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Evernote: Como organizar

21/12/2015

Como organizar o Evernote? | Camile Carvalho #camilecarvalho

Faltam apenas 3 dias para minha viagem de férias, e com isso resolvi fazer uma organização no meu notebook pra me acompanhar durante a viagem. Pretendo atualizar o blog do Piauí, e pra isso preciso de espaço na memória para as fotos, arquivos sincronizados e que todas as anotações que eu faça desde passagens até ideias para posts estejam facilmente acessíveis e claro, o Evernote foi minha escolha pra manter tudo em minhas mãos.

Evernote, pra quem ainda não conhece, é um sistema de armazenamento de arquivos e notas que sincroniza entre todos os dispositivos: tablets, smartphones, computador e web. Se tiro uma foto da minha passagem, por exemplo, posso acessa-la pela web quando quiser, pois tudo é automaticamente sincronizado. Também é possível criar cadernos de anotações para guardar notas semelhantes, como no meu caso: Yoga, Comunicação Social, Artigos, Blog etc.

Como uso o Evernote

Uso o Evernote há anos, possivelmente desde que surgiu e a ideia de guardar tudo é a grande propaganda do aplicativo. Podemos tirar fotos de produtos que queremos comprar, notas fiscais, cartões de visitas, anotar aulas da faculdade, armazenar fotos de um passeio, enfim, o Evernote pode ser nosso segundo cérebro – não é à toa que seu símbolo é um elefante – mas será que guardar exatamente TUDO é uma boa estratégia de armazenamento de dados?

Logo do Evernote | Camile Carvalho

Otimizando o Evernote

Armazenar é muito fácil, você apenas envia para o sistema e pronto, ali está o que você deseja guardar. Mas quando precisamos recuperar a informação, manter um monte de arquivos “inúteis” pode atrapalhar a busca, apesar do Evernote ter um sistema muito bom de reconhecer caracteres até em fotos. Sei que muitos mantêm até mais de 5 mil notas no Evernote, mas no meu caso prefiro ter guardado apenas o que realmente é útil e que um dia eu precisaria acessar novamente. Acho que torna o sistema mais leve e rápido, ficando mais fácil de encontrar o que desejo.

Com isso, fiz uma limpeza no meu Evernote excluindo em média 130 notas já obsoletas que não precisam mais estar ali. Muitas vezes guardo artigos que quero ler na internet e depois que leio, não desapego e mantenho ali. Claro, alguns são interessantes de serem guardados, mas outros não. Excluí também anotações que já expiraram a validade, como horários de médicos, notas de provas da pós, livros que quero comprar etc.

Dicas

» A dica pra evitarmos criar notas únicas que logo vão expirar, é criar uma única nota com várias informações nela, como por exemplo, “Médicos”, e ali armazenar todas as informações relacionadas, como telefones, endereços, horários das consultas entre outros dados, pois assim conseguimos utilizar melhor cada nota sem deixar espalhadas por aí vários “picotes” de informações soltos pelo Evernote.

» Outra dica é criar um caderno para notas arquivadas, que não vamos precisar mexer muito mas sempre é bom manter, como cópia de diplomas, cópia da identidade, certidão de nascimento e outras notas que julgar importante manter ali.

» Fazer listas em notas também é ótimo. Filmes assistidos, Livros lidos, Empresas Cruelty-Free, Bibliografia do curso, Blogs que acompanho, Frases inspiradoras são algumas notas que mantenho no Evernote. É muito mais prático e rápido encontrar cada uma dessas notas usando a busca.

» Crie cadernos de acordo com suas necessidades, não com a dos outros. Se outros usuários do Evernote usam um sistema de cadernos, não necessariamente esse tipo de organização vai se encaixar na sua realidade. Pegue papel e caneta e anote as grandes áreas da sua vida. Estudos, Trabalho, Pessoal, Livros etc. Sobre o que você mais costuma anotar em papeis avulsos ou no caderninho? Quer começar um projeto novo e precisa fazer anotações sobre ele? Veja quais são as necessidades e crie um caderno para cada uma dessas áreas. Depois de um tempo, faça uma revisão, veja o que pode ser excluído e o que pode ser mantido ou renomeado. Nossas vidas e prioridades mudam o tempo todo e nosso sistema de organização deve sempre acompanhar nossa realidade, não o contrário.

