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Vida Simples

Pesquisa do blog – conto com vocês!

20/07/2016

Pesquisa sobre o blog Camile Carvalho

Olá, pessoal, tudo bem com vocês? Hoje eu não venho trazer conteúdo aqui pro blog, mas vim pedir uma ajudinha de vocês: estou fazendo uma pesquisa sobre o meu público no blog e criei uma planilha no Google Docs com algumas perguntinhas sobre o relacionamento de vocês com o meu blog. São perguntas rápidas, de múltipla escolha sobre assuntos que vocês mais gostam de ler por aqui entre outras e ficaria muito feliz se vocês respondessem.

Para responder o questionário, basta clicar abaixo. Prometo que não vai demorar e tenho certeza que o conteúdo do blog vai melhorar a cada dia com a sua ajuda, afinal, você é muito importante pra mim! <3

CLIQUE AQUI PARA RESPONDER A PESQUISA

Obrigada a todos pelo carinho!

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Vida Simples

Slow living #1

05/07/2016

Slow Living | Blog Camile Carvalho

Sexta-feira tomei uma decisão após minhas aulas de yoga: viria pra Itaipuaçu, normalmente, como costumo fazer nos finais de semana, mas com uma diferença: tiraria uma mini férias do Rio de Janeiro por uma semana.

Essa semana darei aulas apenas na sexta-feira, então aproveitei pra descansar aqui no meu paraíso pessoal e fazer um teste em relação ao meu blog: trabalharia daqui pra ver as possibilidades, de num futuro, ficar mais tempo aproveitando a calmaria de uma cidade pequena sem o agito do Rio de Janeiro. E estou amando!

Nossa casa aqui não é uma casa de praia, como muitos pensam. É um segundo lar, com todas as condições de morarmos aqui um dia, como minha mãe vem aos poucos fazendo com meu pai. Como aqui é pertinho (55km do Rio), em um trânsito fluido dá pra chegar em 1 hora e pouquinho. Já em dias mais intensos, demora em média 2 horas, mas nada que atrapalhe muito – quando morei em Sampa demorava isso pra chegar ao trabalho diariamente (!)

A vontade de me tornar uma nômade digital apenas aumenta. E não, ser um nômade digital não significa que eu deva permanecer viajando sempre, mas que posso tocar meu próprio negócio onde quer que eu esteja, mesmo que esse lugar seja na minha própria casa.

Desacelerando

Aqui tenho acordado às 7 horas da manhã. Enrolo um pouco na cama, o Freddy chora na porta do quarto pra entrar e com esse solzinho de inverno batendo na minha cama, levanto-me e vou tomar o café da manhã. Sento-me na varanda e escuto os pássaros cantando e o barulho do mar.

Flor do Deserto | Slow Living | Blog Camile Carvalho

Pego o notebook e venho atualizar minhas redes sociais, responder (os vários) emails, escrever posts pro blog… Enquanto isso, olho para minha flor do deserto que acabei de plantar e percebo que ela está feliz em seu vaso novo. Os dias passam mais devagar e, diferentemente do Rio, que quando pisco já é meio dia, aqui consigo fazer muitas coisas ao longo das 24 horas do dia.

Aqui tenho tempo pra escrever, pra praticar yoga, pra cozinhar e assistir filmes. Tenho tempo pra plantar, caminhar sobre a terra molhada, ler meus livros e navegar por blogs amigos. Tenho tempo pra brincar com o Freddy, fazer hidratação no cabelo com babosa colhida do pé e caminhar na areia da praia.

O tempo que tenho aqui é exatamente o mesmo que tenho no Rio de Janeiro, com a diferença de que lá fico trancada praticamente o dia inteiro no quarto em frente à tela de um computador e saio de casa geralmente pra dar minhas aulas de yoga. E daqui, mesmo acompanhada por muitas horas do meu notebook – que quase não sai do meu colo – tudo parece passar mais devagar.

Itaipuaçu | Slow Living | Blog Camile Carvalho

É o poder de estar conectada com a natureza, de poder ouvir o som dos pássaros, o que muda completamente o clima de trabalho. Queria eu ter a sabedoria de conseguir levar o modo de viver mais zen à correria do meu Rio de Janeiro. E pensando nisso, pretendo voltar aos meus posts de 2011 de quando o blog era Vida Minimalista, relê-los e me inspirar a trazer a consciência de uma vida mais simples e tranquila (slow living) para o meu dia-a-dia, independentemente de onde eu estiver.

