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Lista: Hoje eu organizei…

02/12/2014

hoje-organizei

Sabe aqueles dias em que acordamos e percebemos que o ano já está acabando? Quando olhamos nosso planejamento e percebemos que realizamos muitos projetos, mas outros ficaram pra trás? Não devemos lamentar pelo que não foi feito, mas sim sermos gratos pelo que conseguimos realizar, levantar a cabeça e fazer um novo planejamento para o próximo ano. Quem sabe ainda não dê tempo pra completar alguns projetos? Afinal, o ano ainda não acabou e ainda temos vários dias para colocarmos nossa vida em ordem.

Empolgada em organizar tudo, peguei meu tapetinho de yoga, fiz alguns ásanas e exercícios de respiração para relaxar, peguei meu computador e comecei a organização, deixando fluir minha intuição:

// Organizei as fotografias do ano – abri o Picasa e comecei a organizar todas as pastas, renomeei arquivos de acordo com o mês (2014-01-jan / 2014-02-fev) e excluí arquivos duplicados. Depois vou escrever um post contando como fiz essa organização. Me cobrem, pois estou empolgada pra escrever aqui!

// Limpei a pasta de transferências – é normal, vamos baixando arquivos, fotos, músicas, e quando nos demos conta, a pasta de Downloads está cheia. Apaguei tudo o que não precisava e remanejei os arquivos de acordo com o tipo em suas pastas correspondentes.

// Desapeguei de alguns ebooks no computador – Tenho muitos ebooks e sempre me pergunto quando terei tempo de lê-los, já que minha pilha de livros físicos só cresce. Desapeguei de vários, apertei delete sem medo de ser feliz. Eu tinha ebooks desde 2012 que nunca abri sequer o arquivo.

// Excluí ebooks do Kindle – Sabe aquelas promoções de ebooks gratuitos na Amazon? Já fui a louca de sair baixando vários, só pelo motivo de estar grátis. Se eu os li? Nunca. Ebooks em inglês e português foram excluídos definitivamente da minha conta da Amazon. Quero ter apenas o que realmente quero ler.  E por falar nisso, super recomendo o livro que minha amiga Kelly publicou: And So We Were, pra Kindle.

// Esvaziei a lixeira – Depois de um declutter, não tem sensação melhor que clicar em esvaziar lixeira. O computador parece até mais leve!

E vocês, o que organizaram hoje? Estão empolgados ou desanimados com a chegada do último mês do ano?

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Palestra: Como identificar e combater a nossa raiva

30/10/2014

Palestra: Como identificar e combater a nossa raiva | Camile Carvalho

Ocorreu ontem, 29 de outubro, na UERJ uma palestra muito inspiradora com o monge budista Kelsang Drime, da Nova Tradição Kadampa. O evento foi proporcionado pela PROEPER (Programa de Estudos e Pesquisas das Religiões), ligado ao departamento de Ciências Sociais da Universidade.

O tema abordado na palestra foi Como identificar e combater a nossa raiva, muito pertinente à situação atual no mundo em que vivemos, no qual sempre nos irritamos e desenvolvemos sentimentos negativos pelo outro por qualquer besteira. O monge sinalizou que além de culparmos constantemente o outro e não a nós mesmos, a raiva não controlada pode causar danos maiores à sociedade, como assassinatos por um motivo tolo.

Antes de iniciarmos a palestra, Kelsang Drime nos presenteou com uma meditação com foco na respiração. A técnica aplicada foi de prestar atenção no movimento do ar durante os 3 minutos em que permanecemos em estado meditativo. Tal proposta tem o fim de desprendermos de pensamentos que surgem em nossas mentes, deixando a mente mais livre e treinada para identificar nossas falhas e removê-las.

Um aspecto importante sobre a raiva é que ela atua como uma lente de aumento, nos fazendo perceber o problema aumentado, quando às vezes, a solução seria apenas identificá-lo e tentar resolvê-lo de forma simplificada. Se o outro é capaz de nos causar o sentimento de raiva, o problema é exclusivamente nosso, que permitimos que tal agitação nos incomode. Por outro lado, se lidamos com alguém raivoso e descontrolado, ou com críticas negativas ou calúnias a nosso respeito, não devemos absorver o que o outro pensa sobre nós e vivermos infelizes, mas sim, deixar que continuem pensando o que quiserem, pois não irá nos afetar.

