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Inspiração

5 dicas para escrever melhor

14/10/2016

Como escrever melhor? 5 dicas - Leve por aí por Camile Carvalho

Eu amo escrever. Acredito que quanto mais escrevo, melhor consigo colocar no papel – ou tela – meus sentimentos, pensamentos e reflexões. Escrever bem não é apenas estar dentro das normas gramaticais da língua, mas também conseguir colocar em palavras aquilo que está dentro de nós.

Frequentemente recebo comentários de elogio em relação aos meus textos e, apesar de ficar feliz em saber que estou conseguindo tocar alguém com as letrinhas que digito por aqui, também mantenho meus pés no chão com a certeza de que hoje escrevo melhor que ontem, mas que posso sempre melhorar.

Mas afinal, como podemos melhorar a escrita? O que devemos fazer pra conseguir expressar com sucesso aquilo que sentimos sem embolar as palavras e sem sofrer da famosa síndrome da página em branco, quando olhamos para o papel ou tela e não sabemos sequer como começar?

Hoje vou dar algumas dicas que aplico na minha rotina que podem ajudar você, que deseja escrever melhor tanto na parte da gramática quanto na parte da expressão.

1. Leia muito

Essa dica é uma das que mais leio por aí e não poderia deixar de colocar neste post. Quando lemos bons livros, absorvemos muito o estilo de escrita, aprendemos vocabulário e aprendemos como cada autor coloca em texto suas ideias. Você pode pensar que está apenas prestando atenção na história contada, mas quando lemos, nossa atenção vai além do enredo.

Assimilamos composições de frases, formas de expressão e automaticamente nosso cérebro grava a imagem das palavras mais difíceis. Assim, quando precisamos escrevê-las depois, já temos a ideia de como ela é escrita por termos a associação da imagem dela no nosso cérebro. Sendo assim, dúvidas sobre ç, c ou ss podem ser diminuídas quando estamos acostumados a ler determinadas palavras.

2. Torne sua escrita um hábito

Alguns dos maiores escritores e artistas têm o hábito de escrever todos os dias pela manhã, como um despejo mental de ideias, um esvaziamento de mente. Não precisamos escrever por horas diariamente, mas só de colocarmos no papel algumas ideias diariamente, vamos aprendendo a expressar, através das palavras, aquelas ideias que ficam rodeando nossa mente. A escrita é como a escovação os dentes, não adianta praticar apenas quando precisamos: devemos torná-la um hábito diário. A constância nos ajuda a progredir.

3. Mindfulness

Encontre um lugar adequado para praticar a escrita. Pode ser no seu quarto, escritório, ou até mesmo em um café. Certifique-se de que não há distrações ao seu redor. Para alguns, sons externos são extremamente dispersantes, mas há pessoas que gostam de um ambiente movimentado para ativar a criatividade. Encontre o seu local preferido e mantenha sua atenção plena naquilo que está fazendo.

Aproveite a atenção plena e feche todos os aplicativos do seu computador ou notebook e mantenha o foco apenas na página em branco à sua frente. Se estiver usando caderno, tente não se distrair com muitos objetos sobre a mesa e deixe aquele seu estojo cheio de canetas de lado. Manter o foco total no que está fazendo ajuda a escrever melhor e mais rápido.

4. Fone de ouvido e música

Para mim, uma combinação perfeita é ouvir música no fone de ouvido enquanto escrevo. Gosto de usar fone grande, que elimina os ruídos externos para uma melhor concentração e sempre uso o mesmo álbum pra tocar. Prefira músicas instrumentais e calmas, já que podemos nos distrair com as letras – principalmente quando estamos ouvindo aquela música preferida. Playlists com músicas de relaxamento, reiki e meditação podem ser encontradas facilmente no youtube.

5. Brainstorming e Mapas Mentais

Brainstorming, também conhecido como tempestade de ideias nada mais é que pegar um papel em branco e escrever tudo que vem na mente relacionado ao assunto que você deseja. Depois de escrever todas as ideias, sem julgamento e sem racionalizar muito, você poderá organizar os pensamentos e fazer uma lista ou mapa mental com eles, organizando e selecionando o que será útil.

Na escrita, quando temos o bloqueio criativo, podemos pegar um tema que já escrevemos – como no caso de um blog – e a partir dali fazer um brainstorming sobre quais outros temas estão relacionados e que podem ser explorados com mais profundidade.

Aqui no blog tem dois artigos sobre mapas mentais (esse e esse) que podem ajudar na organização de novas ideias e a evitar o famoso bloqueio criativo.