» Faça sempre uma revisão enviando pra lixeira aquilo que não serve mais. Desapegar de anotações que não servem mais também é importante, pois de nada adianta termos um sistema de armazenamento de dados com notas obsoletas que só atrapalham na hora de procurar as informações importantes.

Depois de organizar, excluir notas, criar novos cadernos, renomear outros e remanejar alguns dados, meu Evernote está muito mais clean e rápido de encontrar o que preciso. Agora, só me resta adicionar algumas notas referentes à viagem e manter a organização e revisão periodicamente. Se você ainda não usa Evernote, clique aqui para criar uma conta e baixar o aplicativo pro computador, tablet, smartphone ou usar na web.

Quem também usa Evernote? Como vocês se organizam? Conte aqui pra gente!

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Internet

O dia em que excluí o Facebook do celular

28/11/2015

O dia em que excluí o Facebook do celular | Vida Minimalista | Camile Carvalho

Já faz um tempo que eu vinha querendo desconectar um pouco do Facebook, mas a questão é que como alimento a Fanpage do blog e monitoro outras redes sociais, queria encontrar um equilíbrio entre o pessoal e o profissional. O problema é usar a desculpa de que estou usando o Facebook para fins profissionais quando na verdade o que estou fazendo é apenas rolando a página à procura de novidades, e quando percebo, já se passaram minutos preciosos da minha vida, já deixei de fazer o que precisava por estar ali, completamente distraída.

Quanto às mensagens, era outro problema. Muitos amigos falavam algo pelo Facebook Messenger instalado no celular, mas na maioria das vezes era relacionado a algo que eu (1) não poderia resolver no momento ou (2) puxavam assunto apenas pra bater papo. Não sou (tão) antissocial a ponto de não querer conversar com meus amigos, mas nem sempre o momento em que eles podem, é quando eu posso, e isso tenho certeza que acontece com a maioria de nós.

Saber que um amigo me mandou mensagem e eu não ter como responder na hora me deixava com uma sensação de não estar sendo tão legal com a pessoa, como se estivesse a desprezando, mesmo que fosse por alguns minutos até que eu pudesse chegar em casa pra conversar com mais calma. A solução que tive foi então excluir os dois aplicativos do meu celular: Facebook e Messenger.

O Facebook foi embora há mais tempo e desde então não senti falta alguma. A ansiedade de ver notificações e sentir a necessidade de lê-las, foi embora, mas o Messenger ainda continuou ali, firme e forte, até que percebi que talvez não fosse tão importante tê-lo ali em minhas mãos. Após um tempo, excluí sem dó e mantive apenas o aplicativo da Fanpage em uma pastinha chamada Blog.

Agora não me sinto uma má pessoa ao ver que amigos estão puxando papo comigo quando estou na rua, ou quando alguém me pede material/links etc pra algum trabalho. Desculpe, mas na rua fica difícil resolver certos assuntos e o mais legal é que agora, quando chego em casa, tenho aquele tempinho dedicado a entrar no Facebook, ver as notificações, responder aos amigos e pronto. Manter a mente focada em uma única atividade por vez pode ser um pouco difícil, mas reservar esse tempo pra conversar, pra responder com calma e carinho e atualizar as redes sociais tem me feito bem. Posso demorar algumas horas pra responder, é verdade, mas quando respondo, podem ter certeza de que foi de coração. 💕

E vocês, como lidam com o Facebook? Também deletaram o aplicativo ou foram mais corajosos e saíram da rede social?