Porque a simplicidade é como yoga: não é um lugar nem uma atividade, mas sim um estado de mente.

E que eu encontre este estado de yoga, de união onde quer que eu esteja. Que minha mente fique clara como a água, no estado Zen. E que eu possa inspirar a todos vocês que me acompanham por aqui.

» Este foi um teste de post espontâneo, estilo diário, pra compartilhar minhas impressões sobre slow living e pra que eu possa também, num futuro, recorrer a esse texto e me lembrar de desacelerar. Que todos possam agora fechar os olhos, respirar fundo e trazer essa consciência onde quer que estejam. Vamos desacelerar?

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Vida Simples

Meu armário inteligente

20/06/2016

Meu armário inteligente | Camile Carvalho

Alguns chamam de armário minimalista, outros de armário-cápsula. Cada um tem seu conceito, e no final têm a mesma meta: usar com inteligência nossas roupas e diminuir o consumismo. Não considero meu armário minimalista nem cápsula. Ainda tenho muitas roupas se formos comparar a modelos assim, e por isso chamo o meu armário de Armário Inteligente.

Mas então vocês me perguntam: que diferença tem, afinal, do seu armário para um cápsula ou minimalista? A resposta? Não estou me cobrando pra seguir uma espécie de padrão. Vemos por aí sobre termos uma quantidade X de roupas no armário minimalista, de criarmos armários-cápsulas de acordo com as estações do ano e pra mim ambos foram eficientes no quesito declutter, mas não me sinto presa aos conceitos.

Olhando hoje para o meu armário, percebi que fui construindo de acordo com minha realidade, uma espécie de guarda-roupas que acompanha meus diversos “eus”, ou seja, meus diversos estilos de roupas e que não está sufocado com tantas peças. Acho que cheguei num ponto em que tenho o suficiente, e se precisar fazer alguma mudança, será comprando uma peça-coringa aqui, outra ali e doando algumas outras peças de roupas que talvez não me sirva mais.

O processo demorou muito tempo até que eu encontrasse um equilíbrio pra meu armário inteligente. Desde o começo do blog, quando ele era ainda o Vida Minimalista, fui me desfazendo de centenas de peças acumuladas sem uso e sem serventia pra mim. Foi um processo longo, árduo e doloroso, tanto por que eu me culpava por ter tantas peças sem uso, mas também foi doloroso por ter que lidar com emoções relacionadas a várias peças de roupas que eu guardava.

É impressionante como cada objeto guarda memórias, e pegar determinadas peças para analisar se doaria ou manteria comigo me fez reviver dores, decepções e tristezas. Mas como diz Marie Kondo, o ideal é sermos gratos por aquela peça e passarmos adiante. E foi assim que fiz, ao longo desses 5 anos de blog desde que escrevi meu primeiro post sobre desapego. Agora darei algumas dicas sobre como construí, ao longo desses 5 anos meu armário inteligente.

Meu armário inteligente | Camile Carvalho

1 // Aceite que você é um ser múltiplo

Não adianta eu me identificar com o estilo boho hoje e doar TUDO que não combina com esse estilo. Amanhã, precisarei usar uma roupa mais clássica e lembrarei daquelas peças que doei sem dó nem piedade, e então o arrependimento virá. Se eu gosto de vários estilos, cabe a mim montar um armário que combine com quem eu sou, não com o que está na moda, nem com a blogueira X ou Y. Apenas eu sei das minhas necessidades diárias e quais tipos de roupa eu preciso usar.

Meu armário tem desde saias indianas, saris (sim, morei num templo!) até botas e peças boho. Isso não significa que eu vista meu sari indiano pra comprar pão, mas sim que em determinadas situações preciso me vestir de forma diferente de como me visto no dia-a-dia.

2 // Setorize por espaços

Em uma das portas, guardo meus casacos de frio e vestidos pra festas. Em outra, minha roupa do dia-a-dia. Eu sei que o mais óbvio é organizar gavetas e prateleiras por estilo, mas não custa nada lembrar: separando as roupas de acordo com situações diferentes, fica muito mais fácil de encontrarmos algo que estamos precisando no momento. E lembre-se: bagunça eterna no armário significa que provavelmente você tem peças demais…

3 // Organize a troca sazonal

Aprendi essa dica com o armário-cápsula e achei genial. Mesmo que tenhamos poucas peças e todas elas fiquem no mesmo lugar, vale à pena trazer pra frente da gaveta aquelas peças que combinam mais com o clima atual e colocar mais pro fundo aquelas que você não usará tanto. No meu caso, faço assim pois não tenho um outro lugar pra guardar minhas peças que não estou usando.

