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Nossas vidas nas nuvens

07/10/2015

Nossas vidas nas nuvens » Camile Carvalho • camilecarvalho.com

Certa vez, minha professora de Arquitetura de Informação comentou algo na sala de aula que me deixou intrigada. Ao debatermos sobre o futuro da informação agora em novo suporte digital, ela comentou que mesmo que migremos para o meio digital, nossa ânsia de acumular objetos não diminuiria, apenas estaria direcionada a outro espaço: o virtual. E completando a linha de raciocínio, levantou o questionamento sobre nosso verdadeiro motivo de querer acumular tudo.

Me transporto para as antigas eras, nas quais o homem vivia em suas cavernas e que precisava acumular o máximo de alimento que conseguisse coletar (ou posteriormente, cultivar) a fim de resguardar sua sobrevivência. O tempo foi passando e mantivemos esse apego aos objetos, às nossas posses. Queremos ter, pegar, olhar, guardar, só pra ter uma sensação de segurança. Mas nosso lar deixou de ser o repositório de tudo o que temos.

Transferimos nossos itens preciosos ao computador. E, a cada música baixada, a cada filme pirateado, acabamos acumulando tantos bytes que nossos HDs mal suportavam. E de um disquete, precisamos desenvolver o CD-ROM. E do CD-ROM, o DVD-R. RW, pra sobrescrever. HDs externos com mais e mais capacidades. Aquela foto que você tirou em 2007? Certamente ainda está lá. O problema é encontrá-la. E com isso tiramos objetos de nossas estantes, tiramos álbuns de fotos empoeirados e acumulamos em dispositivos digitais. Substituímos nossos livros por megabytes digitais em nossos Kindles, iPads e celulares. Mas ainda assim acumulamos, acumulamos e novos dispositivos, cada vez com mais espaço, são criados para dar vazão. E então surge a grande solução para guardarmos cada vez mais, sem ocuparmos espaço. Digo, o nosso espaço: as nuvens.

O que, afinal, estamos fazendo com nossos arquivos e acúmulos? Assinamos planos de serviços nas nuvens, jogamos nossos bytes sabe-se lá aonde e com isso nos sentimos confortáveis, pois podemos guardar cada vez mais. Transferimos uma música da internet (nuvem) e jogamos em um espaço não-palpável (nuvem) mas que nos pertence. A ânsia de acumular não acabou, apenas guardamos, como um esquilo guarda suas nozes, de uma outra forma, ainda mais estranha.

Se pararmos pra pensar sobre os dispositivos de memória, fica difícil prever aonde chegaremos no futuro. Se um pendrive de 16Gb de capacidade ocupa o mesmo espaço físico de um que armazena 1 Terabyte, o que poderemos armazenar no futuro no mesmo espaço, ou até em um dispositivo menor? Tudo? E o que é o tudo, afinal? Seremos capazes de armazenar um backup completo de nossas vidas em um único ponto microscópico de armazenamento quase infinito? E quem seremos, caso este dia chegue? Nós, ou nossos backups? E isso não seria uma forma de preservação da nossa existência?

E então, divagando sobre tudo isso, olho para meu computador e me pergunto por que ainda guardo tantos arquivos inúteis que um dia virarão uma simples poeira cósmica binária nessa imensidão de zeros e uns. E começo a pressionar o botão delete sem dó nem piedade, porque, por mais que eu tenha minha nuvem, quero que pelo menos um futuro backup da minha vida seja organizado.

imagem » daqui

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Internet

O que fazer com um computador offline?

10/04/2015

O que fazer com um computador offline? | Camile Carvalho - Vida Minimalista

Vivemos tão conectados, dependendo tanto da tecnologia que quando a conexão cai, parece que ficamos em um vazio, sem saber direito o que podemos fazer com um computador offline. A impressão que temos é que tudo depende de uma conexão e ficamos de mãos atadas, sem conseguir resolver nada.

No entanto, há algumas tarefas que podemos fazer enquanto a internet não volta. Tarefas essas que talvez sempre deixamos para algum dia encararmos quando tivermos um tempo livre sobrando.

1. Organizar as fotografias digitais

Você sabe onde está aquela foto de um evento específico do ano retrasado? Consegue encontrá-la facilmente ou está perdida em algum lugar obscuro de seu HD? Aproveite o tempo offline para organizar suas fotografias em pastas. Eu costumo criar uma pasta para cada ano e subpastas dos meses. Fica mais organizado e em ordem cronológica.