Estes cinco tópicos são as dicas que considero mais importantes para quem quer escrever melhor. Claro que poderia listar vários outros, como sempre manter um caderninho na bolsa, a consultar de vez em quando um dicionário para aprender palavras novas e enriquecer o vocabulário e claro, praticar muito. Quanto mais escrevemos, melhor fica o nosso texto. Mantenha um diário pessoal ou use o 750words.com para tornar sua escrita um hábito e você verá o quanto sua escrita vai melhorar a cada dia.

Espero que tenha gostado das ideias e ficaria muito feliz em saber quais outras dicas você usa para melhorar sua escrita. Compartilhe aqui nos comentários!

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Inspiração

Dia Internacional da Paz: 5 ações por um mundo melhor

21/09/2016

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Hoje, dia 21 de Setembro, é o Dia Internacional da Paz, declarado pela ONU em 1981. Vivemos em uma época em que nossa visão de mundo precisa ser imposta aos outros, em que conflitos ocorrem devido às diferentes formas de enxergar a vida e em que o respeito (ainda) não é a base da comunicação e dos relacionamentos. Mas será que não há como sermos pessoas melhores conosco e com a comunidade que nos cerca?

Para celebrar este dia, trouxe 5 reflexões que podemos observar sobre nossas atitudes que, colocadas em prática podem melhorar a nossa convivência em sociedade e nos deixam mais leves e felizes.

 1. Aceitar que o mundo é múltiplo

Exatamente. Já parou pra pensar que a sua verdade pode não ser a mesma verdade do outro? Que você tem uma bagagem cultural e histórico de vida completamente diferente das outras pessoas? Não, isso não é ruim. Muito pelo contrário, a diversidade é uma dádiva e tudo o que devemos fazer é respeitar a opinião e a forma de enxergar o mundo do outro.

Ter empatia é se colocar no lugar de alguém, e no momento em que fazemos esse exercício, podemos compreender melhor os motivos pelos quais muitos pensam de forma diferente. Portanto, vamos tentar julgar menos e tentar respeitar mais quem não compartilha da mesma opinião?

2. Escutar mais, falar menos

Tem aquela famosa frase que diz: “o homem foi criado com dois ouvidos e uma boca para escutarmos mais e falarmos menos” e vou confessar que concordo demais com essa afirmação. Na maioria dos diálogos, não damos espaço para o outro ser escutado. Geralmente já estamos formulando uma resposta enquanto o outro fala, deixando de fazer um exercício simples que é ficar em silêncio de verdade – inclusive mentalmente – para tentar compreender e absorver o que estão tentando nos passar.

Diálogos truncados são comuns quando, ao invés de ouvirmos em silêncio, ligamos o nosso falatório mental enquanto não chega o nosso turno da fala. Muitos conflitos e falhas de comunicação poderiam ser evitados caso prestássemos atenção plenamente na mensagem que estão nos transmitindo. Portanto, escutar em silêncio e atentamente é, além de uma forma mais eficiente de comunicar-se, uma maneira de demonstrar carinho e empatia, além de desenvolvermos a comunicação não-violenta.

3. Respeitar as diferentes fés

Como falado anteriormente, vivemos em um mundo plural, com diversas possibilidades e culturas riquíssimas. Logo, por que justamente a sua religião é a única que “funciona”? Por que seu Deus é o único verdadeiro, se há diferentes manifestações culturais ligadas à fé desenvolvidas ao longo da existência humana?

Além disso, religião é uma estrutura, podemos até fazer com que o outro passe a frequentar e a se associar com membros de uma determinada igreja, mas a fé é algo tão interno, tão pessoal, que deveríamos respeitar o fato de que ninguém é obrigado a acreditar no mesmo que acreditamos. Aliás, deveríamos respeitar – e não tentar convencer – que o outro pode ter fé num Deus A, B, C, ou sequer acreditar. E está tudo ok. Ninguém é melhor ou pior por acreditar ou desacreditar em algo. Religião não define caráter.

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4. Julgar menos, ajudar mais

Por mais que convivamos com alguém, jamais vamos saber o que de fato se passa na cabeça dessa pessoa. Se quando temos uma convivência próxima já é complicado opinar e dar conselhos, o que dizer de pessoas que sequer conhecemos, mas que já queremos opinar, criticar e julgar baseado em um pequeno detalhe, um recorte de uma situação que chegou até nós?

