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Como ficar offline

13/10/2014

Como ficar offline | Vida Minimalista #vidaminimalista

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa completamente conectada. Vivo com meu smartphone, respondo tweets, mensagens, publico fotos do meu dia-a-dia no Instagram e leio comentários do blog, tudo através da tecnologia móvel. No entanto, estou conseguindo reduzir aos poucos minha presença online, principalmente no Facebook.

Sempre fui uma pessoa caseira, de passar os fins de semana em casa lendo meus livros, escrevendo e navegando na internet – atividades que eu realmente gosto – mas ultimamente tenho feito algumas mudanças que estão me trazendo um bom resultado. Deixo a internet e tudo o que a acompanha para a semana (estudos, trabalho, redes sociais, bate-papo) e, a partir de sexta à noite, simplesmente desconecto do mundo virtual.

Depois da minha última aula, sexta à noite, mudo meu padrão de pensamento aproveitando ao máximo cada minuto que tenho com a presença do namorado, amigos e família. Tenho reparado que acabo deixando o celular em um canto qualquer, que raramente ligo o notebook – a não ser para assistir algum documentário ou filme – e que, de verdade, não faz falta alguma. Jamais pensei que conseguiria dizer isso, mas assumir novos compromissos comigo mesma me fez deixar um pouco o mundo virtual, o que me fez muito bem.

Para alguns pode parecer uma mudança sem importância, mas só quando nos damos conta do quanto estamos vivendo online é que lidamos com a dificuldade de desconectar. Se você, como eu, pretende ficar um pouco mais offline, algumas dicas que usei podem ser úteis:

Dicas para desconectar

1. Estabeleça um dia da semana para ficar offline (ou vários, como no meu caso, o fim de semana inteiro)

2. Comprometa-se com novas atividades. Pode ser um passeio no parque, um dia na praia ou simplesmente um dia de leituras. Inscreva-se em algum curso que gostaria de fazer, ocupe seu tempo com algo legal ou simplesmente se permita não fazer nada.

3. Desgrude do smartphone. Isso evita que você fique checando emails e atualizações do Facebook a cada minuto.

4. Aproveite pessoas reais. Se você tem filhos, guarde esse dia para aproveitar com eles. Se tem namorado/noivo/marido, dê prioridade à conversas, passeios, o que for, mas esqueça a internet. Se é solteiro sem filhos, telefone para aquele amigo querido e combine um café, um cinema ou um simples passeio.

5. Tenha em mente que você não está perdendo nada. Se alguém te mandou alguma mensagem, ela não se perderá só porque não foi lida nem respondida na hora. No final do período de desconexão, você poderá tranquilamente ligar o computador e responder cada mensagem e se atualizar dos acontecimentos nas redes sociais (que nem sempre são realmente importantes).

Tenho ficado offline durante o fim de semana, mas sem neura. O intuito é criar um espaço para aproveitarmos a mim mesma, curtir um pouco as pessoas com quem convivo e se desligar um pouco da internet, o que não significa que esteja proibida de checar um email ou pesquisar algo no Google. O mais importante de qualquer decisão que tomamos é manter o equilíbrio, sem extremos, mantendo em mente que toda decisão que tomarmos deve ser feita para nosso conforto e não privação, afinal, uma vida minimalista deve sempre nos trazer benefícios e satisfações, jamais desconforto.

E vocês, como lidam com a vida online? Passam muito tempo na internet ou não são apegados ao mundo virtual?

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Dicas para uma vida online saudável

29/07/2014

Dicas para uma vida online saudável

É sempre assim; uma nova rede social surge e rapidamente corremos para criar um novo cadastro. Não queremos ficar de fora, já que todos os nossos amigos já estão interagindo e acabamos com um saldo de mais um cadastro online de mais uma rede social que promete felicidade, entretenimento e interação. Aos poucos nossos emails se enchem de mensagens indesejadas, nossa exposição online aumenta e ficamos sobrecarregados com tantas presenças virtuais com as quais temos que lidar. Alguém se identifica?

