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Inspiração

Como organizar as leituras com a Técnica Pomodoro

02/05/2016

 

kindle-camile-livro

A Técnica Pomodoro consiste em separar blocos de tempo de total atenção ao que estamos fazendo intercalando momentos de ação com descanso. Cada pomodoro representa uma janela de tempo de 25 minutos fazendo o que precisa ser feito mais 5 minutos de pausa, podendo ser escolhida neste tempo de descanso qualquer tarefa que não esteja relacionada ao nosso foco principal.

Ao todo, cada “pomodoro” tem a duração de 30 minutos. E assim, quando acabamos um pomodoro (ação + pausa), recomeçamos o ciclo novamente. Uma sessão completa é formada de 4 pomodoros, totalizando assim 2 horas de atenção plena e produtividade, quando então nos damos uma pausa mais longa de 15-30 minutos. É um bom tempo se considerarmos que dificilmente conseguimos manter o nosso foco em alguma atividade por duas horas seguidas!

Resumindo:

pomodoro-icone1 pomodoro = 25 minutos de foco + 5 minutos de descanso

Técnica Pomodoro e as leituras

Como estou fazendo meu desafio de Leitura Mindfulness, decidi experimentar usar a técnica Pomodoro enquanto leio meus livros sem distração. No domingo, escolhi o livro Grande Magia no Kindle para terminá-lo e ajustei o aplicativo Be Focused no celular. Se vocês procurarem pelos gerenciadores de download, há diversos Apps para a mesma finalidade. Quem preferir usar site, recomendo o Tomato-Timer (site) ou o Strict Workflow (extensão do Chrome).

Mantive a atenção total na leitura enquanto o tempo corria (dica: deixe o celular um pouco longe para não ficar olhando o tempo) e quando acabaram os 25 minutos, levantei-me, fui beber uma água, lavar o rosto e já estava pronta para mais um bloco de 25 minutos de leitura. Não demorou mais que 3 pomodoros e enfim, terminei o livro.

Se você ainda não leu o post sobre o meu desafio de Leitura Mindfulness, clique aqui!

Algumas considerações

Não use a técnica Pomodoro como uma competição pra acabar logo algum livro. A intenção do desafio de Leitura Mindfulness não é correr com a leitura, mas fazê-la com concentração total.

De nada adianta usarmos uma técnica de que nos ajuda na concentração, se vamos ler atropelando as palavras com a finalidade de acabar logo um livro. Use o Pomodoro para manter-se engajado na leitura, não para competir com si mesmo.

O que achei?

Minha experiência foi ótima. Claro que foi um teste e pretendo aplicá-la em momentos em que eu estiver com a mente muito agitada, querendo fazer mil coisas ao mesmo tempo. O ideal é sempre termos em mente que a leitura deve ser algo prazeroso, mesmo usando uma técnica de produtividade e concentração.

E vocês, já usaram alguma técnica de concentração e gerenciamento do tempo durante alguma leitura? E concurseiros, como lidam com tantos livros a serem lidos? Deixe seu comentário!

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Inspiração

A corrente do bem – como vocês me ajudaram?

27/04/2016

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Dia 18 de abril completei 32 voltas em torno do sol. É verdade, não falei muito sobre o assunto por aqui, apenas sobre inferno astrale isso significa que foi antes do meu aniversário. Porém, algumas coisas estavam acontecendo por aqui que não me motivaram a escrever no blog. Coisas boas, outras nem tanto, mas como sempre falo por aqui, sempre devemos manter nossa mente elevada, ver o lado positivo dos fatos e buscar o autoconhecimento.

Na semana do meu aniversário, meu avô passou por uma cirurgia bem delicada na coluna. Somos uma família grande, e nossa mente ficou bastante focada em sua recuperação, atenção e cuidados que ele necessita no momento. Tudo ocorreu bem, mas o pós-operatório precisa mesmo um cuidado todo especial. Em vez de manter na mente o medo de que algo desse errado, mudei meu mindset e foquei que tudo já estava dando certo.

E então veio o dia do meu aniversário. Como eu estava com a atenção voltada ao meu avô, não quis programar nada muito trabalhoso. Saí com meus pais no dia, jantamos fora, ganhei algumas roupas e foi bom demais. Tudo bem simples, porém com ótimas energias. Mas a surpresa veio quando cheguei em casa e abri minha página do Facebook…

Recebi mais de 60 mensagens de amigos e conhecidos no Facebook. Isso sem contar com as mensagens carinhosas no Instagram e no Twitter. Muitas delas, de leitores do blog e pessoas que me conheceram pelas redes sociais e se identificaram com meu jeito de ser e o que compartilho. Naquele momento, tive a certeza de que a internet pode ser boa sim. Tudo depende de como a utilizamos.

