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Facebook: Problemas e vantagens

09/08/2013

Quanto será que as redes sociais estão influenciando nossas vidas off-line? Será que elas nos servem ou estamos sendo escravos da tecnologia?

Há um tempo decidi trancar meu Facebook apenas para amigos muito próximos e família. Ali compartilharia algumas fotos de eventos, de passeios, enfim, meu dia-a-dia. Para isso, reduzi a quantidade de “amigos” de 200 e pouco para 37. Lembro-me como se fosse hoje, a tranquilidade que tive ao olhar para minha linha do tempo e encontrar apenas algumas poucas postagens de pessoas muito próximas. Mas a felicidade durou pouco.

Alguns conhecidos, ao perceberem que já não faziam mais parte do meu círculo de amizades, tomaram essa minha decisão como algo pessoal. Ficaram magoados, tristes e achando que haviam feito algo de ruim para que eu os excluíssem. Mas não foi nada disso que aconteceu, acho que somos seres humanos, capazes de conversar e resolver nossos problemas face a face e não com um simples clique em uma rede social. Demorou para que eu conseguisse explicar a todos eles que não houve nenhum motivo para que eu os retirasse do meu facebook, pois era apenas um teste para que, futuramente, eu até apagasse essa rede social.

Mas as coisas mudaram. Cursando comunicação, sempre acabo fazendo contatos profissionais, divulgando os artigos no blog, mandando uma mensagem de última hora para aquela amiga que o celular não está ligado entre outras facilidades. Resolvi fazer o oposto: abrir meu perfil para todos que quisessem me adicionar, já que nunca escrevo coisas muito pessoais. Algumas fotos eu excluí, pois não tinha motivo de estarem ali e o número de contatos cresceu absurdamente. Passei a aprovar meus leitores e hoje tenho também pessoas que não sei quem são, acompanhando os poucos compartilhamentos que faço. Vejo que meus amigos voltaram a me tratar bem, sem desconfianças de que havia algo mal entendido no ar. Agora tudo parece ter voltado ao normal.

Com esse meu relato pessoal, abro uma reflexão sobre a importância que as redes sociais estão tendo em nossas vidas. Quase perdi amigos por tê-los deletado de um site. Sim, o facebook é um site e penso se ocorresse o oposto, eu também ficaria chateada. A resposta é: não sei chateada, mas talvez com dúvidas sobre o que possa ter acontecido.

Parem e pensem o quão estranho é essa situação em que estamos vivendo. Muitos leitores já contaram que desativaram suas contas do Facebook, outros já até me criticaram por “eu ser minimalista e estar nas redes sociais” e conto a vocês que eu gostaria sim, de experimentar por um tempo não ter uma conta, mas eu administro a página e o grupo do blog, minha pós-graduação é em Comunicação em Mídias, além da minha pesquisa científica ser sobre Religião e Ateísmo nas Redes Sociais, na qual pesquisamos basicamente a construção de identidades. Portanto, essa reflexão é muito comum tanto como Camile ser humano, quanto como Camile pesquisadora, ou seja, tenho alguns motivos para simplesmente não apertar o botão “Desativar” embora acho que seria uma experiência de muito aprendizado.

Queria saber de vocês, como é essa relação com o Facebook? Alguma vez já se sentiram incomodados e perceberam do exagero de tempo que gastaram navegando e compartilhando? Já se sentiram prejudicados de alguma forma? Acha que essa preocupação é besteira e que apenas estamos vivendo uma nova era da informação?

Alguns de vocês – talvez a maioria – devem ter vivido na época em que não havia internet e com isso, acompanharam essa transição. Hoje parece que quando a internet cai, o mundo para. E isso é muito estranho.

O que acham?

Crédito da imagem: We Heart It

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Internet

Redes Sociais no Smartphone: como lidar?

16/07/2013

Redes Sociais no Smartphone: como lidar? - Camile Carvalho

Eu tenho um smartphone. Com ele posso reunir diversos dispositivos (convergência digital) em um único aparelho, tornando mais simples o meu dia-a-dia incluindo minhas redes sociais. Ali tenho, em qualquer lugar onde vou, minha caixa de emails, bloco de anotações, músicas que gosto, minhas redes sociais, uma câmera fotográfica e, de vez em quando, um telefone (eu odeio falar no telefone!)

Porém, com tanta facilidade das redes sociais ativadas, percebi que algo não muito bom estava acontecendo: nem sempre podemos dar atenção total a algo estando na rua. Às vezes um email precisa de mais atenção para ser respondido, ou de uma pesquisa mais profunda, e não conseguimos processá-los pelo smartphone.

Isso também acontece nas redes sociais e até mesmo com os blogs. Já aconteceu de eu ler uma mensagem de um leitor me pedindo uma sugestão que necessitava de uma pesquisa mais apurada na internet e quando eu chegava em casa não me lembrava da mensagem, pois não estava mais marcada como pendente e sim como lida, e como recebo um volume grande de mensagens, acabava se perdendo. E isso, para quem não me conhece, acabava parecendo que eu não me importei com a pessoa. E não é isso!