Mas será que toda essa ansiedade por criar logo um novo cadastro é positivo? A não ser que sejamos uma pessoa pública ou que trabalhemos diretamente com mídias sociais, o excesso de exposição pode não ser tão bom assim. É certo que queremos compartilhar com o mundo nossas opiniões, debater sobre assuntos que nos interessam e também fazer parte de grupos com os quais nos identificamos, e acabamos querendo nos expor a fim de mostrar nossa personalidade para fazermos parte da grande rede.

Com um pouco de equilíbrio podemos tomar algumas atitudes para que não fiquemos tão expostos na internet mas sem deixar de usufruir dos pontos positivos de cada rede social. Quando refletimos sobre nossa presença online podemos reduzir nossa necessidade de onipresença ao mesmo tempo em que conseguimos aproveitar melhor os recursos que cada site oferece. A seguir vou apresentar a vocês algumas medidas que estou tomando para melhorar minha presença online sem ficar sobrecarregada.

Quem você quer ser online?

Vamos admitir, não somos totalmente transparentes na internet (e nem devemos). Alguns assuntos são pessoais e não precisam ser compartilhados. Se você tem um blog, mesmo que seja pessoal, há uma certa barreira entre quem você é por trás da tela e quem é aquela pessoa representada por um avatar. Não é que devamos ser falsos ou mostrarmos uma pessoa que não somos, mas sermos objetivos. Se deseja ter um foco, tome o cuidado para padronizar suas redes sociais reforçando suas principais características relacionadas ao que você deseja na web.

Redes Sociais e a privacidade

Uma verdade seja dita: a maioria das redes sociais possui opções de controle de privacidade. O Facebook, por exemplo, pode ser configurado desde total exposição (mostrando posts, fotos, comentários e amigos de forma pública) até total privacidade, deixando tudo no modo privado apenas para amigos, ou para uma determinada lista de amigos.

Se você não deseja que ninguém saiba seu email ou telefone, simplesmente não cadastre. Eu sigo a regra de “o que não quero jamais que ninguém saiba da minha vida, jamais publico na web” (embora eu não tenha nada de tão grave!). Muitos reclamam sobre a privacidade do telefone celular, por exemplo, mas basta não cadastrá-lo. Outras redes, como o Twitter e Instagram permitem que apenas usuários adicionados vejam as postagens, aumentando assim a privacidade do usuário.

Redes Sociais e inúmeros cadastros

Se você já perdeu a conta de quantas redes sociais está presente, faça uma lista daquelas que lembra e exclua seus perfis das que não usa. Fiz isso há alguns meses e mesmo assim hoje ainda sinto que preciso reduzir ainda mais minha presença online (que se encontra um pouco espalhada). Não dá para aproveitar bem todos os recursos de uma rede social se temos diferentes perfis, um para cada finalidade. Depois que retirei meu blog pessoal do ar senti que consegui me concentrar muito mais em um objetivo e isso tem me ajudado demais a estabelecer um foco no que é importante.

Dica: Algumas redes sociais não permitem a exclusão do perfil, então caso não queira mais utilizá-la, altere o nome, email e os dados que forem necessários e salve. Mude ou remova o avatar e você não será mais encontrado naquele site.

Administrando emails

Já comentei sobre como lido com emails, mas não custa repetir. Tenho dois emails, um apenas destinado a cadastros (e assim fica mais fácil quando preciso excluir uma conta e não lembro a senha) e um email pessoal/profissional. Peguei meu email “camilemusica”, bem antigo, para deixar apenas para cadastros em todas as redes sociais e mantive o “camilejornalista[@]gmail.com” para contatos profissionais e pessoais, além de ter configurado o email do blog para receber em uma pasta específica dentro dele. Não me preocupo com o que chega no email antigo, de vez em quando acesso apenas para remover spam.