2. Escanear documentos

Sou muito empolgada com a ideia de reduzirmos os papeis das nossas vidas, principalmente em se tratando de documentos. Tenho digitalizado todos os meus documentos importantes, e isso já me poupou muito esforço. Certo dia estava na faculdade e precisei de uma cópia da minha certidão de nascimento. Fui na xerox do andar, abri meu Dropbox* e mandei imprimir. Simples assim! Se eu não tivesse este recurso, teria que ir em casa, fazer a cópia e voltar à universidade, imaginem o tempo que eu gastaria se não tivesse essa ferramenta tecnológica!

3. Digitalize e organize seus arquivos de estudos

Pra quem é estudante, esta é uma ótima dica. Uso muito o Evernote pra guardar minhas anotações de aulas e mais uma vez, o Dropbox para armazenar os textos. Durante os estudos, seja na escola ou na faculdade, somos transbordados por textos, xerox e papeis, e se não tivermos um sistema viável para lidar com eles, acabamos nos tornando desorganizados e improdutivos.

Mesmo mantendo uma cópia física de algum texto (devo admitir que é muito bom estudar com um marca-textos na mão e fazendo anotações enquanto lemos), é bom também que guardemos uma cópia digitalizada, claro, se for um texto relevante. Sempre faço uma triagem se o que estou em mãos seria útil num futuro, e se for, digitalizo pro computador e guardo na minha pasta virtual da faculdade. É uma ótima tarefa pra realizar quando a internet cai.

4. Escreva, escreva e escreva

Neste exato momento sentei-me, liguei o computador com vários planos em mente, inclusive escrever um artigo pro blog. Ao acessar a internet – que certamente me distrairia por vários minutos antes de me permitir fazer o que eu realmente iria fazer – descobri que estava sem conexão. Claro, sempre ficamos frustrados quando isso acontece, mas como a empresa está realizando uma manutenção, não adianta ficar com raiva pois nada será resolvido com essa atitude. Abri o editor de textos e simplesmente comecei a escrever este post que talvez não seria escrito caso minha internet estivesse funcionando normalmente.

Aproveite o momento de desconexão e escreva o que está pendente. Seja um novo artigo para seu blog, uma tarefa da faculdade, algum trabalho que está procrastinando ou simplesmente desenvolva sua criatividade escrevendo algo livre. Acredite em mim, boas ideias sempre surgem quando deixamos fluir a livre escrita.

5. Destralhe!

Devo confessar que este item é o que mais gosto. Em caso de falta de internet, nada melhor que um destralhe do seu computador. Enquanto organiza sua pasta de estudos, digitaliza documentos e organiza suas músicas digitais, que tal mandar pra lixeira aqueles arquivos que você não usa mais? Quanto mais lixo acumulamos, mais difícil de encontrarmos os importantes, além de ocupar espaço no computador e deixá-lo mais lento. Desapegue também da sua tralha digital e faça o desafio de deixar seu desktop livre de arquivos soltos por aí. No final, dá gosto trabalhar em um computador todo organizado, mais leve e mais veloz.

E você, o que costuma fazer no computador quando está sem conexão com a internet? Compartilhe conosco!

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Internet

7 dicas para uma revisão digital

24/11/2014

O fim do ano está chegando e nada melhor que fazer aquela revisão em nossas vidas. Um novo ciclo logo se iniciará e para que possamos deixar entrar novas energias em nossas vidas, o melhor a fazer é refletir sobre o que podemos desapegar e organizar, começando pela nossa “vida digital”.

Para ajudar esta revisão, trago 7 perguntas que te farão repensar sua vida digital, desapegar de contas e cadastros antigos e reorganizar sua presença online. Pegue papel e caneta, anote as dicas e suas reflexões:

1 – Quantas contas de e-mail tenho?

Quem pegou a internet desde o começo, como eu, deve lembrar que constantemente surgia um novo serviço de email. BOL, UOL, Yahoo, Hotmail, Gmail… Se você teve conta em algum deles e deixou abandonado, que tal fazer uma super faxina e excluir o que não usa mais? Mantenha cadastro apenas naqueles serviços que está realmente usando e enxugue suas contas mantendo apenas o essencial. Precisa de um email pessoal e um profissional? Então liberte-se daquelas que você mal lembra da senha.

2 – Em quais redes sociais estou inscrito? Uso todas?