Cada ser humano está passando por um processo e quando direcionamos nosso olhar para apontar e criticar o outro, estamos deixando de olhar para nós mesmos. Criticamos a roupa, o modo de falar, orientação sexual, escolhas profissionais… debochamos de sotaques, rimos da falta de instrução, humilhamos os menos favorecidos… Quanto tempo perdemos apontando o dedo aos outros e não tentando melhorar a nós mesmos? Quanto tempo perdemos rebaixando o outro, quando poderíamos estar dando-lhe a mão?

5. Respirar antes de (re)agir

Muitas das nossas ações são realizadas no impulso. Rebatemos um comentário, reagimos agressivamente, nos desesperamos com determinadas situações e isso está relacionado ao nosso Sistema Nervoso Simpático (SNS), relacionado à luta ou fuga. Mas, o que aconteceria caso respirássemos, contássemos até 10 e tentássemos analisar as situações com clareza de mente antes de tomar uma atitude – muitas vezes drástica?

Muitas tragédias acontecem diariamente por causa da famosa “cabeça quente” entre os envolvidos. Brigas de trânsito, violência em casa, escola, ou trabalho poderiam ser evitadas caso não agíssemos completamente por impulso.

Por um mundo melhor…

Portanto, pela paz, podemos mudar nossas atitudes e tentar olhar mais para si. Respeitar a diversidade, a opinião e escolha dos outros, tentar julgar menos, saber escutar e não agir com impulsividade são apenas alguns pontos que podemos prestar atenção no nosso dia-a-dia a fim de não perpetuar um comportamento agressivo e desrespeitoso com o outro. Afinal, se não mudarmos nossas atitudes e pensamentos, jamais teremos aquele mundo melhor que tanto sonhamos.

“Somos nós, habitantes do planeta Terra. Filhos e filhas da Terra e do Sol. Somos a vida do planeta. Se nos unirmos, se nos cuidarmos, não precisaremos mais de armas, de drogas, de bebidas, de brigas feias, de guerras, de fronteiras, de barreiras. Há um caminho, um terceiro caminho – o Caminho da Cultura da Paz.”

Monja Coen, A Sabedoria da Transformação

imagem: Pixabay

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Documentário: Fat, sick & nearly dead

07/12/2015

Todos sabem que o blog acompanha bem as fases da minha vida, e isso é muito bom, pois reflete muito quem sou e o que estou buscando no momento e estou empolgada em assistir alguns documentários inspiradores pelo Netflix. O escolhido do dia foi Fat, Sick & Nearly Dead, de Joe Cross, um australiano que desenvolveu uma doença autoimune provavelmente relacionada ao seu estilo de vida nem um pouco saudável.

Com uma alimentação cheia de frituras, gorduras e muito açúcar somado a uma vida sedentária, Joe Cross decidiu fazer uma mudança na sua vida (reboot) quando sua doença autoimune (urticária crônica) passou a se manifestar de forma mais intensa, fazendo com que Joe aumentasse a quantidade de medicamentos e sofresse ainda mais com os efeitos colaterais.

Foi nesse momento que Joe teve o insight de que somos o que comemos, e que sua má alimentação poderia estar piorando seu quadro de urticária. Depois de consultar 6 médicos que lhe disseram que o quadro era grave e poderia piorar, Joe decidiu enfrentar o desafio de “reiniciar” seu sistema fazendo um jejum de 60 dias apenas se alimentando de suco verde e de frutas naturais enquanto gravou o documentário Fat, Sick & Nearly Dead (gordo, doente e quase morto). Ao longo da trajetória, Joe relata as melhorias que teve em seu colesterol, triglicerídeo, autoestima e disposição, além da redução da gordura de forma visível.

Este é um daqueles documentários que nos inspiram bastante a repensar como estamos nos alimentando. Mesmo que não queiramos fazer um desafio reboot, nos faz enxergar que somos o que comemos mesmo, e que podemos mudar alguns hábitos alimentares reduzindo o que não nos faz bem e adicionando mais sucos verdes e naturais na nossa alimentação.

Joe Cross fez o desafio de 60 dias devido ao seu estado crônico e riscos cardiovasculares, mas recomenda o de 7 dias para todos que queiram experimentar como é se alimentar com micronutrientes, ou seja, aqueles  nutrientes que nossas células mais precisam. Mas calma, não joguem as panelas de lado agora! Consulte primeiro um médico e faça um check-up geral para ver como anda sua saúde antes de fazer qualquer mudança brusca na alimentação.

Assistam o documentário e depois me digam o que acharam.

Quem já assistiu? 

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