Alguns falam em guardar as roupas em malas fechadas e só abrir na outra estação, mas no meu caso não funcionaria. Estou feliz com minha arrumação e está dando super certo! Afinal, às vezes precisamos de uma blusinha mais fresca pra colocar por baixo de alguma outra peça de frio.

4 // Saiba escolher o que comprar

Pensar com cautela sobre cada peça que vamos comprar é consumir de forma inteligente e sustentável. De nada adianta acharmos linda uma blusa que não combina com nada que temos em casa. Provavelmente ela ficará perdida numa gaveta, sem a chance de uso, e você terá gastado dinheiro à toa.

O ideal é pensar se o que estamos levando combina com as peças que já temos em casa. Melhor ainda é fazer uma super organização no armário e anotar algumas ideias de peças-coringa a serem compradas que possibilitem mais combinações entre as roupas que você já tem. Assim, quando for ao shopping, você já sabe exatamente do que precisa e não ficará perdido entre várias araras sem saber direito o que comprar (ou querendo comprar 10 peças de uma só vez).

5 // Desapegue do que não combina com você

Essa é a regra de ouro do minimalismo, e já venho trabalhando o desapego desde 2011, quando comecei o blog e sempre repetirei aqui nos meus textos. Desapegar do que não combinava mais comigo me fez mais feliz, pois quando estamos cercados de coisas que realmente amamos, ficamos mais leves e sem o sentimento de peso e culpa de termos coisas demais.

No meu armário, toda vez que eu olhava para uma roupa que alguém me presenteou e que não gostei ou que eu  mesma havia comprado por impulso eu me sentia triste, pesada, como se estivesse culpada de não amar tanto assim aquela peça. No momento em que desapeguei e doei essas roupas, meu armário começou a ficar mais vazio e peças que eu realmente gostava começaram a me fazer mais feliz todas as vezes que eu abria a porta para me vestir.

6 // Tenha peças coringas

Dentro de cada categoria de roupas, escolha algumas para serem as coringas do seu armário. Essas peças podem transitar entre um estilo ou outro, além de servirem para diversas situações. Por exemplo, com uma legging preta posso calçar um chinelo e dar minhas aulas de yoga, calçar um tênis e ir ao supermercado ou minhas botas com uma jaqueta e sair mais arrumada à noite.

7 // Cuide bem de suas roupas

O que queremos aqui é ter uma vida mais sustentável, então o cuidado com as peças, sapatos e acessórios é fundamental. Estabeleça um lugar para cada categoria e mantenha arrumado, lavado e arejado.

8 // Declutter!

Para fazer o declutter, sugiro que primeiro lave todas as peças que estão sujas e só então, no momento de guardá-las nas gavetas, analise o que tem. Muitas vezes fiz declutter de armário com a cesta de roupa suja cheia, então eu não tinha a noção global de tudo o que eu já possuía, dando a impressão de que meu armário já estava vazio.

9 // Não abandone suas estampas

Não se apegue a cores neutras de roupas ou ausências de estampas. Se essa não é sua personalidade, tudo bem! Você não precisa deixar seu estilo de lado apenas para ter um armário inteligente e minimalista. Porém, ter como coringa algumas peças mais neutras pode ser a chave para um maior número de combinações. Eu, por exemplo, amo estampas e padrões, mas tenho algumas roupas neutras que combinam com várias dessas peças estampadas.

10 // Seja você

E por último, seja você. Não se atenha a números, quantidades, estilos da moda ou o que for. Não deixe que outros digam o que você deve ou  não vestir e nem comprar. E jamais se deixe levar pela publicidade. Se você não ama algo que todos estão usando, lembre-se daquela frase que sua mãe sempre dizia: você não é todo mundo. E que sorte a nossa de sermos únicos!

E vocês, como organizam o armário de vocês? Já fizeram declutter? Como foi? Que tal fazer um agora na chegada de inverno e doar algumas roupas de frio a quem precisa? Há muitos moradores de rua e animais que não têm agasalhos suficientes. Vamos nos mobilizar para cada um fazer sua parte? 

Leia os posts sobre meu armário inteligente

  • Meus sapatos para o inverno

Tênis: Josefina RosaCor | Casaco: Renner

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