Será que vale a pena sabermos de imediato o que está chegando em nossas caixas de entrada se nem sempre podemos processá-las imediatamente?

Vantagens…

Por outro lado, checar os emails e redes sociais na rua tem suas vantagens. Uma vez eu estava na rua e iria direto para a faculdade, quando recebi um email do professor pedindo desculpas pelo email em cima da hora avisando que não teríamos aula. Imediatamente todo o meu planejamento mudou e, estando na rua, fui resolver outras coisas que iria resolver apenas no dia seguinte. Se eu não tivesse checado meu email, teria ido pra faculdade e perdido um bom tempo pra saber algo que estava no meu email.

Como balancear isso? Será que podemos simplesmente desligar os emails, Facebook e Twitter dos nossos celulares? E se alguém enviar algo muito importante, como meu professor avisando que não teria aula?

Talvez o ideal seja tentar controlar a ansiedade e selecionar o que vamos ler. Eu queria realmente fazer um teste e desconectar meu celular enquanto estiver na rua, mas e se for algo importante?

Atualmente achamos que tudo é urgente e também cobramos urgência. Não conseguimos esperar por muito tempo. Já reparou a ansiedade que ficamos enquanto o computador está ligando? Enquanto o navegador da internet está abrindo? E um site que demora? Há pessoas que fecham o navegador se o site demorar mais que 10 segundos para carregar. Vivemos achando que não podemos perder tempo, reclamamos que todos nos cobram demais mas a verdade é que também cobramos agilidade.

A solução que encontrei foi a seguinte:

1) Desligarei o recebimento automático dos meus emails. Não quero mais meu celular toda hora vibrando na minha bolsa me avisando que mais uma mensagem chegou. Quando eu puder, na rua, atualizarei minha caixa de emails e verei, pelo tópico se é algo urgente. Se não tiver nada, não os abrirei. Sei que é difícil conviver com o ícone de “10 emails não lidos” mas adianta lermos se raramente podemos tomar uma atitude sobre eles na rua?

2) Tentarei (me cobrem) desconectar meu facebook do celular. Se eu estou jantando com a minha família, eu quero jantar com a minha família e não com mais 100 contatos do Facebook. Se eu estou com amigos, eu quero estar com eles, presente, não com meus contatos do Facebook. Se eu estou com meus contatos do Facebook, eu quero estar ali, em casa, dedicando aquele tempo para matar a saudade de quem está longe e tenho apenas a rede social para conversar. Cada um em seu tempo, sem misturar.

3) Quando eu estiver em casa, reservarei um tempo para processar meus emails (todos), responder os comentários do blog, interagir com o grupo do blog, atualizar as redes sociais e conversar com amigos online. Mas esse tempo será apenas para isso.

Acho que, com essas medidas conseguirei ter mais foco e darei uma atenção melhor a todos. Afinal, se classificamos tudo como urgente, nada será urgente, concordam?

E você, tem smartphone? Como lida com todas as possibilidades de interação que esse aparelhinho nos proporciona?

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Internet

Administrando o tempo na internet

06/06/2013

Eu estava lendo o blog do Marcos Lemos, justamente o artigo de como administrar seu tempo para blogar e ele abordou um assunto interessante que sempre venho falando aqui no Vida Minimalista: o ideal é que façamos uma coisa de cada vez.

No entanto, estamos acompanhando essa nova geração que consegue dar conta de tudo ao mesmo tempo. Conversa com amigos no MSN (ou melhor, Skype), compartilha memes no Facebook, atualiza o Twitter enquanto ouve música e estuda pra prova da escola. Gerações anteriores ficam assustadas como que esses novos jovens estão mais inteligentes, capazes de apreender muito mais informações e em uma velocidade incomum do que os jovens de décadas passadas. Mas eu me pergunto, será que realmente estão aprendendo ou esse aprendizado é superficial?

Recebemos tantos dados que mal temos tempo para absorvê-los pois logo em seguida já vem uma nova atualização de um novo assunto totalmente diferente e que também nos chama a atenção. Como diz Lemos nesse artigo que li, “Comece a assumir que precisa passar mais tempo sem distrações e você verá sua qualidade de vida subir e tudo em sua vida vai produzir mais resultados positivos”.

Não é curioso que justamente esses jovens (e eu me incluo nesse grupo sim!), que tentam fazer dezenas de atividades ao mesmo tempo, são os mesmos que são diagnosticados com TDA (Transtorno de Déficit de Atenção)? Será mesmo isso uma doença, como muitos afirmam, ou uma consequência do excesso de informações que recebemos? Esse parece ser o novo mal do século e eu fico me perguntando como reagiria um cérebro exposto a uma carga intensa de informações.

É por esse motivo que eu tento reduzir um pouco essa velocidade, essa ânsia de querer saber tudo – embora nem sempre consiga – e tentar fazer uma atividade de cada vez. Mas confesso que é muito difícil estar acostumado a sempre atuar de um jeito e, ao começar a refletir sobre o mal que isso pode causar, tentar mudar. E aí está o dilema contemporâneo: viver como a sociedade nos leva a agir ou pensar e tentar fazer diferente. O que vocês acham válido? Vamos tentar não nos deixar levar pela correnteza?

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