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Vida Simples

Mudando meus hábitos com a Netflix

05/03/2017

Mudando meus hábitos com a Netflix - Camile Carvalho

Ultimamente tenho repensado muita coisa na minha vida e uma delas foi analisar meus gastos com serviços que não ando usando muito, quando cheguei na Netflix. A verdade é que eu quase não assisto filmes e continuo pagando a mensalidade, mas resolvi dar uma chance ao serviço e ficar por mais um mês com a condição de me comprometer a assistir pelo menos os documentários que eu tinha marcado como interessantes por lá. Não sou muito de me prender a filmes, mas tudo relacionado a saúde, meditação, astros e desenvolvimento pessoal me chama muito a atenção.

Comecei então minha jornada com os documentários (hoje é meu terceiro dia) e estou gostando de mudar um pouco minha rotina e criar novos hábitos antes de dormir. Se antes eu ficava no computador – muitas vezes navegando à deriva por sites e redes sociais – agora estou aproveitando pelo menos uma hora do meu tempo assistindo documentários que me fazem bem, me trazem conhecimento ou simplesmente uma nova visão sobre determinado assunto.

Séries

Não sou muito de assistir a séries (ainda bem que não peguei esse vício!), pois gosto de assistir com a minha família, então até que todos consigam se reunir pra assistir algo no Netflix, demora… as últimas séries que acompanhamos juntos foram House of Cards e The Crown, que por sinal são muito boas e que recomendo a quem quer entender um pouco sobre os arranjos políticos nos EUA (claro, de forma fictícia) e sobre a vida da Rainha Elisabeth, respectivamente. Eu sei que quem é rato de Netflix já deve ter assistido, mas muitos amigos meus sequer ouviram falar em House of Cards, então fica aqui a minha indicação.

Documentários

Os últimos documentários que assisti – nos últimos dois dias – foram From Fat to Finish Line e Free the Mind. Tão inspiradores que no dia seguinte que assisti o primeiro me  matriculei pela manhã na academia e corri meus primeiros 20 minutos da vida. Okay, eu já estava com vontade de voltar a me exercitar, mas isso apenas adiantou a promessa da segunda-feira eu começo. Free the Mind é tão bom, principalmente pra mim, que trabalho com Yoga e Meditação, que chorei litros durante o documentário e me motivei a buscar mais sobre os efeitos da respiração na nossa mente. Se vocês tiverem interesse, posso destrinchar mais o documentário num post mais adiante explicando melhor os pontos da neurociência e da meditação.

Agora quero saber o que vocês andam assistindo de inspirador. Qual foi o último documentário ou filme que te fez parar e pensar sobre a vida? Compartilhe aqui comigo, estou em busca de inspirações (de preferência que estejam no Netflix). 🙂

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Vida Simples

A vida, ela é simples. Nós que complicamos.

01/03/2017

Eu acredito muito que o caminho em busca de uma vida simples é cheio de voltas, bifurcações e retornos. Andamos na linha por um momento, mas do nada acabamos nos distraindo com aquela estrada cheia de coisas, belezas, informações, e quando damos conta, já estamos longe da estrada principal. E está tudo bem.

Assim sinto minha vida. Há momentos de maiores distrações, só que, mais importante que se manter reto em uma estrada única – o que seria um tanto entediante – é o retorno aos nossos princípios. O retorno dá um gás que talvez não tivéssemos antes – por isso termos nos distanciado – e faz com que reavaliemos nossos planos, direções e princípios sobre os quais nos baseamos.

Nossa jornada é cheia de flores, mata seca, rios e penhascos. Em um momento estamos felizes com a paisagem, em outros, insatisfeitos. E isso é normal. Cada pedaço da estrada faz parte de um todo, algo muito maior que só lá na frente compreenderemos melhor, ou não.

Já faz um tempo que me distraí com o consumo. Saí dos trilhos, comprei sem pensar, criei novos projetos (minha mente é super criativa) mas, assim como os comecei, desanimei. Porque no fundo de tudo, havia algo que me dizia “vai, pode ir, tente. Mas você sabe que seu caminho é este aqui“. E isso me fez perceber que tudo bem mudar. Tudo bem voltar atrás. Tudo bem fazer escolhas mesmo com uma voz fraca perguntando “tem certeza?”.

Sou da opinião que devemos tentar, arriscar, ser um pouco imprudentes e deixar o lado racional de cérebro um pouco no modo silencioso. Seguir o coração pode nos trazer experiências incríveis, dando elas certo ou não, já que tudo é experiência. Aprendemos em cada tropeço, em cada escolha, em cada erro e acerto.