Muitos me desejaram um ótimo ciclo novo, e que eu continue me doando a espalhar coisas boas por aí. Vejam bem, as pessoas ao meu redor me conhecem por isso, por ser uma pessoa que de certa forma ajuda aos outros, mesmo que eu mesma não me perceba assim. Pra falar a verdade, sempre achei que faço pouco, que poderia fazer muito mais pelas pessoas e pelo planeta.

Voltei a meditar, e alguns insights vieram em minha mente. Eu posso direcionar essa energia que me dedico nas redes sociais e blogs em algo mais reto, canalizado, para ajudar ainda mais. Muitas vezes o ego me faz olhar apenas para meu próprio umbigo, o que não é errado, mas sinto que às vezes olhar demais para mim me faz perder um pouco o foco do que me propus a fazer. E agora, com tudo mais claro em minha mente, é hora de remodelar alguns aspectos da minha vida e conduzir essa energia para fazer mais ações com propósito e amor. ❤

Escrevi todo este texto para agradecer a todos vocês que me desejaram um ótimo ano novo na minha vida, e também àqueles que me acompanham sempre por aqui. A partir de agora tenho minha mente mais clara sobre minha missão pessoal, e tenham a certeza de que escrever e ajudar faz parte dela.

E se você quer mudar o mundo mas não sabe por onde, comece pelo que você sabe fazer de melhor. Afinal, como dizia Confúcio, “Fazendo o que está ao nosso alcance, beneficiamos a todos. Tentando apenas ter ideias para salvar o mundo, não ajudamos nem a nós mesmos.”

Obrigada por estarem sempre presentes, me acompanhando (mesmo com tantas mudanças).

Obrigada por serem quem são.

Obrigada por co-criarem o meu caminho.

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Inspiração

Carta do dia: Repressão

15/04/2016

Carta do dia: Repressão

Por algum tempo eu tenho compartilhado no meu Instagram pessoal (@camilecarvalho) a #cartadodia. Não é um hábito diário, mas tento sempre abrir uma carta do Tarô Zen, de Osho para saber qual mensagem importante devo refletir sobre naquele momento da minha vida, e minha ideia foi de trazer a #cartadodia aqui também pro Vida Conectada.

A carta de hoje é muito especial, pois ontem passei a tarde trabalhando em alguns projetos, algumas coisas que eu gostaria de realizar e acabei me sentindo sufocada, angustiada, como em uma crise de ansiedade. Minha vontade era de abrir a geladeira e comer o que encontrasse pela frente – quem nunca fez isso? – e hoje a carta do dia fez com que eu compreendesse melhor o que estava acontecendo.

Repressão

Na carta podemos ver a imagem de um homem emaranhado com suas cordas. Elas representam tudo aquilo com o que ele se comprometeu, ou deseja fazer, mas que não consegue dar conta. São as amarras que nos prendem aos nossos sonhos, desejos, vontades, mas que acabamos reprimindo por não podermos colocar em ação no agora. Toda essa repressão acaba por nos deixar angustiados, ansiosos e com a sensação de impotência por não conseguirmos corresponder às expectativas tanto dos outros quanto de nós mesmos.

Segundo Osho,

“[…] em sânscrito, a palavra é alaya vigyam: a casa em cujo porão você vai juntando coisas que gostaria de fazer, mas que não pode fazr por causa das condições sociais, da cultura, da civilização. […] elas são perigosas: é arriscado manter todas essas inibições dentro de você.”

A grande reflexão que essa carta traz diz respeito ao quanto estamos nos cobrando por coisas que não podemos fazer. Será que não estamos exigindo demais? Será que não é melhor fazermos uma revisão de tudo com o que estamos comprometidos e analisar o que podemos abandonar? Será que ter muitos sonhos é viável ou nos sobrecarrega com a sensação de que não conseguimos conquistá-los? E se mantivéssemos apenas aqueles mais importantes?

Quando estamos prestes a explodir, que é o que a imagem mostra com a pedra rachando ao redor do homem, temos que buscar uma forma de extravasar toda essa energia, direcionando-a para alguma atividade. Algumas opções são correr, fazer uma prática intensa de yoga, sair um pouco de casa e caminhar pelas redondezas ou jogar a energia em algo que precisa ser feito. O que não podemos é deixar que tudo desmorone em nós.

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