Livros

Livro: O Apanhador no Campo de Centeio

10/03/2014

Sabe aquele livro que você sabe que é um clássico, é louco pra ler, quando começa acha muito chato mas depois começa a amar? Pois foi esta a sensação que tive ao ler O Apanhador no Campo de Centeio (The Catcher in the Rye), de J. D. Salinger.

A principal curiosidade deste livro e sua importância para o meio literário, é que na época em que foi publicado (1945), não havia uma preocupação com os jovens e por consequência, hão havia uma literatura especializada para este público-alvo. No entanto, o narrador da obra é Holden Caulfield, um menino de 16 anos que após ser expulso da escola, faz o caminho de volta pra casa entre seus medos, angústias, confusões e reflexões sobre a vida numa visão adolescente. O livro ganhou notoriedade entre os jovens e se tornou um marco do início da literatura dedicada à esta faixa-etária, além de seu personagem se tornar um ícone da rebeldia adolescente.

No início achei a narrativa muito lenta, com uma quantidade exagerada de gírias da época e só continuei a leitura porque estou tentando me policiar a ler os livros que tenho pendentes até o final. Porém, o personagem foi me conquistando aos poucos, principalmente devido aos seus pensamentos durante o percurso de volta pra sua casa, com medo da reação de seus pais ao saberem que, mais uma vez, havia sido expulso da escola. Em um único final de semana o garoto viajou de trem, dormiu em hoteis, conheceu novas pessoas e passou por alguns momentos de apuros, mas foi quando se esclarece o porquê do título do livro, que eu me emocionei e percebi o quão generoso e puro pode ser o coração de um jovem considerado “perdido” na visão dos outros.

Como uma boa obra clássica, deixo minha recomendação. Apesar da linguagem totalmente informal durante todo o livro, valeu muito a pena tê-lo lido até o final.

imagem daqui

“O homem que cai não consegue nem mesmo ouvir ou sentir o baque do seu corpo no fundo. Apenas cai e cai. A coisa toda se aplica aos homens que, num momento ou outro de suas vidas, procuram alguma coisa que seu próprio meio não lhes podia proporcionar. Ou que pensavam que seu próprio meio não lhes poderia proporcionar. Por isso, abandonam a busca. Abandonam a busca antes mesmo de começá-la de verdade. Tá me entendendo?” – O Apanhador no Campo de Centeio

SALINGER, J. D. O apanhador no campo de centeio. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 2012. 208 p.

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