtorno, mas não precisamos encará-la como um grande inimigo.

É chato? É desconfortável? Sim! Mas temos condições de nos recuperarmos rapidamente se dermos condições ao nosso corpo de fazê-lo.

Vamos cuidar melhor de nossa alimentação em vez de nos entupirmos de remédios? Nosso corpo e mente agradecem.

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Saúde

Blogilates: entrando em forma com a Cassey Ho

20/06/2014

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Cassey Ho, do Blogilates

Primeiro eu vou confessar que sou ruim de academia. Ruim não, péssima. Sou daquelas que frequenta uma semana e nunca mais volta, que promete malhar e não cumpre, que planeja participar da corrida do final do ano mas lesiona o joelho um mês antes. Agora que confessei meu ponto fraco, vou contar como faço pra lidar com essa minha preguiça de praticar exercícios físicos.

Nosso metabolismo não é adaptado para ficarmos parados. Quando adotamos uma rotina comer-dormir-estudar acabamos ficando sedentários, desenvolvendo uma série de complicações que pode nos acarretar desde um simples mal-estar até uma doença grave. No meu caso, quando juntam dois fatores – alimentação errada e falta de exercícios – meu corpo responde com lentidão, muito sono durante o dia e dor nas articulações, e estes são os sinais de que preciso urgentemente mudar minha rotina para melhorar minha qualidade de vida.

Navegando pela internet sem fim descobri a Cassey Ho, uma professora de Pilates muito fofa e animada, que trabalha dando aulas online através de seu blog e seu canal no Youtube. O bacana é que ela cria diversos planejamentos mensais (para quem está iniciando, deve seguir o beginner) e totalmente de graça. A empolgação dela é tanta durante seus vídeos, que Cassey criou uma comunidade forte em volta de seu projeto, de pessoas que compartilham dicas, antes e depois e várias mensagens de apoio entre si. Além das videoaulas de Pilates, ela também dá dicas de alimentação saudável.

No primeiro dia criei coragem, estendi meu tapetinho de yoga e fiz, passo a passo o que ela indicava. Foram apenas 25 minutos de exercícios e já me senti 10kg mais magra (quem nunca?). Depois de uma semana acompanhando o planejamento do Blogilates – e controlando minha alimentação – alguns amigos meus comentaram que eu havia emagrecido, e realmente, eu havia desinchado bastante.

As vantagens do Blogilates é que podemos escolher a melhor hora do dia pra praticarmos, além de ser feito em casa, sem dar aquela preguiça de ter que se arrumar pra sair. Confesso que um dia desses fiz a aula de pijamas de frio, não estava nem um pouco animada em trocar de roupa de ginástica com aquela temperatura. Outra vantagem é que Cassey é super simpática, e parece saber exatamente a hora que desistimos de manter a perna no ar. Acho incrível como ela faz todos os exercícios junto enquanto fala sem parar. Eu mal consigo respirar, quanto mais falar ao mesmo tempo!

Como desvantagem posso dizer que o idioma sendo inglês pode desanimar um pouco quem não entende a língua, mas como ela faz todos os exercícios junto, nunca senti dificuldade quando não compreendo algo que ela falou. Acaba sendo bom, pois podemos praticar um pouco a compreensão do idioma.

Blogilates me ajudou bastante nas últimas férias, uma pena eu ter parado no meio do programa por causa das aulas e diversos outros compromissos que me faziam sair cedo de casa e voltar à noite. Mas agora, com mudanças na minha rotina, me animei e recomecei o planejamento Beginner. Me senti tão bem depois dos 25 minutos de aula que vim aqui correndo compartilhar com vocês.

E aí, alguém já conhecia o Blogilates? Conhece algum outro canal no Youtube sobre fitness? Compartilhe conosco!

Blogilates:

Fotos: Divulgação do Blogilates

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