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Cotidiano

Por onde andei + lua cheia de wesak

10/05/2017

Aqui estou, sentada sobre meu tapetinho de yoga com o notebook no colo após uma meditação na lua cheia de Wesak. Hoje comemora-se o nascimento de Buda Gautama, mas não é apenas isso: hoje é lua cheia em escorpião, um momento poderoso para reconectarmos com nossa essência, buscarmos dentro de nós mesmos o que realmente queremos e tirarmos os projetos do papel.

E cá estou eu, olhando pro cursor piscando e entre uma palavra e outra, tentando voltar a essa linda rotina de escrever. Quanto tempo não fazia isso!

Ultimamente tenho ocupado meu tempo apenas com meu trabalho como professora de Yoga. Respiro yoga praticamente 24hs por dia e não, não estou reclamando. Gosto do que faço, e por isso, assim que concluí uma formação (Vinyasa), já emendei com outra em Tantra Yoga. Minha meta é me aprofundar a cada dia nesse oceano de conhecimento para poder, além de transformar a mim mesma, ajudar a quem cruzar meu caminho.

Mas é pensando em ajudar aos outros, em compartilhar, que me sinto um pouco culpada por ter abandonado este blog. Com a correria do dia-a-dia (trabalho em vários bairros do Rio de Janeiro) e os estudos no Yoga, acabei deixando de lado este cantinho que tanto amo. O pior: deixei de lado vocês, pessoas tão queridas que me acompanhavam, que compartilhavam também suas histórias pessoais comigo e por quem tenho muito carinho.

Sinto-me um pouco menos acadêmica, um pouco mais espiritualizada. Um pouco menos literária e um pouco mais espontânea. Menos razão, mais emoção, e isso é/foi bom, mas seria melhor ainda que eu conseguisse equilibrar. Lembram do caminho do meio do qual sempre falava por aqui? Pois é, preciso voltar aos trilhos e me dedicar mais a vocês, principal motivo pelo qual ainda mantenho este blog no ar.

Algumas mudanças passaram pela minha mente: transformar o blog em um site apenas direcionado ao meu trabalho de yoga, abandonar de vez mantendo os artigos antigos, replanejar tudo e voltar a blogar como nos velhos tempos, mas como eu sempre falo que “feito é melhor que perfeito”, simplesmente abri o editor e vim escrever pra vocês. Decidi criar um site direcionado apenas ao meu trabalho, o Chandrika Yoga, assim como uma página no facebook com o mesmo nome. Sim, mesmo respirando yoga, achei melhor ter uma separação para que eu possa retomar minha rotina de posts aqui neste espaço como era antes.

Sei que muitos de vocês podem ter desistido de me acompanhar e peço desculpas por não ter sido tão presente nos últimos meses (apesar de estar sempre pelo instagram). É que às vezes precisamos nos dedicar mais a algo, fazer escolhas, e escolhas sempre envolvem priorizar algo, deixando outras partes em segundo plano.

O que mudou ultimamente

  • Tenho dado mais aulas de yoga que de fato praticado posturas.
  • Comecei uma rotina de meditação pela escola Ananda Marga
  • Concluí meu curso de formação em yoga pela Blyss
  • Iniciei um novo curso de formação em Tantra Yoga pela Ananda Marga
  • Tranquei a faculdade de Jornalismo neste semestre faltando poucas matérias pra me formar por causa do trabalho (horários incompatíveis)
  • Cancelei minha assinatura da revista Vida Simples e Bons Fluidos
  • Me matriculei na academia Smart Fit
  • Desisti do armário cápsula/minimalista e comprei roupas no estilo indiano – e estou feliz com isso!
  • Comprei um novo baralho cigano
  • Quase não ligo mais o computador, estou usando o smartphone pra quase tudo
  • Estou usando agenda de papel e isso mudou minha forma de organização (pra melhor!)
  • Consegui trocar todos os meus cosméticos por veganos/cruelty-free e/ou orgânicos

O que não mudou em mim

  • Continuo frequentando feiras veganas mensalmente
  • Continuo comprando livros
  • Continuo lendo vários livros ao mesmo tempo e não terminando nenhum (oh, que vergonha!) 😛
  • Continuo no caminho para o veganismo
  • Continuo com meus hábitos sustentáveis e minimalistas
  • Continuo com minha busca pela transformação pessoal e com a vontade de ajudar a quem cruzar meu caminho

O que preciso mudar

  • Tornar-me 100% vegana
  • Estabelecer um hábito de frequentar academia pelo meu bem-estar e saúde
  • Fazer um novo declutter completo no meu armário, livros, papelada, objetos e tudo que me cerca
  • Encontrar amigas que não vejo há meses ou anos simplesmente por “não termos tempo”
  • Voltar a transformar este blog num espaço especial de compartilhamento, troca e amizade

Conto com o carinho e compreensão de vocês. Espero poder trazer mais conteúdo bacana por aqui com informações, dicas, inspirações e boas energias. Sugestões de posts são muito bem vindos. O que vocês gostariam de ler por aqui?

Até o próximo post! <3

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Cotidiano

Mudando meus hábitos com a Netflix

05/03/2017

Mudando meus hábitos com a Netflix - Camile Carvalho

Ultimamente tenho repensado muita coisa na minha vida e uma delas foi analisar meus gastos com serviços que não ando usando muito, quando cheguei na Netflix. A verdade é que eu quase não assisto filmes e continuo pagando a mensalidade, mas resolvi dar uma chance ao serviço e ficar por mais um mês com a condição de me comprometer a assistir pelo menos os documentários que eu tinha marcado como interessantes por lá. Não sou muito de me prender a filmes, mas tudo relacionado a saúde, meditação, astros e desenvolvimento pessoal me chama muito a atenção.