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Slow Internet: um movimento minimalista na web

08/11/2015

Slow Internet: um movimento minimalista na web | Camile Carvalho Vida Minimalista

É verdade que agora a produção de conteúdo está mais democrática. Praticamente qualquer pessoa com um computador (ou smartphone) e uma conexão à internet é capaz de produzir algo, seja no Twitter, em um blog pessoal, YouTube ou em suas páginas do Facebook. No entanto, a possibilidade de ganhar voz junto à urgência de estar onipresente em todas as redes, fez com que houvesse uma enxurrada de dados pela internet, tanto bons quanto ruins.

Da mesma forma que queremos ter nossa própria voz produzindo cada vez mais conteúdo, também desejamos consumir freneticamente o que os outros produzem. Se abrimos nosso feed do YouTube e percebemos que tem uma quantidade enorme de vídeos novos e pouco tempo para assisti-los, logo surge uma sensação de que estamos perdendo algo, de que precisamos abrir mão de algo para que possamos “quitar” aquele débito que tanto nos incomoda.

Claro que estou dando um exemplo um tanto exagerado, alguns realmente não se importam com a quantidade excessiva de atualizações em seus feeds, mas quem nunca checou o Facebook só para ver se tinham notificações novas e se sentiu feliz ao ver que a última foto que postou recebeu mais curtidas? Será que precisamos mesmo estar sob tais sensações? Será que não estamos causando uma ansiedade sem um motivo importante?

Já escrevi aqui no blog dicas para uma vida online saudável e de como organizei meu Facebook para que não ficasse tão afogada em seus estímulos. Já passei por um período em que queria ao máximo estar longe das redes sociais, da internet e do blog, ao mesmo tempo em que queria compartilhar cada descoberta que estava fazendo com vocês. Cada dica que publico no meu blog faz parte de uma descoberta pessoal, algo que experimentei e que deu certo, e que gosto de sugerir que experimentem também e depois me contem se deu certo ou não.

Claro, não somos iguais a ninguém e o que pode dar certo pra mim pode não se adequar a outros, mas tento sempre compartilhar com vocês o que considero ser interessante e que possa ajudar de certa forma, embora às vezes erre um pouco a mão e faça do meu blog mais um estilo diário do que utilidade mesmo, e peço desculpas por estes posts que não acrescentam muito.

A questão é que há um movimento muito bacana crescendo por aí, que se chama Slow Internet. É um movimento que rema contra a maré da superexposição, do consumismo digital (não apenas relacionado a compras, mas a consumo de informação) e que nos mostra que podemos pisar no freio e desacelerar um pouco esta ansiedade de estar sempre conectado, sempre disponível e sempre consumindo tudo o que encontramos pela web. Se antes, na época das coleções de enciclopédias, já era difícil absorvermos tudo o que aquelas páginas guardavam, imaginem agora que temos estímulos constantes pulsando em nossas mentes disputando nossa atenção pela internet? Clique aqui, leia, compre, assista o vídeo e etc.

A boa notícia é que podemos ter o controle. Por mais que as redes sociais tenham se transformado em grandes simulações de praças de guerra – vide época das eleições e outros debates – podemos ser mais seletivos quanto ao conteúdo que queremos receber. Quais páginas curtimos no Facebook? Quantos perfis seguimos no Twitter ou Instagram? São pessoas que nos causam alegria, que nos colocam pra cima e dão dicas legais que podemos pôr em prática ou personalidades da web que apenas esbanjam um estilo de vida que nunca teremos e que nos causam um sentimento de não-pertencimento? O que queremos encontrar nas redes sociais? O que esperamos ao entrar de 10 em 10 minutos no nosso Facebook? O que nos causa ansiedade?

Podemos ter o controle. Basta selecionarmos melhor quais conteúdos queremos receber. Desapegue, faça um declutter digital. Desconecte-se um pouco. Eu mesma tentarei respirar um pouco de ar puro e repensar sobre o que ando escrevendo, compartilhando e produzindo em minhas redes sociais e blog. Talvez eu tire do ar alguns posts mais pessoais que acho irrelevantes e talvez faça uma revisão em outros que acho interessantes, complementando informações e corrigindo possíveis erros para melhorar a qualidade das informações do blog.

E vocês, já conheciam este movimento? O que acham da ideia? Como são seus hábitos na internet?

imagem daqui

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