Palestra: Como identificar e combater a nossa raiva | Camile Carvalho

Como a palestra foi baseada no livro Como solucionar nossos problemas humanos, de Geshe Kelsang Gyatso, o monge utilizou uma definição muito interessante do livro sobre a raiva, que seria: “Raiva é uma mente deludida que enfoca um objeto inanimado, julga que ele não tem atrativos, enxerga suas más qualidades e pretende prejudicá-lo.” (pag. 31) e finalizando a palestra, nos fez refletir sobre quatro consequências que o sentimento de raiva nos provoca, e que são extremamente negativos para nós mesmos:

1. Raiva é um estado mental doloroso. Quem sente a raiva sofre, não consegue dormir direito nem se alimentar.

2. Raiva rouba a razão e o bom-senso. Somos capazes de ter atitudes que não teríamos em um estado equilibrado. O pior é o arrependimento que vem depois…

3. Ficamos feios. E isso é verdade! A raiva nos torna rancorosos, nosso rosto se contrai e dificilmente conseguimos abrir um sorriso.

4. Roubando a razão, a raiva coloca em risco relações, trabalho e a própria vida. Por um impulso de raiva somos capazes de pedir demissão no trabalho, acabar com relacionamentos e até mesmo cometermos homicídio.

Encerramos a palestra com mais uma sessão de meditação e um pedido de iluminação e intenção para que consigamos ter mais controle sobre nossos sentimentos negativos, não deixando que nos influenciem tanto.

Com tantos exemplos e argumentos, fica difícil não refletir sobre a raiva que sentimos dos outros. Será que são os outros que causam esse sentimento ruim em nós ou nós é que permitimos que tais energias nos afetem? E se deixarmos passar?

Um agradecimento especial ao PROEPER, por nos dar a oportunidade de conhecer um professor tão iluminado, ao monge Kelsang Drime por nos trazer um tema tão importante e principalmente ao mestre espiritual Geshe Kelsang Gyatso.

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Nova Tradição Kadampa, eles disponibilizaram o livro Budismo Moderno gratuitamente no site. Clique aqui para acessar.

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Inspiração

Organizando a vida

09/09/2014

É sempre assim: percebemos que estamos desorganizados, então pegamos papel e caneta, escrevemos listas, catamos os papeis espalhados pela mesa e jogamos o lixo fora. Planejamos meia dúzia de tarefas pendentes e pronto, tudo parece mais claro e organizado. Mas será que essas ações realmente mudaram nossas vidas ou apenas agiu de forma superficial e temporária?

Tenho passado por algumas mudanças. A impressão é que entrei em um redemoinho e que tudo o que estava ali, firme, começou a voar sobre minha cabeça desestruturando tudo o que eu achava que estava fixo. E isso é, diga-se de passagem, extremamente bom, pois eu realmente adoro mudanças.

No entanto, tais mudanças me fizeram perceber o quanto eu estava desorganizada. Precisando de alguns documentos, recorri às pastas nas quais continham desde o diploma de Medicina Veterinária até boletos pagos de cursos avulsos. Uma bagunça. No meio de tudo, tive a surpresa de encontrar minha certidão de nascimento, a qual sabia que estava por ali, em algum canto obscuro da tal pasta amarela. Foi o ponto crítico para decidir por uma mudança mais séria: organizar minha vida de uma forma mais profunda.

Chega de empilhar papeis sobre a mesa. De passar um paninho na prateleira dos livros. De colocar meus brincos e pulseiras nas caixinhas. O que preciso agora é organizar cada item que faz parte de quem sou. Cada papel. Cada certificado. Cada diploma. Preciso começar do zero, organizar meus documentos, certidões, carteira de trabalho, título de eleitor. Não apenas deixá-los em uma pasta jogada no fundo do armário.

Muitas vezes organizamos o que está sob nossa visão. O que está aparente, sobre as superfícies dos nossos quartos, sala, cozinha e esquecemos daquilo tudo que juntamos sem critério e entulhamos em um único canto, longe do nosso campo. Está na hora de revolver aquelas energias estagnadas, aquela bagunça que deixamos pra arrumar depois-um-dia-quem-sabe. Pra quando tivermos paciência. Mas a verdade é que nada ficará realmente organizado se não começamos pelo caos mais profundo.

Vamos deixar um pouco a superfície de lado e atacar de uma vez aquela bagunça que sempre deixamos pra depois? Afinal, de nada adianta continuarmos passando pano na mesa se por baixo do tapete a situação está crítica.

{imagem: we heart it}

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