Comecei então minha jornada com os documentários (hoje é meu terceiro dia) e estou gostando de mudar um pouco minha rotina e criar novos hábitos antes de dormir. Se antes eu ficava no computador – muitas vezes navegando à deriva por sites e redes sociais – agora estou aproveitando pelo menos uma hora do meu tempo assistindo documentários que me fazem bem, me trazem conhecimento ou simplesmente uma nova visão sobre determinado assunto.

Séries

Não sou muito de assistir a séries (ainda bem que não peguei esse vício!), pois gosto de assistir com a minha família, então até que todos consigam se reunir pra assistir algo no Netflix, demora… as últimas séries que acompanhamos juntos foram House of Cards e The Crown, que por sinal são muito boas e que recomendo a quem quer entender um pouco sobre os arranjos políticos nos EUA (claro, de forma fictícia) e sobre a vida da Rainha Elisabeth, respectivamente. Eu sei que quem é rato de Netflix já deve ter assistido, mas muitos amigos meus sequer ouviram falar em House of Cards, então fica aqui a minha indicação.

Documentários

Os últimos documentários que assisti – nos últimos dois dias – foram From Fat to Finish Line e Free the Mind. Tão inspiradores que no dia seguinte que assisti o primeiro me  matriculei pela manhã na academia e corri meus primeiros 20 minutos da vida. Okay, eu já estava com vontade de voltar a me exercitar, mas isso apenas adiantou a promessa da segunda-feira eu começo. Free the Mind é tão bom, principalmente pra mim, que trabalho com Yoga e Meditação, que chorei litros durante o documentário e me motivei a buscar mais sobre os efeitos da respiração na nossa mente. Se vocês tiverem interesse, posso destrinchar mais o documentário num post mais adiante explicando melhor os pontos da neurociência e da meditação.

Agora quero saber o que vocês andam assistindo de inspirador. Qual foi o último documentário ou filme que te fez parar e pensar sobre a vida? Compartilhe aqui comigo, estou em busca de inspirações (de preferência que estejam no Netflix). 🙂

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Cotidiano

Comecei o projeto desapego 2017: roupas!

31/01/2017

Comecei o projeto desapego 2017: roupas! - Leve por aí, por Camile Carvalho

Estou no meio de um declutter. Pra quem não acompanhava o blog, declutter é o sinônimo de “destralhe”. Costumo usar esta palavra pra expressar de forma mais simples o processo de tirar as coisas das gavetas, analisar o que fica e o que sai. Claro, não gosto de tratar o que sai como tralha, como lixo, como algo inútil, visto que o que não serve pra mim pode ter muita utilidade para o próximo.

Cheguei no Rio de Janeiro hoje pela manhã. Dei minhas aulas de yoga e, com a mala da viagem ainda cheia, porém, com as roupas já lavadas, estendi meu tapetinho de yoga no chão do quarto e tirei tudo de dentro da mala sobre ele. Abri minhas gavetas e comecei o processo. Isso fica. Isso sai.

Após duas pilhas de roupas a serem doadas, separadas num canto prontas para entrarem em uma sacola, fui ao banheiro. Olhei ao meu redor e percebi o tanto de cremes, perfumes, shampoos, hidratantes, sabonetes e isso e aquilo. Ainda tenho cosméticos de empresas que testam em animais. Cremes com parabenos, parafinas e sei lá mais o que. Shampoo com sulfatos e tantas outras coisas que fazem mal. Respirei fundo e, pra não perder o ritmo do declutter no quarto, prometi a mim mesma que o próximo será o banheiro.

Aquela lista de 10 itens que fiz, pro desafio Desapego 2017 foi feita de forma aleatória. Não foi nada muito elaborado, muito pelo contrário. O que eu pensava em mudar, anotava. Quando cheguei ao número 10 parei, sabe-se lá por qual motivo. Dez costuma ser um número bonito, redondo (quem determinou isso?), mas a verdade é que ao longo de 2017 serão muito mais que 10 itens a serem transformados. Não quero dar um passo à frente, mas um salto.

Olho ao meu redor e vejo as sacolas. As roupas a serem doadas. A porta do armário aberta e a quantidade de roupas que ainda tenho lá.

No meio da arrumação encontrei uma bata preta indiana, que vai até mais ou menos a altura dos joelhos. Linda. Por que mesmo eu não a uso? Ah, claro, eu não sabia que tinha. Esta peça foi pro cabide, ganhou um destaque e será usada assim que possível.

Perdí os trilhos do minimalismo ao longo dos anos? Sim e não. Minha mente continua atenta, não compro por impulso, mas perdi o hábito de doar, de abrir espaço, de desapegar. O que eu tinha antes e ficava na dúvida se manteria ou não acabou ficando ali, muitas vezes encostado, e é por isso que hoje estou com peças que sobreviveu a um declutter anterior só porque fiquei com dúvidas. E a resposta veio.

Cada roupa tem uma história, uma emoção, carrega memórias boas ou ruins. Vamos desapegar, passar adiante o que não nos traz alegria? Eu sei, Marie Kondo repete isso incessantemente em seu livro, mas este é um conceito antigo pelas bandas de cá. Precisamos manter ao nosso redor o que nos faz leves, felizes e completos.

Vamos desapegar?

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