Redes Sociais é um outro problema. Toda vez que surge uma nova vem aquela expectativa de que será melhor, terá mais recursos e que poderemos utilizá-la de um jeito diferente e inovador. No entanto, nem sempre ela corresponde às expectativas e acabamos mantendo o cadastro lá, já que não faz diferença. Tente lembrar-se de quais redes sociais tem cadastro e reflita sobre seus usos. Qual você usa mais? Qual gosta mais? Qual não acessa há um bom tempo? Com qual finalidade se cadastrou? Tem necessidade manter vários perfis espalhados pela web? Não tenha apego, exclua o perfil dos sites que você não usa mais. O pior que pode acontecer é você querer ter uma conta novamente no futuro e simplesmente ter que criar uma nova conta. Não é o fim do mundo.

3 – Por onde estão minha fotografias na web?

Então você era jovem e tinha Fotolog, Flogão, Blogs e diversos álbuns online. Espalhava suas fotografias em cada serviço novo de compartilhamento e armazenamento de fotos. Com uma simples busca no Google é possível encontrar aquela sua foto, digamos, não comprometedora, mas que você não gostaria que estivesse ali, exposta na web. Você cresceu, seus interesses mudaram, mas há fotos suas espalhadas por toda web. Situação complicada, né? Para evitar que essa situação se propague, escolha um serviço de armazenamento de fotos e faça o backup lá. Jamais publique o que não gostaria que fosse visto (hoje e futuramente) e exclua cadastros antigos de serviços de fotos. Na maioria deles é possível fazer um backup antes da exclusão definitiva. Desapegue e tenha o cuidado de preservar sempre sua imagem daqui pra frente.

4 – Estou muito vulnerável na internet?

Você digita seu nome no Google e aparece todo seu endereço, telefone, restaurante preferido, nome completo dos pais e até o que você almoçou semana passada. Observe de quais sites vêm essas informações. Reflita se você precisa mesmo estar exposto e se tais informações encontradas na web são relevantes e quem sabe, pessoais demais. Faça uma revisão no seu Facebook, remova informações que não precisa estar ali, de acordo com suas necessidades. Deixar seu número de telefone em seu perfil é desnecessário, por exemplo, exceto se você tem uma página de prestação de serviço na qual seja realmente necessária tal informação de contato. Lembre-se sempre de que nunca é preciso preencher todas as informações sugeridas nas redes sociais. Cuide da sua exposição na rede e apague o que não deve estar ali.

5 – Meus arquivos do computador estão organizados?

Sua pasta de Downloads está cheia de arquivos que você baixou nos últimos meses? Seu Desktop tem dezenas de arquivos importantes que estavam em uso? Você consegue identificar do que se trata cada arquivo apenas pelo nome? Faça uma faxina geral, renomeie arquivos com nomes confusos, exclua o que não precisa mais, crie uma pasta de músicas, uma de documentos e uma de fotos. Não deixe tudo espalhado, seja organizado! Deixar arquivos bagunçados e desnecessários prejudica a produtividade e pode te dar trabalho em dobro. A dica que sempre dou pra organizar melhor os arquivos é usar o Dropbox, como uma pasta virtual sincronizada em todos os dispositivos e/ou Evernote, pra centralizar todas as informações em um único lugar. É um ótimo desafio para o fim do ano tirar algumas horas pra organizar seu computador. Tenho certeza de que você não vai se arrepender.

6 – Quantos programas tenho instalado? Quais eu nunca uso?

Vamos liberar espaço em nossos dispositivos? Faça uma revisão dos programas e aplicativos que mais usa e desinstale aqueles que não nos fazem falta. Às vezes instalamos algo na empolgação e usamos 2 ou 3 vezes, pra nunca mais, e acabamos ocupando espaço sem necessidade. Deixe seu computador e celular sentirem também os benefícios do vazio e desapegue do que você não usa sempre. Energia estagnada é prejudicial em todos os aspectos de nossas vidas.

7 – Favoritos, ainda preciso deles?

Na última vez em que fui organizar meus favoritos, me dei conta de que havia muitos sites que eu nem lembrava o porquê de tê-los guardado para futura consulta, já que os visitei uma única vez e nunca mais precisei retornar. Hoje mantenho nos favoritos apenas links que visito frequentemente e caso goste muito de algum artigo, em vez de salvar como link favorito, tenho a opção de guardá-lo no Evernote ou no Pocket. Uso a barra de favoritos para sites que visito frequentemente, para facilitar o clique, e aqueles sites que consulto de tempos em tempos. Para acompanhar blogs, uso o Bloglovin e quando separo um tempo pra me atualizar, leio vários posts bacanas de uma só vez. Faça uma boa revisão e desapegue dos seus favoritos velhos, você vai ver como seus gostos mudaram e que muito do que tinha guardado para futuro acesso nem existe mais na web.

Espero que tenham gostado das dicas de revisão digital. Participe também deixando suas dicas aqui nos comentários!

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Imagem: daqui

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