Desconhecidos: adicionar ou não?

Por um tempo resolvi remover todos os desconhecidos do meu Facebook. Senti que ficou bem mais leve, apenas com pessoas próximas e mais seguro com postagens apenas para amigos. Quem estava de fora não conseguia ler o que eu postava nem ver minhas fotografias, mas pensando melhor, resolvi aceitar as dezenas de solicitações que estavam pendentes, já que optei por manter meu perfil público. Como tenho um blog e muitos leitores gostam desse contato com quem escreve e nunca publiquei nada muito pessoal, tomei esta decisão. Não fazia muito sentido eu ter um blog pessoal no qual compartilhava inúmeras fotografias do meu dia-a-dia e trancar as mesmas fotos em um álbum privado no meu Facebook.

Se você deseja ter em sua rede social apenas amigos, sabe que terá mais liberdade de escrever aquela sua opinião polêmica, mas caso tenha um perfil público, talvez seja bom rever se aquela foto com amigos bêbados na festa não causará problemas profissionais. Pensar duas vezes no que iremos publicar online é fundamental, lembre-se que uma vez na web, dificilmente será excluído.

Onde estou?

Outra decisão que tomei foi a de remover aplicativos vinculados à localização. Por um tempo usei o Foursquare (muito bom para encontrar novos restaurantes ou locais para diversão) mas me vi fazendo check-in a cada visita à mesma livraria, no mesmo shopping e no mesmo café, quando me perguntei quem realmente quer saber onde estou? Será que essa exposição é útil para alguém? O que me interessa onde o amigo A ou B está? Não pensei duas vezes e apaguei o aplicativo. Foi legal, testei por um tempo mas decidi por não usar algo que não faz tanto sentido (para mim). Também desativei o serviço de localização do Facebook e Twitter (mas de vez em quando aparece por acaso que estou no Rio de Janeiro). A não ser que eu esteja viajando e queira publicar alguma foto de um ponto turístico, não faz sentido todos saberem o tempo todo que eu estou na mesma cidade em que sempre vivi.

Estas são algumas medidas que tomei quanto à redução da minha presença online e controle de privacidade. Ainda há muito a ser configurado, redes sociais excluídas e cada vez mais concentrar minha energia em poucos – mas seletos – objetivos na web.

E vocês? Têm muitos perfis espalhados pela vasta web? Como fazem para cuidar da privacidade frente à exposição a qual somos impulsionados com diversos aplicativos de compartilhamento?

> crédito da imagem: we ❤ it <

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Tralha digital: está na hora de desapegar

20/04/2014

Organizando aplicativos do celular

Sempre nos preocupamos em jogar fora nosso lixo, reciclar, livrarmos do que não nos faz mais bem, mas e quanto ao lixo digital? Será que guardamos muita tralha sem necessidade?

Com a facilidade de armazenamento digital, que cada dia expande seus limites, temos a sensação de poder, finalmente, guardar tudo o que temos de forma segura, nas nuvens ou no próprio HD externo. Livros em PDF, músicas em MP3, filmes e documentos pessoais acabam sendo guardados para serem lidos mais tarde, escutados em algum momento ou consultados depois. Mas e quando isso tudo se torna uma tralha digital?

Uma revisão periódica é fundamental para fazermos um declutter também em nossos computadores e hardwares de armazenamento. Apesar do sistema de busca e tags estarem cada vez mais eficientes, encontrar um arquivo que precisamos pode se tornar complicado em meio a vários lixos que guardamos sem necessidade.

Quantas fotos ruins você tem em seu HD? E quantas músicas repetidas? Filmes que já assistiu, documentos obsoletos? Vamos jogar tralha digital na lixeira e liberar espaço em nossos computadores – ou nas nuvens? Afinal, esvaziar a lixeira digital também nos dá uma sensação maravilhosa de minimalismo, limpeza e liberdade. Aperte o delete você também.

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