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A importância de deixar ir

02/10/2016

A importância de deixar ir - Leve por aí por Camile Carvalho

Sempre que nos sentimos sobrecarregados, cansados e desanimados é um ótimo momento para refletir sobre as coisas que queremos deixar ir embora das nossas vidas, aquilo que não cabe mais, que não combina mais com quem nos transformamos. A cada minutos somos uma pessoa diferente, e pra que possamos seguir em frente e receber coisas novas, precisamos deixar pra trás o que não precisamos carregar conosco adiante.

Pense que você carrega uma mochila na sua vida. Como toda bagagem, seu espaço é limitado. Ao longo da nossa vida vamos enchendo nossa mochila com memórias, lembranças, objetos, emoções… e sim, isso pesa. Pesa sobre nossos ombros e costas, mas na maioria das vezes não temos a coragem de parar, abrir a mochila e analisar se o que estamos carregando é realmente necessário.

O que vamos carregar daqui pra frente? Que tal destralharmos também a nossa mochila da vida? Sabe aquela raiva, aquele rancor, aquelas memórias dolorosas de um passado que não existe mais? Aquela necessidade de querer agradar a todos, aquela preocupação com o que os outros vão pensar de nós? Desapegue! Deixe no meio do caminho. Você não precisa carregar por aí aquilo que te faz mal, aquilo que não acrescenta em nada e nem será útil para o seu futuro.

Desapegue, deixe ir…

Somente quando abrirmos espaço e renovarmos as energias é que receberemos e teremos a clareza de mente necessária para lidar com o novo. Se você quer iniciar novos projetos, quer transformar sua vida, o momento é agora.  Tenho certeza que deixando pra trás o que não combina mais com você, sua vida ficará mais leve, pronta para receber o novo, pronta para começar aquilo que você tanto queria.

O que você anda levando na sua mochila da vida que está lhe sobrecarregando? Do que você pode desapegar? Abra espaço, deixe ir… tenho certeza que sua mente ficará mais clara para lidar com as transformações necessárias para uma nova etapa da sua vida.

Desapegue, deixe ir…

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Seja como uma pedra no lago

10/08/2016

Seja como uma pedra no lago zen | Leve por aí

Somos como uma grande rede: nossas ações acabam por influenciar ações de pessoas que convivem conosco ou até mesmo de indivíduos próximos que sequer têm contato conosco. Associo isso ao campo energético e isso pode ser visto tanto em ações boas quanto em ruins.

É como uma pedra atirada ao lago calmo. Aos poucos forma-se uma onda que se espalha e se distancia cada vez mais até que a água volte a ficar parada e cristalina. Ora, mas se nossas ações boas influenciam a todos ao nosso redor e depois o lago volta a ficar parado, o que fazer para que esse movimento continue constante? Simples: continue provocando boas ações.

Se cada um de nós produzirmos boas ações em sequência e constantemente, o movimento não cessará. É como escovar os dentes e tomar banho, depois de um tempo torna-se um hábito – e deve ser assim enquanto vivermos.

Irradie amor, espalhe boas ações, seja o protagonista de uma mudança, mas tenha em mente que sem um esforço constante, o movimento causado pela sua pedrinha atirada ao lago logo cessará e que a única forma de mater o movimento nas águas é estar sempre em estado de alerta e produzindo boas ações.

Por um mundo com mais protagonistas, com mais ações benéficas e mais atitudes. E que ações como estas se tornem um hábito na vida de cada um de vocês, e não apenas um episódio isolado.

O que você vai fazer de bom hoje? Qual será sua boa ação do dia? Vamos começar?

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Recomece sempre que necessário

25/07/2016

vm-recomece-sempre

Cada um tem sua história, sua trajetória de vida e comportamento. Em nossa estrada muitas vezes encontramos curvas, bifurcações, e em algumas situações, por distração ou simplesmente por não estarmos vivendo o momento presente devido a diferentes motivos, acabamos por pegar um outro caminho.

Uma estilo de vida minimalista, como sempre falo por aqui, é uma história de autoconhecimento, na qual cada mudança que fazemos, cada passo que damos, nos tiram da zona de conforto e nos fazem experimentar desafios que nem sempre estamos preparados.

É muito mais fácil desistir? Sim! Em todos os casos em que trabalhamos com o autoconhecimento e com a autodisciplina muitas vezes nos sentimos desmotivados a continuar no caminho o qual planejamos, mas dar uma pausa nem sempre significa desistir. Às vezes tudo o que precisamos é recalcular a rota, planejar novas estradas e abastecer, para que consigamos voltar ainda mais firmes para a estrada.

Você pode estar fazendo no momento uma reeducação alimentar, mas comendo brigadeiro na panela. Pode estar caminhando para o vegetarianismo mas se entregando a um churrasco no último fim de semana. Buscando viver uma vida mais simples e minimalista, mas descobrindo que na última visita ao shopping comprou por impulso coisas das quais não precisava. E está tudo bem.

Está tudo bem porque criar um novo hábito nos tira completamente da nossa zona de conforto. Mas, assim como a reeducação alimentar para alguém muito acima do peso tem seus altos e baixos, repensar a forma como consumimos também deve ser exercitado até tornar-se um hábito, algo natural.

Toda mudança de hábito está intimamente relacionada ao nosso centro de emoções. Muitas das vezes compramos, comemos ou fazemos algo que gostaríamos de ter mudado por depositarmos naquela ação um sentimento. Pode ser um ponto de fuga que nos traz alívio imediato, porém não duradouro. E então depois pensamos no quanto não valeu a pena sairmos da estrada, vindo em seguida o sentimento de culpa.

Porém, pra ser sincera, não precisamos sentir culpa de nada! Tudo o que precisamos fazer – em qualquer dos casos mencionados – é nos reerguer, limpar a poeira e traçar um novo plano buscando a motivação certa.

Se você acha que minimalismo ou qualquer outra mudança de hábito não é pra você mas mesmo assim gostaria de tentar, comece aos poucos. Um passo de cada vez, e quando você perceber, estará mais longe do que imaginava.

E se tem uma dica que dou a quem me pergunta como voltar a viver um estilo de vida mais simples e minimalista é: recomece pelo que lhe é possível. Abra seu guarda-roupas. Será que todas as roupas ainda lhe servem? Será que não tem coisa demais? E seu banheiro, como estão seus cosméticos? Sabe aquela gaveta de papelada? Por que não tentar fazer uma super arrumação e destralhar tudo?

Comece – ou recomece – pequeno. Uma gaveta por vez. Uma pasta por vez. E quando perceber, encontrará novamente aquela força para fazer uma grande mudança. Porque às vezes tudo o que precisamos é de uma gaveta arrumada e uma mesa limpa para que possamos respirar fundo e recomeçar.

E quantas vezes devo recomeçar? Ora, quantas vezes forem necessárias.

foto: pixabay.com

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