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Inspiração

TED Talks: Sua linguagem corporal molda quem você é

31/07/2013

Você já percebeu como seu corpo reage em diferentes situações? Nós, seres humanos, somos muito acostumados a reparar nos outros. Sabemos quando alguém é tímido apenas observando a postura. Sabemos quem é bem sucedido até pelo jeito de andar, mas e você? Como você se mostra aos outros? Será que todos que achamos serem superiores, realmente são?

A linguagem corporal é fascinante e diz muito sobre a pessoa, e com algumas técnicas somos capazes de driblar algumas dificuldades que temos em diversas situações apenas mudando a nossa postura. Eu gosto muito dos TED Talks, um projeto que reúne palestras completamente inspiradoras. Hoje assisti esse vídeo da Amy Cuddy, sobre como moldar a linguagem corporal e vim aqui compartilhar.

Amy tinha tudo para ser uma grande cientista, mas um acidente de carro a fez perder alguns anos na universidade, o que a deixou desmotivada. No entanto, acreditando e se portando de forma diferente, Amy conseguiu superar as dificuldades e ensina no vídeo a importância de moldarmos a nossa postura, não para os outros, mas sim para nós mesmos acreditarmos que somos capazes. É sem dúvida uma palestra inspiradora que me fez refletir sobre como os outros me interpretam, e principalmente como eu me porto comigo mesma.

O vídeo é em inglês, com legenda em português. Espero que gostem!

E você, já passou por alguma situação em que precisava demonstrar força e segurança mas fracassou por se sentir inferior?

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Inspiração

Encontrando o ambiente ideal produtivo

13/07/2013

Sabe aquele cantinho na nossa casa que reservamos pra estudar, ler um livro, navegar na internet e trabalhar? Muitas vezes achamos que ele é o local ideal, mas será que é ali que conseguimos produzir mais?

Eu tenho um espaço desse tipo, no meu quarto. Minha bancada tem tudo o que preciso: livros, computador, boa iluminação mas nem sempre consigo de fato sentar e me concentrar em tudo o que tenho que fazer. Às vezes estou andando na rua e me vem uma inspiração do nada. Volto pra casa, me ajeito no meu canto e nada. Nada sai. Nada produzo. Mas qual será o motivo de, justo no ambiente que preparei pra isso, não conseguir estimular a minha criatividade?

Fiquei com isso em mente por um bom tempo. Testei escrever na cama, com meu notebook no colo, mas logo o sono vem. Acho que o pior lugar pra se trabalhar é na cama, quando percebemos já estamos de pijamas, enroscados no edredom e com os olhos pesados.

Um dia, com um caderno na mochila andando pelo shopping aqui perto de casa, tive uma inspiração. Como eu fui pra resolver algo – que não lembro – antes de ir pra faculdade, resolvi pedir um suco e escolher uma mesa meio isolada na praça de alimentação. Peguei o caderno da mochila e comecei a escrever. Escrevi, fiz mapas mentais, tive novas ideias para os blogs, rascunhei alguns posts e quando vi, eu já estava há algumas horas completamente absorta nos meus pensamentos e criatividade.

Achei curioso o fato de, não ser o silêncio do meu quarto o que me faz ter novas ideias, mas sim, a barulhenta praça de alimentação de um shopping, no qual pessoas falam alto, transitam à minha frente e andam como loucas à procura de comprar, comprar e comprar. Talvez a observação dessas pessoas me inspirem. O olhar como cada uma delas se comporta, interagem e o afastamento da minha zona de conforto.

Sempre achei curioso escritores, como J. K. Rowling, que dizem escrever livros em um café. Aqui no Brasil não temos esse costume, mas nunca conseguia compreender como alguém escreve algo em meio a barulhos, movimento e pessoas falando o tempo todo, mas pude experimentar um pouquinho essa sensação e me surpreendi com o resultado. A sensação que tive foi de que ali eu não tinha tanta autocrítica (o que às vezes me bloqueia) e pude expor meus pensamentos com mais clareza do que se estivesse no conforto do meu lar.

É difícil compreender por que isso acontece, mas eu sugiro a vocês que tentem sair da zona de conforto pelo menos uma vez. Se você gosta de escrever, vá até um parque, shopping ou uma praça movimentada. Observe as pessoas, suas feições, comportamentos e não se esqueça de levar papel e caneta. Isso pode ser útil também pra quem precisa encontrar soluções para alguns problemas. Saia da zona de conforto e explore novos ambientes. Não custa nada tentar e pode dar certo, como aconteceu comigo.

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TED Talks: A vida online como uma tatuagem permanente

26/05/2013

TED Talks: A vida online como uma tatuagem permanente | Camile Carvalho

Andy Warhol uma vez disse que “no futuro, todos ficarão mundialmente famosos em 15 minutos”. Mas e se fosse o oposto, se fosse possível que ficássemos anônimos por esse espaço de tempo? É com esse questionamento que Juan Enriquez conduz sua palestra no TED, sobre tatuagens eletrônicas. Enriquez faz uma reflexão sobre o quanto estamos expostos atualmente e sobre a imortalidade desses dados, que ficarão online durante muito tempo. Ele compara cada postagem, cada tweet, cada foto que publicamos, como uma tatuagem, que contém informações sobre cada indivíduo e que é permanente, mesmo que mudemos de personalidade, de emprego ou de vida.

O palestrante ainda alerta sobre diversas tecnologias que estão sendo criadas e que talvez nem saibamos, como o Face.com, um sistema que já possuía, na época de seu discurso, 18 bilhões de rostos cadastrados e que no dia 18 de junho de 2012 foi vendido para o Facebook. Sendo assim, é possível que em uma foto aleatória em um bar, nosso rosto seja reconhecido por um estranho, sendo possível acessar nossos dados.

Juan Enriquez se utiliza de quatro mitos gregos que podem servir como lição nos dias atuais:

1) Mito de Sísifo. Condenado a rolar pedras colina acima por toda a eternidade, Sísifo pagou para sempre por algo que fez. Com esse exemplo, devemos ser cuidadosos com o que postamos. Uma simples frase pode destruir uma reputação, mesmo que seja equivocada ou mal entendida.

2) Mito de Orfeu. Ao olhar para trás, Orfeu perdeu sua amada. Da mesma forma, nos relacionamentos atuais, não devemos procurar muito o passado de quem amamos. Porque se procurarmos por algo, certamente iremos encontrar.

3) Mito de Atlanta. Supostamente invencível, Altlanta perdeu a corrida para Hipomenes ao se distrair com maçãs de ouro lançadas por ele durante a corrida. Da mesma forma, podemos perder nossos objetivos ao nos distrairmos com maçãs de ouro, que nos desviam a atenção e ainda nos fazem twittar sobre coisas fúteis. Foco no que realmente importa!

4) Mito de narciso. Ninguém é feio nas redes sociais, ninguém tem problemas no Facebook, todos possuem uma vida feliz no Instagram. Não devemos nos apaixonar pelo nosso próprio reflexo. Sejamos mais realistas. Não precisamos disso.

Por último, Enriquez cita uma lição de Jorge Luiz Borges que em uma situação escreveu: “o que poderia ser tão ameaçador, senão a morte?”. E o palestrante encerra seu discurso respondendo que mais ameaçador que a morte, seria a própria imortalidade digital.

Recomendo a todos assistir o vídeo e refletir um pouco. O vídeo possui legenda em português.

E você, o que acha sobre a exposição no mundo digital? Tem alguma preocupação com o que escreve na rede ou acha que não tem problema algum e que isso faz parte do progresso digital? Deixe sua opinião!

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