No começo do ano tomei uma decisão de reduzir ~mesmo~ minhas distrações na internet. É um processo lento e árduo pra quem fica 24hs por dia conectada. Pra quem atualiza uma página sobre yoga, outra sobre minimalismo, aprova novos membros e postagens em grupos do facebook, posta no instagram, responde email… ufa! A lista é longa. E então decidi simplificar. Todas as minhas páginas foram mescladas em uma só, essa aqui. Simplificar. Palavrinha linda, porém difícil de vivenciar.

Aos poucos vou reunindo tudo em um ponto, o mínimo possível, embora estar nas redes sociais seja uma forma de divulgação do meu trabalho como professora de yoga. Quero minimalizar, trazer mais conteúdo de qualidade, reunindo tudo em poucos espaços de forma simples, sem pressa e com mais dedicação. Menos é mais.

Vamos aproveitar a energia de novos inícios e de transformação de 2017? O que você tem feito por uma vida mais plena, realizada e com propósito? O que você pode fazer hoje por uma grande mudança de vida? Às vezes um pequeno passo é o início de uma revolução. Vamos?

imagem: cupcake

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Vida Simples

Comecei o projeto desapego 2017: roupas!

31/01/2017

Comecei o projeto desapego 2017: roupas! - Leve por aí, por Camile Carvalho

Estou no meio de um declutter. Pra quem não acompanhava o blog, declutter é o sinônimo de “destralhe”. Costumo usar esta palavra pra expressar de forma mais simples o processo de tirar as coisas das gavetas, analisar o que fica e o que sai. Claro, não gosto de tratar o que sai como tralha, como lixo, como algo inútil, visto que o que não serve pra mim pode ter muita utilidade para o próximo.

Cheguei no Rio de Janeiro hoje pela manhã. Dei minhas aulas de yoga e, com a mala da viagem ainda cheia, porém, com as roupas já lavadas, estendi meu tapetinho de yoga no chão do quarto e tirei tudo de dentro da mala sobre ele. Abri minhas gavetas e comecei o processo. Isso fica. Isso sai.

Após duas pilhas de roupas a serem doadas, separadas num canto prontas para entrarem em uma sacola, fui ao banheiro. Olhei ao meu redor e percebi o tanto de cremes, perfumes, shampoos, hidratantes, sabonetes e isso e aquilo. Ainda tenho cosméticos de empresas que testam em animais. Cremes com parabenos, parafinas e sei lá mais o que. Shampoo com sulfatos e tantas outras coisas que fazem mal. Respirei fundo e, pra não perder o ritmo do declutter no quarto, prometi a mim mesma que o próximo será o banheiro.

Aquela lista de 10 itens que fiz, pro desafio Desapego 2017 foi feita de forma aleatória. Não foi nada muito elaborado, muito pelo contrário. O que eu pensava em mudar, anotava. Quando cheguei ao número 10 parei, sabe-se lá por qual motivo. Dez costuma ser um número bonito, redondo (quem determinou isso?), mas a verdade é que ao longo de 2017 serão muito mais que 10 itens a serem transformados. Não quero dar um passo à frente, mas um salto.

Olho ao meu redor e vejo as sacolas. As roupas a serem doadas. A porta do armário aberta e a quantidade de roupas que ainda tenho lá.

No meio da arrumação encontrei uma bata preta indiana, que vai até mais ou menos a altura dos joelhos. Linda. Por que mesmo eu não a uso? Ah, claro, eu não sabia que tinha. Esta peça foi pro cabide, ganhou um destaque e será usada assim que possível.

Perdí os trilhos do minimalismo ao longo dos anos? Sim e não. Minha mente continua atenta, não compro por impulso, mas perdi o hábito de doar, de abrir espaço, de desapegar. O que eu tinha antes e ficava na dúvida se manteria ou não acabou ficando ali, muitas vezes encostado, e é por isso que hoje estou com peças que sobreviveu a um declutter anterior só porque fiquei com dúvidas. E a resposta veio.

Cada roupa tem uma história, uma emoção, carrega memórias boas ou ruins. Vamos desapegar, passar adiante o que não nos traz alegria? Eu sei, Marie Kondo repete isso incessantemente em seu livro, mas este é um conceito antigo pelas bandas de cá. Precisamos manter ao nosso redor o que nos faz leves, felizes e completos.

Vamos desapegar?

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